Escrever uma carta a uma Criança
Eu me perdôo
Por só ter sido uma doce, e pobre criança
Crescendo longe dos doces e chocolates e tentando segurar ao máximo todos os melhores que encontrava pelo caminho.
Apenas isso.
Eu agarrei com tanta força aqueles doces
Era tudo a primeira vez, as primeiras fantasias
Agarrando com muita força o meu passado, ao máximo, tão quanto fosse necessário para achar que eu tinha tudo por um instante.
Eu me perdôo por isso
"VOCÊ SÓ VIVE UMA VEZ, APROVEITE SUA VIDA", é a frase que o acaso (um brincalhão, como sempre) me trás enquanto estou me perdendo nestas linhas.
Eu estou ME PERDOANDO. Em algum momento seria preciso, sinto que chega a hora finalmente.
Preciso, enfim, mais que nunca e como sempre, desprender e deixar permanecer apenas o que deve ir comigo..
Mensagem de uma Criança
Dizem que sou o futuro;
Não me desampare no presente.
Dizem que sou a paz;
Não me preparem para a guerra.
Dizem que sou a promessa de Deus e do bem;
Não me entreguem ao mal.
Dizem que sou a luz de seus olhos;
Não me deixem mergulhar na escuridão.
De vocês não espero o pão apenas;
Dêem-me a luz do entendimento....
Não quero de vocês o carinho somente;
Suplico que me eduquem...
A vocês não lhes peço apenas brinquedos,
peço-lhes boas palavras e bons exemplos...
Não vejam em mim um enfeite na casa de vocês;
sou alguém, pessoa humana à imagem de Deus.
Ensinem-me a oração, o trabalho, a humildade,
para que eu venha a ser bom, puro, forte e justo.
Corrijam-me agora, ainda que eu sou sofra...
Enquanto é tempo..
Amanhã poderá ser tarde...
Ajudem-me hoje, eu lhes suplico:
para que amanhã eu não os faça chorar....
A Mãe e o Olhar
Edineurai SaMarSi
Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.
Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.
Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.
Fazia tudo como antes.
A vida seguia.
Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.
Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”
Não passou.
O tempo andou.
Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.
Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.
Eu não entendia…
Até ser mãe.
E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.
E alguns dias…
simplesmente não passam.
O menino e o furacão
Diziam, em silêncio:
"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."
Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.
Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.
Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.
Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,
mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.
E ele…
O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.
Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”
E ninguém via mesmo.
Mas eu vi — vi além.
Tentei falar, e ninguém se importou…
Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?
Era apenas um estágio.
E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:
A dele —
gritando por reconhecimento.
E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.
O luto da “Vida” — 200 dias
Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.
E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...
Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.
Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.
E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:
— Para que nasceu? Por que ainda vive?
Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.
Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.
Mas quem sou eu para falar?
Não tenho filhos assim.
A vida, porém, me deu essa oportunidade.
Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.
Para mim, era normal.
Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.
Até começarem os comentários.
Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.
Eu não entendia.
Por que desistir?
Por que aquela seria uma escolha ruim?
Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.
Era sábado.
De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.
Não quis acreditar.
Talvez fosse apenas uma lembrança.
Talvez fosse imaginação.
Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.
Na terça-feira, senti falta do outro.
Talvez eu ainda estivesse em negação.
Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.
Era algo que gritava.
Algo intenso demais para passar despercebido.
E, então, pronto.
Não podia mais negar.
Eu estava apaixonada por eles.
E, naquele instante, tudo mudou.
Eu iria cuidar.
Iria protegê-los como pudesse.
Faria o meu melhor.
Quis devolver.
Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.
Então, tive que usá-los.
Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...
200 dias tinham sido muito.
Para que tanto?
Hoje eu sei.
Não precisei de 200 dias para amá-los.
Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.
Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.
Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.
Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.
Hoje sonhei com uma mulher negra e uma criança. Eu estava na África. Ela era artesã, e eu a chamava para vir para Barra do Corda, porque lá ela não tinha como vender nada, mesmo tendo muito talento.
Depois, sonhei com a vizinha daqui organizando um grande churrasco. Ela colocava convites do tamanho de duas folhas A4, pendurados em um cordão com prendedores de roupa. Estavam muito altos, praticamente na altura do céu.
Em seguida, sonhei com uma mulher árabe se escondendo de muçulmanos. Não entendi bem, já que era a mesma religião, mas ela tinha medo de que descobrissem que também era muçulmana. Eu a escondia.
Depois, sonhei com um homem que foi amarrado dentro de um carro e jogado em uma gruta cheia de outros carros, todos luxuosos.
No final, eu queria salvá-lo. Mas, de repente, eu era ele, tentando retirar as fibras que prendiam meu pé. Acabei me escondendo de uma pessoa que fazia parte de uma família muçulmana… e então acordei, kkkkk.
Eu sobrevivi, e Deus esteve comigo
Eu era apenas uma criança, mas a inocência me foi roubada muito antes que eu pudesse sequer entender o que significava crescer. Cresci entre gritos e medos, aprendendo cedo demais a me encolher, a falar baixo, a proteger-me de quem deveria ter sido meu porto seguro. Lidei com assuntos que não eram meus, com uma violência física e psicológica que feriu não apenas meu corpo, mas minha alma.
A pior de todas as noites ainda vive em minhas lembranças, como uma sombra que às vezes retorna. Aos dezesseis anos, passei horas de joelhos, aos pés do meu próprio pai, implorando pela minha vida. Cada palavra que saía de minha boca era um pedido desesperado, cada respiração parecia ser a última. Eu senti que a morte estava ali, próxima, e ninguém parecia ouvir meu grito, exceto Ele.
Naquela escuridão absoluta, quando pensei que não havia mais saída, senti uma força que não vinha de mim. Algo me dizia: "Não desista. Eu estou aqui." Foi essa força que me fez sair daquele lugar. Parti cedo demais, sem quase nada nas mãos, mas com uma certeza no coração: eu não estava sozinha.
Enfrentei uma estrada cheia de obstáculos. Encontrei meus próprios demônios, dias em que a dor parecia maior que eu, momentos em que o cansaço pesava mais que a esperança. Mas em cada passo, em cada lágrima derramada, Deus esteve ao meu lado. Ele me sustentou quando minhas próprias pernas não tinham força. Ele me deu coragem quando eu pensei em recuar. Ele secou minhas lágrimas quando ninguém mais viu meu sofrimento.
Hoje eu sei: não foi por minha força que cheguei até aqui. Foi porque Ele me segurou quando eu caí. Foi porque Ele ouviu meu clamor naquela noite de terror e me deu um novo caminho. Eu não sou apenas uma sobrevivente. Sou uma mulher que foi guardada, amparada e restaurada pelo amor de Deus.
Aquele lugar não me define. Aquela dor não é toda a minha história. Minha história é de resistência, de fé e de vitória. Porque em meio ao pior que a vida me ofereceu, o melhor que existe em mim foi cultivado por Ele. E hoje, eu posso dizer com toda a certeza: em todos os momentos, eu nunca estive só. Deus sempre esteve comigo.
Hoje me encontrei pensando na minha versão criança: como aquela menina estaria orgulhosa da mulher que me tornei e dos méritos conquistados. Pois um ser pequeno acreditou em si mesmo, buscou os horizontes da vida e buscou o conhecimento, tendo a dedicação como base e sem esquecer as suas raízes.
Saber que a flecha 🏹 e o arco precisam de foco, disciplina e impulso me fez forte. Caí várias vezes, tirei as pedras do caminho e as carreguei comigo; a cada dia acordo mais sorridente, pois as pedras já estão tomando forma
A criança não é um papel em branco, pois vem dotada de emoções, estímulos, genialidades, amor, expertises, artimanhas, ações, energias etc...
Porém, na cultura e na educação, metaforicamente falando, ela vem como um "papel em branco", sendo necessário programar a consciência universal para poder viver e conviver, é sobre isso.
Se for criada com ou sem boa cultura, terá certeza que a vida é isso.
Como se a cultura diária escrevesse seu conhecimento e logo a educação na própria formação humana.
"Já que no Brasil, para Alguns, jogo é 'game'; animal de estimação é 'pet'; criança é 'kid'... Por que papagaio não é logo chamado de 'parrot' e papagaiada, de 'parroted'?"
Frase Minha 0022, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Seja sincero comigo (ou consigo). Ao falar criança, ao invés de 'kid'; jogo, ao invés de 'game'; entrega, ao invés de 'delivery'... Quem está fazendo papel ridículo sou eu? Seja sincero comigo (ou consigo)!"
Frase Minha 0237, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Cartinha da Criança para o Bom Velhinho: 'Querido Papai Noel! Já que você não pode acabar com a fome no mundo - como é um dos meus desejos - bem que poderia ajudar a reduzir (ou acabar) com os Dissimulados e com os Falsos Humildes."
"Obrigado e encerro aqui esta Cartinha, Querido Papai Noel'. (Cartinha da Criança que Em Mim Há)!"
Texto Meu No.1014, Criado em 2021
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Não nego nem disfarço: quando criança eu adorava brincar de médico, de fazer comidinha e de pera-uva-ou-maçã, com as Meninas. Quanto mais tempo com elas, melhor. Nunca gostei de brincar com garotos e até hoje acho que todos os homens (menos um) deveriam mudar de Planeta, Hum!"
TextoMeu 1403
É muito bom ser criança...
Onde os banhos de chuvas são aventuras, bombons e chocolates prêmios, e as cores dos picolés magia...
Muita felicidade!
Aí vem a adolescência, com suas primeiras vezes intensas e absurdas.
O primeiro amor, o primeiro beijo, as primeiras luzes neon, as primeiras dúvidas, as primeiras escolhas e as primeiras decepções...
Muita confusão!
Aí vem a fase adulta, contradições, responsabilidades, nostalgias e boletos... Muitos boletos!
Aí chega a velhice, com suas marcas físicas e psicológicas, e as lições...
Muitas lições!
Haredita Angel
31.05.25
Que a nossa criança interior não pode morrer, é um fato — que ela não pode matar a criança dos outros — é outro.
Dentro de cada um de nós, habita — ou deveria habitar — uma criança: curiosa, brincalhona, sensível, carente de encantamentos…
É ela quem nos distrai da seriedade cobrada pela vida adulta, nos impedindo de empedernir por completo, e quem nos faz rir de bobagens, sonhar alto e acreditar em recomeços.
Mas há um perigo deveras sutil, quando transformamos essa criança em centro absoluto do mundo: ela deixa de ser símbolo de pureza e se torna instrumento do ego.
Há adultos que justificam suas imaturidades em nome da autenticidade — como se sinceridade fosse salvo-conduto para a falta de empatia.
E assim, ao defender sua própria “criança interior” a qualquer preço, acabam ferindo a dos outros com ironias, indiferença ou desprezo.
A verdadeira maturidade não está em silenciar nossa criança, mas em educá-la.
Ensiná-la que o mundo não gira apenas em torno dos seus desejos, que brincar não é o mesmo que zombar, e que crescer é aprender a reconhecer o outro como extensão da própria humanidade.
A criança interior merece e deve viver — mas sob a tutela do adulto que devemos aprender a ser.
A criança que — graças a Deus — ainda vive em mim, saúda a criança que vive em ti!
Feliz Dia das Crianças, do mundo inteiro e da que vive dentro de você!
Que a nossa Criança Interior não pode morrer — é um fato; que ela não pode matar a Criança dos outros — é outro.
Há uma certa beleza em conservar dentro de nós a capacidade de brincar, sonhar, acreditar, rir de coisas simples e se encantar com o que a vida, aos poucos, vai tornando comum.
Crescer não deveria significar abandonar completamente a criança que fomos.
Talvez amadurecer seja justamente aprender a carregá-la pela mão.
Mas existe uma diferença entre preservar a nossa criança interior e permitir que ela governe todas as nossas escolhas.
Porque a criança que existe em nós também pode ser ferida, carente, impulsiva, possessiva…
Pode querer tudo para si, não saber ouvir um “não”, confundir desejo com direito e liberdade com ausência de limites.
E, quando deixamos que essas feridas conduzam nossas atitudes, corremos o risco de transformar nossas dores em feridas para os outros.
É aí que a reflexão do Dia das Crianças ganha um sentido ainda maior.
Não basta dizer que amamos crianças.
É preciso perguntar que mundo estamos construindo para elas.
Que palavras estamos ensinando?
Que exemplos estamos oferecendo?
Que tipo de adulto estamos sendo diante de seus olhos?
Uma criança aprende muito mais com aquilo que presencia do que com aquilo que lhe ordenamos ou ensinamos.
Ela aprende quando vê um adulto pedir desculpas.
Aprende quando percebe que uma diferença não precisa virar desprezo.
Aprende quando testemunha respeito, generosidade, honestidade e limites.
Mas também aprende quando vê humilhação, intolerância, mentira, violência e pessoas usando sua própria dor como justificativa para ferir alguém.
Por isso, talvez preservar a criança interior seja também assumir a responsabilidade pelo adulto que nos tornamos.
Que nunca percamos a capacidade de brincar, mas que aprendamos a não brincar com os sentimentos alheios.
Que continuemos sonhando, sem destruir os sonhos de ninguém.
Que tenhamos coragem de defender nossa criança interior, sem transformar nossas frustrações em condenação das crianças que estão chegando.
Porque cada criança que nasce traz consigo uma possibilidade: a de que o mundo seja um pouco diferente amanhã.
E talvez nossa maior obrigação não seja apenas impedir que a criança dentro de nós morra, mas impedir que ela se torne tão ferida, tão egoísta ou tão amarga que passe a matar, nos outros, aquilo que um dia também tivemos: a esperança.
Feliz Dia das Crianças — às que ainda brincam, às que já cresceram e, principalmente, aos adultos que não se esqueceram de que toda criança merece encontrar um mundo um pouco mais gentil do que aquele que encontramos.
Relações
Quando uma paixão termina,
Ou quando uma quer começar,
Voltamos a ser criança
Apoiando-nos apenas na esperança.
Esperamos mensagens que nunca vão enviar
Esperamos a pessoa que não vai chegar,
Choramos pela perda daquilo que nosso nunca foi,
Ficamos felizes com um simples “oi”.
Tudo isso por uma necessidade sem explicação
De achar alguém para lhe tirar o coração.
Ter alguém que a falta da nossa presença sinta
Que nos olhe com sinceridade e jamais minta.
Talvez a resposta esteja na palavra e seu sentimento,
Afinal, amar precisa de complemento.
Eu tinha tudo...
Quando criança, tinha tudo pra ser egoísta;
Filho único, ganhei sempre o que quis... mas sempre me acompanhou o aprendizado e o valor que as coisas tem;
Das mais simples, e pra falar a verdade: sempre dei mais valor a gado de osso e batata que a playmobil;
Na adolescência tinha tudo...
Tudo pra me revoltar, pra questionar
Tinha tudo pra ser um rebelde como o mundo espera
Mas também tudo me foi ofertado, para fugir a estatística e ser BOM!
A escolha sempre foi minha!!
O meu tudo sempre resulta daquilo que faço; de bom e ruim
Já homem, não sabendo o que seria tudo pra mim...
Fui atrás, busquei! corri... mas sem saber pra onde .
Sem saber onde tudo estava, onde tudo se escondia.
Mesmo assim, acredite! mesmo assim tudo que eu quis, alcancei!!
Com o tempo, buscando meu tudo...
Alcançando meu tudo...
Entendendo que tudo é difícil de se ter, mas tudo vale a pena !!!
Vivo tudo o que sinto vontade de viver;
Aprendi que posso tudo!
Aprendi que o TUDO é do tamanho do meu esforço
Que sou o responsável pelo meu TUDO
E que TUDO que tenho e sou
É de minha própria responsabilidade!!!!
E que o meu tudo pode mudar
De repente meu tudo, torna-se ser tudo pra alguém
Meu tudo pode ser pouco, pode ser muito...
Mas pra mim é TUDO!
O ano está apenas começando, assim como uma criança, engatinhando, abrindo os braços generosamente com sorriso doce e puro, aprendendo a caminhar de mãos dadas com as pessoas que mais amamos, com a graça de sonhar os sonhos, realizar os nossos objetivos, com a sabedoria dos nossos Mestres, amor e solidariedade dos nossos anjos.
Os anjos, são os nossos pares aqui na terra, iluminando os nossos pensamentos e cobrindo assim como o céu o nosso chão de estrelas.
É nessa magnitude que desejo um dia muito especial a todos nós e que prolifere por cada momento de nossas vidas.
Aquele Menino
Saudade daqueles tempos de criança,
jogando bola,comendo bala,aproveitando toda a infância.
Sem nenhuma obrigação,negócio mesmo era brincar,
não gostava de namoro,nem sofria por amar.
Mas ano após ano o tempo foi passando,
vieram obrigações,aquela infância estava acabando.
Alguns anos se passaram e o menino agora é homem,
entrou pro ensino médio esquecendo o dia de ontem.
Jogava Futebol e era amigos de todo mundo,
Parecia até aquela criança correndo e pulando muro.
Vivia com as meninas,estava sempre feliz,
Contando história pra elas e elas sempre pedindo BIS.
Passava por problemas,mas de cabeça erguida seguia andando,
mas estava com sentimento de que algo tava faltando.
Saia para festa com os amigos,gostava de beber,
Conhecia algumas meninas mas não tinham nada à oferecer.
Chegava em casa de manhã,sempre arrependido,
Reclamava com Deus porque nunca atendia o seu Pedido.
Chorava Triste da vida,achava que não tinha solução,
Só não queria ser mais um no meio da multidão.
Mas isso tudo tinha hora de acabar,
Conheceu uma menina e achou seu lugar.
Menina linda que chegou para ficar,
Tinha certeza que era por ela que ia se apaixonar.
Ficaram juntos por um tempo,nada era tão lindo assim,
problemas aconteceram e infelizmente teve um fim.
Agora corre atrás pelos erros que cometeu,
a história desse menino que com seus tropeços aprendeu.
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