Escrever uma carta a uma Criança

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Este amor pode ser eterno, pode ser fugaz
Neste momento és tu tão especial
Que não me importa o resto
Eu posso escrever as tuas palavras para que não as leve o vento
Posso te dar até o último do meu mais profundo sentimento
São tantos que não consigo calcular o que sinto
Será tão forte como o vento ou tão frágil que eu invento
Ou o mais forte do que o que sinto...

Inserida por VilmarBecker

Se quiser saber como foi, é só ler aqui...
Só peço que não me peçam para parar, pois peguei gosto...
Ósculos e amplexos,
Marcial

COMO E PORQUE COMECEI A ESCREVER
Marcial Salaverry

A grande verdade, é que sempre fui preguiçoso para escrever, embora tivesse uma certa facilidade para desenvolver minhas idéias.
Lembro-me de que uma vez minha irmã, que era secretária de Monteiro Lobato, levou para ele lesse, um texto que eu havia escrito sobre Entradas e Bandeiras, como trabalho escolar, e o saudoso Mestre elogiou o trabalho e, passando a mão sobre minha cabeça, disse que poderia ser um bom escritor. Não acreditei. Achei apenas ter sido uma gentileza dele para com minha irmã.

Depois disso nem pensei mais em escrever. Desde cedo sempre precisei trabalhar para custear meus estudos. Limitava-me às redações exigidas para trabalhos escolares, onde sempre tirava boas notas, muitas com louvor. Tudo se complicou mais depois. Casamento. Família. Luta pela vida. África. Só escrevia cartas para a família, até o momento em que comecei a mandar fitas cassete gravadas. Não precisava escrever. Falar era mais fácil.

Em meu trabalho como vendedor, limitava-me aos pedidos e relatórios. E brigava com os chefes, que pediam que colocasse observações nos relatórios. Não gostava de perder tempo escrevendo. Contudo, apesar de não gostar de escrever, sempre fui um leitor voraz. Sempre gostei muito de ler, e de me instruir, procurando sempre estar a par de tudo, ler sobre os acontecimentos, revistas, livros o que me caísse nas mãos. Livros de bolso sempre foram meus companheiros inseparáveis de viagem.

Devorei a coleção completa dos livros infantis de Monteiro Lobato, sempre meu autor predileto. E até hoje não me conformo por haver perdido em uma mudança, o que era meu tesouro particular, a coleção dos DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES, autografados por Monteiro Lobato, com uma dedicatoria ao "futuro escritor Marcial Armando Salaverry".

Ao aposentar-me, instado por meus filhos e netos, resolvi comprar um computador, para comunicar-me via e-mail com eles. Todos morando longe. Por influencia de meu filho Alexandre, comecei a escrever textos sobre esportes, tendo criado o site DeTrivela. Depois, comecei a escrever pequenos textos (que ironicamente eu chamava de "textículos"), dando Bom Dia para alguns amigos e parentes, e o círculo de amigos foi se ampliando, e instado por algumas dessas amizades, comecei a contar em capitulos como tinha sido minha vida na África, e foi assim que a profecia do querido Mestre realmente aconteceu, e ainda sigo escrevendo, contrariando a opinião de alguns, que acham que deveria parar, mas como existem amizades queridas que apreciam o que escrevo, vamos em frente...

Foi assim que tudo aconteceu. E o fato de escrever, me possibilita fazer de cada dia, sempre UM LINDO DIA, desejando que todos igualmente o tenham, sendo importante descobrir o talento que todos temos em nosso interior, deixando-o fluir...

Marcial Salaverry

Inserida por Marcial1Salaverry

⁠QUASE CONTENTE

Sobre o que eu vivo, eu escrevo.Muito mais
o que eu não vivo.O que eu sonho,que imagino,
O que desejo.Sobre o que eu vejo, escrevo !

Poesia prá transpassar o mar que não se chorou
Sussurrar nas entrelinhas o desejo intransparente
Mergulhos profundos.

Escrevo prá ter sentido e divido a minha dor.
É a chama que por segundos me faz em paz e melhor.
Quase contente.

Inserida por touchegrs

"Nós"

⁠Os meus pensamentos mais intensos..
Dono de todos os meus beijos e sorrisos
mais calorosos.
Me pego pensando em você em plena madrugada
abraçando ursos, e sentindo seu cheiro
entre as cobertas.

A luz e o brilho das estrelas nem se comparam
com a clareza do teu olhar.
Sim, a química enérgica dos nossos corpos quentes
me fazem querer voltar no tempo.
Você borbulhava como uma chaleira fervente
e eu, o fogo não queria apagar..

Por que no fundo do meu coração bagunçado
eu sabia que nós éramos feitos um para o outro.
Você, era o conceito de alma gêmea.
Representava tudo e mais colorido na minha vida..
Cafés quentes em um dia frio e chuvoso..
Você era minha definição de amor.

e doí muito, não poder usar o "nós" no presente.

Inserida por ylauralimaa

⁠Mulher poema
Moça do rosto lindo,
e de um corpo macio
que deve ser quente
e gostoso.
Eu o vejo e sonho,
como será ao vivo.
Tuas pernas , curvas,
seios.
São poemas que eu
gostaria de escrever,
em capítulos isolados.
Roldão Aires
Membro da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico da Acilbras - Cseira - 681
Patrono Comendador Maestro - Armando Caarüara - Presidente

Inserida por RoldaoAires

Eu não escrevo pra exorcizar o meu medo

Eu escrevo pra transbordar minha loucura

Eu escrevo por que foi a única utilidade

Que encontrei pra minha dor

Eu escrevo pra não explodir de raiva

E nem de amor

Eu escrevo por que só

Quem experimentou a vida

Sabe o horror de mastigar

E ter de engolir a ferida

Inserida por biapenha

⁠Parecermos loucos por reduzirmos a informação que pensamos. Resumimos um processo de pensamentos em poucas palavras.
Pensamos mais rápido do que podemos falar,
aí que acontece a perda de informação.
Porque tudo é tempo. Tudo é tempo.
Se pelo ao menos pudessemos escrever na mesma velocidade que pensamos, de repente não pareceríamos tão loucos.

Inserida por small

⁠"ACORDAR"

Quando dei por mim,
já escalava várias camadas do céu acima de mim.
Quando dei por mim,
dei pela falta dos momentos bons que ficaram longe...
Quando dei por mim,
tentei dar meia volta, mas já havia nadado tanto,
que ficaria à deriva num mar de arestas sem fim.
Quando dei por mim,
implorei que fosse sonho, e, que a luz do sol viesse me tirar do torpor, enfim!
Quando dei por mim,
vi que não vivi, mas vivi sonhando.

Inserida por SusannaAlmeida

Escreva!
Textos que posto não são só para mim,
embora eu não ligue se lhes interessa.
Eu escrevo mesmo sem estar afim.
Eu escrevo mesmo quando estou com pressa.
Meio estagnado, antes me sentia
e já nem lembrava de meu ideal.
Distraído, vi que algo me impedia,
me impedia de ver meu potencial.
Esse algo era a falta de planejamento.
Planejar me faria ir mais além,
não trocar a vida por um só momento,
nem viver tentando impressionar ninguém.
Escrever me ajuda a me planejar.
Dia-a-dia, ideias ou pensamentos.
Quando estou em dúvida, eu devo voltar
e releio trechos de alguns momentos.
A ideia é fazer com que você, leitor,
compreenda a mensagem que estou trazendo.
Escrever não vai tirar a sua dor,
mas te faz entender por que está sofrendo.
Busque suas formas de reflexão.
Escrever ajuda a se aprimorar.
Quando estou confuso ou sem motivação,
essa é minha forma de me concentrar.
Só estou expondo meu ponto de vista.
Quando estive mal, foi isso o que eu fiz.
Só mantive o foco, fui otimista.
E escrever sobre isso me deixou feliz.

Inserida por emersomgold

⁠Raabe estava feliz no Brasil
As coisas tinham mudado muito
Era como um jardim regado de amor
Todos felizes, rosados e nutridos
Não existia mais violência
Pobres não se viam nas ruas
As crianças estavam todas na escola
Todos sabiam ler e escrever
Jovens e velhos tinham saúde
Os sorrisos tinham dentes saudáveis...

Inserida por mariaia

⁠Fazer poemas


Poemas, tento fazê-los,
tento para aprender.
O interessante no entanto,
é que , quando começo a
escrevê-los és a dona de
todos os versos.
Em cada frase tu estás.
Que saída então tomar
para um poema escrever?
Tentei a resposta achar.
Depois de algum tempo
notei que mesmo que
quisesse, não adiantaría
insistir.
Em minha vida não vou perder
tempo em escrever poemas,
poesias e até preces.
Só agora entendo o porque.
O que eu quero escrever,
já está escrito de há muito.
O meu poema é Você.

Roldão Aires

Membro Honorário da Academia Cabista R.J
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires

Inserida por RoldaoAires

⁠
LÍNGUA VIVA

Tenho uma palavra na pontinha da caneta
Agarrada
Mergulhada na tinta
Não quer sair ainda
Se for um verbo
Tomara que não seja de estado
Permaneceria estática, atrofiada
Que seja um verbo de ação
Que me leve por aí
Mexa minha alma, mova meu corpo
Se for pronome
Que me situe no espaço
No tempo
Talvez seja adjetivo
Se for, que me modifique
Provoque uma metamorfose
Caso seja substantivo
Que seja composto
Traga-me boas companhias
Ela está aqui na pontinha da caneta
Teimosa
Acho que é uma nova palavra
Está nascendo agora...

Inserida por ElisBarroso

⁠CARTA A MEU FUTURO AMOR

Enquanto te espero
Conheci outras cidades
Li bons livros
Fiz amigos
Assisti muitas séries
Experimentei novos sabores
Enquanto você demora
Aprendi a dançar
Virar cambalhota
Andar de bicicleta
Rir de mim mesma
Enquanto você não vem
Aproveitei para conhecer outras pessoas
Aprendi a beijar
Paquerar
Alguns me fizeram rir
Com outros quebrei a cara
Teve os que souberam amar
Aprendi a viver

Pensando bem...
Pode demorar um pouco mais.

Inserida por ElisBarroso

⁠Estrada
onde esqueci, pelo caminho,
minha intimidade com as letras
Que me encantam e despertam a beleza da coerência
uma a uma, juntam-se às pressas
formando pensamentos concretos.
E, para onde foram minhas manias do passado?
Talvez se perderam, diante tamanho temporal
que hoje não distingo
se tão mal me fez
ou se o sentido me devolveu
.
2010

Inserida por MichelleRamos

⁠Eis minha carta para o seu coração

Em papel claro, comecei a pensar
Pus minhas mãos sobre a folha, como forma de esquentar.

Sentei-me, e em frente à máquina, comecei.
Engraçado notar que, a cada letra apertada, o som ecoava.
E a cada ecoar, a folha era marcada.
Tinta, papel, mãos, pensamentos…

Pensamentos distantes trazidos à tona, formando letras e frases guardadas em mim.
Letras em forma de quebra cabeça, sendo montada parte a parte por sentimentos e afins.

No decorrer da escrita, evitava dar o espaço entre as palavras.
Até parecia loucura, mas os espaços lembravam a distância entre nós.

A forma das letras mostrou-me algo implícito!
Batendo vagarosamente dedo a dedo, pude
sentir nas bambas teclas solitárias, a junção de cada letra, e das letras foram formando palavras, e das palavras fui criando você em versos, que antes eram soltos, agora estão diante de meus olhos.

Escolhi a forma antiga de escrever
totalmente diferente dos dias atuais, onde necessita de coisas para nos ligar.
Fiz de meus sentimentos o ponto que liga nós dois
Sem vírus, sem medo, conexão única.

Assim que parei, peguei a folha em mãos, e com cuidado pude sentir que, na frente existe uma história completa, um conto,
cheio de altos e baixos, colorida, falante.
Com personagens que por vezes brincavam de serem felizes, outrora eram calados.

Mas na parte de trás da folha, escondido dos olhos, ficou o relevo de cada letra apertada, de cada história, sem tinta, sem cor.
Do personagem que ficou cego de amor

Uma história diferente, sem começo, nem meio e talvez com fim.

Inserida por thiago_biscarde_nunes

⁠O DESTINO É ESCOLHIDO

Muitos pensam que o futuro está escrito em pedra, com letras profundas, enquanto, na verdade, está escrito em papel. de lápis, com uma borracha do outro lado, ou seja, se você pode mudar algo que se mudar tudo melhorará, então mude, afinal, é só apagar e reescrever.

Inserida por Gustavo_Gordilho

⁠CAOS

Vida doce e medonha
É aquela que sonha
Encontrar meu eu
No meio do caos.
Vida sem-vergonha
Fez-me um ser "pamonha"
Isso nem doeu
Nesta vida de sal.
Flechas pontiagudas
Furaram-me o ego,
Assim, como o prego
A pregar minha dor.
Não me desvencilho
De tal empecilho
Enquanto o saldo não vem.
Pelo portador serviente
Seguindo a corrente
A mesma a caminho do caos.

Inserida por SusannaAlmeida

Do que eu tanto tenho medo?
⁠
Sabe, querida, eu tenho medo, apenas não sei o que tanto temo, talvez seja a morte, mas sou jovem e minha família tem uma ótima amizade com a saúde,por enxergar honra em ser a ovelha negra, me tornei fumante o mais rápido que pude. Talvez eu tema ser abandonado, meus pais já me deram a maior idade, meus amigos, que não por maldade, não são tão confiáveis, vivem suas vidas com pressa. Minha namorada, que apesar das promessas de união, com tudo que a vida pode proporcionar, é efêmera e todo romantismo se esvai com intensidade que amamos quando somos jovens. Mas ainda não é isso que temo, afinal, minha característica admirável é de admirar estar sozinho. De que eu tanto tenho medo? O futuro de certo, só pode ser isso, o medo de que tudo dê errado, que eu me torne um fracassado, que as coisas não saiam como o planejado. Definitivamente não é isso que temo, posso ser uma pessoa negativa, mas aceito muito mais que de braços abertos o meu destino e os encontros extremamente coincidentes que o mundo proporciona. Talvez eu tema temer algo? Isso nem ao menos faz sentido, não sou um herói, cavaleiro ou budah para querer não ter medo de nada, tenho plena consciência que o medo também é uma ferramenta de sobrevivência. Acho que nunca vou descobrir o que temo, apenas sei que temo algo, e talvez, esse temer, seja de ficar sem ter o que escrever.

Inserida por Bortokui

⁠⁠Quem sou eu?
Sou poesia,
Legitimando o sentir
Expressa com ousadia
Em versos a fluir
Com um toque de fantasia
Para com palavras colorir
Toda essa monocromia
Que além de nos reprimir
Nos asfixia

Sou poesia que se cria
Só de existir
Sou rimas em sincronia
Sou apenas esse emitir
Do meu eu particular
Sou esse sentir
Esse amar,
Esse sorrir,
Esse transbordar,
Me permitindo transmitir
E rimar
O meu eu
Que aqui se descreveu


Princesa Diamante

Inserida por stella_marques

⁠Querido futuro namorado,
Não sei por onde você tem andado
Mas saiba que há muito, espero te encontrar
Te procurando em cada esquina e em cada olhar

Mas você ainda deve estar um pouco perdido
E é por isso que vim a te fazer um pedido
Não quero que você seja perfeito
Pois quero amá-lo do seu jeito

Mas, preciso te avisar
Que antes de você chegar…
Muitos sapos decepcionaram esse coração
Matando minha esperança, me deixando sem chão
Então, não se assuste se eu demorar a acreditar
Que alguém realmente é capaz de me amar
Sabe, perdi a fé no amor
E que o mundo realmente pode ter cor
E também aprendi que não devo confiar
A não ser que você venha a me provar
Que merece a minha confiança…
Sabe, não há nada pior que perder a esperança…
Mas espero que com a sua chegada
Eu posso finalmente descobrir como é ser amada

Um grande beijo…
Da garota que você…
Ainda não deve conhecer…

Princesa Diamante

Inserida por stella_marques