Contos de Fábulas

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O Conto do Papagaio

Aqueles que vivem não devem viver mais por si mesmos, mas por Aquele que morreu por eles. - 2 Coríntios 5:15

Era uma vez uma pipa que adorava voar alto. Nada o tornava mais feliz do que ser pego por uma brisa forte que o faria subir muito acima dos prados gramados abaixo. Adorava a sensação do vento e a vista distante.

Mas gradualmente a pipa ficou insatisfeita. Não seria maravilhoso se pudesse voar ainda mais alto do que a corda permitida? Só podia pensar em velejar tão alto que as casas se tornaram pontos bem abaixo e roçaram as nuvens. Então, puxou e puxou a corda, na esperança de se libertar.

Então um dia a corda quebrou! Por um momento, a pipa ficou em êxtase ao saltar para o céu. Mas então começou a cair e girar fora de controle, e logo caiu no chão abaixo.

Infelizmente, às vezes somos como essa pipa. Queremos ir a lugares e fazer coisas que são moralmente fora dos limites. Nós lutamos contra o senhorio de Cristo e a verdade que devemos viver para Ele (2 Cor. 5:15). Dizemos a nós mesmos que, se pudéssemos nos libertar, seríamos felizes. Mas, como essa pipa, cairíamos.

Jesus morreu e ressuscitou da sepultura para nos dar verdadeira liberdade - liberdade de voar em segurança dentro dos limites de Sua lei e das restrições de Seu amor.

Senhor, ajude-me a valorizar a liberdade
da vida que está ligada ao seu amor,
uma vida de obediência e serviço,
mantida em segurança pela sua mão do alto. - k. De Haan

Somente quando estamos fundamentados na Palavra de Deus podemos subir a novas alturas. David C. Egner

Inserida por 2019paodiario

Um conto de duas cidades

Nós não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor. - 2 Coríntios 4: 5

Era a maior das congregações; era a menor das congregações. Essa é a melhor maneira de descrever dois serviços que participei em 24 horas. O primeiro foi um evangelismo evangelístico em Washington, DC, com a participação de quase 20.000 pessoas. Um homem pregou e centenas de pessoas responderam ao convite para depositar sua fé em Cristo.

Na noite seguinte, eu estava em um pequeno culto no campo, frequentado por cerca de 50 pessoas. Um homem pregou e, no final do sermão, ninguém respondeu abertamente ao convite.

Os dois homens foram chamados por Deus e fizeram o que Ele os equipou para fazer. Um foi mais bem-sucedido ou valioso para Deus do que o outro? Eu acho que não.

O que eu vi naqueles 2 dias foi a beleza da direção de Deus. Ele chamou os dois homens para ministérios específicos em lugares específicos. Sua mão estava em cada uma. Nem poderia se orgulhar dos resultados ou se decepcionar com a falta deles, porque somente Deus dá o aumento (1 Cor. 3: 6-7).

Você está desanimado no ministério que Deus o chamou? Você está intimidado com os resultados mais óbvios de algumas "superestrelas" cristãs? É hora de desviar os olhos dos números e das pessoas e redirecioná-los para Jesus (2 Cor. 4: 5). Fique perto dele. Continue buscando a vontade Dele. Seu sorriso de aprovação é tudo que você precisa.

O Senhor dá a cada um de nós uma tarefa que
Ele deseja que cumpramos;
Amar e servi-Lo fielmente
Realiza Sua vontade. —Sper

O homem coroa o sucesso; Deus coroa a fidelidade! Dave Branon

Inserida por 2019paodiario

O vigarista e o seu conto!...

Por tanto a todos nós, tão mal fazer;
É chaga que temos que erradicar;
Tentando a essa má praga desfazer;
Sempre que a tal cá virmos, a actuar!

Pra tal, só nos resta o denunciar;
A todos os de nós, cá vigaristas;
Sempre que os tais cá tentem aldrabar;
A alguém com seus actos malabaristas!

Porque a dor do sermos vigarizados;
Tem duplo mau sentir, em nós sentido;
Pelo amargo sabor, desse enganar!...

Nos obrigar a ver o quão gozados;
Tão fomos, por em tal conto caído;
Ter vigarista a rir, nosso chorar.

Com a mágoa, de quem nela já caiu;

Inserida por manuel_santos_1

CONTANDO OS DIAS

Conto os meus dias, todos eles, Pelos serviços que faço; Não pelo tempo
E os anos que passam.

Tampouco pelas pessoas que encontro,
Ou pelas palavras que digo
E jamais pelas histórias que conto.

Conto os meus dias, cada um deles,
Pelos significados dos atos.
Evito o meu próprio aval
E dos bajuladores insanos;
Pois, estes só projetam enganos.

Nem me esmero em conversas de comadres;
Vou simplesmente espelhar-me
nas marcas deixadas nas almas;
Pelos efeitos dos fatos,
E pelos feitos das gentes!
Conto os meus dias...

Inserida por REGISLMEIRELES

SE TE CONTO POR ONDE ANDEI

Se te conto por onde andei saberias o motivo da minha tristeza e alegria
Saberias o por que desse meu descontentamento com quem rouba, dessa minha indignação com quem mata.
Se souberes por onde andei, saberias talvez o porquê do meu silêncio repentino em meio a discórdia, desse meu desalinho ao ver uma tragédia. É como um poeta sem inspiração ou um palhaço sem graça, sem rumo.
Saberias o por que da minha preocupação com o incerto
Saberias o por que da minha surpresa com o errado
O por que .....

Inserida por brandoncardoso

CONTAR OS DIAS

Se conto os dias, eles passam devagar;
Se não os contos, perco-me nos atos,
Não percebo os fatos...
Dormi no ponto.
Se olhar para o tempo,
Tropeço nas pedras pelo caminho.
O perigo não reside no tempo,
Não está nas pedras...
A maldade não está nas horas que passam,
A ruína não habita nas estrada que passo...
Mas nas pessoas insanas, estão todas as coisas podres.
Não pensam para o bem...
Vale tudo...

Inserida por REGISLMEIRELES

Eu conto

Cá na minha poesia eu conto contos
Eu conto nas entrelinhas desencontros
Nos sub textos a ficção de reencontros
Eu conto várias buscas de encontros
Conto as dores sem ter descontos
Eu conto os devaneios e confrontos
Faustos atos, reticências e pontos
Os sonhos em forma a serem prontos
Tricotados no amor em prespontos
Cá só não conto segredos de contrapontos
Particulares, os que deixam tontos
Estes só a mim mesmo... Eu conto!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
11'04", 11 de junho, 2012
Rio de Janeiro

Inserida por LucianoSpagnol

Texto inspirado no conto “Não me acorde” de Luís Fernando Veríssimo e na Carta-Testamento de Getúlio Vargas.
O passado é prólogo. Certos eventos consolidam essa frase, tudo que veio antes se torna uma história de superação, um prefácio. Você se da conta de que tudo que houve até ali, 500 anos de uma história foi simplesmente preparação para aquele certo momento. E o passado ganha uma lógica que não tinha. Você passa a entender tudo em retrospecto, tudo ganha um sentido. O golpe de 64, os anos de ferro, a distensão lenta, segura e gradual, as guerras, os impeachments, tudo é prólogo para o amanhã. Está claro, a própria fuga de Dom João para o Brasil fez parte da preparação. Tudo é armação para aumentar a nossa glória, tudo se encaixa, ou você acha que a chegada de Cabral foi obra do acaso? Tudo está sendo construído aos poucos, desde antes de 1500, antes das cruzadas, antes de Jesus.
Forças se articulam contra o povo, contra a liberdade, contra o progresso, não nos dão direito de defesa, sufocam a nossa voz, impedem nossas mãos. Seguimos o destino que nos é imposto, calados e estamos desamparados. Mas devemos ter força, dar nossa vida, não se deixe humilhar, precisamos reagir, mas ao ódio responderemos com perdão, a opressão responderemos com o nosso sangue em direção à glória.
Eu vi você na rua, estava cercado por ignorância, por corrupção, por desrespeito, pelo jeitinho... Eu não sei o seu nome, nem de onde você é ou o que faz, mas você continuava lá, firme e forte. Posso imaginar como tem sido sua vida, o martírio, as decepções, a desilusão. Muitos da sua geração se perderam, levaram pais e avós ao desespero. Não tiveram acesso à educação, não tiveram acesso à noticias, não tiveram como dar asas a mente, e acredite, são muitos!
Você não sabe, mas é um herói, e quando chegarmos ao topo, seremos certamente o povo mais dedicado, fiel, convicto e feliz do mundo, porque será o país dos que resistiram. Aguente só mais um pouco, meus respeitos.

Inserida por O-PAI

Pequeno conto sobre contar contos

Contador de histórias, narrativas, crônicas, contos, recontos, relatos, porandubas, gestas, gamelas, percursos, enredos, fatos, piadas, historietas, anedotas, suscetibilidades, melindres, perplexidades, sentimentos, aborrecimentos, gostos, tramas, teias, intrigas, entrechos, fabulas, romances, troços, urdiduras, alegretes, invenções...

Contador de HistóriAS

Inserida por ascaldaferri

DESAFIOS DE UM REI

CONTO
Certo rei, numa província distante, lançou alguns desafios aos seus provincianos; que consistia em três perguntas básicas, feitas pela própria Majestade Real aos participantes:
Qual o peso do mundo? Quanto valia a sua vida? – a vida do rei – e, o que pensaria quando fizesse a segunda pergunta ao participante.
Os desqualificados iriam imediatamente para a guilhotina; somente o que respondesse com mais acerto, às referidas interrogações, da Autoridade Suprema do Reinado, ganharia à metade do reino e de quebra, poderia se casar com sua filha caçula.
Pelo risco da competição... O vultoso número dos inscritos surpreendeu.
Pedro fazia parte desse grande contingente de participantes. “Quem não arrisca não petisca, portanto não custa tentar”. Dizia.
Dia chegado, Pedro teria somente quatro horas para se apresentar. E bateu um desespero enorme nele.Era notável sua preocupação.
Na noite anterior não havia dormido quase nada. Só pensava em não dar conta de responder as ditas perguntas propostas, à altura da vitória; e perder a vida de graça...
Mesmo em súbita melancolia… Lembrou-se de pedir ajuda ao irmão gêmeo, Paulo. E se pôs a procurá-lo, por todos os lugares. As horas corriam muito rápido...
Até que o encontrou;
Pediu-lhe ajuda em desespero extremo...
Paulo prontamente procurou ajudá-lo; propondo-lhe uma possibilidade viável – segundo ele – para a resolução do problema que afligia o irmão.
Os dois eram muito “parecidos fisicamente” e, isso tinha lá as suas vantagens. Unidos como a carne e a unha; por ele e para ele, faria o possível e o impossível...
– Troquemos nossas vestimentas e eu irei pessoalmente como sendo você, submeter-me e, responder as perguntas da Vossa Alteza
Pedro ficou mais aliviado.
E como não havia mais tempo a perder...
E foi-se Paulo para o desafio com o Rei Carlos XXIV.
A carnificina no local dos desafios era grande e aterrorizante: a lâmina afiada não cessava um só instante em seu trabalho de cortar pescoços. Porque ninguém passava nem perto das respostas adequadas, aos caprichos do rei.
Na retaguarda, estavam apostos fortes soldados da Companhia De Guarda do Palácio, com lanças, apontadas para os desafiados. Mas nada daquilo atemorizou o resignado irmão de Pedro.
Momento chegado lá estava Paulo – como se fosse seu irmão – diante de Sua Majestade, o ouvindo:
– Está pronto cidadão, para responder o que te perguntar?
– Perfeitamente Sua Alteza.
– Pois é...
“ Às três respostas que serão dadas por você, a mim, deverão ser convincentes; do contrário, sua condenação à morte será uma realidade inegável e, irrevogável”.
– Qual o peso do mundo?
– “Não me furtarei jamais ao honroso dever de aferir e lhe informar prontamente, com exatidão, o peso do mundo; desde que me garanta remover dele, paus e pedras. Caso tenha uma ponta de dúvida da minha capacidade de fazer tamanho feito, faça-me tão somente o que lhe sugiro”.
O rei coçou a cabeça. E fez a pergunta seguinte:
– Então,quanto vale a minha vida?!
– Sua magnânima vida, nobreza,é igual a vida de seus pais,de sua esposa e filhos; igual a minha. Nem a Terra e nem os céus caberia acomodar as cifras monetárias caso alguém ousasse fazer uma proposta imbecil de tal compra e, a mesma fosse aceita. Portanto,esta dádiva Divina que Nosso Pai Supremo nos confiou “não tem preço”.
O Rei Carlo XXIV bateu com força na mesa, com a pedra do anel – ouve um silêncio profundo –, pediu um intervalo à comissão julgadora e, licença ao pobre fidalgo desafiado. Levantando-se direcionou-se ao interior de sua residência.
Lá encontrou a rainha chorando, abraçada com a filha, que também chorava; temerosa de perder a formosa princesa e a metade do reino para aquele astuto sujeito, que respondia com maestria e autenticidade as perguntas que lhe eram feitas.
O rei muito constrangido de ter – ele próprio – ocasionado aquela situação conflituosa procurando consolá-la e compensá-la, disse a ela que lhe fizesse um pedido. E ela a fez:
– Amor, tu sabe que eu o amo.... Ainda falta um pergunta, e, pelo jeito ele vai dar uma bela de uma resposta; mas faça o seguinte: respondendo bem, o não,desapareça com este sujeito.Senão a nossa vida vai ser um inferno.
Enfim à terceira e última pergunta do rei:
– O que pensei quando fiz a segunda pergunta a você?
– A Vossa Alteza no momento em que, me fazia a segunda pergunta, pensou de ser eu o pedro; mas, estava, e ainda está, redondamente enganado; em verdade, eu sou o paulo.
Paulo Acertou em cheio a pergunta da majestade: fora aquilo mesmo que o rei havia pensado. Mas quando o mesmo deu ordens aos seus súditos, que o levasse à lâmina fria da morte para o martírio...
Paulo já havia vazado na braqueara – fugido para as montanhas – , mundo afora, desvencilhando-se em meio à multidão.
Paulo saiu vencedor no desafio. Ganhou mas não levou. Não se casou com a filha do rei; nem tão pouco tomou posse da metade dos bens da Coroa Real; mas, como salvou a si e o irmão…Valeu!
(18.09.18)

Inserida por NemilsonVdeMoraes

TRÊS PEDIDOS DE UM CAIPIRA MINEIRO

CONTO
Joselito capinava seu pequeno roçado com um toquinho velho de enxada já bastante desgastada pelos anos seguidos naquela mesma labuta. Tentando plantar de tudo naquela terra ruim, pedregosa.
O sol castigava por fora e a fome roía por dentro. Um suor frio, incessante, escorria por todo seu corpo...
De repente bateu com a ferramenta em algo que emitiu um som estridente. Trec!
Apurou a visão ao solo, sob seus pés, e viu na superfície terrena um objeto pequeno, semelhante à uma lâmpada incandescente. – E logo o apanhou em suas mãos admirado.
Pelo jeito havia milhões de anos, enterrada.
Na medida que ia Removendo o excesso de material ferruginoso grudado em sua superfície...
Seu brilho ia ressurgindo e se intensificando mais e mais. Quanto mais esmero naquela limpeza, mais beleza se via naquela bolha de cristal bonito.
E, como num passe de mágica o objeto achado deu um estalo,fragmentando-se – provocando um som semelhantemente ao vidro quebrando-se.
Como estrelas, pingos de luzes saltaram do interior daquele envólucro, cercando Joselito por todos os lados de uma claridade ofuscante.
No meio de tanta iluminura, um Gênio cósmico se fez presente...Flutuando no ar.
O caipira até que se encantou com o cenário que via à sua volta...
Mas pela desconfiança do mineiro, Joselito puxou um rosário que trazia no bolso da calça e, começou a rezar o Pai Nosso, o Credo Em Cruz, a Ave Maria e Salve Rainha... Achando tratar-se de uma cilada do tinhoso.
– Por que se põe a rezar tão inesperadamente, meu senhor?... Não sou o que você pensa! Estou na Terra, unicamente a serviço do “bem”.
Quero apenas compartilhar com você,o que tenho de melhor; uma maneira de compensá-lo por ter me tirado da inércia de uma eternidade, vivendo limitado sob esse árido solo,dentro dessa bolha.
Sendo novamente um ser tão livre, leve e solto...
– Pode me pedir sem receios três coisas que, sem demora os darei como forma de terna gratidão.
Joselito não pensou duas vezes. Fez logo seu primeiro pedido inusitado, ao Gênio:
– Uai,sendo assim!... Me dê um queijo.
O gênio recorreu aos seus "poderes cosméticos" e imediatamente, fez com que saltasse aos seus olhos um enorme e suculento queijo canastra, de São Roque, acompanhado com um doce goiabada.
Que lhe encheu a boca d’água. Sacou de seu canivete e tirou uma boa isca da iguaria, degustando-o prazerosamente; como a um néctar dos deuses.
– Faça o outro pedido e não se esqueça: qualquer que seja ele o atenderei agilmente.
Joselito, sem muito pensar...
– Então, me dê outro queijo!
Sem demora, em mesmo procedimento, o Gênio fez com que um queijo similar ao primeiro, com o mesmo aroma e sabor caísse do céu diante dele, sem demora.
Enfim, chegou ao momento do terceiro e último pedido. Dessa vez, Joselito usou uma estratégia em sua escolha,pois estava acanhado no que pedir.
– Faça meu caro senhor, o seu derradeiro pedido. – Disse o Gênio.
E o matuto matutou,matuto,matutou...
Tirou do bornal uma revista; folheou-a e, atendo-se numa página qualquer mostrou ao Gênio da Lâmpada – apontando com o dedo – o objeto do seu pedido: uma loira alta,cabelos sedosos, esvoaçante... Do jeitinho que nasceu....
O Gênio,como das outras vezes, recorreu aos seus poderes, e do nada apareceu a linda garota à sua frente, em carne e osso. Ainda mais fenomenal do que a indicada por Joselito na revista. Trajando uma mini saia e uma blusinha que valorizava ainda mais o seu corpo.
Joselito esboçou um sorriso meio sem graça…
Que, por sua vez ficou sem entender o porquê daquele pedido, sendo que há maravilhas mil que poderia ter escolhido.
– Espera aí, Joselito,por quê não pediu outra coisa?!...
– Na verdade Seu Gênio, eu pedi uma mulher pra não te deixar sem graça, eu queria mesmo, era outro queijo.
(23.09.18)

Inserida por NemilsonVdeMoraes

Um conto de relações

Relacionamento, a ligação entre pessoas que envolve sinceridade, diálogo, confiança, interação, amizade, sintonia, reciprocidade, respeito, objetivo e sentimentos. Tudo começa entre duas pessoas, pessoas cada uma com um relacionamento, mesmo assim resolvem se permitir iniciar um relacionamento entre elas. Cada um por seus motivos mas ambos concedem e logo o que era casual, a sintonia e a química eram indiscutíveis. Assim o primeiro rompimento de relacionamento inicial aconteceu, não era mais sustentável pelos seus motivos. Disso veio a vontade de reciprocidade do outro, mas não aconteceu, não por mau, mais por falta de objetivo. Então foi criada a barreira por insegurança e incerteza sobre aquele novo relacionamento, não poderia deixar aquele sentimento crescer. Mas do outro lado não era bem assim, a sinceridade faltou com o diálogo, os pensamentos não se sintonizaram, ouve espaço, porém o objetivo começou a se desenvolver sem a outra saber. Para a surpresa da outra ouve a primeira tentativa de separação de relacionamento inicial do outro, a outra perdeu a confiança do outro, primeiro a outra depois o outro. Houve o primeiro perdão, mas o outro manteve seu relacionamento inicial, mas a outra começou a permitir seus que seus sentimentos fossem crescendo a partir daquele perdão, tentou reconquistar a confiança, foi sincera, se tornou amiga e tinha um objetivo a partir da li. A admiração e o respeito começaram a fazer parte, mas com o tempo o cansaço da espera veio aos poucos... com tantos sentimentos crescendo o ciúmes é um deles naquela situação. Justificável, afinal apenas o outro se mantinha em um relacionamento inicial, com o diálogo veio a compreensão, uma consequência de anos de relacionamento inicial prendia o outro por motivos financeiros. Mas isso não fez com que a outra desistisse, estavam se apoiando com objetivo. Durante os acontecimentos a confiança foi novamente atingida, o outro não foi sincero, não foi respeitoso e não foi amigo da outra, foi amigo dos outros pelas costas, depois a outra fez o mesmo. Ambos se perdoaram, o outro ainda está no seu relacionamento inicial, mas se foca mais em romper esse relacionamento inicial. O foco não atinge o relacionamento inicial, atinge a outra, ambos começam a se desrespeitar e se destruírem por nada, é o nada vem se tornando tudo a partir de então.

Inserida por Silobos

"Talvez um dia eu lhe conte a minha história...
Conto que deixei pelo caminho o melhor de mim,
Que passo a vida tentando sobreviver a tantas amarguras.
Que aqui dentro do meu peito bate um coração triste,
Conto das inúmeras noites de insônia, onde as lágrimas são as minhas únicas companheiras.
Talvez qualquer dia desses abro minhas memórias,revelando as frustrações que a vida me deu.
Talvez lá no fundo o que quero mesmo é poder gritar a você o quanto existe de saudade aqui dentro de meu coração.
Saudade de tudo que não vivi, de coisas que não conheci.
É a história de uma alma triste e solitária buscando por algo desconhecido, sentindo as dores de uma vida consumida pelo tempo.
Sempre almejando sonhos não realizados, desejos de um coração reprimido que foi moldado pelas crueldades do mundo.
Talvez quando minha alma desfalecer e o tempo por um fim em tudo, alguém contará a minha história."
(Roseane Rodrigues)

Inserida por RoseaneRodrigues

No começo somos apenas crianças indefesas e felizes ,onde o conto de fadas é verdadeiro e toda história tem um final feliz; até você crescer e a vida te dar uma rasteira .
Aí você começa á realmente enxergar, que conto de fadas é apenas a imaginação de alguém de como ela queria que fosse as coisas. Ai e o momento de sua queda ,a decepçao de viver em um mundo de mentiras que nada você dele conhece.
Esta e a faze que chamamos de adolescência.

Inserida por kaytt

Sonho em ser feliz, viver os meus sonhos como sempre quis;
Mas sem conto de fadas, desejo amar e também ser amada;
Unir o meu coração... Com toda força que houver em minha paixão!
Na comunhão com os meus sentimentos, cumprir com minhas promessas e descartar os meus tormentos;
E buscar a minha felicidade, sonhando os meus desejos, mas com total responsabilidade;

Inserida por JULIOAUKAY

Ei moça, venha aqui e me ouça! Tu não mereces um conto de romance mal contado, um amor que não esteja por inteiro, uma poesia rasa sobre sua vida sentimental.
Tu mereces mais que palavras ditas (e até as não ditas), mereces ouvir um “Eu te amo e estarei aqui pra sempre”, mesmo quando a dificuldade insistir em estar presente.
Tu mereces que teu abraço se encaixe perfeitamente no outro e que juntos possam se tornar somente um, dispostos a trafegar por aí, sem medos ou receios de amar.. de se amar.

Inserida por nandaribeiro90

CONTO DE AMOR

Na primeira vez, somente o aroma e a cor
Semente que não dizia, mas era a primeira vez
Linda na forma, no jeito, no olhar que me desarmou
Nada soube do céu, do mar e da minha costela se fez

Na segunda vez, linda mulher me cativou
Eu já entendia ser perene, mas de nada sabia
E aquilo que a ti me levou, do mesmo modo me fragilizou
Era intensa luz que me feria, mas era a mulher que eu queria

Tempo que não se calava, tu estavas no meu coração
Quando via tua foto, sentia teu cheiro e mais sofria
A segunda vez me fez saber da nossa imensidão
Mas era eu, só eu e assim permanecia

Na terceira vez eu vi e tu vistes, somos um
Na terceira vez, tudo cessou, meu coração quietou
Hoje não nos perderemos de modo algum
Sei quem tu és, sabes quem eu sou

Um para o outro, do mesmo modo, a franqueza do amor...

Inserida por RaymeSoares

CONTO DE NATAL: O Caçador e o Anjo

Era uma vez um jovem Anjo que duvidava da existência dos homens. Ele via uma forma de carne, ossos, sangue, pele, cabelos, uma forma material. Essa forma se movia, alimentava-se e descansava, mas ainda assim o Anjo duvidava de que fosse um homem.

O anjo sabia que os homens são espírito e matéria, e que ele tinha uma missão: cuidar de um deles. Porém, questionava se a forma rude que enxergava era mesmo de um ser humano.

O homem, chamado Estevão, só acreditava no mundo material e ria quando alguém lhe dizia que existiam anjos. Um dia ele foi caçar numa floresta e, correndo sobre o mato úmido atrás de um veado, bateu contra o tronco de uma árvore morta que estava caída no chão. A arma escorregou de suas mãos e um forte estrondo, como o rugido de um leão, agitou a floresta. Rapidamente os pássaros revoaram e animais pequenos voltaram a suas tocas. Ao cair no chão a espingarda disparara e o caçador, com tão pouca sorte, foi ferido.

Estevão, lá deitado, vendo o sangue escorrendo de seu peito, olhou para o céu a fim de pedir socorro e, num raio de sol que penetrava pela copa das árvores, divisou a imagem de um anjo com suas asas brancas.

O Anjo, por sua vez, ao ver o homem clamando por Deus, percebeu seu espírito. Ambos se olharam com curiosidade e, em seguida, passaram a se examinar mutuamente.

– Você é um Anjo? – Então os anjos existem! – disse o homem, admirado.

– Você é um homem? – Então os homens existem! – exclamou o Anjo.

Ambos deram-se as mãos. Estevão, no entanto, havia perdido muito sangue e desmaiou. Foi acordar num quarto simples, da casa de um lenhador que por acaso passara por onde ele se encontrava na floresta e, ao vê-lo ferido, decidiu a ajudá-lo.

Desde esse dia o caçador se fez amigo do Anjo, e o Anjo se fez amigo do homem. O humano sentiu-se tão feliz com seu companheiro celeste que deixou de matar outras criaturas. Agora, sua maior diversão era observar os seres da natureza: ondinas e gnomos, silfos e salamandras. Mostrou também seu mundo a seu amigo: casas e fábricas, lojas e clubes, cinemas, teatros e shoppings. Mas o ser celeste preferia as florestas, as montanhas e os mares, o ruído dos ventos, das ondas e dos pássaros.

O homem e o Anjo sempre permaneciam juntos, e os sensitivos que por acaso os viam, detinham-se perplexos a observá-los: ambos caminhavam juntos, tão serenamente que ninguém sabia se o homem era guiado pelo Anjo ou se o Anjo era guiado pelo homem.
Isabel Furini é escritora e poeta.

Inserida por IsabelLakshmi

Precisamos nadar contra a correnteza

Dia desses a gente se encontra e eu te conto que a minha reza antes de dormir tem sido pra você. Que eu vago todos os dias pra ver se esbarro contigo em algum lugar, que eu te enxergo de uma maneira tão bonita no horizonte e que é por isso que eu espero o pôr-do-sol. Cê já percebeu como é lindo quando a noite cai e a cidade dorme? Dormem as obrigações e dormem as angústias, dormem as tristezas e dormem as certezas; durmo eu com o pensamento vidrado em você.

Você ri de uma maneira tão bonita quando fica sem jeito que faz com que eu fique sem jeito. O amor deixa a gente meio bobo mesmo. É bobo e ainda assim é bonito. É lindo, na verdade, porque tudo ganha um pouco mais de cor e a gente começa a nadar contra a correnteza. A aquarela fica mais colorida e a gente até se esquece das feridas, esquece o que arde e o que corrompe a gente por dentro; esquece as dores e as promessas todas de quando a gente bateu com a cara no muro pela última vez e jurou pra si mesmo que nunca ia encontrar alguém igual a quem se foi. E ainda bem que foi. Se não fosse, eu nunca teria esbarrado com você.

Acho que é sempre isso mesmo: a gente nadando contra a correnteza. Porque a correnteza tortura, leva a gente com as angústias todas e carrega pra um lugar que atormenta. Ser levado pela água é horrível. Até dá pra tentar se segurar, tentar encontrar alguma pedra que nos ofereça abrigo em meio ao rio, mas é mais forte que a gente. O corpo fraqueja e a gente também, e aí tudo se entrega. Só que quando nos apaixonamos, deixamos a boia e o que sobrecarrega de lado, e nadamos contra a correnteza; contra as pessoas e contra o fluxo, contra as angústias e contra a certeza de que se apaixonar de novo seria o mesmo que naufragar. E aí a gente percebe que naufragar é desistir do amor.

Dia desses a gente se encontra e eu te conto que todas essas metáforas que eu crio sobre o amor são sobre você, e o quanto valeu a pena nadar contra a correnteza pra te encontrar. Te conto o quanto eu vago e nado por ai pra ver se encontro abrigo em você. Cê me abriga? Se abrigar, a gente senta na proa e olha o pôr-do-sol. Sobra nós dois no rio contra a correnteza.

Inserida por leticiabaptista

Na solitária busca de mim mesmo, conto contigo.

E teu olhar atento me acompanha.

Sem hesitar prossigo, na certeza daquilo que quero.



Sem acreditar naquilo que é predestinado.

Mudo o rumo de tudo que me foi ensinado.



Estou em busca de novos horizontes.

Quero enriquecer a biografia de minha vida…



Trilhando caminhos desconhecidos

me aventuro e corro risco, porque assim tem que ser.

Isso me dá prazer.

Inserida por klismann