Escrever uma carta a uma Criança
Convivendo no meio literário, um dia eu topei com uma escritora que, quando tinha bloqueios criativos, costumava logo buscar um culpado e colocava a culpa de estar assim nas pessoas com quem convivia e conversava no momento. Fosse quem fosse. Desde amigos, novos ou velhos, inimigos e até familiares. Sem dó, nem piedade! Uma loucura! Até eu saí como culpada um dia!
O meio literário não é brincadeira, não; cruzamos com cada louco/a!... Mas também com gente muito "sã" e "sadia", de mente muito "sã" (mas que parece "sofrer" de síndrome de Münchausen, ao mesmo tempo em que parece esconder-se atrás das próprias doenças e usá-las, sempre se vitimizando no fim, sempre saindo e ficando como a vítima da história, para conseguir algo ou chegar a algum lugar!) que não aceita de boa vontade assumir os seus erros e sai culpando os próximos...
Espero sinceramente que aquela escritora com quem um dia topei tenha mudado esse jeito com o qual costumava agir!
Um pouco de voo...
Um pouco de asa
Um pouco de pena da asa do Arcanjo!
Meu guardião!
Um pouco do vento, batendo em meu rosto
E, lá vou eu, no sonho
O espaço é meu!
Peregrino eu,
Peregrino na noite!
Na jornada, ainda menino!
Ora piso nas pedras que ferem
Que matam meus pés
Não sei desviar...
Ora piso em nuvens macias...
Como o doce algodão
Do vendedor da minha rua.
Aquele, ao qual nunca ouvi
Vejo a voz...
Pela fresta do portão.
Me perdoe, vendedor!
Ainda vou comprar seu algodão...
Às vezes eu queria amar alguém tanto quanto amo a letra de Stop Crying Your Heart Out do Oasis. Assim como amaria flutuar em nuvens de quadros impressionistas.
Às vezes me flagro cantarolando com um violão invisível entre os braços. Eu desconheço os acordes. Mas ele os conhecia.
Ah, ele! Todos os clichês do amor cabiam nas suas sete notas. Ele repetia os refrões enquanto fitava o dia nascendo através da janela. Seus dedos brincavam em meio ao caos. Nunca começava antes do primeiro cigarro. Criou as suas próprias regras.
Seu violão era a sua máquina de escrever. Compositores são poetas que a vida esqueceu de presentear com a arte do silêncio. Os seus sentimentos têm tons e harmonias; pausas e bis.
Eu me acostumo! Mesmo sabendo que não duraríamos mais do que um álbum inteiro do Pink Floyd. Serei mais uma história, mais um balançar de cordas. Terei cinco estrofes e dois refrões. Meu nome vai ser ocultado. A canção irá servir como uma recordação boa para alguns; insuportável para outros.
Enquanto isso - do outro lado da cidade -, estarei me reestruturando aos pouquinhos.
Eu só preciso do barulho que vem do meu peito para estampar o papel. Eu só preciso lembrar-me do cheiro de cigarro mentolado para naufragar no mar branco das folhas. Porque poetas são compositores sem ritmo. Meus dedos são ágeis, assim como o músico nas cordas. Minha alma grita, pois precisa. Meu coração ritmado cria todo o tipo mirabolante de melodias.
Eu o conheci no meio das minhas incertezas. Nossos bloqueios criativos se atraíram. Esse era o nosso nível de igualdade. Um não era superior ao outro, havíamos cicatrizes iguais.
Não é o que dizem? Por onde passamos deixamos um pouquinho da gente. Pessoas que assinam as nossas peles; carimbam as nossas vidas. Eu sei que na vida dele muitas outras se tornarão canções pelo que não deu certo. E voltaremos ao recomeço, uma vez que o ser humano tem a necessidade de pertencer. Seja a uma música, a um poema ou lembrança.
E ele é todo sentimento. Eu sou toda pedra. Ele sempre viveu todos os momentos; fumou todos os cigarros; cantou todos os refrões. Mas aprendeu a duvidar das palavras e dos poetas. Nós queríamos ficar juntos, ao mesmo tempo em que todos os versos diziam ao contrário.
Mas eu nunca o amei!
Mesmo ficando com a mania de curtir os álbuns dos anos 70, de criar regras, de anotar as coisas em um bilhete na geladeira para não esquecer o que fazer. Mesmo esperando silenciosamente o fim do primeiro cigarro, em seguida o pigarro seco e, por fim, os graves e agudos do violão. Eu não o amei nem quando fiz o meu melhor poema dedicado aos amores que perdemos no meio do caminho. Ou os caminhos que perdemos em meio aos amores ilusórios.
Ele nunca soube me dizer o que era impressionismo, eu nunca quis aprender a tocar violão. Ele não gostou dos meus poemas; eles eram indecisos - porque lua em libra é o meu segundo nome. Eles eram tristes, pois eu sabia que nunca seria o seu Wonderwall, do mesmo modo em que ele nunca seria aquele que poderia me salvar.
Nossos mundos colidem, nossos karmas se cumprimentam como velhos amigos de uma vida cansada. Por isso preferi amar Stop Crying Your Heart Out do Oasis. É mais fácil. Aceitável.
Assim como a música, tivemos o nosso tempo cronometrado. Assim como um poema, seremos eternizados em pequenas estrofes do passado que resignamos.
“Aguente!” – diz a música – “Não se assuste! Você nunca mudará o que aconteceu e passou...”
E isso me conforta até a próxima manhã, sem ninguém cantarolando refrões na janela...
Não nasci para falar,tenho hoje à certeza que a minha melhor música é quando escrevo e faço disso um instrumento para ver corações afagados.
Isso é um dom o qual julgam autismo .Na minha solidão ,se torna uma projeção onde pude encontrar minha melhor forma de se expressar com apenas lápis e papel ou dígitos aplicados na internet que se interligam,levando para casa de cada um o que precisam naquele exato momento.
Tive medo de errar, errei.
Almejei acertar, errei de novo.
Sonhei em conquistar, um novo erro.
Quis muito saber, errada novamente.
Persegui as vontades, mais um erro.
Escrevi entrelinhas, errata, equívoco, mal entendido.
Falei claramente, precipitada, grossa, sem filtro.
No fim, ficou claro que certo mesmo é o erro, de resto, o que vier dessa vida é lucro.
Inspiração....
Um poeta sem inspiração
Um Deus sem dom da criação
Palavras falsas de um verdadeiro coração
Uma rima estranha, sem emoção
Estou perdido na escuridão
Vejo algo que parece a solução
Uma luz, um coração
Algo que desperta minha sedução
Algo estranho para mim
Afinal estou onde achava ser o fim
Junto a aquele coração
encontrei o que procurava, encontrei inspiração
Encontrei amizade e talvez... uma paixão.
Queria ser a caneta que toca seus dedos.
Queria ser o pedaço de papel onde você deslisa sua mão.
Queria ser a palavra que ganha toda sua atenção.
Ou até ser o motivo do seu poema.
Queria ser o o sentimento escondido em seu coração.
Poderia ser,
Até quem sabe um pedacinho da madeira,
Daquela mesa com poeira
Aonde você senta pra escrever
Palavras confusas que só eu posso entender
Mas talvez eu até queira ser
Um pedaço branco da folha
Um pouco de luz na encolha
O botãozinho de ascender
Pra ficar pertinho
Só pra você me querer.
“Por que a mim não escreves? {2}
-
Por que a mim não escreves?
Por que, por que não escreves?
Nesta essência não te inseres?
Sentes que sou-me o nada?
E tal nada não alimenta o que queres?
Queres a vida de forma vasta?
Por que a mim não escreves?
Por quê? Por quê? Por quê?
Tens inspiração em falta?
Que falta somente a mim,
Que dás aos outros, completa,
Como se fossem dignos de ti.
Por que a mim não escreves?
Por que, tais letras, sufocas?
Uma carta como outrora
Sílaba esmagada pelo tempo
Que descreve uma maldita história
Que frágil como uma brisa do vento;
Eu não quero que me escrevas
Como quero… Como quero…
Algo que transforme esta treva
Em teu conto dramático eterno;
Eu não quero que me escrevas
Só quero… Somente quero…
Ser a protagonista que inventas
A sofrer em cada trecho mero.”
“Por que a mim não escreves? {1}
-
Por que a mim não escreves
Se te escreves ao respirares?
Se te respiras então escreves
A cada segundo em que vives
E se não vives tão vorazmente
Escreves à solidão e à tristura
No silêncio que lhe persegue
Em meio ao sono que amargura
Escreves quando pensas
Em alimentares teus vícios
E se escreves para todos eles
Para que o existir seja longínquo
Por que a mim não escreves?
Se não lhe sou tão precipício
Se não lhe causo um sentir abismo
Não me escreves por sentires
Sobre mim o mais puro vazio
Sobre esta lacuna, inda assim
Tu poderias escrever-me
Ou contando-me os teus motivos
Do por quê a mim não escreves.”
O POETA
A poesia é sempre um exercício curativo que a nossa alma usa para lutar. De algum modo o nosso subconsciente desenvolve nas palavras um mecanismo de defesa como se fosse a arma da nossa consciência e assim na poesia usa como sendo contra, clichês, frases ocas fórmulas, apenas pode ser tudo isso ou pode não ser nada.
Pode ser, agora mais do que nunca, um exercício de liberdade de expressão e imaginação. Mas não olhe tão profundo para dentro da minha imaginação, lá você não encontrará nada. Eu disse apenas que era um mecanismo da consciência, entenda isso. Contudo, é sentimento e onde fica isso em nós? Queria poder arrancá-lo de dentro de mim. Extirpar e não ser assim.
O poema afrouxa as palavras e imagens para estabelecer um elo capaz de metaforizar a nossa presença sensível da consciência e estabelecer o que procede daquilo que o coração diz sobre a nossa relação com nós mesmos, dos outros e do mundo. Há um peso enorme sobre o poeta que lida com esse dom. Ele se faz a pergunta; quem se importa? E como ele “o poeta “pode ser a oficina imaginária do mundo? Precisa alguém dizer que não é necessário, muito mais que isso, alguém que diga que de nada vale, mas o peso não alivia. Pois o Poeta não sabe, ele apenas sente daí a sua originalidade privilegiada não é uma obrigação escrever, é uma vontade louca de expressar sua liberdade que encontra-se na sensibilidade, a capacidade de expressar ideias de maneira forte e bonita. Que poeta não almeja expressar suas emoções, para dizer o que ele tem de proclamar a todos o que está em seu coração. Eu pensei em um plano que como os sentimentos são expressos em poemas alcançaria vencer a solidão.
Solidão, essa é palavra que como uma tonelada espreme o coração do poeta. Pode alcançar o mundo a suas palavras, porem nunca entrará no coração à que ele próprio dedica. Eu tentei uma reformulação: Já rasguei a poesia, no tempo moderno a raiva de não atingir ou ter sido desmerecido pelos motivos que em tempos de caneta e papel eu rasguei também já deletei. Ódio e a raiva na verdade pertencem apenas na intensidade das mesmas realidades que convive o amor e o afeto. Da mesma linha da consciência subtrai esses sentimentos.
Porque você nunca viu assim? Pelo caminho do amor na linguagem da alma, você quase matou. É Verdade! Eu sei que a poesia não é algo que transborda tudo o que nos move e nos chama a amar; mas é o elo mágico. Quem não queria? Ou quer viver nesse sonho.
Pois eu sei e você também sabe que realidade é diferente, mas não, não e não. Eu não posso calar. A poesia é uma coisa acima de tudo o que se viveu, é vivida intensamente e que é gerada na maioria das vezes com dor. Como agora, sim, exatamente agora.
É este murmúrio vindo das profundezas do meu íntimo já se vencendo pela idade, mas que ainda vive, desde que nós temos uma alma, e não é o poeta que quer isso. Veja a nossa linha do tempo? Analise tudo sem racionalizar, pois das emoções não há razões. Tudo já vivido não te diz algo? Como pode não ver? Seria obvio, pois o amor é cego. Seria por obrigação enxergar apenas pelo amor. Haja visto que da visão só nos perderíamos nos enganos. Mas do pobre e cego amor e nada além do amor, é daí que nasce a essência do poeta. Escrevo para você e sei e bem sei que muitos dedicarão à outra, essa poesia. Pois lá no começo disse que falo por mim e também pelo mundo ou de quem lê e Assim como eu, sente.
DIAMANTE POEMA PARA OS AMANTES DO POEMA.
Na guerra inflamada das palavras de cor preta, luta o poeta em inserir sentidos sobre a branca folha estendida. Mostra-se branca, mas não simbolizando a paz, pelo contrario, afronta com rispidez à inovação do escritor que expira no papel toda a sua inspiração. Tece sentidos com fios de conhecimentos, tracejando emoções violentas para dar sentido nas palavras de cor preta grifada na branca folha. Construir um poema é como lapidar o diamante mais puro. Apesar de duro, por certo, o cuidado da preciosidade que tem em suas mãos é muito, e ele ainda faz da peça mais preciosa ainda com as inúmeras facetas que reluz por toda a parte o valor acrescido da matéria, contudo o Diamante bruto ainda guarda em si valores, já o papel e a tinta da caneta do escritor nada valem e não dão sentido a suas atribuições se estiverem separadas. No entanto ainda resta ao escritor dar o valor que nem mil diamantes pagariam o preço do pensamento carregado de sentimentos. Fruto da mente que não mente. Pois verdadeira é a sua criação, por que guarda em sua essência a originalidade do seu dono. Antes de processar as palavras em seu cérebro, elas fluem da fonte inesgotável de criação e afloram na pele que aguça os sentidos e as sensações. De fato apreciar o escrito que é tão precioso e original que sua química é única que faz da obra ser mais rara do que o diamante. Muitas são as perolas já escritas que se torna cada vez mais difícil elaborar aquela que irá superar todas.
Tantos são os escritores que invejo suas preciosidades, mas de fato não vou superá-los por que suas criações são únicas, assim como as minhas. E perduram milhares de anos e só agregam valor, não em dinheiro isso seria muito supérfluo, seu valor consiste no reconhecimento daqueles que lêem sua obra e gostam tanto que queriam que fossem deles próprios a idéia prima de ter produzido tal “diamante”. Custoso e tão natural que sobrevém de modo que brotam as palavras e afloram as emoções no ato de que tudo nasce sem de nada antes ter. Dom? Talvez! Mas para todo talento é necessário ação para ser manifestado. Tão hábil o escritor ou o ourives que esculpe versos de ouro e faz relevos da figura que se desenha usando o sentido figurado das palavras e assim se sobre saem o diamante contido na pureza da bela arte da escrita, romântica, abrasiva e cingida pelas mãos do poeta que assim foi descrita.
A algum tempo já não escrevo
Falta de inspiração talvez
O trabalho que sufoca, também
Os problemas do dia-a-dia
Coisas que aos poucos estão se acabando
Mas não posso deixar de lado aquilo que sempre amei, expressar através das letras
Aquilo que com os lábios eu não consigo dizer
Por isso papel e caneta então, ou dedos que digitam no teclado, seja pelo celular ou pelo o computador, que aos poucos vão dando forma a letras que se transformam em palavras, que por sua vez se transformam em em frases, e que por sua vez se transformam em pensamentos, que por sua vez expressam aquilo que se passa aqui dentro de mim...
Pronto, já está quase pronto mais um novo pensamento, formado inicialmente por palavras desconexas, e que pra você talvez não tenha sentido algum, mas é isso que se passa em minha mente nesse momento.
Na mesa
Chaves,
moedas
diversas...
Prata
dourada
e
cobre.
Diploma
de
'mestre',
CD
bala
sobre
a
mesa,
remédio
para
gripe,
telefone
que
nunca
toca,
paciência
que
nunca
acaba,
e
sono
que
nunca
chega.
Efeito
bumerangue...
Muitos dizem que não são vistos e não têem grandes oportunidades...
Esquecem que são responsáveis por criar as próprias oportunidades.
Ninguém pode fazer a diferença por nós...
Por isso todos possuem a mesma quantidade de dias para escrever sua história... Tens escrito em preto e branco (feito o basico)? Colorido (feito a diferenca)? Ou tens apenas páginas em branco (nada)?
Somos capazes e temos potencial para ir mto além e FAZER A DIFERENÇA!
Tentei esconder toda essa aflição que me agarra o peito, vomitei as palavras que viravam espinhos todas as vezes que eu as engolia com o choro , quando as joguei fora de mim,pois já não cabiam mais dentro do meu ser, rasgaram minha garganta , fizeram rasgos enormes e dolorosos que eu escondia com os sorrisos que me eram requisitados todas as vezes que cogitava em falar, me apresentavam todos os argumentos do mundo para ser feliz, e quem disse que eu não era?
Eu nunca vi um super herói ou uma protagonista passar a vida inteira feliz , assim como batimentos cardíacos temos altos e baixos súbitos e muitas vezes inéditos,mas todos os meus heróis e heroínas nunca foram desgostosos da vida, lembro me de um que me disse pra apreciar os momentos ruins e aproveitar cada pedacinho de tristeza e eu faço isso, não me importa se me deixam cicatrizes na garganta toda vez que uso o papel e caneta como porta vozes da tristeza ,não me importa se as vezes tenho que escolher sorrir ao definhar perto dos outros, não me importa mais nada enquanto houver uma forma de gritar silenciosamente tudo aquilo que eu quero guardar mas não dentro de mim ....
Fico atrapalhado, não consigo me concentrar
Pareço enlouquecer, um dia vou me encontrar
Demoro para escrever, o que é tão fácil de pensar
Não fazer o que a gente gosta, pode mesmo desgastar
Minha mente fica pequena, a cada linha que me faz somar
Meu coração diminui, parece não me agradar
Talvez não seja o que eu ame, mas eu quero continuar
Fazer feliz quem um dia, só viveu para me amar
Quando você foi embora você não levou apenas parte de mim junto com você,
Você fez questão de levar minha inspiração de escrever,levou a pureza de ver beleza em tudo por mais simples que fosse.
Levou com você a emoção dos filmes,a magia dos livros,o ânimo de vida a mais.
Mas de coração eu espero que nunca lhe aconteça de alguém me prometer a mão mas nunca lhe enxugar as lagrimas com ela
Tantas coisas passam por minha cabeça,
mais ainda passam por minha vida,
mas poucas as que ficam em meu coração,
e desse "poucas" você é tudo...
Queria ter dito antes,
assim as coisas poderiam ser diferentes
mas não tive coragem,
tive medo de te perder,
e assim medo do tempo não passar,
mas de uma coisa eu sempre soube, iriamos nos encontrar
e quando chegasse a hora,
minha vida iria mudar,
pois o que falta nela , encontro em ti...
Tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais,
Você completa meu coração,
trás pra minha vida, emoção,
você é exatamente o que pedi em oração,
meu motivo para sorrir,
para prosseguir,
para olhar o mundo de uma maneira diferente,
o motivo que me faz levantar todos os dias...
Mas o tempo passou,
e você me ensinou a amar de verdade,
a viver a vida sem piedade,
a ser feliz por mim,
e a ter essa vontade de escrever que não tem fim...
Este amor pode ser eterno, pode ser fugaz
Neste momento és tu tão especial
Que não me importa o resto
Eu posso escrever as tuas palavras para que não as leve o vento
Posso te dar até o último do meu mais profundo sentimento
São tantos que não consigo calcular o que sinto
Será tão forte como o vento ou tão frágil que eu invento
Ou o mais forte do que o que sinto...
Se quiser saber como foi, é só ler aqui...
Só peço que não me peçam para parar, pois peguei gosto...
Ósculos e amplexos,
Marcial
COMO E PORQUE COMECEI A ESCREVER
Marcial Salaverry
A grande verdade, é que sempre fui preguiçoso para escrever, embora tivesse uma certa facilidade para desenvolver minhas idéias.
Lembro-me de que uma vez minha irmã, que era secretária de Monteiro Lobato, levou para ele lesse, um texto que eu havia escrito sobre Entradas e Bandeiras, como trabalho escolar, e o saudoso Mestre elogiou o trabalho e, passando a mão sobre minha cabeça, disse que poderia ser um bom escritor. Não acreditei. Achei apenas ter sido uma gentileza dele para com minha irmã.
Depois disso nem pensei mais em escrever. Desde cedo sempre precisei trabalhar para custear meus estudos. Limitava-me às redações exigidas para trabalhos escolares, onde sempre tirava boas notas, muitas com louvor. Tudo se complicou mais depois. Casamento. Família. Luta pela vida. África. Só escrevia cartas para a família, até o momento em que comecei a mandar fitas cassete gravadas. Não precisava escrever. Falar era mais fácil.
Em meu trabalho como vendedor, limitava-me aos pedidos e relatórios. E brigava com os chefes, que pediam que colocasse observações nos relatórios. Não gostava de perder tempo escrevendo. Contudo, apesar de não gostar de escrever, sempre fui um leitor voraz. Sempre gostei muito de ler, e de me instruir, procurando sempre estar a par de tudo, ler sobre os acontecimentos, revistas, livros o que me caísse nas mãos. Livros de bolso sempre foram meus companheiros inseparáveis de viagem.
Devorei a coleção completa dos livros infantis de Monteiro Lobato, sempre meu autor predileto. E até hoje não me conformo por haver perdido em uma mudança, o que era meu tesouro particular, a coleção dos DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES, autografados por Monteiro Lobato, com uma dedicatoria ao "futuro escritor Marcial Armando Salaverry".
Ao aposentar-me, instado por meus filhos e netos, resolvi comprar um computador, para comunicar-me via e-mail com eles. Todos morando longe. Por influencia de meu filho Alexandre, comecei a escrever textos sobre esportes, tendo criado o site DeTrivela. Depois, comecei a escrever pequenos textos (que ironicamente eu chamava de "textículos"), dando Bom Dia para alguns amigos e parentes, e o círculo de amigos foi se ampliando, e instado por algumas dessas amizades, comecei a contar em capitulos como tinha sido minha vida na África, e foi assim que a profecia do querido Mestre realmente aconteceu, e ainda sigo escrevendo, contrariando a opinião de alguns, que acham que deveria parar, mas como existem amizades queridas que apreciam o que escrevo, vamos em frente...
Foi assim que tudo aconteceu. E o fato de escrever, me possibilita fazer de cada dia, sempre UM LINDO DIA, desejando que todos igualmente o tenham, sendo importante descobrir o talento que todos temos em nosso interior, deixando-o fluir...
Marcial Salaverry
- Relacionados
- Carta de mãe para filha emocionante que fortalece a conexão
- Mensagem para um Filho de uma Amiga
- Mensagens para o Dia Mundial da Criança (Feliz dia 1 de junho)
- 75 frases sobre crianças que celebram a magia da infância
- Frases de incentivo ao esporte infantil que motivam essa prática
- Frases de autoestima para crianças (palavras de encorajamento)
- Versos para Criança Recitar
