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Conto Amor de Clarice Lispector

Cerca de 96264 frases e pensamentos: Conto Amor de Clarice Lispector

⁠Encanta conto canta
Lamenta tudo passar
Conto canta encanta
Percebe vai melhorar
Canta encanta conto
Enquanto esperançar

Voa vislumbre balão
Meu medo deve levar
Vislumbre balão voa
Deixe só brio no lugar
Balão voa vislumbre
Aqui sempre vai ficar

Põe comigo consigo
Lembrança de papear
Comigo consigo põe
Jamais irá se apartar
Consigo põe comigo
Esquecer nem se findar

Inserida por FranciscoFontes

O palácio das "noivas".

'Breve conto poético'

Numa cidade antiga conhecida como "lugar do coração",
Havia sim, um homem imponente, sábio e virtuoso,
Chamado também Salomão.
Seus pais assim o chamaram,
Em homenagem ao grande rei.
Porque quando crescesse, diziam seus pais,
Ele dirá: grande como ele, também eu serei!
O garoto cresceu, e andou por toda a cidade imponente,
Garboso, observador e contente.
Sempre sorridente,
Mostrando com elegância a linda brancura do dente.
Observara ele o nobre e extravagante,
E sempre se lembrava do Rei Salomão.
Pois apesar de tudo, coisas tristes lhe aconteceram,
Que serviria para uma grande lição.
Então, comparando essas coisas ruins dos nobres e Salomão,
Disse: farei a mesma coisa, mas com encantada inversão!
Salomão Rei tivera mil mulheres,
Que lhe perverteram o coração,
Pois eu terei "mil" noivas que me ajudarão a permanecer no caminho da retidão!
Vi os nobres de minha cidade,
Corromperem-se e casarem-se com a megera luxúria,
E o fruto desse nefasto casamento lhes gerou a penúria!
Vi que puseram em seu leito a amante inveja,
Que sempre deseja o que a ela se supera.
Vi em seu leito a paixão desenfreada,
Que faz perderem-se os homens de nobreza encantada.
Vi o amor ao dinheiro,
Que entorpece o coração,
E faz com que se cometa os maiores atos de devassidão!
Vi a senhora cólera em sua cama,
Violentar sua mente.
Que lhes deixava sempre desgostosos e com espírito descontente.
Observei a mulher mágoa,
E a intensa pobreza de alma em que se lhes deixava!
Convidaram em seu leito a morte,
Acode!!!
Porque contra ela, em amarras de pecado,
Nunca se pode.
Vi acréscimos de núpcias,
Dia após dia,
Vi a fome insaciável de relacionamento com as volúpias!
Vi a maldita traição,
Que levava à morte de um irmão.
Vi o que foi gerado com o casamento da desregra,
Que fazia com que os homens se acabassem numa cela!
Vi infanticídio, matricídio, parricídio,
Vi o irmão de sangue matando irmão de sangue,
Através do fratricídio!
Vi homicídio, feminicídio.
Vi a desgraça que comete o homicídio!
Todos filhos da traição,
Que faz as vidas serem ceifadas sem perdão!
Daí eu disse: eu não quero isso para minha vida não!!!
Casarei com mulheres diferentes, que sempre me deixarão alegre e contente!
Mais sorridente,
Prudente,
Diligente,
Inteligente,
Sapiente!
Relacionar-me-ei com a boa fama,
Por que não há um só dentre os homens,
Que com ela nunca se encanta!
Colocarei em meu leito também a senhora virtude,
E montarei um lindo harém cheio de magnitude!
Se Salomão teve mil,
Mil eu também quero ter,
Mas como eu disse em sentido inverso,
Para não pôr nada a perder!
Quero casar também com a intelectual solidão,
Que sempre me faz crescer sozinho,
E sair um pouco da multidão!
Relacionar-me-ei com a caridade,
Que faz os homens casados com ela,
Sempre fazerem gestos de piedade.
Colocarei em meu leito também a sabedoria,
Que a todos os mistérios sempre nos descortina!
Que faz o insondável ser sondado,
E o importante impenetrável ser com clareza penetrado!
Porei em meu leito a fé!
Que nos faz acreditar naquilo em que não se pode ver.
Com brilhantismo e convicção tal,
Que fica mais fácil de perceber!
Colocarei em meio leito a prudência.
Casarei com a inteligência,
Sapiência que nos fazem evitar a DEMÊNCIA.
Saciar-me-ei no bom e lícito “bacanal” do permitido!
Para que do reino da prosperidade,
Eu jamais seja demitido!
Deliciar-me-ei do banquete do que a vida pode me dar!
E rejeitarei as “prostitutas” da perversão,
Que às loucuras levam ao homem,
Sem pestanejar!
Só colocarei em meu leito noivas virtuosas,
Amorosas e que me querem bem,
Quanto as outras: NEM VEM QUE NÃO TEM!
Quero amar a suavidade,
Boa riqueza e prosperidade.
Quero a boa fama,
A amável sensibilidade.
E com ela fazer de tudo na “cama”.
Relacionamento com a sensibilidade -
Faz a tudo ver com clareza, singeleza,
Justeza, nobreza, delicadeza, pureza.
Puro desejarei sempre ser,
Pois com essas LINDAS “mulheres”,
Não haverá como não ser.
Essas são noivas para mim mui castas,
Puras, santas.
Que me fazem saciar-me em mel,
Preferir o mel, quando penso em me lambuzar de fel.
Como Zeus, que prolongou a noite para deliciar-se com Alcmena em amores,
Quero que o rei dos céus prolongue-me os dias com elas,
Para que eu não tenha dores.
Óh maravilha,
Divindades do céu,
Concedei-me o que vos peço agora,
Para que diante de vós,
Eu nunca venha a perder,
A intelecção do sábio Aitofel.
Aitofel Salomão também conheceu,
Pois fora conselheiro de seu pai Davi.
Davi significa AMADO,
E que sempre amado eu seja óh céu, para TI!


25.10.2015 – 14:35 h

Inserida por FabioSilvaDN


O CONTO QUE NÃO SE CONTA
Cada história possui o lado que contamos e, aquele que ela por si só vai dizer.
Não seria diferente nesta que vamos agora prosear!
Em fins dos anos de 1960, surgia aqui no Brasil um sujeito que doravante vai figurar como protagonista de nossa narrativa.
Aqui, porque lá fora ele já dava o ar da graça, não sei se com o mesmo rosto. E, só agora, meio século de seu nascimento é que passei a conhecê-lo e ter meus primeiros contatos, afetivo e efetivo com ele, e tudo aconteceu, Plá, assim. Como um estalo. E me apaixonei. Claro, não sei se foi recíproco o sentimento. Mas foi amor, e amor à primeira vista. Quando ele me foi apresentado, logo chegou de mansinho, ali, tímido, conciso e integro. Pequenino porem forte, sua suposta timidez paradoxalmente trazia consigo muita definição.
Eu, que sempre fui amante da arte, alguma coisa mais, digamos romântica ou prosaica por assim dizer.
Fiquei embasbacado com a beleza e sutileza daquela persona.
A cautela me faz não querer contar nada a principio.
À medida que nossa relação se consolidava comecei a tornar pública minha admiração àquele jovem, de gênero ainda não bem definido aos olhos da crítica literária que ainda, salvo as exceções, permite-se negar sua identidade e seu lugar de pertença.
Digamos a pequena cidade de Guaxupé – MG. Onde nascera e, antes de demandar pânico à sociedade feminina Curitibana como O vampiro de Curitiba... Aquele jovem já se apresentava incorporado em Amanhã, Camila, A mal amada, o sabor do humano e outros. Todos, filhos dos pioneiros do grupo de Guaxupé.
Em 1969, enquanto eu dava meus primeiros passos à adolescência, o nosso personagem já estreava como protagonista e estrela de capa da Plaquete “Cadernos-20” publicada pela imprensa oficial de BH. E hoje somos efetivamente casados e com uma proposta de afetividade em construção.
Sobretudo esse moço que teve sua identidade havia anos, velada, possui nome, e é filho de Francisca Villas Boas e seus contemporâneos. Atendendo pela graça de Miniconto. Apesar de sua grandiosidade. Sendo assim, é, sim, um conto que se conta.

Inserida por NICOLAVITAL

CONTO
E quanto ao teu olhar e o teu carinho,
Meu ninho e meu encanto
Eu canto, eu conto,
Eu sei que nem existo
Meu verso é corvo louco
Perdido no deserto
E longe eu não sou nada
E perto eu me desfaço
Em miragens que me cercam
Curiós e odaliscas,
Lagos e horizontes
Tudo como o último beijo
No penúltimo sonho
E quanto a você,
Uma visão é tão pouco
Fica o encontro marcado
Para o próximo sono
E eu me abandono
Ao abandono
Surgindo numa esquina,
Quando a alma se declina
Eu vagabundo
Me dou conta
Que nada conta
Que nada tem sentido...

Inserida por tadeumemoria

Pelos contos que eu não conto
Dá um desconto ao meu silencio
Não conto dos versos tristes
Não conto da estrela cadente,
Dos girassóis reluzentes
Que reluzem nos meus contos,
Não conto do meu silencio
Pois assim não o seria,
Não conto da minha alegria,
Que não valem nem um conto,
Pelos contos que eu não conto,
Conto pelos e apelos
Só não conto meus segredos
Pelos contos que eu não conto

Inserida por tadeumemoria

CONTO DO MEIO

Quando pequeno, eu estava no aniversário de um amiguinho

e pus meu dedo no bolo.

Não coloquei e tirei. Não passei o dedo.

Apenas enfiei a ponta do indicador naquela parte branca.

O dedo permaneceu lá, parado, enfiado, intacto.

Todas as mamães me deram um sorriso falso.

Os papais estavam bêbados no quintal.

O único homem ali perto era o tio Carlos.

Tio Carlos se escondia atrás dos óculos e da câmera fotográfica.
Era bobo, agitado e gorducho.
Quase sempre sorrindo.
Tinha poucas, raras, nenhuma namorada.
Tio Carlos atrás dos óculos, da câmera e de namorada.

Meu braço esticado era a Golden Gate.
Uma conexão entre minha consciência
e aquele montante de açúcar.

A ponta do dedo imóvel, conectada, penetrada no creme branco.

Uma das mamães resolveu liderar a alcateia
e me pediu para tirar o dedo.

Pra que tanta coragem, perguntou meu coração.
Porém meu dedo,
afundou um pouco mais.

Olhei-a nos olhos sem docilidade.
Meu corpo imóvel.
O dela recuou.

Minha mamãe, sem graça,
falou que isso passa.
Eu atravancava, ria e dizia:

- Vocês passarão, eu... - estendia a aporia.

Eu era a Criação de Adão na Sistina.
Era mais que Michelângelo,
Era Adão no Bolo,
Era Bolo em Deus.

Mamães desconcertadas. Olhando umas para as outras.
O silêncio reinava,
o reino era meu.

Mamães desorientadas. Olhando para mim.
Tio Carlos com a câmera fotográfica
olhava para as mamães.

Acho que ele era apaixonado por umas três mamães,
ou mais,
ou todas.

Esperei um não.

Esperei um pare.

Ninguém era páreo

para um rei.

Tirei.

Inserida por kikoarquer

⁠Sonhei com uma vida cheia de alegrias e acreditava que ela deveria ser como um conto de fadas, um espetáculo em que vivêssemos em constante felicidade. Pensando bem, como isso não é possível, decidi que vou viver essa vida nos meus momentos especiais de final de ano: um Natal próspero e um Ano Novo repleto de amor.
Nesse dia, escolherei acreditar no Papai Noel. Vou esperá-lo entrar pela chaminé e ficarei perto da árvore de Natal. Mas, antes disso, vou preparar a mesa com carinho, cheia de delícias para comer e beber. Vai ter de tudo: panetone, muitos salgados e doces também.
Vou escrever minha carta e deixá-la colada na árvore com meus pedidos. Pedirei paz mundial, que não sejamos omissos e que as nações se rendam ao amor. Rogarei ao Criador que salve nossas almas e que perdoe os meus pecados. Ao Papai Noel, pedirei que nunca me deixe perder a fé nele e, muito menos, a esperança.
Quero pedir que a igualdade seja finalmente uma realidade, que o racismo fique no passado e que nunca duvide da existência do amor. Pedirei que eu nunca perca a fé na humanidade e que a proteção divina esteja sempre com as crianças, que representam a pureza da vida, e com os idosos, que tanto merecem consolo. Eles vivem tão doentes e sem perspectiva… Precisam de um final digno!
Também peço proteção para nós, mulheres, e que o feminicídio seja apagado de nossas memórias.
Papai Noel, sei que minha lista de pedidos é extensa, mas falo em nome de muitos.
Neste Natal, escolho acreditar em você e no poder do amor e da fé!

Inserida por yonnemoreno

⁠“Amar de verdade é escolher. Mesmo conhecendo os defeitos. Mesmo sabendo onde dói.”
Não é conto de fadas. Não é flor todo dia. Amar de verdade é saber exatamente o que machuca no outro e, ainda assim, ficar. É ver os traumas, os erros, os dias ruins, o lado feio… e não sair correndo. Porque amor de verdade não é encantamento, é coragem.
Coragem de continuar quando a fase boa passa. Coragem de encarar o real, o cru, o imperfeito.
É escolha diária. É decisão. É compromisso com a alma do outro, mesmo quando ela está em pedaços.
Quem ama de verdade não foge ao primeiro sinal de caos. Não vira as costas quando o brilho some.
Ama com raiva, com medo, com dúvida — mas ama. Fica. Escolhe. Aguenta o tranco. Segure na mão, mesmo quando ela treme.
Porque amar de verdade é isso: não é ter mil motivos para ficar, é ter um só, mas verdadeiro o suficiente para não ir embora.

Inserida por danrattess

⁠As poesias são algo que espiram sentimentos podem ser um conto dos acontecimentos colocando para fora o que estás aqui ❤ dentro
Palavras que vão criando rimas para quem faz e bom, pois cada um tem um dom no momento não sei qual e o seu pode ser cantar dançar ou outros, qual não citei aqui, mas acredito que você faz alguém feliz só por você existir.

Inserida por Vanderm3333

⁠A Menina Bá e o Balão Laranja

De conto em conto o canto encanta
Contando enquanto acalanta.

Num pedaço fantasioso da realidade,
Em que o compasso traça
Porções desproporcionais,
Uma Bárbara Menina
Confirmou ser astral,
Totalmente celeste,
Ser mais que espacial.

Atracou-se com um amigo,
Que a seguia onde fosse,
Deu-lhe um nome especial,
Batizou-lhe de Pliê,
Seu balão, sua posse.

A Menina Bá e o Balão Laranja,
Por onde passa, alegria esbanja.

Não fazia falta o amigo não falar,
Porque Bá falava pelos dois.
Pliê flutuava a observar,
Balança lá e pra cá depois.
- Já pra casa Bá, logo vai chover !
Mas ela é teimosa, quer o tudo ver.

Uma Bárbara Menina, com seu Balão Laranja,
Por onde caminha, só energia e dança,
Que contagia e alegria esbanja.
A sabedoria é o sorriso de uma criança.

Por onde passa, alegria esbanja,
A Menina Bá e o Balão Laranja.

Inserida por michelfm

⁠Não sei se minha vida é um conto de mistérios
Ou uma grande loucura da minha cabeça
Não sei se me comparo a Alice
Ou se tenho um armário
Uma porta na minha cabeça
Que me leva a um mundo imaginário
Também tenho um ímã
Que atraí pessoas com as mesmas experiências e pensamentos que eu
Isso me fascina
Me faz voar muito fora da caixinha
Cada experiência
Minha mente se expandi
E quanto mais ouço
Mas percebo
O quanto ainda sou leiga

Inserida por MikaeleTavares11

⁠Conto de Fadas

Se ela vai crescer e procurar um príncipe para viver um "Conto de Fadas"???!!!
Eu n sei...
O q sei é que fui criada como "princesa" por um "rei" e uma "rainha" e não esperaria encontrar menos que um príncipe...
Que me tratasse com respeito, dignidade, amor...
E é isso que tento passar para os meus filhos e, principalmente, a não aceitarem migalhas...
Se a metade do mundo é de monstros e tristeza existe uma outra que é só magia e alegria... Tudo depende do ponto de vista e às vezes, da vista de um ponto... É preciso ser feliz!!!

Inserida por EdineuraiSaMarSi

Um certo dia, em um conto de fadas, um personagem disse a um menino:
quando de repente você procurar por mim, ou tentar saber de mim,
e não tiver nenhuma noticia, e você esgotar todas as possibilidades,
Cartas, Telex, Pombo correio, mensagem em garrafas ao mar, sinais de
fumaças indígenas. Não se desespere! me procure entre dois túmulos,
eu posso estar descansando na eternidade...(Patife Mario Valen)

Inserida por SaulBelezza

⁠Tentando não perder
o desenrolar dos fatos
debaixo para cima,
e de cima para baixo,
conto o quê deve
ser sempre contado,
correndo o risco
do erro com palavras
que não são minhas.

Não rompendo nunca
com a paz possível,
a poesia quando
sabe pouco nada,
ela vai por aí em busca
da memória e da verdade.
Com o sorriso apagado
dizem que o Capitão
nunca esteve ligado
na Operação Aurora,
incomoda o quê está
passando com a tropa
como ela fosse minha,
vai dormir pensando
na gravidade da notícia:

"Paramilitares siembran
minas en la zona
del Catatumbo
venezolano y la guerrilla
impuso el toque
de queda en El Guayabo".

Um dia essa moda pega
de todo mundo querer
virar poeta esperando
o raiar da liberdade
contando tantas histórias
da América Latina
que fácil se esquece
até dos protetores
das borboletas monarcas.

Testemunha sensorial
destas tristezas
do continente e pedindo
a liberdade do General
que está preso inocente
e que não viu nestes
quase dois longos anoa
sem ver o sol da justiça,
assim sigo aborrecida(....)

Inserida por anna_flavia_schmitt


Lágrimas de Potira

Na beirinha do rio de toda
a minha vida,
Sou eu que conto as lágrimas
de Potira transformadas
por Deus em diamantes
para eternizar o amor
que ela sentia pelo heroico Itagibá,
De poesia em poesia
vou escrevendo a minha Pátria
porque ao menos no meu
peito eu a quero viva
para ninguém com ódio a reinventar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Classicismo Poético em Rodeio

Aqui conto com os elementos
mais perfeitos que existem
e que fazem com que eu encontre
no Classicismo Poético em Rodeio
tudo o quê permite escrever
nestes tempos tortuosos
a minha poesia rara, mansa
e absolutamente apaixonada
num mundo que não
encontra mais sentido em nada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Conto cada Borboleta-aro-vermelho
que vem se aproximando ao redor,
Sem receio mergulho em mim
para escrever sobre o amor.

O fel alheio não me sufoca
porque tenho vida anterior,
Sei da onde vim e para onde vou:
ser ainda melhor só cabe a mim.

De mãos dadas com o tempo
o interminável minueto,
ele sussurra e eu apenas solfejo.

Porque quem tem razão
não precisa se antecipar,
tem tranquilidade para continuar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ah, o amor... Esse que nos faz duvidar da realidade, nos faz acreditar em um conto de fadas... Ah, como é bonito acreditar que um sentimento é capaz de nos salvar plenamente, de nos libertar das grades que nos impedem de ser feliz, de nos deixar voar, apesar de não ter asas, de nos possibilitar sonhar de olhos abertos, de nos fazer enxergar que a essência, de fato, vale mais do que a superficialidade da aparência... Ah, como é bom saber que tem algo que é capaz de nos tornar melhores, de nos fazer acreditar que essencialmente somos amor e, quando descobrimos isso, passamos a enxergar qual o verdadeiro sentido da vida...

Inserida por paty_souza

Um discípulo perguntou a um velho sábio sobre quem vinha primeiro, se era a energia ou a força. E com a serenidade costumeira a resposta do ancião pareceu cheia de complexidade para um entendimento superficial sem os mecanismos da reflexão profunda:

"Sem energia perdemos a força - respondeu-lhe o velho homem -, no entanto, você pode estar pensando que é a força que produz energia. Mas veja bem que não há força sem energia. Neste caso, precisamos descobrir o que é causa e o que é efeito. Não nos parece aquela mesma história de quem veio primeiro se foi o ovo ou a galinha? Então, onde estaria a energia neste caso? Porque a energia que a força produz é secundária, e a força que a energia produz é a força primeira ainda misteriosa como a própria luz. Observe que a luz também é efeito, pois a causa é a energia.", completou o mestre.

E o discípulo ouvindo tudo aquilo, não teve força para replicar, porque estava psicologicamente esgotado, sem energia para raciocinar.

Já é tarde e eu aqui prolongando o fim
Abro a porta e vou embora
Torcendo para correr atrás de mim
Era pra sempre e terminou alguns dias atrás
Então porque você complicou
Me pedindo para ficar um pouco mais

A nossa história acabou, eu sei
Mas das nossas lágrimas eu sou refém
Eu já aprendi, o certo a fazer, mas meu coração
Não consegue entender

Como eu posso ir embora
Com você me pedindo pra ficar
Como eu posso esquecer
Se só de olhar para você me falta o ar
Me solte, agora já chegou o fim
Não tem conto de fadas dessa vez para mim
Eu não sou a princesa que você sonhou
Não tem final feliz pra nós dois, amor

Era pra sempre, até o fim, mas esqueceram de avisar
Que o pra sempre acaba sim
É só você parar de se importar

O pôr do sol na barra já se vem
Mas eu não vou cantar com você meu bem
Se eu chorar, você não vai estar aqui
E eu nunca mais, vou te ver sorrir

Eu escrevi no seu coração
Mas você esqueceu nossa canção
Eu me lembro do mesmo jeito do amanhecer
Até quando eu me deito

Como eu posso ir embora
Com você me pedindo pra ficar
Como eu posso esquecer
Se só de olhar para você me falta o ar
Me solte, agora já chegou o fim
Não tem conto de fadas dessa vez para mim
Eu não sou a princesa que você sonhou,
Não tem final feliz pra nós dois, amor

Eu não sou a princesa que você sonhou.