"É o que faço, amor, eu escrevo.... Wikney Edson
"É o que faço, amor, eu escrevo.
Para cada sentimento, um verso, e para cada verso, um enlevo.
Sorte sua foi ter me conquistado, não existe trevo.
É o que faço, amor, eu bebo.
Para cada verso, um gole, e a cada gole eu te vejo.
Eu sou ninguém, e quando sou alguém, sou de um todo seu amor, aos céus, agradeço.
Por ser capaz de amar, mesmo ferido, amargurado, ébrio, em devaneio.
Agradeço.
Obrigado, Pai, pela tal dádiva do amor, obrigado pela não correspondência, o rancor, a indiferença, o anseio.
É o que faço, amor, eu escrevo.
Pois quando tu fores de mim, serão minha companhia a solidão, a pena e o tinteiro.
Penso em você o dia inteiro.
Eu queria tanto um abraço, o doce do beijo.
Caso não, que seja somente do abraço o aconchego.
Sem ar eu voo, e mesmo sem mar, em ti, meu amor, eu velejo.
E quando as lágrimas, que afogam minha existência, me permitem enxergar, nem que seja um pouco, amor, acerca de ti, eu escrevo..."
