Escrever uma carta a uma Criança
Quero ser sempre um adulto com alma de criança: aquela pessoa que briga e faz as pazes no mesmo instante, que conta piadas e ri sozinha(porque ninguém entende rsrs) , que ouvi uma música e sai dançando, que faz biquinho quando é magoada, mas que fica encantada quando vê uma borboleta voando...
Quero ser um adulto com alma de criança para que nunca morra a criança que mora em mim... :)
Criança é ser especial! É o verdadeiro brilho da realidade.
E a ânsia de ser feliz, de buscar no desenho do giz a sua verdade;
Ser criança é ir além, é sentir o infinito como mais ninguém.
Ser criança é se fazer inteiro, é ser o primeiro e nada vale pela metade;
Criança! Seu nome se espelha a Esperança;
A pura autenticidade e festança, que compõe a nossa felicidade.
Nara Nubia Alencar Queiroz
Criança, joia rara;
Trem-bala que o tempo não para; leveza, clareza, sabedoria, bela pureza!
Criança, entoa riso em tudo que é preciso; é energia, é alegria, e é sempre clara.
Criança é carinho, é caminho, é semente que brota e desabrocha pouco a pouco do nosso ninho;
Criança é gigante, faz do simples núcleo, um feliz universo avante.
Criança, fase mutante e curta;
Aceite e aproveite! E nunca a esqueça na remanescente estação adulta.
Precisamos olhar um pouco para dentro de nós. Revisitar nossa criança interior, colocá-la no colo e ouvi-la com todo carinho. Sinta o que ela sente e transmute todo sentimento de dor em amor.
Perdoe e sinta-se perdoado por ela.
Brinque, dance, rodopie com sua criança, até perceber seu corpo, mente e espírito leves e mergulhados em profunda paz e serenidade. Após isso, dê aquele abraço caloroso, agradeça e, antes de regressar, diga que tudo, entre vocês, sempre estará bem. Volte, com o coração leve, mas com a consciência de que sua criança interna sempre estará lá, esperando pra brincar.
Criança não entende orgulho,
não entende briga de adulto,
não entende silêncio imposto.
Ela só sente falta.
Sente no vazio da pergunta que ninguém responde,
no “cadê?” que vira rotina,
no abraço que simplesmente parou de existir.
E quem afasta…
acha que tá vencendo.
Mas não percebe que tá ensinando abandono,
plantando insegurança onde só devia ter amor,
e deixando marcas que o tempo não apaga.
Porque criança cresce…
mas o que faltou nela
não cresce junto.
Fica.
E grita em silêncio pro resto da vida.
Ainda sinto saudade daquela criança.
Da pureza de acreditar que ser bom bastava.
De vestir uma capa imaginária
e sair pelo mundo acreditando
que ninguém deveria ficar sozinho.
Hoje eu sei que heróis também cansam.
E talvez eu não queira mais salvar ninguém.
Talvez eu só queira, pela primeira vez,
que alguém olhe para mim
e diga:
“Agora deixa.
Dessa vez,
eu salvo você.”
Você se reconhece neste circo espiritual? V
A criança do LSD
A criança LSD acredita que ele é o filho preferido do universo. Ele não sabe como ganhar dinheiro e passa a maior parte de sua vida cósmica no festival.
A criança LSD está disposta a ingerir qualquer substância, desde que seja natural (LSD em uma exceção). Ele acha que qualquer coisa da mamãe terra é saudável e bom para você, aparentemente ele nunca ouviu falar de veneno.
Os autoproclamados ativistas do teclado / teóricos da conspiração estão tão acordados que não conseguem nem falar com o decibel médio da fala humana, gritam e usam letras maiúsculas para acordar as ovelhas. É mais eficiente.
Eles sofrem de grande grandiosidade e seu líder escolhido são os “Trunph´s da vida”.
Eles costumam beber chá, jogadores de quarto, pois ganham seu “dinheiro” com o comércio de criptomoedas ou assim farão um dia.
Eles começam a maioria das postagens com um “alerta de gatilho” e sofrem de paranoia aguda, seus pronomes usados com frequência são “eles” e “eles” e adoram usar a palavra “soberano”.
O Espiritual Não Espiritual
Esses são os zangados. Para eles, a transcendência é um desvio espiritual e a auto responsabilidade é a vergonha da vítima.
O Espiritual não Espiritual foi desiludido por um Guru em um ashram na Índia quando confundiram o ensinamento com o professor. O espiritual não-espiritual não suporta a visão de uma alegria e confunde rabugice com firmeza.
Posso ou não ter mergulhado o dedo do pé em um desses arquétipos. Tudo bem brincar de esconde-esconde com a gente sob a roupagem desses personagens, desde que não nos identifiquemos com nossos pontos de vista e ideias, desde que saibamos que é um circo e que somos apenas palhaços.
Desde que não nos esqueçamos de rir.
“O mais esperto de todos é o homem que se diz tolo pelo menos uma vez por mês.” (fim)
Uma criança perdida na aduana
Na fila fria da aduana vazia,
um carimbo ecoa, corta a nostalgia,
luz fluorescente, cheiro de papel,
e um mundo adulto que nunca foi céu.
Pequenos passos num piso riscado,
um nome trocado, um visto negado,
o guichê não olha, só pede razão,
mas a infância não cabe em formulário e mão.
Há bandeiras cansadas no vidro embaçado,
México distante num sonho quebrado,
Uruguai sussurra num vento lateral,
Colômbia sangra num mapa postal.
E a criança pergunta sem ter voz alta,
por que a fronteira sempre falta e assalta?
Se o mundo é um só, por que dividir?
Se o peito é caminho, por que impedir?
Um rádio distante fala em espanhol,
mistura de ordem, de medo e farol,
e o agente carimba sem nem perceber
que ali tem um universo tentando crescer.
Tem cheiro de estrada, de ônibus antigo,
de alguém que perdeu o próprio abrigo,
de um Renault velho cruzando a serra,
levando saudade que nunca se encerra.
E a criança espera — não sabe o quê,
talvez um abraço que o mundo esqueceu de ter,
talvez um sinal, uma mão no ar,
dizendo “pode ir, você pode passar”.
Mas a aduana é feita de tempo e parede,
de quem não entende a sede da rede,
e a infância ali vira só suspensão,
entre o “fica” e o “vai” sem tradução.
No fim, só restam selos no olhar,
e um mapa que aprende a não voltar,
mas mesmo perdida, insiste em sonhar:
que toda fronteira um dia vai respirar.
Niño Muerto — Criança Morta
Matei um menino esses dias.
Ele ainda morava em mim.
Dormia no fundo dos planos,
nas promessas, nos enganos,
nos romances inventados
e nos sonhos exagerados
que eu chamava de futuro
pra não encarar o escuro
de aceitar que certas coisas
já nasceram sem durar.
O menino acreditava.
Esse foi seu maior pecado.
Achava que olhar bonito
era destino traçado.
Que silêncio era mistério,
não desinteresse calado.
Transformava migalha em festa,
fantasia em manifesto,
e qualquer toque pequeno
virava algo colossal.
Criava palácio em fumaça,
fazia altar de ameaça,
e chamava de “conexão”
o que era solidão
com maquiagem emocional.
Foi longe sustentando.
Nossa… como foi longe.
Carregou ausência no peito
como quem carrega medalha.
Defendeu gente vazia
em discussão, em batalha.
Mentiu pra si tantas vezes
que a mentira virou casa.
E toda ilusão alimentada
crescia igual incêndio em brasa.
Porque a idealização
é bonita no começo:
ela te veste de rei
mesmo afundado no avesso.
Te dá gosto de epopeia,
transforma carência em ceia,
faz o abismo parecer
só mais um caminho estreito.
Até que a realidade chega.
E ela chega sem poesia.
Sem música.
Sem fotografia bonita.
Chega igual água fria
invadindo quarto vazio.
Mostrando que o “pra sempre”
às vezes dura um desvio.
Que o amor que você jurava
era só necessidade.
Que metade da esperança
era medo da verdade.
Então o menino morreu.
Não com sangue.
Nem com grito.
Morreu quieto.
Sentado na beira da cama
olhando tudo aquilo
que ele chamou de destino
virar só mais uma lembrança
mal enterrada no caminho.
E o homem que ficou
aprendeu uma coisa amarga:
Quanto mais distante o sonho,
mais pesada fica a carga.
Porque toda fantasia
que a razão não desafia
uma hora cobra juros
com violência e ironia.
Hoje eu caminho mais seco.
Menos céu.
Menos excesso.
Porque crescer, às vezes,
não é ganhar maturidade.
É só descobrir
que a realidade
sempre encontra
a idealização escondida…
e termina o serviço
que a vida começou na ida.
Meu pai cantava essa música quando eu era criança. Me sentia tão amada e orgulhosa de ouvir ele cantando para mim:
"Quero uma mulher
Que saiba lavar e cozinhar
Que de manhã cedo
Me acorde na hora de trabalhar
Só existe uma
E sem ela eu não vivo em paz
Emília, Emília, Emília
Não posso mais
Ninguém sabe igual a ela
Preparar o meu café
Não desfazendo das outras
Emília é mulher
Papai do Céu é quem sabe
A falta que ela me faz
Emília, Emília, Emília
Não posso mais." (canção de Vassourinha)
Riacho dos Choros
Nesta quinta-feira vazia, sinto-me uma criança sozinha, sentada à beira das margens do riacho, no Sítio São Sebastião, chorando ao som dos passarinhos que dançam uma triste canção.
Uma criança sozinha, sentada na varanda do Sítio São Sebastião, que chora isolada escutando as brigas dos seus heróis, que gritam sem parar, sem descansar, sem terminar, sem adiar, sem repousar.
Eu sou a criança sozinha à luz do luar, deitada na grama no Sítio São Sebastião, esperando a briga parar. Eu sou aquela menina sob a luz das estrelas que desejava chorar, sem queixar, sem clamar.
Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides.
Robin era uma ótima criança. Mais inteligente que o pai aos oito anos de idade. Ela gostava das coisas mais estranhas. Como as instruções para um brinquedo mais do que o próprio brinquedo. Os créditos de um filme em vez do filme. A maneira como alguma coisa foi escrita. Uma expressão no meu rosto.
Uma vez ela me disse que eu parecia o sol para ela, por causa do meu cabelo. Perguntei se brilhava como o sol e ela me disse: "Não, papai, você brilha mais como a lua, quando está escuro lá fora".
Gotas de lágrimas
Quando eu era criança presenciei inúmeras vezes a minha mãe chorar, horas para pedir a clemência de Deus, horas para agradecer pela clemência que Deus concedera a ela.
Presenciei inúmeras vezes suas lágrimas ocasionadas pelo preconceito que ela sofria por conta da vida humilde que ela tinha, quantidade de filhos que sustentava, e por que ganhava a vida sozinha.
Zombavam da sua casa simples Que era feita de alvenaria sem estrutura, enquanto minha mãe chorava de felicidade por sair da tapera cujo teto e as paredes eram feitas de tapete.
Sem entender o motivo de suas lágrimas, por conta da pouca idade que eu tinha, me perguntei inúmeras vezes porque tantas lágrimas caia.
Hoje eu sendo mulher, mãe de dois filhos e sozinha, vejo os mesmos motivos das lágrimas da mãezinha.
E como ela chorou, eu também posso chorar horas para agradecer a Deus por tanta clemência, horas para pedir de Deus clemência.
Nesse momento eu me calarei, não direi uma só palavra, deixarei que minha lágrima caia,
Que fale por mim como as lágrimas da minha mãe falavam.
E como inúmeras vezes por tanta clemência agradecem as minhas lágrimas, por clemência elas rolam de novo, molhando meu rosto pouco a pouco.
Não tenho mais palavras, nesse momento tudo que tenho são gotas de lágrimas.
Tão seu, quanto...
Vozes da imaginação gritam comigo pedindo asilo aquela criança que ainda se encontra perdida,
Insisti em molhar as rosas e mesmo assim elas murcharam,
Foi uma tolice parecer vulnerável quando o medo era insuportável,
Eu não sabia que a cada passo dado para trás naquele momento seriam uma projeção para dias melhores no futuro,
Caído no meio das rosas minha armadura começou a ser golpeada tanto pelo sol que se transformou em ouro,
E no acaso da perdição um amor inconfundível tomou conta de mim, logo voltei do inferno com um coração gentil,
Nada é tão seu quando tudo a perder é tão fácil.
Uma criança boba
Você não sabe o quanto é importante ouvir sua respiração pertinho de mim,
A minha natureza fria não se comporta mais como antes quando as tuas mãos eram distantes das minhas,
Quando a nossa música toca um potencial de energia é liberado pelos teus olhares e essa força me da uma preguiça de ficar longe de você,
No final das contas, eu só quero te dizer que eu me comporto como uma criança boba quando estou na tua frente.
TESTEMUNO VIVO👉🏻Van Escher
Sou um refúgio que virou gente.
Criança feliz que virou voz na comunicação desde os 11 anos de idade.
Mãe aos 18 que escolheu a vida quando me mandaram escolher a morte.
Mulher que aguentou 16 anos de tempestades e saiu só com a roupa do corpo, mas com as três filhas no colo.
Sobrevivente da COVID em 2019 quando tudo fechou.
Sou uma vencedora da depressão que veio depois com várias tentativas frustradas de se suicidar.
Motorista que pegou a direção da própria vida, mesmo depois de 5 acidentes tentando me parar.
Isso não é currículo.
É milagre em série.
Eu não desisti porque nasci para ser testemunha viva.
E a minha vida virou refúgio pra quem achou que eu não ia conseguir.
Pra você que tá no meio da tempestade: dá pra sair do outro lado sim tenha fé!
Deus não desiste da gente. 🙏🏻
Ass: Van Escher
*O PAPEL DE CADA UM*
Provérbios 22:6: "Ensina a criança no caminho em que deve andar..."
Ensina quem? Os pais.
Mas hoje o que eu vejo é pai terceirizando a criação.
Manda pra escola e fala "se vira".
Aí o filho chega sem limite, sem "bom dia", sem noção.
Dá trabalho, desrespeita, desafia.
E o professor que aguente.
Professor não é pai.
Não pariu, não criou.
Professor é mestre.
Tá ali pra repartir saber, não pra corrigir falta de base.
Se a criança não respeita os pais dentro de casa, não vai respeitar o professor na sala.
A conta é simples.
Cada um no seu quadrado: pai educa, escola ensina.
_Van Escher
A Simplicidade que a Alma Esquece
Ouvindo a pureza de uma criança de sete anos dizer que a sua maior alegria é simplesmente brincar na rua, o nosso coração é convidado a uma profunda reflexão. Qual tem sido a nossa alegria comparada à simplicidade de uma criança? Ao longo do caminho, fomos soterrados por cobranças, metas e preocupações, esquecendo-nos de que a felicidade não exige grandes cenários. O amadurecimento espiritual não deveria nos roubar a capacidade de sorrir com o que é simples. Que a gente possa resgatar essa pureza infantil e reaprender que a vida se torna infinitamente mais leve quando encontramos satisfação nos pequenos passos e na beleza do agora.
Ensinar Física,
para uma criança do Ensino Fundamental.
Mesa, cadeira, janela, porta.
Eu, não sei.
Aprender, e entender; cansa.
Insistência. Perseverança.
Intervalos.
Hoje é um dia, amanhã é outro.
Não acabou. Não terminou.
Continua.
Aí. Sentir, a dor. É assim.
Disfarça.
Pensar positivo. Ser otimista.
A evolução natural do homem é voltar a ser criança em sua velhice:
- Ter uma rotina com hábitos saudáveis.
- Focar no desenvolvimento do corpo e da mente.
- Ter alguém que trabalhe para você, o seu próprio dinheiro.
- Não se envolver com pessoas ou questões polêmicas, viver sem maldade no coração e sem a ilusão da ganância.
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