Luis da camões
Martin Luther King enfatiza no seu discurso a seguinte frase “Eu tenho um Sonho”; já Camões em um dos seus versos diz “ Amor é um fogo que arde sem se ver; ”, enquanto Martinho Lutero tentar provar a essência desse amor dizendo “Os que amam profundamente, jamais envelhecem; podem morrer de velhice, mas morrem jovens.” E o meu autor preferido, diz no livro de 1 joão 4:8
Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. E ainda relata como é esse amor em outro livro, 1 Coríntios 13 “ O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca perece; ´
Então, eu acredito que é algo que vale a pena.
Depois que li alguns sonetos
de Camões, Shakespeare, Vinícius de Morais,
descobri que minha poesia
não anda distante de considerável qualidade.
SERÁ MESMO, CAMÕES?
Amar nem sempre é fogo
Por vezes, só uma chama
Digo... nem sempre arde
Acaba sendo só morno.
Sinto, nem sempre, tal ferida
Que nem exista no meu mundo
Esvaindo, então, nem dor
Acaba que acaba sendo somente isso.
Talvez seja um ganhar em perder
Confuso demais para contentar
Levando a todos a acreditar
Que essa faísca possa a vir a fogo ser.
Nem preso queira está
Junto a ela poderia até pensar
Se afastando cada vez mais, não dá
Por isso, nem arde, nem há dor.
Os ouvidos podem escutar Mozart.
Os olhos podem ler Camões.
As bocas podem provar os Croissants.
E os pobres cotovelos, sempre com suas dores.
Camões x Musa
Glória incomparável da amada Musa.
São Camões vossa mão não pára mais
de confundir o meu coração com a paz,
peço a vossa licença para parar antes
que aqui jaza voando em suas asas.
pois, depois, continuaremos muito mais
e para concluir, à Musa peço escusas
e a Camões: Sua bênção parnasiana.
Poema a Camões (O Amor Verdadeiro)
Por entre as longínquas
Serras verdejantes,
Olhos viajavam, distantes
Da pura e miserável
Desilusão de amor.
Com as duas pupilas,
Via uma natureza
Inalcançável, beleza
Trazida pelos deuses,
Deixada assim ao mundo.
Mas nada se igualava
À mulher do seu coração,
Repentina e bela perfeição
Que se mostrava imensa
À luz de uma só visão,
Visão do nosso querido
E estimado poeta morto.
LCF
Estava meio surumbático, esquisito, melancólico, tão, que só Camões,quando morreu sua esposa Chinesa, no naufrágio de seu navio no mar da China. Depois, foi ele se exilar e garantir as possessões Portuguesas no estreito de Hurmog, hoje Hormuz, e nos brindou com a grande epopeia lusitana, que o soldado luiz Vaz de Camões, versos inigualáveis nos Lusíadas. Livro obrigatório, pois ali, mesmo com a exaltação vista por todo o texto, estava claro a tristeza, a saudade e a melancolia, como podemos ver nestes versos:
"Anda tao unido o meu tormento comigo que eu mesmo sou meu perigo"
Ali, podemos entender toda nossa contemporaneidade e nossos medos que desde o século XVI, o mesmo dos navegadores continua a nos assombrar. Através de Camões podemos entender toda a nossa desilusão e melancolia, entrelaçada de furores de jubilo e esperança. Ali Camões, curou toda a tristeza da perda de sua amada. Porém, ao que parece, pois não há dados históricos verossímeis, mesmo em batalha, pois estas sempre lhe acompanharam, curou-se da saudade, mas a tristeza e melancolia que o habitava, permaneceria em toda sua vida.Como tudo na vida tem algo de bom, fomos brindados com uma saga e versos dignos de nos darmos o título de civilizados. Cada dia que passa, sinto que a única coisa que nós fará sermos lembrados daqui uns 10, 20 mil anos, se muito, serão os livros. Mas voltando a minha dor camoniana, estava eu pronto para ir para Brasília e sabia de antemão, que a cidade havia se tornado um deserto. Ninguém queria falar com ninguém, os tribunais e repartições estavam parados, as boates antes tão cheias, vazias. até as garotas de programa, tão procuradas pelos nobiliárquicos ores do poder, estavam dando 50% de desconto ou mais, ou seja, a cidade estava sendo movida a lexotan e pronazepan, era uma melancolia estampada no rosto de todos. Nunca a cidade esteve tão desesperada, não havia Hormuz, para ninguém se exilar e esperar o tempo curar todas as dores. O tempo conspirava contra todos, os cargos e empregos ia virar pó. Mas eu tinha que ir, havia recebido os honorários e tinha que despachar no tribunal, não tinha, depois que vazou a lista de processados ou citados pela procuradoria da república. Alguns, mesmo deixando claro que não tinha outra saída. peguei o voô e em uma hora, já estávamos desembarcando, quando num dos assentos, vi uma propaganda da prefeitura de Curitiba, que algum passageiro havia deixado, me interessei e a levei comigo. Enquanto ia pegar minha mala, fui lendo e eme interessando cada vez mais. sabia, que dado o baixo astral da cidade, eis que ali é uma rede e todos, todos sem exceção fazem parte dela, seria inútil minha ida naquele céu exuberante como tão bem Toninho Horta, retratou na música céu de Brasília. Cheguei ao Hotel e havia decorado todo o panfleto, confesso que já me sentia um especialista. Nem mal me aloquei no quarto e já fui visitar uns sites chinesas, pois se você procura conhecer de coisas bizarras, tem de procurar na china. nós ocidentais somos muito caretas. E não é que achei, li tudo, decorei, as diversas cores, prendi a ler a sorte e o futuro, pequenos tocos, pois eu que nunca pensara ser possível, depois que me dei conta, que desde sempre ele esteve comigo. Ao final, tendo todas as minhas previsões que Brasília, estava uma bosta, curei-me de minha melancolia, me tornando um especialista em cocô, afinal um país que tem uma elite de merda, só sendo especialista em cocô, é que é possível sobreviver, neste deserto sem qualquer futuro.
Sobre um mote de Camões
Se me desta terra for
eu vos levarei amor.
Nem amor deixo na terra
que deixando levarei.
Deixo a dor de te deixar
na terra onde amor não vive
na que levar levarei
amor onde só dor tive.
Nem amor pode ser livre
se não há na terra amor.
Deixo a dor de não levar
a dor de onde amor não vive.
E levo a terra que deixo
onde deixo a dor que tive.
Na que levar levarei
este amor que é livre livre.
Tributo a Camões
20
Quando os Deuses no Olimpo luminoso,
Analisavam com corações ardorosos,
Onde o governo está da humana gente,
Numa bela reunião beneficente,
Se ajuntam em concilio glorioso,
Ao postarem-se de espírito frondoso
Sobre as cousas futuras do Oriente.
Apesar de andarem por terras quentes
Pisando o cristalino Céu fermoso,
O clarão do verdadeiro céu ditoso.
Vem pela Via Láctea juntamente,
À reunião da união de brava gente,
Convocados, da parte do Tonante,
Ao se tornarem imponentes e constantes
Pelo neto gentil do velho Atlante.
Afeitos à insistência luzidia e fremente...
21
Deixam dos Sete Céus o regimento,
Dum dulcíssimo véu resplandecente
Que do poder mais alto lhe foi dado,
Pelo valoroso dote de soldado.
Alto Poder, que só co pensamento
Se faz belo, moderado e estridente.
Governa o Céu, a Terra e o Mar irado.
Seria Zeus o morador desse condado?
Ali se acharam juntos num momento,
Quiçá, iguais ao castiçal queimado.
Os que habitam o Arcturo congelado
O ar também queima quando gelado.
E os que o Austro têm e as partes onde
O amor da guerra incrível se expande.
A Aurora nasce e o claro Sol se esconde.
Camões sem desdém de vez toma esse bonde.
22
Estava o Padre ali, sublime e dino,
Com seu olhar de brilho aquilino,
Que vibra os feros raios de Vulcano,
Os quais durarão seus eternos anos
Num assento de estrelas cristalino,
De infinita beleza é esse trono.
Com gesto alto, severo e soberano;
Advindo do decantado deus Vulcano
Do rosto respirava um ar divino,
Cujo ar vindo do mais profundo hino,
Que divino tornara um corpo humano;
Com Olimpo a traçar futuro plano.
Com hüa coroa e ceptro rutilante,
Ali se firmava o deus mais radiante
De outra pedra mais clara que diamante.
Postava-se esse colosso deus amante.
jbcampos
Se eu citar Camões e tocar com suas palavras alguns corações, ainda sim estes corações mediocrizados me perguntarão; quem seria o detentor de palavras tão sábias,
De Camões à Machado de Assís
E tantos outros que estão por vir.
O português que cruzou oceanos
Prestes a engajar em outros planos,
Cresce cada vez mais
Com as inovações de cada rapaz.
Para um dia sem falta,
Dominar o mundo a sua volta.
Os palavrões são a raiva contida da poesia não escrita. Camões jamais teria escrito "vá se ferrar", mas deixaria claro suas intenções com as mais belas palavras.
AMOR;
Como já dizia o soneto de Camões, “Amor é ferida que dói e não se sente”. Seria essa então a maior virtude humana? Amar; poucos sabem o verdadeiro sentido dessa palavra, há alguns que digam que amar é cuidar, é..não é só isso. Amar é respeitar, amar é ter responsabilidade com o sentimento do próximo, amar é enfrentar bons e maus momentos. Pois é, o amor não é pra qualquer um, é reservado para aqueles que têm coragem. O amor não é essa coisa toda que muitos falam, é essa coisa toda que poucos fazem.
Existem diversos tipos de Amor, amor de mãe, pai, tio, avós, amigos, primos, irmãos, namorados e o amor próprio... ahh mas esse último é o que mais causa problemas hoje em dia não é mesmo? Amar a si mesmo é um desafio diário para muitos, inclusive pra mim. Grande parte da nossa vida estamos sempre cuidando e demonstrando carinho para com o próximo. Mas e quando isso não é recíproco?? É...dói, machuca e fere a alma. Nem sempre os outros vão ser da forma que pensamos e temos que aceitar isso, por que o mundo é feito de pessoas diferentes e nem todas defendem os mesmos princípios que os nossos.
Como então aliviar a dor do que não foi correspondido??A resposta é simples; se iludindo menos e vivendo mais!!
Mas continuo acreditando que embora o amor possa ferir, ele também seja capaz de curar.
