Desconfiar das Pessoas
Todo conhecimento começa nos sentidos, mas a inteligência começa quando aprendemos a desconfiar daquilo que eles nos mostram.
A arte ensina a ciência a enxergar o invisível; a ciência ensina a arte a desconfiar do aparente. Entre ambas, o pensamento encontra profundidade.
“A pior prisão não proíbe pensar; ensina o pensamento a nunca desconfiar de si mesmo. Chamam isso de educAÇÃO.”
O QUE FAZER QUANDO DUAS FONTES CONFIÁVEIS DISCORDAM?
É relativamente fácil desconfiar de uma fonte evidentemente ruim.
O problema realmente interessante começa quando duas fontes aparentemente boas chegam a conclusões diferentes.
Dois especialistas. Dois estudos. Duas instituições. Dois profissionais experientes.
Se ambos possuem credenciais, experiência e argumentos, em quem confiar?
Talvez a pergunta esteja mal formulada.
Não precisamos começar escolhendo uma pessoa. Podemos começar examinando o que exatamente está em desacordo.
As fontes estão respondendo à mesma pergunta? Usaram os mesmos critérios? Analisaram populações semelhantes? Trabalharam com evidências equivalentes? Estão expressando fatos, interpretações ou recomendações? Qual é o grau de incerteza?
Essas perguntas transformam confiança em investigação.
Reconhecer autoridade epistêmica não significa transferir integralmente o julgamento para uma autoridade.
Significa reconhecer que determinadas pessoas ou instituições possuem razões para receber maior peso em campos específicos.
Peso maior não significa peso infinito.
Autonomia intelectual não é independência absoluta.
Dependemos do conhecimento dos outros todos os dias. A questão é aprender a depender sem desaparecer intelectualmente dentro dessa dependência.
Quando duas autoridades discordam, talvez nossa primeira tarefa não seja escolher rapidamente uma delas.
Talvez seja descobrir onde a discordância realmente está.
Porque duas respostas diferentes nem sempre significam que uma delas é falsa. Às vezes significam apenas que fizemos uma pergunta simples demais para um problema complexo.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
Ensinar a pensar não basta; é preciso ensinar a desconfiar do pensamento sem transformar a dúvida em paralisia.
Carlos Eduardo Balcarse
Há homens que aprendem a desconfiar porque foram traídos. Outros, mais desafortunados, precisam ser traídos diversas vezes antes de compreender que a lealdade não é uma virtude universal.
Não alimente coisas ruins dentro de si...
Tente não desconfiar, aprenda a ter cautela. Tente não julgar, procure entender mesmo sem concordar. Não seja arrogante, tente enxergar por outro ponto de vista. Não fale demais para se enquadrar ao meio, espere a oportunidade certa de acolhimento. Tenha humor sadio, uma brincadeira pode marcar uma pessoa por toda vida sem você nem desconfiar. Não tenha inveja, aprenda admirar. Não crie rancor em cima de mágoas passadas, crie lições. Não se influencie por opiniões de pessoas ao seu respeito, se conheça. Alimente a sua luz...
Pensei no fato de brasileiro não desistir nunca e estou começando a desconfiar q eu sou paraguaio, pois desisto muito fácil!
Devemos desconfiar daqueles que vivem promovendo e tentando ostentar publicamente suas próprias virtudes.
Quando a prática da religião é muito visível, pode desconfiar! É pior ainda quando a santidade se organiza. Uma vez estabelecido um sistema oficial de valores e criada uma estrutura política/social para promovê-los, abrem-se as portas para a hipocrisia e incoerência. Foi dentro deste contexto que Jesus agia nos seus confrontos com as autoridades religiosas. Jesus apoiou os ensinamentos dos fariseus. Criticou-lhes pela falta de prática. Ensinavam uma coisa, mas agiam ao contrário, transformando fé em fardo e farsa. O ser humano é o mesmo desde o início e esta disparidade entre a profissão e a prática está muito presente no Judaísmo, Cristianismo e Islamismo atual. Apesar da beleza do conceito do amor e da humildade, a igreja é “palco perfeito” para hipocrisia e incoerência, tanto individual como coletiva.
Desconfie de você antes de desconfiar da minha pessoa, afinal você não sabe o que eu posso ou não fazer!
Sempre fé!
Eu tinha desconfiado que era o inimigo porque o Senhor me fez desconfiar. Não é mérito meu, mas o poder de Deus se manifesta sobre a vida de cada um que teme a ele.
O Senhor me faz perceber a ação do inimigo, dá-me o entendimento, e depois o confirma para que eu saiba que ele está comigo todo o tempo — antes, durante e depois da revelação.
Eu percebi que o inimigo tinha se intrometido na minha fé e na minha esperança a fim de me levar à desesperança, à eliminação da fé, para que a promessa de Deus a mim fosse desacreditada, e, assim, eu me desqualificasse como digna de receber a bênção.
O inimigo quer que permaneçamos na escravidão do medo, da insegurança, do desespero, da renúncia, pois sabe que assim não temos força para perseverar em meio às lutas e dificuldades que serão vencidas em Cristo. INTROMETEU-SE NA MINHA FÉ !
“Este assunto surgiu por causa dos falsos irmãos que se intrometeram entre nós. Eles vieram com o fim de espiar a liberdade que temos em Cristo Jesus, e assim nos escravizar.” (Gl 2:4).
É como se o inimigo estivesse me fazendo desesperar, querendo me fazer desistir da minha fé, mas eu creio em Jesus.
Mas é assim que devemos pensar:
“Em nenhum momento nós cedemos, pois queríamos que vocês tivessem o verdadeiro evangelho” (Gl 2:5).
O verdadeiro evangelho é permanecer na fé em Cristo — sem dúvida, sem olhar pra trás —, e não no medo oferecido pelo inimigo.
Senhor, não permita que eu perca minha fé por causa das adversidades. Amém 🙏🏽
