Escrever uma carta a uma Criança
Renasci quando nascestes...
Incansável, por ti foi minha espera...
A cada dia em que o vazio me tomava,
eu te buscava!
Renasci quando nascestes...
Reconheci-te num rompante,
Num segundo
Num instante...
Descansei minha espera em ti
Como um andarilho,
já cansado do caminho...
Reconhece o lugar a descansar seu corpo,
Da áspera jornada,
da [in]certeza do amanhã...
‘Escrevo porque as minhas palavras falam mais alto que a minha voz’.
E eu escrevo um parágrafo, e evito um corte;
E eu escrevo uma linha, e evito uma lágrima;
E eu não escrevo nada, e me sufoca, essa angústia, esses pensamentos todos;
Pensamentos pelos quais ressurgem e se simplificam em versos;
Nada do que eu diga faria diferença, assim, escrevo, desabafo, transbordo!
E é exatamente por isso;
Porque os meus segredos não mudam nada;
E as minhas verdades não são suficientes para que minha voz ganhe força;
Então mergulho em minhas linhas, parágrafos e versos;
Me revigoro, me liberto, me alegro!
Alma antiga... Velha alma!
Não acumulaste sabedoria -
haja vista os erros grosseiros que comete!
Acumulaste, apenas dores - nada etéreas
Da longa caminhada até aqui
A qual te propuseste.
Até a expurgação total de cada [...]
Que vai te devolver a ti
como nascestes...
Pura, como da fonte,
a cristalina água...
Leve como a pluma
da asa do teu anjo,
teu guia na caminhada...
Tentei, tentando...
(Nilo Ribeiro)
Tentei sorrindo,
tentei chorando,
não conseguindo,
continuo te amando
vida que segue,
destino que avança,
espero que não me negue
que eu tenha esperança
não é desespero,
mas tenho as duas opções,
de ser teu companheiro,
de unirmos os corações
mas tento também esquecer,
ser feliz o meu dia,
voltar de novo a escrever,
fazer para você uma poesia
tento,
busco,
penso,
soluço
está no coração,
não sai da cabeça,
se não achar solução,
talvez eu enlouqueça
um escritor louco,
ou um louco escritor,
sei que não é por pouco,
pois é tudo por amor...
Poesia nome...
(Nilo Ribeiro)
A poesia leva teu nome,
sei que você nunca quis,
mas você me fez homem,
você me fez feliz
não escrevo para homenagear,
nem para pedir tua volta,
escrevo apenas para confessar,
você me faz muita falta
reconheço minha infantilidade,
reconheço que fui contraditório,
me invade a infelicidade,
me sinto em um sanatório
queria ser um bom amigo,
ser o companheiro ideal,
mas todo amor que trouxe comigo,
acabou te fazendo muito mal
escrever não é meu forte,
minha qualidade é ser verdadeiro
perdi o meu norte,
encontrei meu cativeiro
Aqui está teu nome,
Nesta poesia singela,
espero que ela te honre,
Assim meu amor se revela
poesia da minha redenção,
poesia do meu salvamento,
pois teu nome está no coração,
ele vive em meu pensamento...
A Noite!
Já é noite, ainda estou pela rua
Na calçada, sentado admiro a lua.
Pois quando a vejo,
Logo me vem aquele desejo.
Que faço, componho, mas não entendo!
O porque dessa paixão,
De poesia fazer, de poesia entoar!.
Meu caderno me chama,
A escrever e pensar,
Pois hoje vai nascer,
Mais uma para recitar!
Hoje a noite é clara, lua cheia.
Hoje nasce sátira.
Prosa e poema.
Hoje nasce mistérios, e grandes histórias.
Hoje tem romance.
Literatura e loucuras.
A noite, tem versos em compasso.
Cheio de hipérboles e Descompassos.
Formo contos e desvendo casos.
Hoje tem saudade, de tempos passados,
Tempos de criança, recordados.
Tempos em que lembro dos meu primeiros passos.
A noite, não é escura e tenebrosa.
A noite, é a melhor hora para poesia e prosa.
A noite, não é fria e sozinha.
A noite, é reflexão e sonhos para melhorar o outro dia.
Uso a noite para escrever, compor e criar.
De dia vêm as ideias.
E de noite, escrevo linhas tortas, linhas retas.
A noite, é meu estilo.
Pois nela produzo com meu dom e minha arte.
Porque a noite, é liberdade não exilio!
Não sou poeta , sou apenas testemunha das cenas que vejo e que vivo e procuro manifestar-me indo além do meu próprio pensamento , interagindo comigo mesma, através do encontro do meu corpo e da minha alma.
Asseguro-lhe , que meu ser é todo tomado por uma emoção e não ouve a voz da razão, diante daquilo que é belo , como a manifestação da natureza . Seria preciso repetir tudo isso palavra por palavra, para dar a você uma ideia da pureza desse afeto e da fidelidade desse amor , mas seria preciso que eu tivesse o dom de um grande pintor ou um grande poeta para pintar a você a expressão dos meus gestos, o som harmonioso da minha voz e o fogo interior que brilha nos meus olhos ao escrever essas simples palavras.
Escrevendo, eu me dou conta do que está em meu pensamento. Falando, eu compreendo a razão do meu pensar.
Tantas coisas tenho aprendido e descoberto na arte do escrever. E quantos benéficos existem em um desabafo.
Ah...Sinto me plena quando consigo realizar os dois; escrever pra conhecer os pensamentos e falar para compreender.
Houve um tempo em que abandonei tais hábitos e neste tempo eu quase enlouqueci.
Minha mente, meu emocional sentem sede de escrever, de se expressar.
Meu coração possui o desejo de falar e ser ouvido. Meu coração sente necessidade de expressar em palavras o turbilhão de pensamentos que carrego comigo.
A escrita e o desabafo são meus métodos terapêuticos! Me conectam com quem sou, são os segredos da minha saúde mental.
Escreva, desabafe, fale!
Hoje, amanhã e sempre!
P. A - Despertar da Alma
Mas quando eu morrer
Eu gostaria de voltar
Eu gostaria
Para escutar tudo o que você tinha a me dizer e não teve coragem
É tão difícil enquanto estamos vivos
Mas quando eu morrer
Eu gostaria de voltar
Para escutar todas as canções que você vai cantar
Faz tanta vergonha enquanto estamos vivos
Por que a morte é tão difícil
Mas solta as amarras dos que ficam vivos?
A morte não é poesia.
A vida de quem fica.
Mas quando eu morrer
Como eu gostaria de voltar
Para receber sua visita
Descobrir como você conseguiu
É tão complicado tempo enquanto estamos vivos
Quando eu morrer
Eu gostaria de verdade de voltar
Para escutar as suas recordações
É tão difícil lembrar enquanto estamos vivos
Mas quando eu morrer
Eu não vou poder voltar
Então escrevo isso
Para que quando eu morrer
Você saiba que de alguma forma eu sei
A diferença entre ler uma crônica esportiva e um paper sobre quantificações do efeito Helmholtz–Kohlrausch?
O texto técnico é maçante. Não porque o assunto não seja interessante, mas porque o pesquisador não possui uma linguagem acessível para comunicar suas ideias. Ou porque o trabalho está ininteligível, indecifrável, impenetrável. Quem melhor do que o Kant para explicar suas ideias? Qualquer professor de filosofia do ensino médio ou escritor de "filosofia-no-bolso". Talvez não TODO PROFESSOR DE ENSINO MÉDIO.
Difícil é escrever fluido e cirúrgico, empático e simples sem deixar a exatidão. Difícil é ser um Darwin. Sua escrita é quase inigualável para despertar ideias em pessoas que estão envolvidas com a ciência e que exercem o esforço adequado para envolvê-las. Embora um texto intrincado não seja sinônimo de complexo. Sempre há uma tentação de justificar a própria incapacidade de entender algo afirmando que não é possível entender.
É poesia
É adequado, é educado ,
é marcado, é meado...
A pena é equivalente a uma pá ,
sento-me a frente de uma tela,
eles se punham a frente de um compêndio
cheio de informações,
apenas estavam brancas...
A tinta, o tinteiro,
o mártir da inspiração, a pressão,
o fardo, o verso,a estrofe
a escansão, a nostalgia
a coação .
Eu pertenço a uma liga
forjada do simbolismo,
moldada pelo romance,
tentada ao sensualismo ,
vim do limbo dos poetas,
é minha chance de brilhar ,
vou sim ... vou escrever,
vou descrever ,
os olhares de todos...
ao olhar de minha poesia ...
...poesia
do ludibriar
Não perder a rima
não perder a métrica,
não perder o chão ,
não perder o teto ,
ser eterno, lembrado ,
criticado.
E na praça?
_Petrificado.
Me dão os punhos,
a garrafa, a velha pena, as teclas,
as vezes o lápis,
folha de caderno,
escrivaninha consumida,
me dão o drama,
o carma, as leis,
as fugas,
a alma poética então
contida.
Gabriel Silva Corrêa Lima
Escrevo tudo aquilo que meu coração grita e o que a voz não consegue falar.
Escrevo tudo que a mente me perturba e não da pra controlar.
Escrevo tudo que meus sentimentos imploram, mas não sabem explicar.
Escrevo tudo aquilo que o tempo levou e a saudade não foi buscar.
Escrevo a vida, a minha vida, que é simples, mas cheia de histórias pra contar.
Não só escrevo,
Como me leio,
E releio...
Na minha poesia,
Tem Um pouco de tudo que sei
Falo de minha Alma... Das minhas fases,
Das minhas dores e Amores...
Das minhas lutas... Dos valores que aprendi.
Aqui sobrecarrego as linhas,
Com minhas lamentações e alegrias,
Das minhas delicadezas e dos dissabores,
Da minha péssima memória,
E dos meus defeitos.
Desenho minhas flores
Rego minhas folhas,
E finco minha raiz...
Busco fontes...
E depois viro poema...
Sonetos e prosas...
E faço Drama... A como faço!!!
Mais não me cabe interpretar
Os meus escritos,
Onde vejo um ponto,
Tem pessoas que ver um livro.
Escrevo no tempo,
Passado, presente e futuro.
Sempre tem um pouco de mim,
No que descrevo no papel,
Às vezes foi algo que já vivi,
Sentir e amei e me fez mudar.
Outrora são meus pensamentos,
Delirante a cerca do amanhã,
Cheios de planos e desejos.
E muitos ( mais muitos dos meus sonhos )
Saltitantes e mirabolantes.
Mais gosto de escrever mesmo,
O que estou sentido no momento,
Minhas decepções e minhas lutas,
Minhas doçuras e encantos,
Sobre minha fé e devaneios,
Minhas bobagens e meu amor brega.
Na verdade gosto de me ler.
Pois quando escrevo,
Falo de mim, da vida e de sentimentos.
Vejo hoje como um momento único,
Com certeza meu maior presente!
LETRA ABSTRATA
Cantar
e estampar um largo sorriso no rosto...
Saber
o que fazer na hora que bem entender...
Prestar
atenção em pequenos detalhes da vida...
E batalhar
pra na vida real os desejos alcançar...
Ouvir
importantes conselhos de grandes sábios...
Sentir
um frio na barriga quando o amor chegar...
Voar
pelas nuvens como num lindo sonho de criança...
E brincar
enquanto a vida não acabar...
Ser
otimista para os obstáculos vencer...
Ter
esperança de que um dia vai conseguir...
E expressar
sentimentos com o delicioso prazer de escrever.
Quanto mais eu escrevo, mais as palavras aparecem.
Quanto mais eu vivo, mais a vida me esquece.
Quanto mais eu choro, mais as lágrimas descem.
Quanto mais eu amo, mais a esperança cresce.
Porque sei que preciso de você
Também sei que você precisa de mim.
Sabemos disso. Vivemos isso.
Somos isso. Apenas isso.
Também aprecio demais um pensamento de Lutero, quando ele expressou tão sabiamente uma preciosa verdade: ''Satanás odeia o uso das Penas de escrever''.
Creio nessa máxima proferida por ele, pois através da nossa escrita, além de ser um aprendizado pra nós, além de ser uma alegria, uma terapia que expressa o mundo que está contido dentro de nós. O dom de escrever é poder fartamente agraciado pelo Espírito Santo; Por ser poder, eu não posso desperdiçar o meu dom, escrevendo coisas que não dignifique a Sua santidade. Através da minha escrita eu posso exortar, revelar, denunciar, repudiar atos e atitudes execráveis, e sempre procurar compartilhar a verdade contida na Palavra de Deus.
Todo escritor é viciado no tormento da busca e no prazer de encontrar as palavras que entrevia no espaço interior, de resgatar elementos vivenciais que dormiam em algum canto ignorado da mente. Encontrar o enredo, o personagem, o espaço, a linguagem, a voz, o tom, é encontrar-se a si mesmo. Reconhecer o próprio rosto atrás das máscaras. Talvez o escritor não seja senão um camponês da palavra. Escritores são Argonautas, teimosos aventureiros em busca do carneiro de ouro - o texto perfeito."
de O Livro do Escritor
Escrevo para pessoas, de pessoas, de mim, histórias que já ouvi, que já vivi.
Escrevo para mim, para cicatrizar, para curar, para alegrar.
Escrevo o que minha alma não aguenta mais guardar.
Escrevo dramas, ficção, realidade e às vezes tudo isso se mistura com dose de humor.
Eu escrevo aquilo que não consigo mais falar. Escrevo aquilo que gostaria de viver, escrevo sonhos.
Eu também sonho.
Mas escrevo. Transcrevo.
E ainda assim, não parece ser o suficiente.
Mas escrevo sem cansar. Escrevo para eternizar.
SILÊNCIO
A vida esta cada vez mais barulhenta,
quero ouvir o galo me acordar,
mas ao invés disso escuto
carros buzinando, obras começando, pessoas tagarelando,
e aos poucos vou pirando.
O despertador toca,
continuo a dormir,
nem ouvi,
me acostumei com o barulho.
Vou ao restaurante almoçar,
o garçom não ouviu o meu pedido,
mas consegue ouvir a promoção de emprego na mesa ao lado,
O término de namoro,
em uma fofoca com a amiga na outra mesa.
Quero silêncio, de dentro pra fora,
de fora, para escutar o que digo
por dentro,
por favor faça silêncio.
Por dentro eu me calo,
por fora escuto a poluição sonora.
Quero um lugar no mundo onde eu não possa ouvir nenhum ser humano,
quero um encontro silencioso com a natureza que me rodeia,
quero sair dessa teia
ensurdecedora de palavras faladas.
Amar em silêncio,
falar com os olhos,
e escutar apenas o barulho do seu coração,
para mim já estará bom.
Encontro então, a melhor forma de gritar em silêncio,
escrevo alto, falo com letras maiúsculas,
desabafo nas letras miúdas.
Escrevo,
enquanto o mundo dorme,
escuto a melodia da chuva e penso,
enfim o silêncio.
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