Crônicas de Violência
Penso que, para diminuir a violência contra a mulher, é preciso, antes de tudo, educar o ser humano desde a infância até a idade adulta de forma permanente e contínua, visando formar verdadeiros cidadãos.
Criar leis e dar voz às mulheres sem atacar a "causa maior" não é o suficiente para reduzir o feminicídio.
Precisamos falar a mesma língua em todas as esferas da sociedade, visando dar um basta nessa situação.
Todo aquele que se opõe a todos os tipos de violência.
Que nunca aceitaram ou tentaram entender a escravidão e o regime nazista, também não aceitará nenhum tipo de violência contra mulheres, crianças e adolescentes...
Uma reflexão:
A violência cresce numa proporção que ela consumirá até os seus causadores, pois é algo que não tem o controle.
Existe um ditado que diz: "Quem com ferro fere, com o ferro será ferido".
"Quem mata pela espada, morre pela espada" e assim sucessivamente...
Por isso, Cristo nos ensinou a amar os nossos inimigos senão, que recompensa teremos se amarmos apenas quem nos ama?
Amando o nosso inimigo teremos ainda recompensa!
Apesar da violência, sabeis de uma coisa: o nosso Redentor vive e se Levantará ao nosso favor!
O ECO DO SILÊNCIO
Atenção! O que muitos chamam de "primeiro sinal" de violência — NÃO É O INÍCIO DE NADA! É o RESCALDO de um processo lento, contínuo, INSIDIOSO, que começou muito antes! Não foi com o tapa que tudo começou — foi com a palavra ácida, com o olhar que despreza, com o silêncio que fere MAIS que o grito!
É PRECISO DIZER BASTA!
Cada vez que se cala diante de uma pequena agressão, não se está perdoando! Está-se ENTREGANDO! É a dignidade sendo corroída, centímetro por centímetro, dia após dia! A violência não brota do nada! Ela germina na indiferença, cresce na tolerância covarde e explode na omissão!
O AMOR PRÓPRIO EXIGE REAÇÃO!
Amor não é contrato de dor! Amor é respeito! Amor é reciprocidade! SUPORTAR o inaceitável não é virtude — é submissão disfarçada! Não se engane! O PRIMEIRO SINAL é o ALERTA! É o grito da consciência exigindo AUTODEFESA!
PORTANTO!
Valorize sua integridade! Proteja sua paz! Não aceite o inaceitável! NÃO HÁ SEGUNDA CHANCE para o que NÃO DEVERIA TER ACONTECIDO NEM UMA ÚNICA VEZ!
As emoções na zona de conflito.
Insanidade desmedida.
Quanta violência na inquietude.
O roubo da virtude.
A lingua felina.
Eu sou caçador de mim.
Quando perco os passos.
Não percebo os traços.
Ferido e ferindo sim.
O quão homem falho e presunçoso.
A arrogância e orgulho é uma morte dolorida.
Crateras nas emoções, elas muitas feridas.
O eu indelicado, insensato, como sou danoso.
Mas eu sei, que o Santo sangue dolorido.
Bondoso e em demasia atrevido.
Que socorre me diariamente, a que permita nascer a mansidão, um carinho, dizer não, quando então mata o amor, cruel como aborto.
Eu continuo a tramitar, encurralado no madeiro do conforto.
Mas é dolorido, as emoções trafegar na zona do aflito.
Meu pai, minha mãe, meus acenstrais, Deuses mil, respirando e conspirando.
Quão grande a ciência, a técnica e a magia, a religiosidade do crime, faca no meu olho que se oprime, eu, meu irmão, meus tantos semelhantes, sociedade discrepante.
Cansaço, abraço, minhas pálpebras dilatadas, sinuoso pensamento pendurado numa corda, radiante andar, atravessar os oceanos como as baleias, voar, gorjear, entretanto o canto, o grito, prisioneiro e aflito, a questão de um povo, as emoções, vagões e porões agito, agonias, aflito, aflito, aflito.
Giovane Silva Santos
A revolta dos que não foram e talvez nunca irão...
Tiros e tragédias violência que hospeda
O faroeste não é só caboclo contra disfarce e controvérsia
No dos outros nunca foi refresco não
E a união só faz açúcar por aqui
O miserável não se vê no bobo
Para de correr se não se cansa
Quem espera nunca alcança ,a vida é movimento
Ela corre contra o tempo e não espera por ninguém
O apressado come cru ou queima a boca
O lento vai ficar apenas no lamento
Alfinetes na garganta e gritar já não adianta
Sorrindo dizem que vão te ajudar
Enquanto planejam mentalmente como vão te atrapalhar
Revolta para desabafar ,deixem ao menos tentar
A vida é dos espertos ,por isso muitos deixam de ser honesto...
Boa noite...!
(...) Violência infantil...!
Crime ou educação...
Adestrador ou educador...
Mais que o medo o respeito...!
A ignorância nós faz perder o amor...
Depois de uma surra pode comer...
Antes de dormir um te amo as vez...
Desculpa, É pra você aprender...!
Ausência de carinho é parte da educação moral...
Os castigo é porque ainda não aprendeu a ser gente...!
Mais uma surra pois a escola está fechada...
Vai ficar trancado até aprender sem comida!
Quando eu chegar se tiver com esse celular...!
Será outra surra...
Tudo te ensino é ser gente...!
Pode ver televisão só quando chegar...
Banho do frio! Não adianta mexer no chuveiro...!
Fez a lição da escola se não fez vai apanhar com sal grosso...
Poesia poemas e versinhos são coisas de afeminado... Se pegar vai dormir junto com bichos.
Saiu na rua não mostre os roxos!
A gente vê as atrocidades, a maldade e violência do mundo e fica pasmo. Mas é só isso. Nossa revolta dura até alguém puxar o próximo assunto, até o telefone tocar e nossa mente focar em outra coisa mais importante. Depois disso vamos pra casa, fazemos o jantar, deitamos na cama e assistimos comédia.
Por que no fundo, bem no fundo, a gente não se importa de verdade. Não foi com a gente, foi lá em Santa Catarina, foi lá em São Paulo, foi em Realengo. Alguns até choram, por um dia, dois, os mais sensíveis. Mas também não passa disso.
Você pode me questionar: mas o que eu poderia fazer a respeito, além de lamentar? Pois é. Milhões de pessoas não podem fazer nada.
Ah, mas a responsabilidade é do governo!
Sim, outra vez você está coberto de razão: se o governo não faz, o que nós, meros 212 milhões de cidadãos, poderíamos fazer além de lamentar?
Não são as mãos. São as nossas mentes que estão atadas.
Agosto lilás-não a violência
Viva Lei Maria da penha
que veio nos salvar
acolher nossos corações
rasgado pela dor
de um corpo tatuado
pelas tuas mãos
em sinal de desrespeito
e humilhação
lágrimas molham meus pés
feridas abertas sangram
e jorram na terra
em solo adentro
pois....
ninguém quer enxergar
para não comprometer-se.
E eu
eu me arrasto
rastejo neste solo
com medo
submetida as migalhas
por te colocar no pedestal
cobranças
de um casamento perfeito
aguento, aguento
até despertar em mim
que sou merecedora
que sou forte
me afasto de você
reinvidico meus diretos
restabeleço
minha paz
meu equilíbrio
e volto a ser feliz
@zeni.poeta
Naturalmente lindo
Uma neblina vêm galopante do alto da serra e com violência incomum insiste em esconder o meu enorme jardim de rosas coloridas,
um tapete de algodão doce se forma sobre as rosas fazendo-as chorarem implorando misericórdia pela luz solar,
o choro foi ouvido pela brisa do mar que chega uivante decidida a ajudar espalhando a nuvem de algodão doce abrindo os caminhos para o manto colorido de rosas se alegrar.
porque tanto ódio
Porque tanta violência
Porque tanta mentira
Porque tantas mortes
Porque tanto egoísmo
Porque está ausência de amor.
As pessoas não notam que a melhor coisa é andar de coração limpo
Mente adornada
E atitudes boas
Antes de julgar
Sinta a dor do próximo
E estenda sua mão
Você não tem dimensão
Como isto lhe fará bem.
...
Nunca acho que a violência vai se sobrepor a palavra, mas também tenho certeza que ações geram reações imediatas. Se encaixarmos minha convicção em algum contexto atual, veremos minha opinião sem qualquer exposição direta.
Pré julgar (ou julgar) alguém sem ter vivido tal situação, pode te colocar em contradição quando algo semelhante acontecer sem aviso.
Na dúvida, esqueça a piada que magoa e evite o tapa que desmoraliza. Sim, às vezes é difícil ponderar.
Vamos falar sobre violência na escola?
A escola é o ambiente de socialização, seja de conhecimento específico, como as disciplinas, seja de conhecimento pessoal, como os colegas, professores etc., seja de conhecimento experimentais, como saber sobre as experiências das pessoas que nos rodeiam.
Nós que estamos à frente da escola, da sala, da direção, secretaria etc., nos deparamos com situações de violência na escola. Embora não sejamos psicólogos, acabamos tendo que procurar caminhos para resolver as diferentes situações que nos são apresentadas no dia-a-dia.
MAS nem sempre conseguimos dar conta.
No universo do ensino fundamental 2, por exemplo, os alunos, a depender do tipo de escola que fazem parte e da base familiar que têm, já estão convivendo com a violência assiduamente fora dos muros das escolas.
Por que dentro desses muros seria diferente?!?
Como a escola sozinha consegue mudar uma realidade que ela recebe de fatores externos a ela?
Como a escola se comunica com as famílias, se muitas vezes as famílias não querem se comunicar com a escola?
Como as escolas podem conseguir mudar sozinhas situações que precisam de mais ações, mais interesses, mais, mais e mais?
Há alunos e alunas do fundamental 2 com a carga extra responsabilidades escolares, como:
> tomar conta da e dos irmãos por diversos fatores que não cabem aqui;
> a necessidade de trabalhar para sobreviver;
> carência da presença paterna ou materna;
> gravidez na adolescência etc.
Há alunos que não conseguem se manter acordados por conta do cansaço extra responsabilidades que muitas vezes não são suas.
Há alunos que reclamam de um cansaço mental e o demonstram na realização das atividades.
Muitos desses alunos, geralmente, têm um desempenho baixíssimo na educação.
É ISSO QUE QUEREMOS PARA
NOSSOS FILHOS,
ALUNOS,
SOBRINHOS,
CIDADÃOS BRASILEIROS,
FUTURO DA NOSSA GENTE??
A VIOLÊNCIA NÃO É UM PROBLEMA DA ESCOLA, MAS SIM, UM PROBLEMA TRAZIDO PARA DENTRO DOS MUROS DO SABER.
Alguns dos alunos dos quais tenho contato afirma ser a escola seu refúgio, preferem a escola do que estar em casa com a família.
Alguns dos alunos vêm de realidades muito complexas mesmo, poucos alunos têm uma base familiar cujo apoio aos estudos exista, cujo afeto e diálogo se façam presentes, cujo atos de violência sejam inexistentes.
COMO FAZER PARA MELHORAR ISSO?
O CORPO ESCOLAR GERALMENTE NÃO SABE. MAS PROURA CAMINHOS PARA DESCOBRIR.
É PRECISO SIM que as famílias andem lado a lado com a escola; muitos pais não gostam de ser chamados para conversar com os membros escolares, mas é o caminho que as escolas encontram de imediato.
É PRECISO SIM que temas sociais sejam tratados no âmbito escolar; Embora os conteúdos que temos que tratar sejam muitos, levar temas que nos cercam para a sala de aula, permitir que os nossos alunos entendam o que ocorre ao redor deles é importante e necessário.
FALAR SOBRE TAIS e CONSCIENTIZÁ-LOS é outro caminhos que o corpo escolar pode lançar mão para amenizar o problema.
O DIÁLOGO EM CASA É MUITO NECESSÁRIO TAMBÉM.
Algo que assusta e causa muita tristeza, é essa violencia que existe à solta no mundo,
fazendo crer que paz e amor, infelizmente, são palavras que começam a cair no esquecimento,
o que é lamentável, pois parece que a capacidade do dito ser humano em provocar badernas e violencia é inesgotável...
Osculos e amplexos (enquanto ainda existem...)
Marcial
VIOLENCIA QUE PREOCUPA E ASSUSTA
Marcial Salaverry
Certamente, algo que não só causa muita tristeza, nos assusta e muito preocupa atualmente é esse surto de violência que está campeando pelo mundo todo, contudo, a violência urbana é a que mais nos preocupa, pois fala diretamente à nossa segurança. No caso específico do Brasil, o que se pode apontar como uma das causas, é a brandura excessiva de nosso Código Penal, com leis que beneficiam excessivamente quem comete os crimes, chegando a esse triste resultado de nossos dias, quando os marginais andam em liberdade, sem quaisquer restrições, seja com as chamadas "manifestações" que outra coisa não é senão o simples pretexto para soltar os instintos selvagens depredando o que encontram pela frente, apenas pelo prazer de soltarem os instintos bestiais de almas podres, e assim os cidadãos de bem, que apenas querem viver em paz, são obrigados a viver enclausurados, cercados de grades, para tentar se safar da ação dos bandidos, mas nem sempre o conseguem, e assistimos estarrecidos a crimes cometidos com os maiores requintes de selvageria. Algo precisa ser feito nesse sentido. E algo que mais preocupa,é a violência praticada dentro dos lares, com espancamentos sem sentido e por vezes fatais, e esse crime precisa ser punido com mais rigor, pois é covardia pura.
Algo que se impóe, é a diminuição da idade penal. Ora, se indivíduos menores de 18 anos, cometem crimes, esses crimes devem ter a mesma punição dada aos maiores de 18 anos. Não se justifica, em absoluto, essa diferença etária, pois os crimes têm o mesmo efeito, sejam cometidos por maiores ou menores. As vítimas sofrem do mesmo jeito, morrem igualmente se assassinadas por um menor ou maior. Logicamente a punição deverá ser igual, uma vez que atualmente, indivíduos menores sentem-se impunes, achando que até os 18 anos, poderão cometer as maiores barbaridades. E falam abertamente: “Sou de menor...” Como que dizendo que nada poderá ser feito contra eles. E a polícia fica de mãos atadas.
Outro fator negativo, é o que diz respeito ao flagrante. O criminoso, mesmo conhecido, só poderá ser preso se estiver cometendo algum delito, ou se estiver sendo procurado especificamente com algum mandato de prisão, algo que qualquer rábula poderá impugnar. Muitas vezes, um policial sabe estar diante de um bandido, mas não o pode prender, pois falta o famigerado flagrante. Aqui também cabe uma alteração, dando poder para que seja possível deter um marginal cujos crimes são conhecidos, “para averiguações”. Poderá dar margem para alguma arbitrariedade, mas dará mais força à policia, que está de mãos atadas...
Falando em causas que podem ser apontadas como responsáveis pela violência ora praticada, podemos citar, além da desagregação familiar, com tantos lares desfeitos por quaisquer motivos, também a violência com que as crianças convivem desde a mais tenra idade, através dos desenhos ditos infantis, cheios de super heróis, e mais um monte de cenas de violência despejadas nas cabecinhas de nossas crianças, sendo assim que a televisão cumpre suas obrigações de babá eletrônica. Com cenas e mais cenas de violência, claro que gerando crianças violentas, que só pensam em resolver tudo “na porrada”. Isso sem falar na ação dos celulares que são objeto de inúmeras mentes pervertidas que só procuram estimular a indisciplina e a maldade, através de jogos perigosos, e marcando reuniões para brigas, e atos violentos, através das redes sociais. Assim, algo precisa ser feito preventivamente, com os pais procurando orientar melhor seus filhos contra a violência gratuita, em vez de os estimular. E punitivamente, com uma revisão urgente, total e completa de nosso risível e anacrônico Código Penal.
Mas, acima de tudo, precisamos saber encontrar a Paz dentro de nós, entendendo que assim, se fora a coisa é complicada, vamos procurar viver em paz conosco mesmo. Se todos conseguirmos nossa paz interior, uma grande parte desses problemas começará a ser solucionada.
E podemos procurar fazer a nossa parte, tendo UM LINDO DIA, e procurando transmiti-lo a quem estiver a nosso lado, lembrando um velho bordão que dizia sempre PAZ E AMOR, BICHO...
vindo de geração em geração, a violência, o descaso
tudo isso fica gravado na memória daquele que não teve um afago
só pedras nas costas, direitos tomados
presos, mortos, calados
o show tem que continuar, é A lei da vida
mas quem é que vai se salvar no meio de tanta maldade envolvida
no olhar de quem não quer resolver o problema, só quer eliminar
bang bang bang, mais uma mãe a chorar
Af 233
A Maçonaria é a
parte Místicas da
burguesia
Af 22
A violência é como a rinite,
Ás vezes você está atacado e
Propício a ela, às vezes não.
Af 987
Exatamente por não saber
O que o futuro me reserva,
Escrevo sem reservas
Af 988
O pior dos gênios,
É o Gênio por maioria de votos,
E há tantos deles. Que seu
Numero chega a igualar
Com dos idiotas no mundo
Violência?
Violência.
Para que tanta?
Neste mundo, daqui a uns dias.
Não tem nem criança.
Violência.
Por quê?
Neste mundo.
Já não dá para viver.
Violência.
Não precisa disso.
Pois o que cativa
e a alegria e o sorriso.
Vamos acabar.
Com a violência, uma só vez.
Pois muitas mulheres.
Sonham com uma gravidez.
Se entendeu meu recado.
Encha seu coração de alegria.
E deixe a violência de lado.
Transforme sua via em poesias.
Pela Vida e Contra a Violência Policial
O caso de Thainara Vitória Francisco Santos que tive acesso via Instagram hoje, mas ocorreu em 14 de novembro deste ano me moveu a escrever este, ela jovem grávida de apenas 18 anos, morta durante uma abordagem da Polícia Militar em Governador Valadares, Minas Gerais, é mais um retrato cruel da escalada da violência policial no Brasil. Ao tentar proteger seu irmão autista, Thainara tornou-se vítima de um sistema que historicamente privilegia o uso da força desproporcional, muitas vezes (para não dizer sempre) contra os mais vulneráveis.
É inadmissível que agentes públicos, cuja função primordial é proteger a população, sejam responsáveis por práticas que configuram tortura, violência e, em casos extremos, o assassinato de cidadãos. A perpetuação de abordagens violentas e abusivas por parte das polícias militares é um sintoma de um modelo de segurança pública ultrapassado e autoritário antes apenas narrado hoje amplamente divulgado e documentado, que precisa ser urgentemente reformado e impedido.
A violência policial, em todas as suas formas, é uma violação dos direitos humanos e uma afronta à democracia. É imperativo que as forças de segurança sejam treinadas com base em princípios de respeito à dignidade humana, proporcionalidade e legalidade. Além disso, casos como o de Thainara devem ser rigorosamente investigados, garantindo a punição exemplar dos responsáveis e o fim da impunidade que alimenta esses abusos, bem como é fundamental levantar todas as paginas que divulgam torturas e excessos como algo bom e padrão existem hoje varios policiais que se colocam como formadores de conteúdos onde expoem pessoas e criam narratovas perigosas ao contexto da verdade.
Reiteramos a necessidade de ações concretas para combater a tortura, a violência institucional e as execuções extrajudiciais no Brasil, no Rio Grandedo Norte e principalmente Natal. A construção de uma segurança pública humanizada e comprometida com os direitos da cidadania é o único caminho para evitar que tragédias como essa se repitam.
Que a memória de Thainara como a de tantos outros, sirva de alerta e mobilize a sociedade para exigir mudanças estruturais. Sua morte não pode ser em vão.
Por uma segurança pública que respeite a vida e os direitos humanos letemos, pois até que tudo cesse nos não cessaremos.
Wesley de Lima Caetano
As asas boçais da violência
Um dia em que a boçalidade superou o estado democrático de direito. Ainda bem que o Menino do Mucuri nasceu em 1964, num estado de beligerância, acostumado com rajadas de tiros e toda sorte de arbitrariedades neste período de nuvens negras na história do Brasil.
Em plena época de crise de saúde pública em ordem planetária, agentes públicos, despreparados, autoritários e boçais ainda tentam se valer pelo poder da força, são almas e descendentes da ditadura, abutres roedores da Administração Pública, que vivem feito sanguessugas nas trincheiras e às margens da lei.
Não sabem nem por onde a sirene vem, mas ouvem o barulho da sirene e nem se comovem do sofrimento alheio. Tudo isso é festa, a banda passa, o tempo muda e a história modifica, um dia esses contumazes agressores da norma serão vítimas do próprio sistema.
Não há homens prepotentes, nem chacais sociais. Existe na verdade sociedade covarde, pusilânime, que a tudo aceita e nada acontece com a tirania de bocais que destilam suas peçonhas nos quadrantes do território e se homiziam nos umbrais da Administração Pública. A tirania é antes de tudo uma fraqueza coletiva que aceita uma falsa fortaleza individual. Pobre do cidadão que se ver sufocado pela violência estatal, institucionalizada, em nome da defesa social. E olha que há bons agentes públicos, aliás, é uma regra, mas aqueles cabotinos de plantão que acham que têm um Rei na barriga geralmente conspurcam a Instituição e coloca em risco os interesses da Sociedade.
As alvoradas da liberdade não surgem como um acontecimento natural. As manhãs da liberdade se fazem com a vigília corajosa dos homens que exorcizam com sua fé os fantasmas da tirania.
Tenho a impressão de que o homem das cavernas, os tempos das trevas, o submundo e a violência nunca saíram de cena.
A diferença é que nos tempos atuais são transmitidos online pelos celulares.
Crimes com armas químicas, biológicas, decapitações, esquartejamento e pessoas queimadas em praças públicas...
Tudo isso comprova que o homem selvagem continua vivo em nossa sociedade.
A morte que respiro viva
há dias em que viver
é um ato de violência contra mim
em que o corpo caminha
mas a alma não vem junto
e o mundo espera
que eu sorria com a boca
mesmo quando meu coração
grita com os olhos
não é que eu queira morrer
é que já morri
tantas vezes em silêncio
que a morte parece mais honesta
do que esta vida fingida
as pessoas dizem:
“tudo passa”
mas há dores que não passam
elas assentam-se, fazem casa
e chamam de lar o que sobrou de mim
e eu finjo
com uma habilidade que ninguém duvida
porque desapontar é pior do que desaparecer
mas só eu sei o peso
de fingir luz quando só há breu
de sorrir com cacos nos lábios
de carregar o próprio túmulo dentro do peito
não peço salvação
não quero promessas
só queria poder existir
sem ter que mentir
que ainda estou viva por dentro
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