Escrever uma carta a uma Criança

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ESCREVO...ESCREVO


O nosso silêncio amor, dorme
Nos livros já lidos no cesto do nosso quarto!
Tantas vezes escrevo sem pensar
Tudo o que a minha alma dita
Tudo o que o meu corpo sente
Tudo o que o meu inconsciente grita.
Porque tornou-se impossível não escrever
Gosto tanto e faz-me falta !

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

QUERIA TRANSFORMAR

Queria transformar as saudades
Amando-te ainda mais
Solto o meu desejo
Inventando-te
Prendo-te em mim em cada gesto
Mostro-te quem sou eu
Nos trilhos da nossa emoção
Palavras ditas baixinho num gemido
Coração que bate em descompasso
Olhares que se encontram no desencontro
Caminhos traçados nas pontas dos dedos
Língua que se encontra na boca sem medo
Aromas que se misturam num braço apertado
Toque de ternura suave das mãos que exploram
Rasgam todas as asas que me prendem
Libertando-me da prisão dos sentidos
Solto as amarras nas palavras que escrevo
Escrevo-te em cada segundo do meu pensamento
Invento-te de novo em mim nas palavras mágicas
Ditas, escritas na tempestade do tempo, para o tempo.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Escrevo-te, sem tentar esconder a tristeza que sinto, meu ser longe de ti; escrevo-te, pra saciar a minha sede de te ter, fonte inesgotável de água farta e límpida; escrevo-te, pra me sentir eternizada nos teus olhos ao leres as minhas mal traçadas linhas; escrevo-te com toda a sofreguidão, pra beberes momentaneamente o mel que escorre das minhas palavras, e relembrares a doçura da tua infância; escrevo-te palavras de amor, meu amado poeta volátil, inalcançável; escrevo-te por mil razões; sem motivos, também escrevo-te...

Escrevo-te incansavelmente...só assim estarás vivo, pra sempre, ao meu lado...

Inserida por servamara

Eu escrevo, não por talento, pois sou desprovido dele... Escrevo pois é meu escape, meu ponto de fuga. Então você deve perguntar: fuga de que? Então respondo: fuga de mim...
Por que alguém quereria escapar de si mesmo?
Simples, pois é difícil conviver consigo toda sua vida, e eu sei o quão difícil é conviver no meu mundo, tenho uma breve noção de como é...
Escrever me faz viajar por terras onde a dor é de mentira, onde a felicidade perdura, o fraco se faz forte, o ímpio se faz crente, o cego vê, o surdo escuta, o mudo fala, e eu escrevo, ou finjo... Fujo para um lugar sereno, pois o melhor lugar para se guerrear é em um campo limpo.
Mas no fim me faço presente em mim novamente, no meu mundo terreno. Vejo que quase nada é igual, apenas as batalhas, mas tenho que me amar, pois serei totalmente obrigado a conviver comigo, a guerrear comigo...
Então fujo, finjo, luto, morro, e volto para quem eu sou obrigado a amar, e amo amar, eu mesmo, meu eterno inimigo...

Inserida por kevinmartins6

A favor do contra

O passado, bate em minha porta, com frequência. A frieza é resultado de ter passado por fortes tempestades de neve.
Sem dúvida, o que me faz lembrar, não é a sofisticação do todo, a sofisticação inteira, mas sim a simplicidade dos pedaços, dos pequenos, dos muitos.
Eu não passarei um dia de minha vida sem o recordo. Nos dias frios, sem querer, me esquento com a lembrança e o material, contigo. As lembranças batem na mente, como se um desesperado batesse à porta. Não há razão. Não sei se me cego, mais uma vez, por querer ajudar todos, ou se é o simples, que me chama.
Pessoas, sempre falarão mal de pessoas. Mesmo Jesus Cristo, foi crucificado. Não se pode ter medo da vida. Ela é breve e raramente te devolve oportunidades.
É lindo ler um texto e tentar fazer igual. É lindo ver uma dança e tentar dançar igual. É ótimo ver uma pessoa linda e tentar se parecer com ela. Mas, dificilmente, você pensa nas consequências disso, nas consequências que as pessoas sofrem.
Você só vê lado bom, mas não percebe que o que faz ser bom, é o ruim.
Me faço um instrumento de vingança para a vida. Ajudo todos que posso, sem medir as consequências. Na maioria das vezes não se ganha um sorriso, mas se de centenas não dados, haver um dado sinceramente, meu esforço foi válido.
Escrever, é não ter medo de sentir medo. É colocar a cara a tapa, sabendo que o tapa é forte. É saber que vais ser julgado milhares de vezes, erroneamente e corretamente. É fazer do orgulho, um idiota. E principalmente, é falar tudo o que todos tem medo de falar.

Inserida por kevinmartins6

Se existe algo que eu posso afirmar e que jamais poderão dizer ou usar contra mim é que eu nunca julguei, nem jamais vou julgar um escritor pelo que ele escreve, o gênero literário que ele escreve, o tema que ele escreve. A não ser algo que desrespeite ou faça apologia ao desrespeito dos direitos humanos... Pois não dá para concordar com isso.
Cada um escreve o que quiser.

Inserida por RoseGleize

Ao sonhar ou imaginar, somos verdadeiramente livres e inconsequentemente honestos.
Encontrei na escrita um local seguro pra conversar e me comunicar. Arte é voz, é luz. Confluência.
O que desanuvia e bombeia, todos os dias.
Mesmo tão íntima -ou por vezes tão nós- intento que, na interpretação pessoal, da vivência e experiências de cada um, seja colo e aquele abraço quentinho, o que recebo no que me inspiro e me reconheço.

Prazer, meu nome é Mariana.

Inserida por marianamussi

ESCREVENDO

Eu não quero mais sentir a saudade de antes
Não quero chorar mais a lágrima de antes
Não quero sentir a mesma intensidade daquela dor passada

Não quero mais falar de amor
Prefiro ficar surda do que ouvir sobre o amor
O amor aprontou e muito comigo
O amor foi um livro com sumários negativos

Cada página uma dor
Uma saudade louca
Uma letra que rasga
E meu coração deságua

Cada página uma noite lembrada
Cada cenas e imagens que só fere
Que só sangram
Que me deixa no chão sem vontade de levantar
E fugir de qualquer sentimento positivo

Eu estou abrindo a porta para fugir desse momento e sentimento
Vou andar por aí e andar
Não quero ninguém me dando as mãos
Se vinher me beijar, saiba que não vai ficar
Só vai ser uma visita na sua boca
E eu irei estar inconsciente com certeza
E amanhã eu digo que vou ti esquecer seu grudento chamado amor

Inserida por escritasbia

PALAVRAS ALADAS (soneto)

Os juramentos jurados nas palavras aladas
Entrelaçadas nas promessas do amanhecer
Envolvam nosso afeto no firmamento de ser
E não somente ao vento, ao serem faladas

E se vão ficar, que permaneçam no haver
Cheias de magia e quimera, encantadas
Fazendo parte de carícias, tão camaradas
Soprando brisa afrodisíacas no bem querer

E nos atos ardentes das frases chamadas
Que nos queime de fascínio e de tal prazer
Que possamos crer, nas vontades elevadas

Firmamo-las no doce leito e, ali então a reter
A paixão no peito, e seduções apaixonadas
Que só palavras aladas, de amor, podem trazer

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2017, abril. 05'40"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A VOZ DA POESIA (soneto)

Em uma imaginação onusta e calada
Refúgio ignoto e sacro da inspiração
A ampla magia da ilusão em sedução
Sangra o verbo de uma agrura velada

E quando a privação se faz desvairada
Se embebe às vezes de total solidão
Dela rompe uma voz, arcana, um tufão
Que murmura quimeras entrecortada

É a voz da poesia, que, assim falando
Na audição da criação em manuscritos
Narra as histórias dos distintos causos

E traz com eles, atuardas e infando
Amores sumidos, sucedidos aflitos
Vendavais de sensações e ausos...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2019, 05 de fevereiro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

Meu escritor favorito, Ganymédes José, datilografava só com três dedos, o que não o impediu de deixar mais de 150 obras.
Eu digito com apenas dois dos meus dez dedos. A saber, com meus dois dedos médios, de preferência, que é com os quais eu mais tenho facilidade, e posso dizer, equilíbrio, para digitar, desde que aprendi e comecei a digitar.

Inserida por RoseGleize

⁠Sua voz aguça meus instintos mais sacanas, minhas mãos desejam tanto tocar todo o seu lindo corpo, e beijar cada parte dele, te deixar de uma forma como nunca beijei ninguém, beijar até cada ruga que tiver em seu rosto, te jogar em algum lugar deslizar calmamente em cada curva sua, beijar o teu corpo , teu sol, passar minhas mãos em teu rosto que não me saí da cabeça o dia todo, seu olhar me faz imaginar mil coisas e uma delas e te imaginar me olhando bem de perto, gostaria de saber o seu cheiro, queria ver o seu jeito de se expressar e falar, seu jeito de andar, sentir você me tocar, sentir suas mãos deslizando sobre meu corpo, ouvir sua respiração e o pulsar do teu coração em meu ouvido, me sentir envolvida nos teus braços, ah como queria teu abraço, queria te fazer parar pra pensar em mim, e te fazer parar de correr tanto e passar seu tempo comigo sem pressa. Fazia tempo que não sentia meu coração bater assim, eu sei que estou me iludindo, eu sei, eu sei...
Também sei que algo aí dentro de você é o que procuro, não sei os teus traumas e nem imagino o que pensas sobre mim, parece que achei uma agulha no meio de um palheiro, seu sorriso não sai da minha cabeça, o que aconteceu comigo pra que eu abrisse está porta tão rápido assim?
Não sei explicar, minha mente diz pra que eu me controle, meu coração diz pra ter calma e ao mesmo tempo devaneia por você, e minha intuição sente algo tão lindo que não sei explicar, já perdi tanto tempo sendo certa em tudo, que agora resolvi perder a cabeça, Ah, prometi a mim mesma tantas coisas e uma delas foi que nunca escreveria sobre ninguém, você fez eu quebrar um promessa. E.B❤️

Inserida por zwoslvy

⁠As Pessoas


As pessoas eram confusas, complicadas, uma hora o cara diz que ama uma mulher. E outra hora entra dentro de um bar apontando uma arma para própria cabeça, em seguida para ela. Isso não é amor... Isso simplesmente não é amor.
Então eu via o quanto eu era puro para as coisas vazia do mundo. Então para mim pessoas mesmo eram as loucas, as especiais, as problemáticas, as espirituais e puras.
As que quebravam regras e não se vendia ou se perdia pelo modismo. Ou por qualquer tipo de comportamento, padrão social, coisas vazias e superficiais. Mas que eram elas mesmas, sem si importar com que pensariam delas. Então para mim não eram pessoas de barro como as outras, mas pessoas de alma.

Inserida por TiagoAmaral

⁠Dar vida à letra...



É preciso tristeza para dar vida à letra.
- Ouvi dizer.
Digo que não é assim.
Na alegria também com a pena se brinca.
E o traço é bonito, bailado...
Afastar-se do cálamo vem do perder-se de si.
Nada se ouve que não o rebombar da superficialidade;
Para o olhar, falta clareza;
Tudo é turvo, opaco, obscuro.
Sentidos carregados de pressa, urgências, emergências.
Incoerências!
Para se escrever é preciso sentir.
Um sentir mais abstrato que os sentidos...
Um voltar a si de forma concreta
O íntimo cuidadosamente vasculhar.
Sentir, olhar, ouvir com vagar
O passar do momento, do espaço, do tempo.
Mas se me perco até de mim,
Que coisa posso eu oferecer?
Se não mais escrevo, não é por faltar tristeza;
A falta é de profundidade!
O que pode haver de mais triste?
Não é inspiração que me falta,
Falto-me de mim.
Há tão pouco, sentia falta apenas de ti.
Agora perdi-me de mim,
E tu ainda não estás aqui!

Inserida por sumapedrosa

Saber e ter certeza
Contar e florear cada história
Cada momento
Fictícios fragmentos
nesta vida real
que pulsa em mim
Feito meu coração
São meus desejos
Aquelas paixões insanas
Das lutas do bem
Que travei contra o mal
O qual acercou minh’alma
Das dores e desilusões
Ou mesmo, das simples
Mas verdadeira vitórias
Em prosa ou poesia
Minha escrita
Sabe sempre bem
Faz prender com magia
A quem gosta de ler
Reler minhas poesias
A mim, me ajudam a vencer
E, ultrapassar...superar
Exaltando minha alma
Meu ser que adora traduzir
E adora escrever
Afim de cativar você
Meu leitor, minha leitora
Escrever é libertador
E assim, guardo
Cada uma, todas as recordações
Pela eternidade afora
(DiCello, 30/05/2019)

Inserida por DiCello

Escrevi
Para viajar nas letras
e no papel, assim deixarei vestígios
desta minha existência
e expressar em tinta as emoções
As dores que a alma
Já sentiu…
As cores que eu vi
Ao amar um alguém
A qual dei a paixão
Mas nem todos
Sabem entender
Compreender a magnitude
De algo verdadeiro
Incluindo a cumplicidade
E a paixão
(DiCello, 02/06/2019)

Inserida por DiCello

Tenho em mim
Todos os meus sonhos guardados
E fico aqui parada assim
À espera de os ver realizados?
Ou vou à luta
Caminhando por essa estrada fora
Tento gritar mas a voz não sai
Se calhar ainda não chegou a minha hora
De gritar liberdade
De ver os meus sonhos ganharem vida
E transformarem-se verdade!

Inserida por sandrasilvaautora

Deixa ir

Deixa ir quem não te valoriza, quem te trata com indiferença e desamor.
De uma hora pra outra, deixa ir
Aquela que não move o mundo pra te ver sorrindo e não faz um esforço mínimo para estar com você. Deixa ir quem um.dia te fez bem mas hoje te machuca.
Não implore por carinho, atenção e amor, você merece gestos espontâneos não atitudes calculadas.

Inserida por IgorRaposo

Desprecavido andava sem portar o risco da eternidade qual crava como garras gravaram na casca um dia da árvore o sinal. O sinal da escalada que por descuido se perdeu dentre tantas nuvens a se misturar pelos céus do esquecimento, lotado de ausências insentíveis pois tal é a nóia poesia a borbulhar no crânio a(s)cendido de sensações censuradas e reclusas donde saltam ao vazio espaço do esquecimento, em vão, tenta ligeiramente rasgar o papel afiado onde a tinta transborda o pulsar dos sentidos pensamentos trajados de arte vadia, sem rumo nem futuro a seguir balbuciando o que outrora flutuava afastada do solo firme a prender gravitalmente quem pesado liberta a sumir suas crias paridas prematuras mortas e desfiguradas. Segue abortando um rastro de passos vazios sob o espaço do oco pensar habitado por Chronos enquanto num canto o nóia se esconde a riscar o fogo. Paranoico riscar ligeiro de corpo preso à pesada e infeliz realidade sem noites nem sonhos.


201912231601

Inserida por crislambrecht

⁠NUMA MANHÃ DE INVERNO (soneto)

Inverno. Defronte a inspiração. Cato por quimera
Sobre os sentimentos calados, e a agasta solidão.
Devaneios, perturbação. E a sensação na espera
No frio... tudo solitário, e desgarrado da emoção

A vidraça da janela, embaçada, úmida atmosfera
Tal uma tela em branco, aguardando uma demão
De imaginação, e perfume da delicada primavera
Aí, assim, adornar a epopeia devotada ao coração

E logo, ao vir do vento, gelado, ao abrir a janela
Invade a alma a sensação dum vazio subalterno
No horizonte cinza e tão sem uma luzida estrela

E eu olho o céu deserto, e vejo com o olhar terno
Absorto, com uma oca ideia de uma cor amarela
Que priva o estro poético, numa manhã de inverno

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 julho de 2020 – Triângulo Mineiro
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol