Coleção pessoal de wesley_lima_2

1 - 20 do total de 71 pensamentos na coleção de wesley_lima_2

Da corrida, do poder e da miopia oligárquica: um ensaio Geleiocratico de fomento ao uso do dicionário!


Acompanho, com não dissimulada estupefação, a celeuma que se erige em torno de um ato tão comezinho quanto o de um aspirante ao governo potiguar que, no curso de suas caminhadas eleitorais, se permite correr e pular. Sim. Correr. Há quem interprete esse gesto de trivialidade atlética como uma espécie de transgressão inominável, uma quebra dos protocolos tácitos que regem a liturgia da política tradicional, como se o ímpeto de acelerar o passo, transpor uma via ou adentrar um terreiro para um cumprimento constituísse um desvio comportamental merecedor do mais agudo escrutínio.


Ora, essa reação, longe de significar mero escárnio, revela-se sintoma caudaloso de uma miopia estrutural — e, quiçá, de um mal-estar muito mais profundo, que reside não no ato em si, mas naquilo que ele simboliza. A vitalidade de um postulante é execrada precisamente no instante em que ele ousa disputar os proscênios do poder, espaços historicamente reservados a estirpes que nele adentram já revestidas de sobrenomes ilustres, patrimônios vultosos, capital social consolidado e uma aura de mando que se pretende incontrastável. É sintomático, outrossim, que os mesmos círculos que toleram com complacência quase obsequiosa a ostentação do privilégio mais inquinado se mostrem visceralmente incomodados diante da pujança física e da energia desmedida de alguém que construiu sua trajetória a contrapelo das circunstâncias adversas.


Duas experiências civilizacionais, pois, se contrapõem: a daqueles que aprenderam a caminhar pelos corredores do poder, amparados por estruturas de proteção que lhes suavizaram a jornada; e a daqueles que, desprovidos de tais muletas, precisaram correr para alcançar os mesmos patamares. Não se trata de erigir a pobreza em virtude ou a riqueza em vício — simplificação tosca que repudio —, mas de reconhecer que a origem social produz repertórios, sensibilidades e temporalidades distintas. Quem germinou em solo fértil de privilégios dificilmente compreenderá, em sua plenitude, a urgência de quem conhece o preço de cada degrau conquistado. E é precisamente essa incomensurável distância ontológica que parece atormentar os detratores.


Alysson Bezerra — e aqui o tomo como paradigma do que se discute — não emerge da política como produto acabado de uma engrenagem oligárquica. Sua trajetória, forjada em uma casa de taipa na zona rural de Mossoró, constitui uma ruptura simbólica com a vetusta noção de que os espaços de mando possuem donatários naturais, ungidos por berço ou por batismo social. Essa origem não o torna automaticamente superior a ninguém, mas tampouco o desabilita a ocupar qualquer posto de relevância. Distinção elementar, mas que insiste em ser repetida, pois o Brasil ainda é uma sociedade onde a desigualdade não se manifesta apenas no patrimônio, senão também na permissão tácita — ou na interdição velada — que diferentes indivíduos recebem para ocupar determinados lugares.


Quando o debate se desvia dos escólios técnicos — planos de governo, indicadores fiscais, projetos estruturantes, política orçamentária — para concentrar-se no corpo, no gingado, no fôlego ou na origem do candidato, estamos diante de um fenômeno que exige nomeação precisa: a indigência argumentativa sendo compensada pelo expediente torpe da desqualificação ad hominem. Há nisso uma sofisticação da arrogância — não a espalhafatosa, mas a mais insidiosa, aquela que se traveste de superioridade cultural ou intelectual e que, em sua essência, não passa da tacanhez de quem não suporta ver o "outro" adentrar o sancta sanctorum do poder sem haver solicitado a devida licença histórica.


É o velho pressuposto, ainda sobrevivente em nossas endogâmicas elites, de que certos indivíduos parecem predestinados a mandar, enquanto outros deveriam contentar-se em assistir, mudos e obsequiosos, ao espetáculo. Quando um desses "outros" transpõe a porteira, galga o tablado central e ainda ostenta a pujança de correr de uma residência a outra para aproveitar cada átimo de sua agenda extenuante, a reação de alguns oscila entre o riso mofado e a crítica olímpica. Talvez porque estejam diante de uma coisa que não se aprende nos manuais de administração pública: a premência de quem sabe, com todas as fibras do espírito, o peso de uma oportunidade.


Não se trata, aqui, de desmerecer a carreira pública sólida, a formação acadêmica elevada ou a estabilidade funcional de quem quer que seja. O problema germina quando o privilégio de origem é sublimado em pretensa superioridade de essência, como se o acaso do nascimento conferisse ao indivíduo um atestado de capacidade inata. Ora, ninguém escolhe a família em que nasce, mas cada qual elege, em alguma medida, o uso que faz dos dotes ou das penúrias que recebeu. É por isso que me causa estranheza ver determinados segmentos políticos, tão ciosos de suas credenciais, recorrerem a expedientes retóricos tão comezinhos para diminuir alguém. Se a crítica é política, que se exerça no terreno das propostas; se é administrativa, que se funde em dados; se há incompetência, que se demonstre; se há irregularidade, que se prove. Mas transformar o vigor físico, a origem social ou a maneira de se movimentar durante uma caminhada em instrumento de ridicularização é atestado de pobreza crítica — e não daquele tipo que dignifica.


Prefiro, pois, a política que se movimenta, que suarenta e ofegante alcança o povo, àquela que, enclausurada em sua ufania estática, contempla o próprio umbigo enquanto a realidade se esvai em desigualdades. Não é a corrida, em si, o pomo da discórdia; é a quebra do protocolo invisível que ancora a crasta endogâmica do poder. A democracia possui essa característica subversiva e ingente: permite que pessoas oriundas de lugares que jamais frequentaram os salões áulicos adentrem pela porta da frente. E, quando adentram, não precisam assimilar os trejeitos, os vícios e os tiques daqueles que estavam lá antes. Podem continuar sendo o que são. Inclusive correr.


Ao fim, a diferença monumental reside entre quem corre para chegar mais longe e quem precisa correr apenas para não ser alcançado e tragado pela própria história. Eu, particularmente, alinho-me com os primeiros — com aqueles que, em vez de se imobilizarem na contemplação narcísica do poder, preferem o fôlego, o suor e o movimento perpétuo de quem sabe que o chão se conquista com os pés, não com os títulos. Porque o corpo em movimento é, em última instância, a única antítese possível à estagnação do espírito e à paralisia das estruturas que teimam em permanecer imóveis enquanto o país corre — para trás ou para frente, conforme o vento da história.

⁠A incerteza é uma constante na gestão pública e na vida. Muitas vezes, somos levados a acreditar que só podemos agir quando estivermos completamente preparados, mas a realidade demonstra o contrário: é no próprio processo que adquirimos a experiência e o conhecimento necessários para lidar com desafios. A frase "uma pessoa nunca está 'pronta' antes de começar algo. Ela fica pronta durante o processo" ilustra bem essa dinâmica e se alinha diretamente ao conceito de planejamento situacional, desenvolvido por Carlos Matus.

Matus, um dos principais teóricos da administração pública na América Latina, argumentava que o planejamento tradicional, rígido e baseado na previsibilidade, falha diante da complexidade e da constante mudança dos cenários sociais e políticos. Em contrapartida, seu modelo de planejamento situacional propõe uma abordagem flexível, na qual a tomada de decisões ocorre de forma contínua e ajustável, à medida que a realidade se transforma.

Este texto explora como essa perspectiva pode ser aplicada à gestão pública, destacando a importância da aprendizagem em movimento, da adaptação constante e da necessidade de gestores que compreendam que a prontidão não é um estado prévio à ação, mas sim um resultado dela.

Portanto a frase “uma pessoa nunca está 'pronta' antes de começar algo. Ela fica pronta durante o processo” reflete uma perspectiva que ressoa profundamente com o planejamento situacional proposto por Carlos Matus, em sua análise da gestão pública, particularmente no contexto da incerteza, da dinamicidade e da complexidade dos processos administrativos e sociais. Essa ideia pode ser entendida como um convite à flexibilidade e à adaptação contínua, elementos centrais no pensamento de Matus e na prática da gestão pública.

Planejamento Situacional de Carlos Matus
Carlos Matus, um dos principais teóricos latino-americanos em gestão pública, argumenta que o planejamento tradicional muitas vezes falha ao tentar ser rígido e previsível, em um ambiente social e político marcado pela incerteza e pela dinamicidade. Ele propõe, portanto, o planejamento situacional, que se caracteriza pela adaptabilidade e pela flexibilidade do planejamento, permitindo que ele seja moldado conforme as circunstâncias e o contexto que vão se desenrolando ao longo do tempo.

O planejamento situacional de Matus coloca em primeiro plano o aprendizado contínuo, a tomada de decisões descentralizada e o reconhecimento de que, enquanto a ação acontece, a realidade vai se alterando, e isso demanda ajustes constantes. A frase citada está intrinsecamente ligada a esse conceito, uma vez que sugere que a "prontidão" não é algo a ser alcançado antes de iniciar a ação, mas, ao contrário, é um processo contínuo de aprendizado e adaptação.

Análise Comparativa com o Planejamento Situacional
Incerteza e Flexibilidade

Planejamento Tradicional: Muitas vezes, o planejamento tradicional parte da ideia de que é possível e necessário prever e controlar todos os fatores possíveis antes de agir. Esse enfoque tende a ser rígido e, portanto, falha em lidar com a imprevisibilidade dos processos sociais e administrativos.
Planejamento Situacional: A frase pode ser vista como uma metáfora para o próprio planejamento situacional, onde a prontidão não é um pré-requisito para começar, mas sim algo que se conquista ao longo do processo, através da interação contínua com a realidade que está sendo gerida. O planejamento se ajusta e evolui com a dinâmica do ambiente, o que reflete uma visão mais aberta e adaptativa da gestão pública.
Descentralização e Processos Iterativos

Planejamento Tradicional: Muitas vezes é centralizado, com decisões tomadas de forma hierárquica e linear, sem espaço para reavaliações contínuas ou ajustes no caminho.
Planejamento Situacional: O conceito de que a pessoa se torna "pronta durante o processo" se alinha com a ideia de que os gestores públicos aprendem e se adaptam ao longo do tempo. Não é preciso esperar um momento de perfeição ou "prontidão", mas sim agir de forma iterativa, ajustando-se conforme novas informações e desafios se apresentam. Este processo de aprendizado constante é fundamental para o planejamento situacional.
Processo de Ação

Planejamento Tradicional: Ação é vista muitas vezes como algo que deve ser conduzido conforme uma estratégia previamente estabelecida, com pouca margem para improvisação ou mudanças durante a execução.
Planejamento Situacional: Em contraste, no planejamento situacional, a ação e o planejamento se misturam. O planejamento é simultâneo ao fazer, e as decisões não são rigidamente preestabelecidas. Em vez de uma visão linear, a realidade vai sendo adaptada à medida que a ação acontece. A frase exemplifica essa visão, pois sugere que a pessoa adquire o conhecimento necessário para estar "pronta" ao agir e aprender no caminho.
Gestão Pública

Planejamento Tradicional: Em muitas administrações públicas tradicionais, a ênfase é colocada em estabelecer metas e controle rigidamente definido, com um foco na previsibilidade e no cumprimento de prazos de forma rígida. A gestão pública tradicionalmente busca criar um sistema em que os gestores sejam “prontos” antes de começar, com planos bem definidos e objetivos específicos.
Planejamento Situacional em Gestão Pública: Matus, por outro lado, advoga que o processo de gestão pública deve ser mais flexível e dinâmico. A frase citada reflete a natureza interativa e evolutiva da gestão pública no modelo de Matus, onde os gestores não estão “prontos” antes de agir, mas se tornam prontos ao enfrentar os desafios e aprender com eles ao longo do processo. Isso se aplica diretamente à gestão pública em contextos onde as condições sociais, políticas e econômicas são imprevisíveis e em constante mudança. Matus argumenta que um bom gestor público deve estar sempre aberto ao aprendizado, ajustando suas estratégias conforme o processo avança.
Sistemas Adaptativos

Planejamento Tradicional: A visão tradicional tende a adotar uma abordagem rígida e fixa, com etapas de planejamento seguidas de execução de forma linear e sequencial.
Planejamento Situacional: Matus vê o processo de gestão pública como um sistema adaptativo, no qual as decisões se ajustam às situações emergentes. A frase se encaixa aqui, pois sugere que a pessoa se torna “pronta” enquanto faz, ou seja, o processo de gestão pública deve ser um processo de adaptação contínua, onde a compreensão das realidades administrativas vai se aprofundando à medida que o trabalho é realizado.
Conclusão
Em suma, a frase "uma pessoa nunca está 'pronta' antes de começar algo. Ela fica pronta durante o processo" serve como uma excelente metáfora para o planejamento situacional de Carlos Matus na gestão pública. A ideia de que a prontidão não é algo que se alcança antes de iniciar, mas sim um produto do próprio processo, é uma chamada para a adaptação contínua e o aprendizado constante no contexto da administração pública. Em vez de buscar um planejamento rígido e inflexível, o planejamento situacional defende que a gestão pública deve ser conduzida de forma dinâmica, com ajustes constantes, à medida que o contexto e os desafios se desenrolam.

Esse modelo contrasta com o planejamento tradicional, que muitas vezes busca um estado de “prontidão” ou controle absoluto antes de qualquer ação, algo que, no contexto da complexidade e da incerteza da gestão pública, pode ser irrealista e contraproducente. A gestão pública, portanto, deve ser vista não como um processo de aplicação de um plano pré-existente, mas como uma experiência contínua de aprendizado e adaptação às necessidades e desafios emergentes.

⁠A vida é uma revolução oscilante que se manifesta na inconstante realidade dos sentimentos e da vaidade.

⁠Pela Vida e Contra a Violência Policial

O caso de Thainara Vitória Francisco Santos que tive acesso via Instagram hoje, mas ocorreu em 14 de novembro deste ano me moveu a escrever este, ela jovem grávida de apenas 18 anos, morta durante uma abordagem da Polícia Militar em Governador Valadares, Minas Gerais, é mais um retrato cruel da escalada da violência policial no Brasil. Ao tentar proteger seu irmão autista, Thainara tornou-se vítima de um sistema que historicamente privilegia o uso da força desproporcional, muitas vezes (para não dizer sempre) contra os mais vulneráveis.

É inadmissível que agentes públicos, cuja função primordial é proteger a população, sejam responsáveis por práticas que configuram tortura, violência e, em casos extremos, o assassinato de cidadãos. A perpetuação de abordagens violentas e abusivas por parte das polícias militares é um sintoma de um modelo de segurança pública ultrapassado e autoritário antes apenas narrado hoje amplamente divulgado e documentado, que precisa ser urgentemente reformado e impedido.

A violência policial, em todas as suas formas, é uma violação dos direitos humanos e uma afronta à democracia. É imperativo que as forças de segurança sejam treinadas com base em princípios de respeito à dignidade humana, proporcionalidade e legalidade. Além disso, casos como o de Thainara devem ser rigorosamente investigados, garantindo a punição exemplar dos responsáveis e o fim da impunidade que alimenta esses abusos, bem como é fundamental levantar todas as paginas que divulgam torturas e excessos como algo bom e padrão existem hoje varios policiais que se colocam como formadores de conteúdos onde expoem pessoas e criam narratovas perigosas ao contexto da verdade.

Reiteramos a necessidade de ações concretas para combater a tortura, a violência institucional e as execuções extrajudiciais no Brasil, no Rio Grandedo Norte e principalmente Natal. A construção de uma segurança pública humanizada e comprometida com os direitos da cidadania é o único caminho para evitar que tragédias como essa se repitam.

Que a memória de Thainara como a de tantos outros, sirva de alerta e mobilize a sociedade para exigir mudanças estruturais. Sua morte não pode ser em vão.

Por uma segurança pública que respeite a vida e os direitos humanos letemos, pois até que tudo cesse nos não cessaremos.

Wesley de Lima Caetano

⁠O controle social é mantido pela criminalização de atos e pensamentos não conformistas, Foucault em Vigiar e Punir já abordava tudo isso que me faz ser um eterno inconformado.

Agora, vejo a "esquerda" usar táticas burguesas que primeiro deslegitimam para depois criminalizar."

⁠Os encantamentos do seu resplendor,
Sereia de cores que iluminam o meu olhar,
Fortalecem meu amor, sem dor a se esvair,
Queria poder te ver ao acordar antes de sair.

Após a noite, velando seu sono doce,
Cuidando de você com devoção,
Te protegendo, meu eterno encanto e coração,
Na dança das ondas, escuto a nossa canção.

Seus lábios como rubis reluzem,
Com batom vermelho ou não, um pingo de provocação,

Meu coração, em fogo, traduzem,
O desejo de união e paixão.

Sereia, és meu oceano de paz,
Entre sonhos e realidade,
No abraço que nos satisfaz,
Guardo-te com sinceridade.

Que a aurora nos traga o encontro,
Onde a magia do mar se renova,
E juntos, no seu esplendor, pronto,
Navegaremos a vida, minha prova.

⁠No brilho do dia, tudo se fez certo,
Luz da mente, na sincronicidade,
Deus me deu a chance, um raro concerto,
Mas não soube transformar em realidade.

Conhecer-te foi um dom, que desperdicei,
Não apenas sonho, anseio carnal,
Além do beijo, um amor que criei,
O:nde nem na distância, tornou-se banal.

Transcendendo a dor, em ondas de amor,
Que trazem consigo a verdadeira essência,
Busco agora, num gesto de fervor,

Tornar palpável essa conexão intensa,
Que em meio às sombras, ainda resplandece,
Na esperança de um amor que não fenece.

Wesley Caetano

⁠A gentileza e algo recíproco, só merece receber quem dá!

⁠Nos teus olhares brilha o doce afago,
Desejo e graça num só gesto unido,
Fertilidade em dádiva revelado,
Origem grega e deusa em ti contido.

Isis-Doron, nome que encanta e ecoa,
Beleza rara em linhagem tão sutil,
Teus olhos, fonte de calma e encanto vibram em consonância com o universo,
Num hino eterno ao encanto e ao perfil.

Assim te vejo inrenitente sem teimosia você segue a vida encantando o mundo com sua singeleza.

Não se preocupe com os caminhos a trilhar porque independente de por onde andar o ponto final será sempre onde você tem que está!

⁠Nas vezes que sinto a solidão fria,
E nas mentiras que, às vezes, construo,
No vazio sombrio, a alma flutua,
Olhando o íntimo, onde me diluo.

Me pego, às vezes, no amor não vivido,
Fugindo dele, na multidão dispersa,
No vão, entre sombras, onde estou perdido,
Minto para o coração que persiste.

Olhando bobo, nesse jogo incerto,
A alma dança, entre a verdade e engano,
No meio do vazio, um eco desperto,
Entre o sentir e mentir, me engano.

Assim, no soneto, meu ser vagueia,
Entre as vezes que sinto e mente teceia.

⁠A deslegitimação das Lutas Estudantis: Um Olhar Crítico sobre o Movimento Atual.

A despeito da relevância da pauta envolvendo o aumento das passagens de ônibus em Natal, a atual dinâmica do Movimento Estudantil (M.E) tem suscitado questionamentos sobre sua eficácia e legitimidade. O aparente aparelhamento político-partidário, notadamente pelo Partido dos Trabalhadores (PT), tem comprometido a capacidade de mobilização social e abalado a confiança na nova geração de lideranças.

O engajamento em manifestações sobre várias pautas e inclusive o aumento das passagens muitas vezes resulta em meros "gatos pingados", mais voltados à produção de conteúdo para redes sociais do que à efetiva luta pelos interesses estudantis. A falta de autenticidade e estratégia da nova geração de líderes é evidente, pois muitos parecem mais inclinados aos interesses partidários eleitoreiros do que à verdadeira defesa dos direitos estudantis e sociais.

A crítica recai sobre a incapacidade dessa nova geração de lideranças de articular uma mobilização eficiente. A ausência de uma crítica coesa, a falta de diálogo amplo e a não articulação com a mídia são destacadas para mim como deficiências. Este cenário é agravado pela ingerência partidária, que compromete instituições históricas de luta, transformando-as em meros veículos eleitorais.

Os diretores de entidades estudantis e os partidos de esquerda são instados a refletir sobre o uso oportunista da história coletiva de luta da cidade em prol de interesses escusos e eleitoreiros. A crítica incisiva sugere que a manipulação dessas instituições sociais tem desmantelado os legados e a representatividade do movimento estudantil no país.

A análise conclama uma postura mais crítica e autêntica por parte dos líderes do M.E. Argumenta-se que a mera reverência ao passado, sem a devida aprendizagem para a construção de estratégias eficazes, não resultará em uma mobilização significativa. Assim, é enfatizada a necessidade de abandonar práticas pelegas, olhar para o futuro e promover mudanças no presente em prol dos verdadeiros interesses estudantis.

O povo não é bobo e não vai aderir à pré-campanha em formato de micareta revolucionária de luta, apesar da legitimidade da pauta e de impactar a população de forma direta. Infelizmente, descaracterizam os reais motivos, razões e função das organizações de representação e da própria luta em projetar orientações e determinações que solapam a rebeldia consequente e retiram de cena os fundamentos da luta real e social. O que fica explícito para todos é a utilização manipuladora e criminosa dos interesses e lutas coletivas... Espero estar errado, mesmo estando certo!

Wesley de Lima Caetano

⁠Aprenda a comemorar as pequenas vitórias não as trate de forma banal, pois são com os acúmulos delas que vencemos!

⁠Seu Bandolim

Dia a dia eu vivia em amor e harmonia, mas não sabia, e da educação eu bebia.
Dominga me entendia e via em meia a toda agonia do dia a dia, a compreensão para me dar atenção.
Foi em berço de carinho sem dar um beijinho nu menininho que ela me ensinou tudinho.
Dura, seca, sem amor nada disso era verdade não senhor... Ela transbordava, mas pouco demonstrava pelas suas difíceis amarras onde viveu dores ainda tão claras...
Essa caminhada Dominga era necessária para poder completar sua missão e suas raízes deixar nesse chão.
Saudades de você minha avó e mãe, mulher de fibra e virtudes que hoje nem existem mais... Que saudades da moral e ética do pulso do não é do olhar singelo do sim.
Acordar e lembrar que ela olhava e tu entendia em uma sinergia indutiva nunca antes vista, saudades desses dias da sua companhia de ter você como pilar da minha vida, que Deus conduza seus dias onde estiver minha vida e obrigado pelo belo trabalho que fizeste em mim com o seu bandolim!

⁠Raiva um sentimento estopim da irá e do ódio ambos destrutivos ao humano e inevitáveis a toda existência!

⁠Uma traição é o fim para uma paixão, dilui o passado e imputa dor ao presente!

⁠A reflexão de hoje consiste na avaliação do comportamento humano, ele se alinha a conduta coletiva e fortalece o individualismo sentimental criando abismo moral e promovendo um futuro caos que se justifica ao prazer do momento.

⁠A maldita existência é a penitência pelos erros dos que antecederam a própria existência.

⁠Maldito o dia que disse sim, que aceitei em minha vida algo para suprir a solidão do dia a dia.

⁠As minhas lágrimas por vc secaram em mim e encheram um oceano de lamúrias e angústia.