Contos de Fábulas

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Vou te falar o que sempre falo para alguns dos meus amigos:
Só evite se magoar.
Evite o desnecessário.
Evite as expectativas.
Evite as ilusões negativas, mas ame as ilusões que só te fazem bem!
Viva o momento, mas não seja escrava do momento.
Quando se investe em qualquer relação, a coisa mais importante, é está atento e consciente. No mais, tudo brota.
Depois é só esperarmos pra ver se a colheita vai nos trazer bons ou maus frutos. E apesar de esperarmos o melhor, sempre tem a porcentagem de danos. Afinal, vivemos fora dos contos de fadas.

Inserida por MirlaSantos

Um caso real da literatura brasileira

Seguindo a sua rotina, a de sempre ir ao supermercado no final da tarde, para fazer compras para o jantar, o Antônio não tinha muita pressa, vivia sossegado. Era metódico e organizado, sempre saia na mesma hora de casa, seguia seu ritual diário. Entrava em seu carro, um 4x4 esportivo, dava a partida, ligava o som, para ouvir as notícias do final do dia, seu carro não era exatamente um carro de playboy, mas era um carro bonito e possante, que chamava a atenção das pessoas, pelo seu tamanho e potência.
Eram seis e meia da tarde, ou da noite para alguns, o fato é que era noite para o Antônio, pois em sua região o sol se punha mais cedo. Neste dia, porém, em que relato os fatos ocorridos, fatos dignos de atenção do leitor desta coluna, o Antônio achava que seria apenas mais um dia como os demais, que iria ao mercado, voltaria em paz e segurança, e que faria sua costumeira comidinha caseira para agradar a sua esposa. Antônio era jornalista aposentado, na verdade vivia de renda, tinha lá um pouco de dinheiro aplicado, dinheiro que recebera por uma aposentadoria voluntária, que o governo brasileiro havia promovido e incentivado antigos servidores federais a se aposentar antes da hora.
Antônio estava na melhor fase de sua vida, tinha casado já seus dois filhos, vivia com esposa a sua terceira lua de mel. Era um casal ainda jovem para os padrões atuais, ambos com sessenta anos, fortes e saudáveis, tinha uma vida sexualmente ativa e muito satisfatória, não tinha muito com o que se preocupar, vida financeira equilibrada sem nenhuma grande causa para lutar, queriam apenas viver e aproveitar seus melhores dias.
Antônio, neste dia em questão, foi ao mercado, como sempre fez, comprou seus ingredientes para o jantar, verificou que havia chegado o seu vinho favorito, vinho que ele tomava sozinho, uma garrafa por semana, especialmente na hora de cozinhar. Conversou com a moça do caixa, falou da família e dos netos, incentivou a atendente do caixa a estudar, pois segundo ele, a vida tinha muito mais para oferecer do que um emprego simples de caixa de supermercado. A moça agradeceu, como sempre fazia, era solista, mas não tinha lá grandes chances de subir na vida, pensava o Antônio, que ela apesar de ouvir seus conselhos nunca deixaria de ser caixa, estava na verdade contente com seu trabalho.
Antônio pagou sua conta e se despediu de todos, entrou em seu carro e seguiu para sua casa, que ficava a duas quadras do supermercado. Antônio morava em um condomínio de classe média, tinha seus privilégios quanto ao luxo de morar bem, morava em numa cobertura, seu prédio tinha área de lazer e segurança 24 e horas por dia. A garagem era como sua sala, não tinha a menor chance de ser abordado por estranhos.
Mas para tudo na vida sempre há, como dizem os mais velhos, sua vez. E este dia era a vez do ineditismo acontecer com Antônio. Ao sair do carro, foi surpreendido por um homem bem vestido, que lhe apontou uma arma e disse:
-Entre no carro, vamos dar uma volta.
Antônio calmamente lhe respondeu:
-Não vou a lugar nenhum. Se quiser me roubar, me roube aqui mesmo, e se por acaso deseja me matar, faça aqui, pois não costumo andar com estranhos, muito menos na hora sagrada de fazer o jantar para minha esposa.
O homem bem vestido, que ainda não sabemos ser um ladrão comum, balançou a cabeça e disse:
-Mas você é mesmo louco, não está entendendo o que lhe digo, ou está tirando onda com a minha cara? Estou lhe dando uma ordem, entre no carro e dirija para fora da cidade.
Antônio olha para o lado, não vê ninguém, está sozinho, apenas ele e o ladrão, ou o lunático que desejava dar uma voltinha de carro com ele. Antônio pensou, que seria mais um pervertido, pois o homem bem vestido não tinha as características comuns de um assaltante. O homem vestia um terno preto, mas de boa qualidade, não era um segurança do prédio, Antônio conhecia todos os empregados do seu condomínio, e, para estar ali, e ter entrado pela portaria, só podia ser um morador, alguém que premeditou cuidadosamente o evento.
Antônio diz para seu algoz, ainda com aparente calma:
-Não sei o que o senhor pretende com esta história de andar comigo de carro, poderia ser mais claro? Seja direto, o que realmente deseja? Como o senhor se chama?
O Homem abaixou a arma, se encostou no carro e começou a chorar. Entre lamentos dizia:
-Sou um desgraçado, me desculpe. Estou com uma doença terminal, moro aqui já faz alguns anos, sou viúvo há muito anos, e tenho observado a sua vida tranquila, sua rotina diária. Já pude ver o quanto é feliz com sua esposa. Então por viver só e abandonado, sem filho e parente por perto, e ainda condenado à morte, resolvi fazer alguma coisa para chamar a sua atenção. Veja, eu falo a verdade, esta arma, por exemplo, é uma arma de brinquedo, comprei com este intuito, o de lhe causar algum sofrimento e angústia. Mas sua reação me deixou ainda mais confuso. Quem em sã consciência, neste mundo perigoso, agiria desta forma ao ser abordado com uma arma na cabeça?. Qual é o seu segredo, por que leva a vida desta maneira incomum?
Antônio riu do homem, que ainda chorava descontroladamente e disse:
-Não tenho nenhum segredo, meu amigo, só penso que a vida não é assim tão complicada, como parece para a maioria das pessoas, e quanto a morrer nesta altura da minha vida, não me diz nada, tanto faz, estou satisfeito com o que fiz e vivi até aqui.
-Mas me conte mais sobre sua vida e doença, quem sabe eu não posso lhe ajudar.
O Homem de terno preto, marchou em direção a uma lixeira e jogou a arma de plástico. Voltou em direção ao Antônio e disse:
-Me desculpe, eu sou um homem desgraçado, mas poderia me fazer um grande favor? Não conte sobre isso para ninguém, nem me entregue para a polícia. Eu não mereço tanta consideração assim, esqueça este meu vexame.
Antônio olhou com piedade para o homem, que agora já estava mais calmo e disse:
-Não se preocupe, será o nosso segredinho, e se ainda quiser dar um volta no meu carro, podemos ir. O homem riu desconcertado e disse:
-Não, muito obrigado, tenho que voltar para casa já está na hora de tomar os meus remédios.
Antônio pegou suas compras, acionou o alarme do seu carro, entrou no elevador e entrou em casa sorrindo, como quem tivera uma visão de algo inverossímil.

Inserida por EvandoCarmo

Meu pai Herói.

Meu pai se chamava Heleno Francisco do Carmo, não tenho dele muitas lembranças, ele morreu quando eu tinha onze anos, contudo, guardo algumas lembranças, sobretudo da época em que ficou doente. Meu pai era um homem muito forte, um trabalhador exemplar. Era um lavrador, homem que cuida da terra, ele próprio tinha um pequeno pedaço de terra, por onde passava um riacho, terra fértil, onde plantava cana e milho e melancia. É disso que me lembro bem, também plantava bananas.
Não sei dizer se meu pai era um homem triste, se tinha crises existenciais, talvez fosse muito feliz, pois tinha uma bela família e uma linda esposa, honesta e trabalhadeira. Lembro-me da sua relação com minha mãe, eram felizes, combinavam em quase tudo, ambos desejavam que seus filhos estudassem para não serem analfabetos como eles eram. Meu pai era alto e moreno, tinha ombros largos como eu, era um homem bonito, mas não me recordo que alimentasse alguma vaidade nem vícios. Trabalhava incansavelmente para sustentar sua família, grande para os padrões atuais.
De domingo a domingo ele sempre repetia sua rotina; acordar cedo e ir ao trabalho, além de suas próprias lavouras, milho e feijão, ele ainda trabalhava de meia ou para outros produtores rurais. Meu pai era homem temente a Deus, pelo menos é essa a impressão que tenho até hoje, pois sempre ia à missa aos domingos de manhã, com toda família, mas ao voltar pra casa, logo depois do almoço, ia ao trabalho, cuidar de um pequeno e produtivo roçado, que ficava perto de casa, meu pai só retornava à noite com um feixe de cana nos ombros.
Éramos oito filhos, cinco homens e três mulheres, minha mãe ficou grávida de uma menina quando meu pai faleceu. Foram seis meses longos, a duração da doença fatal de meu pai. Meu pai nunca ficava doente, era como touro, todos os homens o invejavam por seu físico e por sua moral. Mas todo herói fatalmente sucumbe no final da epopeia. Meu pai tinha chagas desde adolescência. Fora picado por um barbeiro, na região onde foi criado esse inseto fez muitas vítimas, e a medicina não tinha os meios para prolongar a vida dos seus pacientes. Meu pai só veio manifestar os sintomas da doença aos quarenta anos, foi avassaladora sua enfermidade, em seis meses apenas ele veio a óbito.
Minha mãe foi uma guerreira e fez tudo que pôde e o que não pôde para salvar a vida do seu amado. Lembro-me com muita tristeza, de uma vez que eles voltaram de uma cidade próxima; aonde eles foram, em busca de uma nova forma de tratamento, mas não havia muito que fazer, meu pai estava com o coração muito comprometido, estava rejeitando os remédios, e não havia nenhuma esperança de cura ou de melhora, ele vivia muito cansado, e minha mãe passava longas noites ao seu lado. Nós éramos muito pequenos, mas já compreendíamos que nosso herói estava condenado à morte trágica. Logo se agravou seu quadro, minha mãe teve que o internar no hospital público de nossa cidade, onde foi bem cuidado, mas em poucos dias, ele já demonstrava fraqueza extrema, não se alimentava e as injeções que tomava não causavam mais nenhum efeito paliativo, então meu guerreiro pediu para morrer em casa, pedido que fora atendido pelos médicos dele, minha mãe o levou pra casa, mas meu velho não aguentou a pequena viagem de pouco menos de três quilômetros, faleceu nos braços de minha mãe dentro da ambulância.
Essa é mais uma das inúmeras tentativas que faço, para escrever sobre meu pai. Sei que daria um belo e humano romance, todavia nunca serei capaz de levar a cabo esse projeto, é doloroso demais para mim, pois a dor e o trauma da sua ausência em minha infância ainda são deveras penosos para mim.

Inserida por EvandoCarmo

⁠A Dança da Lua e do Lobo

1. A Mulher que Teceu o Mundo
Era uma vez uma mulher que vivia no alto de uma montanha, onde o vento cantava histórias antigas e as estrelas pareciam tão próximas que ela podia quase tocá-las. Ela era conhecida como a Tecelã, pois passava seus dias criando tapetes tão intrincados que pareciam capturar o próprio universo em seus fios. Cada linha, cada nó, era cuidadosamente planejado. Ela acreditava que, se pudesse controlar cada detalhe, nada daria errado.
Mas, nas noites de lua cheia, um uivo ecoava pelo vale. Era o Lobo, uma criatura selvagem e indomável, que parecia rir de seus tapetes perfeitos. "Por que você não desce da montanha e dança comigo?", ele perguntava, sua voz ecoando como um desafio. A Tecelã ignorava o chamado, apertando os nós com ainda mais força.

2. A Tempestade
Um dia, uma tempestade furiosa varreu a montanha. O vento arrancou os tapetes das paredes, desfazendo os fios que ela havia tecido com tanto cuidado. A Tecelã correu para salvá-los, mas quanto mais tentava consertar, mais os fios escapavam de suas mãos. Desesperada, ela olhou para o céu e gritou: "Por que isso está acontecendo? Eu fiz tudo certo!"
Foi então que o Lobo apareceu, sua pelagem prateada brilhando sob a luz da lua. "Você não controla a tempestade", ele disse, seus olhos dourados fixos nela. "Mas pode dançar com ela."

3. A Dança
Relutante, a Tecelã deixou o Lobo guiá-la para uma clareira. A tempestade ainda rugia, mas ele começou a dançar, movendo-se com uma graça selvagem que parecia desafiar o caos. "Solta-se", ele sussurrou. "A vida não é um tapete que você pode tecer. É uma dança que você precisa sentir."
Aos poucos, ela começou a seguir seus movimentos. Primeiro com hesitação, depois com uma risada que brotou de algum lugar profundo dentro dela. A chuva molhou seu rosto, o vento bagunçou seus cabelos, e pela primeira vez em anos, ela se sentiu viva.

4. O Novo Tapete
Quando a tempestade passou, a Tecelã voltou para sua cabana. Os tapetes estavam desfeitos, mas ela não se apressou em consertá-los. Em vez disso, começou um novo, desta vez deixando espaços entre os fios, como se convidasse o vento e a luz da lua a fazerem parte da obra.
O Lobo aparecia todas as noites de lua cheia, e juntos dançavam na clareira. Ela aprendeu que a vida não precisa ser controlada para ser bela às vezes, é no caos que encontramos nossa verdadeira força.

Epílogo: A Tecelã Selvagem
Anos depois, os viajantes que passavam pela montanha contavam histórias de uma mulher que tecia tapetes como ninguém. Diziam que suas obras eram vivas, cheias de movimento e luz. E, se você olhasse de perto, podia ver os rastros de patas de lobo entre os fios, como uma lembrança de que a beleza nasce quando soltamos o controle e abraçamos a dança da vida.
Nota do Conto:

A Tecelã representa a mulher que tenta controlar tudo, enquanto o Lobo simboliza a força instintiva que nos convida a confiar no fluxo da vida. A mensagem é clara: o controle excessivo pode nos proteger do caos, mas também nos impede de viver plenamente. Às vezes, é preciso dançar com a incerteza para encontrar nossa verdadeira liberdade.

Inserida por psicologalinevicente

Caminho Além da Ilusão

Certa manhã, à beira de um rio nas montanhas, uma jovem encontrou o velho mestre que recolhia água com seu discípulo.

Ela fez uma reverência e disse em voz baixa:

— Mestre, há muitos dias venho ao templo. Meu coração se voltou para seu discípulo. Desejo ser vista por ele. Como posso me aproximar?

O mestre encheu o balde antes de responder:

— Para ser vista por quem caminha, é preciso caminhar. Quando o coração está apegado ao fruto, não percebe a árvore que o sustenta.

A jovem hesitou, depois perguntou:

— Então, se eu seguir seu caminho, ele me amará?

O mestre olhou para a correnteza e disse:

— Quando seus passos estiverem no mesmo lugar que os dele, talvez já não deseje mais o que hoje deseja.

Ela se calou. E ficou.

No início, permaneceu no templo acreditando que, ao purificar-se, poderia conquistar seu coração.

Os dias tornaram-se meses. Os meses, estações. A jovem passou a servir no templo, a ouvir os ensinamentos, a observar em silêncio. Meditava ao amanhecer. Foi sendo transformada pelo próprio caminho.

Certa manhã, voltou ao mesmo rio. Lá estava o jovem monge, recolhendo água. Ele a viu, sorriu com gentileza. Ela apenas inclinou a cabeça em respeito — e seguiu andando.

Naquela noite, procurou o mestre e falou com voz serena:

— Mestre… por muito tempo acreditei que amava aquele que caminhava ao seu lado. Mas hoje entendo: eu queria tirá-lo do caminho, como quem colhe uma flor por achá-la bela demais para deixá-la onde está.

— Meu desejo era o do ego: guardar para mim aquilo que brilhava, temendo que outros vissem. Confundi amor com posse, presença com pertencimento. Queria segurá-lo como quem arranca uma flor da terra, sem perceber que, longe do seu solo, ela murcha e morre.

— Hoje, basta-me vê-lo florescer.

O mestre assentiu com os olhos fechados e respondeu:

— Quando o ego silencia, o coração vê com mais clareza. E já não deseja tocar o que pode apenas contemplar.

Inserida por alexandremrd

⁠Quinta-feira de Vênus

Ela acorda assustada com o despertador, por um instate acreditou que era segunda-feira e precisava ir para o trabalho. — desativou o alarme e percebeu que ainda era só o feriado de quinta-feira. Sorriu por ter esquecido de desativar o alarme na noite passada. — Bom, já que eu acordei, então vamos né?! — Disse ela sem o menor tom de queixa por acordar cedo em pleno feriado.

O dia começara breve, mas ela não tinha pressa, já teve urgência em sua vida e percebeu que avidez, nunca te satisfez. – Aprendeu a ter calma, a sentir cada passo, dos físicos aos metafóficos. Já teve sonhos engavetados, sonhos em rascunhos, sonhos falidos e sonhos realizados. Mas a vida não assustara, não tinha medo da única coisa que a vida tem a oferecer — viver — e assim seguia seus dias. Aprendera que sua paz era mais importante do que manter um status. Na escola da vida, era uma boa aluna, levava como podia, ajudava como podia, sofria só pelo que deveria, não prolongava o que não deveria — mas o mais importante, sorria, sempre que podia.

Mulher decidida, de carater marcante. Se fosse poema, seria como a Divina Comédia escrita do Dante Alighieri - se fosse MPB, Relicário da Cássia Eller - se fosse filme, não seria uma obra concluída - ela é muito para caber em tão pouco. — Moça sorridente, com que fosse sorridente — tinha passos leves pelo feriado da sua quinta-feira. Colocava música para ouvir, andava pela casa, em sua distração entre canções e tarefas diárias, cantava e esquecia que o tempo passava — esquecia a vida lá fora — lembrava apenas dela, rodopiava entre cômodos enquanto dançava. Cantava melhor a cada taça de vinho que tomava.

A tristeza se perdia
em suas ravinas,
fazia da vida teu teatro,
aprendeu a nunca
se arrepender
de nenhum ato.

Se tivesse nascido em outra época, faria parte do Panteão de Roma — talvez a chamariam de Vênus — já era quinta-feira a noite, o dia passara, mas não sua vontade de viver ele, a noite também era sua, não temia pelo desconhecido, continuava deliciando seu vinho para afogar sutilmente algumas saudades misturada com vontades — sabia das suas prioridades, mas naquela noite so precisava de uma pausa, não queria raciocinar, não queria se policiar, seu juizo já havia dormido — no fim daquela noite, na sua banheira ela queria relaxar, no final daquela noite, ela só queria se amar.

Inserida por ShandyCrispim

#Não #é #a #Branca #de #Neve...

Nem a Dona Baratinha...

Muito menos o Malvado Favorito...

Ou um lobisomem albino...



Digo eu...

De todos os contos de fadas...

Gosto mais do Chapeuzinho...

Não da garota boba...

Prefiro o lobo mau faminto...



De tocaia na estrada...

Vai saber o que lá pensava...

Quando viu a garotinha...



Vestidinho vermelho...😘😘😘

Sozinha na estrada...

Cantando despreocupada...



Na cesta de guloseimas bem farta...

Muitas flores e frutas...

Doces e marmelada...



O lobo danado...

Com a boca já cheia d'água...

Enganou a menininha...

Que naquele tempo...

De outrora...

Donzela ainda tinha...



Correu para a casa da vovó...

Que há muito estava na seca...

Sem perda de tempo...

Pulou a cerca...



Comeu a velinha...

Bem rapidinho...

Sem piscar...sem carinho...

Deixando para sobremesa...

A gostosa da netinha...



O lobo só errou em uma coisa...

Acho eu, com licença, vou opinar:



Se fosse eu o lobo...

Pegava antes a menininha...

Comeria também todos seus doces...

Sem pestanejar...



Como sou guloso...

Bem sei e é fato...

Logo após, com certeza...

Comeria em segredo a velinha...

Sem reclamar...



E que fique registrado...

Em cartório assinado...

Falo bem esclarecedor...



Pegava também...

No machado do lenhador...



E assim termino essa estória...

Contada por esse lobo...

Sua tocaia ?

Nem de longe é a estrada...😂😂😂

Lobo esperto....

Tem pousada...



Sandro Paschoal Nogueira

Rosahyarah no País das suas maravilhas

Dizem que Alice caiu na toca do coelho,
mas quem cai em Rosahyarah, perde o chão por inteiro.

Ela não segue relógios, ela dita o tempo com o olhar. Onde pisa, flores desobedecem as estações e corações aprendem a se desmanchar.

Rosahyarah não é uma menina-mulher comum, é encantamento em forma de pele, é sorriso que confunde realidade e sonho, é portal que leva pra dentro de si.

No chá das cinco, ela serve poesia,
com uma pitada de loucura elegante.
Chapeleiros se perdem no brilho dos olhos dela,e até o Gato Risonho para de sorrir pra tentar entender o enigma que ela é.

Ela é jardim e floresta encantada, tem dias de brisa, outros de tempestade.
Beijá-la é como beber da poção errada:
você nunca mais volta a ser quem era.

Quem a encontra, não quer partir; quem parte, leva um pedaço.Porque amar Rosahyarah é se perder com gosto, é cair no abismo da fantasia e não desejar retorno.

No País das Maravilhas,ela não é visitante,é rainha, é feitiço, é história que ninguém esquece, é realidade mais bonita que qualquer conto.

Inserida por RosahyarahAlves

⁠No fundo você sabe que não me ama, Elena. Você só precisa de alguém que continue te amando, apesar dos pesares. E infelizmente, esse alguém sou eu, até o momento que você decidir que o meu amor não é mais o bastante para acariciar o seu ego e suprir sua carência. E logo em seguida você vai me jogar em um canto qualquer, como se meu coração fosse uma peça de roupa que não te serve mais.

Inserida por velhopoema

Um macaco viu um peixe dentro de um rio e como não conhecia este tipo de animal ele apressou-se a tirá-lo da água com receio que o peixe se afogasse. Então viu o peixe pulando e achou que estava feliz por tê-lo salvado mas em seguida percebeu que ele morreu e pensou “pena que eu cheguei tarde demais para salvá-lo”, nos ensina uma fábula africana a procurar sabermos se podemos realmente ajudar alguém, se querem nossa ajuda e se nossa ajuda realmente fará bem o outro, pois além de tudo temos que respeitar o tempo do outro e sua organização psíquica para que não promovamos mau maior.

Inserida por carlos_alberto_hang

Existem pessoas que por ter pensamentos e saberes além do seu tempo, se acha mais inteligente do que aqueles que supostamente não tem as mesmas ideias... Ora, querer correr e zombar de quem caminha não me parece ser assim tão inteligente... Geralmente o caminhante aprecia a paisagem e chega mais descansado.

Inserida por holander_holander

Ratos de porão invadiram a sala. Estão todos os lados, furam as embalagens com líquidos e comem todo o estoque do queijo. Espalham farelos por todos os lados, chamam a atenção dos outros e o grupo vai crescendo. Estão "refastelados" de tanto comer e beber. Sujaram tudo. Agora, não temos tantas ratoeiras. Os donos da casa não sabem como retomar e é uma correria por todos os lados.

Inserida por jozedegoes

Depois Conto Mais

Já faz algum tempo a última
vez que parei assim
para escrever sobre mim.

Resolvi. - não,
- digo, A vida resolveu
me parar um pouco.

Parei para viver,
para deixar pra trás
os velhos causos e desencantos.

Cansado de escrever as mesmas
histórias com palavras diferentes,
resolvi fazer nova estória.

Estou um tanto distante
do teclado, do bloco de notas,
do tédio e da saudade.

Estou mais perto do peito,
dentro do coração
da face que muda ao me ver,

No nascer do contagiante sorriso,
No reflexo do olhar que brilha
e faz eu me sentir assim, vivo.

Inserida por demetrioMDS

Conto: Noite quente de Verão

⁠Era uma noite quente de verão, as estrelas brilhavam intensamente no céu e a lua cheia iluminava suavemente o quarto onde Kayra se encontrava. Ela estava deitada na cama, com os lençóis cobrindo apenas parte do seu corpo nu, enquanto a brisa suave que entrava pela janela acariciava sua pele. Seus pensamentos estavam todos voltados para ele, o homem que ocupava cada espaço do seu coração.

Kayra fechou os olhos e suspirou profundamente, lembrando-se do sonho intenso que tivera na noite anterior. Era como se ele estivesse ali, acariciando-a com suavidade, despertando sensações que ela nem sabia que existiam. Ela podia sentir na ponta dos dedos a textura da sua pele, o calor do seu corpo junto ao dela, o toque dos seus lábios nos seus...

Um sorriso involuntário surgiu nos lábios de Kayra ao recordar cada detalhe daquele sonho. Ela sabia que aquilo não passava de uma ilusão, mas a intensidade das emoções que ele despertara dentro dela era real. Ela ansiava por ele, por sentir novamente todo aquele desejo e paixão que pareciam consumi-la por dentro.

Com um suspiro, Kayra sentou-se na cama e olhou ao redor do quarto, que ainda guardava vestígios dele. O perfume que ele usava ainda pairava no ar, fazendo com que ela fechasse os olhos e inspirasse profundamente, como se assim pudesse trazê-lo de volta para perto dela.

Ela pegou o celular e viu uma mensagem dele, que dizia: "Estou a caminho, meu amor. Mal posso esperar para estar nos teus braços novamente." Seu coração acelerou de emoção e ela sentiu um calor invadir todo o seu ser. Ele estava voltando, para saciar toda a sede de amor e desejo que ela sentia por ele.

Kayra levantou-se da cama e foi até o espelho, observando-se com um misto de ansiedade e expectativa. Ela queria estar perfeita para ele, queria que ele a desejasse tanto quanto ela o desejava. Então, tomou um banho demorado, cuidando de cada detalhe do seu corpo, deixando a água quente relaxar todos os seus músculos tensos.

Depois, escolheu um vestido sedutor, que realçava as suas curvas e a fazia sentir-se ainda mais feminina. Ela passou maquiagem suave, realçando os seus olhos e os seus lábios, e arrumou o cabelo de forma delicada. Estava pronta.

Quando ele finalmente chegou, Kayra mal conseguiu conter a emoção que a dominava. Ela correu para os braços dele, sentindo-se como se estivesse no lugar onde sempre pertencera. Ele a abraçou com força, como se quisesse fundir seus corpos em um só, e Kayra suspirou de felicidade.

Eles se olharam nos olhos, mergulhando na profundidade das emoções que os uniam. Os lábios dele encontraram os dela num beijo apaixonado, que parecia selar o pacto de amor que existia entre eles. O tempo parecia parar, enquanto se entregavam um ao outro, compartilhando cada sensação, cada toque, cada suspiro.

E assim, naquela noite de verão, Kayra e o seu amado viveram momentos de pura paixão e entrega. Eles se amaram com intensidade, sem reservas, fazendo com que o mundo ao seu redor desaparecesse, deixando apenas o amor que os unia.

E quando finalmente se entregaram ao sono, abraçados e saciados, Kayra soube que aquele era apenas o começo de uma história de amor que duraria para sempre. Ela adormeceu com um sorriso nos lábios, sabendo que ele estaria sempre ali, para acalmar a sua alma e saciar o seu coração com todo o amor e desejo que ele nutria por ela.

Inserida por AlineCairaG

O típico “felizes para sempre” no final de um conto de fadas sempre me incomodou. Desde pequena achava aquilo muito vago, sempre quis saber mais. Sempre fiquei me perguntando se a Branca de Neve realmente viveu feliz para sempre. E se o casal daquela novela ficou junto até a morte mesmo, sem nem pensar uma vez sequer em desistir. Porque convenhamos, ninguém é feliz o tempo todo. Relacionamento não é algo bonitinho 24h por dia. Não existe essa coisa de príncipe encantado, caramba. O cara que você vai amar terá mil defeitos e no futuro, vai ficar careca. Se você procura demasiadamente a perfeição, acaba ficando sem nada. Se tivesse que chutar, diria que o príncipe da Bela Adormecida se cansou da preguiça enorme dela e resolveu dar um tempo. Que a Fera largou a Bela por achar uma princesa mais bonita. E que a Branca de Neve traiu o marido com um dos sete anões. O negócio é que não existe felizes para sempre. Ou talvez exista, mas seja um pouco diferente do ideal. Talvez o verdadeiro final feliz seja aquele em que você acorda pra vida e se prioriza, deixando pra trás aqueles que te fazem mal. Ou aquele em que você aprende a aceitar os defeitos do outro e a amá-lo, mesmo não sendo perfeito. E talvez, talvez o final feliz seja somente você, colando os pedaços do seu coração, levantando a cabeça e aprendendo a seguir em frente.

“Felizes para sempre” no final de um conto de fadas nunca me agradou. Desde pequena achava aquilo muito vago, eu sempre quis saber mais. Sempre ficava me perguntando se a Branca de Neve realmente viveu feliz para sempre. E se o casal daquela novela ficou junto até a morte mesmo, sem nem pensar uma vez sequer em desistir. Porque convenhamos, ninguém é feliz o tempo todo. Relacionamento não é algo bonitinho 24h por dia. Não existe essa coisa de príncipe encantado, caramba. O cara que você vai amar terá mil defeitos e no futuro, vai ficar careca. Se você procura demasiadamente a perfeição, acaba ficando sem nada. Se tivesse que chutar, diria que o príncipe da Bela Adormecida se cansou da preguiça enorme dela e resolveu dar um tempo. Que a Fera largou a Bela por achar uma princesa mais bonita. E que a Branca de Neve traiu o marido com um dos sete anões.Enfim, o negócio é que não existe feliz para sempre. Você não pode procurar o seu feliz para sempre. Isso é idiotice. Na verdade, o feliz para sempre é bem entedioso. Muito calmo, sem grandes surpresas e corações palpitantes. Se tivesse que dar um conselho, diria: pare de procurar um final feliz, procure viver o momento, a realidade é bem mais interessante do que o conto de fadas.

Nem todos os dias são bons, a vida não é um conto de fadas... Contudo, os dias difíceis é que nos fortaleçe, trabalha a nossa resiliência e nos impele à reflexões... Se vivêssemos em um eterno "mar de rosas " estaríamos fadados ao conformismo e jamais cresceríamos como pessoas. A dificuldade forma o caráter e diz de que minério somos formados.

⁠A vida passa como um conto ligeiro. Não vale a pena estacionar naquilo que não te faz bem. Se deixar abater por aquilo que não te acrescenta. Tudo é canseira e enfado. Tudo fica, tudo passa, há sempre um dia depois de uma noite, há sempre estrelas em noites escuras, não se iluda com as lâmpadas das calçadas da vida, elas um dia se queimarão, então notará que as estrelas sempre tiveram fazendo seu show na escuridão mesmo não tendo platéia. A vida é como uma sombra que passa, como a folha levada pelo vento. Aqui, tudo passa como fumaça. Há uma eternidade que nos espera. Para onde você vai quando passares pelo rio da vida?( Ismavete Rocha)

Eu sempre fui apaixonada por conto de fadas, louca por romances. É natural de mim sabe? Só que eu descobri um conto de fadas bem real, um romance lindo, uma prova de amor incomparável. E isso me deixou apaixonada. Um cara louco de amor por sua noiva, deu sua vida para que ela podesse viver e ter uma vida feliz. Mas não foi uma morte qualquer, ele teve que sofrer muito antes de morrer, foi humilhado por muita gente, foi espancado, furado e tudo de mais sofredor. Mas o amor é maior que qualquer coisa, até mesmo maior que a morte, então Ele - o noivo, espera o dia em que poderá reencontrar sua noiva frente a frente, e ela ansiosa também espera. A noiva? sou eu.! Isso mesmo, eu. O cara louco que fez essa prova de amor? Jesus. Agora me diz, como não se apaixonar por alguem que fez isso? deu a sua vida por mim. E agora? Eu morro de amores por Ele, minha vida é Dele, afinal foi Ele que a me deu. Eu sei que nada, nadinha do que eu faça vai se comparar com o que Ele fez por mim, mas tudo, tudinho que eu faço eu entrego a Ele; e Faço o que for preciso pra que Ele possa ver o quanto eu o amo e o quero hoje e para toda eternidade.

Cuidado quando levar o amor como um conto de fadas. Talvez ele não seja o príncipe que vai descer do seu lindo cavalo disposto a salvá-la e morrer por você, talvez ele nunca tenha sido o príncipe. Talvez ele seja o vilão de toda essa história. Talvez tenha percebido isso tarde demais. E talvez, só talvez o vilão se dê muito mal no final.