Novembro azul
Doce Novembro
Como são doces as lembranças de novembro, num tempo nem tão distante, quando te conheci: meu sorriso camuflado, seu olhar tímido, um sentimento disfarçado, uma paixão intrometida; emoção contida? Insegurança. Bagunça de sentimentos, descobrimentos e emoções borbulhando, desejos aflorados, beijos molhados, passeio de baixo da chuva, carro atolado na lama, tinta, papel e cor e o coração apertado pela espera, alegria imensa pela sua chegada e tristeza em todas as suas partidas.
Foram tantos novembros, tantas lembranças e sentimentos que, mesmo com a chuva de novembro, este mês sempre foi ensolarado para mim.
Quero ver essa chuva de Novembro e sentir de algum modo que tudo vale a pena, até mesmo este meu descontentamento com não sei o quê.
Mar de poesias
Era o final da manhã do dia 16 de novembro numa quarta-feira cinzenta, típica da cidade de São Paulo. Não podia passar de amanhã, pensei. Faltavam apenas dois dias para o evento.
Eu tinha concordado com a ideia do lançamento do meu primeiro e único livro de poesias, junto dos meus amigos e alunos, para a noite do dia 18 daquele mês. Na escola em que trabalho como professor de história haveria um concurso de poesias e crônicas escritas pelos alunos e, ao mesmo tempo, como parte da programação do evento literário articulado pelo bibliotecário local, o meu batismo no mar de poesias. Tudo programado: convites, um pequeno coquetel, a divulgação via Internet... Apesar da timidez que acompanha desde sempre, não poderia ventilar a ideia de faltar naquele evento. Minha ausência do trabalho já se estendia por cinco meses. Estava careca e inchado, porém não me importava com minha aparência. Apenas a vida me importava naquele momento.
Apesar de uma leve situação febril que me deixou deitado e indisposto na maior parte do dia anterior, acordei bem naquela quarta-feira. Por isso resolvi levar meu filho ao aeroporto de Congonhas, de onde embarcaria para o Rio Grande do Sul, estado no qual estuda cinema de animação. Ele viajou bem cedo, no início da manhã. Só voltaria a revê-lo apenas em meados de dezembro, após o término das aulas regulares. Já sentia saudade de sua presença adolescente e de sua leveza juvenil.
Depois disso, ainda tive forças para passar no laboratório do hospital e retirar alguns exames gerais solicitados pelo oncologista que acompanha o tratamento do meu linfoma. Ainda era bem cedo, entre 8h30min e 9h00min. Um desconforto abdominal e certa indisposição já me acompanhavam. Antes de dirigir-me à consulta marcada com a nutricionista especializada em pacientes com câncer resolvi passar em meu apartamento e fazer uma breve pausa, estratégica. Poderia ser um resquício daquela terça-feira cinzenta.
Não foi suficiente para minimizar o descontrole físico. Ainda assim, guiado por meu carro, fui ao encontro da nutricionista. Atendeu-me rapidamente. No decorrer da conversa, entre cardápios mais adequados para indivíduos com meu tipo de enfermidade e detalhes solicitados sobre as especificidades do tratamento, tive um súbito mal estar. Brusca queda da pressão arterial e uma sensação de que não aguentaria manter-me devidamente íntegro e sentado naquela cadeira. Fui imediatamente acomodado em uma maca para recuperar-me. Quando a enfermeira da clínica chegou para um pronto atendimento, já me sentia melhor e com os sinais razoavelmente recompostos. Prosseguimos com a consulta. A nutricionista finalizou suas orientações - as quais eu já não ouvia com atenção – e, além disso, sugeriu que me dirigisse ao Pronto Socorro do hospital no qual tratava do linfoma há pelo menos seis meses. Segundo ela, poderia ser alguma reação negativa à sessão de quimioterapia realizada há duas semanas.
Não segui sua orientação. Na esperança de que meu corpo reagisse sozinho aquele descontrole, sem auxílio médico e/ou medicamentoso, voltei para meu apartamento e resolvi deitar-me novamente.
Já recolhido no sofá da sala recebi um telefonema do meu amigo Murilo perguntando-me se poderia passar em casa para retirar os convites do lançamento do livro e distribuí-los para nossos colegas professores do colégio. Dissera-lhe que sim, porém o alertei que se não estivesse em casa deixaria os cinquenta convites na portaria do condomínio.
Nesse momento o termômetro já marcava 37,5º. Em menos de uma hora a temperatura do meu corpo atingira 38,2º. Não podia mais adiar, já havia passado da hora de deslocar-me para o Pronto Socorro. A orientação prévia do meu médico oncologista era bastante precisa: “com febre acima de 37,8º dirija-se imediatamente ao PS do hospital”.
Deixei os convites na portaria do prédio com o Sr. Isaac. Era meio dia quando cheguei ao hospital. Como de costume, passei pela triagem com a enfermeira e, em seguida, fui atendido pela Dra. Ana, médica plantonista. Soro, medicação, mais exames (sangue, urina, RX) e, naturalmente, muita espera e paciência.
Os resultados prontos e o diagnóstico mais indesejado. Dra. Ana foi direta e precisa: - Seu índice de neutrófilos está muito baixo, apenas 40. Com essa neutropenia precisaremos interná-lo para controlarmos a infecção e impedir que ela se alastre. Você ficará internado por pelo menos cinco dias.
Telefonei imediatamente para o Murilo. Por sorte ele ainda não havia retirado os convites na portaria. Um problema a menos. Solicitei, então, que me ajudasse a desmontar o evento de lançamento do livro. O fazedor de versos não resistira à febre.
É bem verdade que havia pensado em lançá-lo apenas no final do tratamento, em janeiro de 2012. Simbolizaria uma espécie de renascimento, de retomada do cotidiano e das coisas da vida. Porém, o bibliotecário do colégio entrou em contato comigo falando que seria perfeito se pudéssemos fazer o lançamento no dia do concurso de poesia e prosa organizado para os alunos do ensino médio. Acabei aceitando o convite e solicitei para a editora uma revisão nos prazos de entrega. A Adriana prometeu-me entregar os livros até, no máximo, o final da tarde do dia 18/11. Foi perfeito. Os prazos todos encaixados. Porém ninguém contava com o imponderável.
E a vida faz dos prazos o que bem deseja. Ela exige um eterno replanejamento e nos lembra constantemente que nem tudo acontece quando e como queremos ou desejamos. Hoje já é dia 22 de novembro. Estou nesse quarto de hospital há uma semana. Os livros não foram retirados na editora, os amigos foram desconvidados, os convites não foram entregues, os alunos devem ter lido suas poesias e crônicas, as melhores devem ter sido premiadas e eu ainda estou aqui, finalizando o controle da infecção com antibiótico intravenoso e escrevendo essa micro história.
Se tudo der certo - e a gente nunca sabe; só os “médicos sabem”; só a vida sabe; talvez só os deuses também saibam - devo retornar para casa amanhã. Repensar uma nova data e local para o lançamento e replanejar o tempo que me resta. Ainda há tempo para remontar o circo, ainda há tempo para brincar e sentir com as palavras, rir e chorar com as coisas da vida. Ainda haverá tempo de mergulhar, nem que seja uma única vez, no mar de poesias.
Que a cada amanhecer novembro me surpreenda, que a cada fim de tarde me lembre o amor, e que a cada anoitecer eu possa sentir a brisa tocar meu rosto trazendo de longe aquele beijo que sonhei...
Hoje, 20 de novembro, é um dia para refletirmos o quanto somos mesquinhos, o quanto temos de evoluir, pois há séculos ainda não amadurecemos a questão da igualdade. Afinal, somos feitos da mesma matéria, não existe superioridade quanto a isso. Gosto muito do trecho do Pequeno Príncipe em que a raposa diz ao principezinho: "o essencial é invisível aos olhos". Na verdade, os olhos nos revelam apenas um recorte de nossa percepção, e, por vezes, tomamos este recorte como verdade absoluta. Julgamos ser verdadeiro o falso e falso o verdadeiro, entramos em contradição, erramos na maioria das vezes e em poucas podemos considerar uma parcela de veracidade. Porém, lembre-se: não é a cor da pele ou forma física que dará indícios aos teus julgamentos, mas o que está em seu interior.
No dia 01/11/2012 eu fiz um pedido! Eu pedi pra que Novembro me surpreendesse e ele realmente fez isso, não da maneira que eu imaginava é claro.
Ai eu fico me perguntando o porquê? [por que essas coisas tinham que acontecer logo comigo?] Por que TUDO tinha que acontecer em um ÚNICO mês? Hoje ainda é dia 20/11/2012. O que virá nos próximos 10 dias??
Não há muito para dizer sobre as coisas presas na minha mente. Nem me arrisco em tentar explicar. Se nem consigo conversar, desabafar seria perda de tempo.
Eu não desejo pra ninguém o que eu passei e ainda passo.
Já perdi as contas de quantas vezes mudei de assunto, só pra não falar dos meus problemas. Não tenho vontade de conhecer gente nova, nem coragem para contar alguma coisa sobre mim, para desabafar, pra fazer novas amizades.
Eu se quer me lembro qual foi a ultima vez que fiquei feliz por 3 dias seguidos!
É esse o preço que você paga por acreditar e confiar de mais nas pessoas.
[fazer o que né?]; Erros & acertos fazem parte da minha realidade!!
Não, não é tristeza, é falta de força pra continuar lutando.
Eu não sei mais o que fazer. Me ajuda Senhor! Me sinto perdido, deslocado, incerto, distante - distante de Ti. Parece que nada mais faz sentido. Cada passo que parece que dou ao teu encontro me leva pra mais longe de Ti. As maneiras que procuro te achar só me levam a decepções. Eu não quero me perder de Ti Senhor, mas eu não sei o que fazer. Eu não tenho mais vontade de nada, de pensar nada, de fazer nada… E sei que isso é errado, mas não consigo ter vontade nem de falar contigo… O que está acontecendo comigo Deus? Não quero me perder de Ti, por favor me ajuda!
Me ajuda senhor, por favor. [ME AJUDA!!]'
Bem-vindo Novembro
Que o frio nos traga
Todos os sorrisos de criança
Que já deixamos 🌹
Esquecidos pelo caminho
03/11/2018
Novembro Anil quem pintou não fui,
Só sei que para cada dia e manhã que surge, novas cores e exuberâncias desfilam, para estímulo e prazer de viver.
Finados é apenas um dia, foi ontem, mas o amor e lembrança de nossos entes queridos,
são sentimentos inseparáveis e não escolhem tempo ou lugar para se manifestarem na lembrança.
Fizeram parte de um tempo na vida, seja na luta, ajuda, ensinamentos, acolhimento outro motivo qualquer que seja.
Foram plantados em nossa história de vida, tiveram tempo e momentos certos para a missão e,
ao partirem deixaram suas digitais gravadas no jardim de nossas almas.
Os corpos se vão, tem tempo para encerrarem a missão, mas os sentimentos são perenes e viajam nas asas do vento da imaginação, sempre a nos visitar, acalentar como motivos de estímulo e solidariedade.
Somos-lhes eternamente cativos e não cansamos de pedir ao Criador que lhes cuide e proporcione o merecido descanso na luz e paz!
Nosso segredo
Sim, mistériosos momentos
neste comecinho do mês de novembro
Nos achamos num site de relacionamentos
num instante muito nosso
Nossas almas e corpos trocaram sentimentos
tantas foram as sensações
Uma íncrível quimica tomou-nos
tornando-nos amigos, sabe... coloridos
Nossos íntimos segredos revelaram-se
desde a conversa no whatsapp
depois, enfim marcamos
Pois atingimos uma maturidade ímpar
que foi infinitamente salutar
Para vivermos este nosso segredo
os quais escrevo em prosa, em versos
rimas, num par perfeito
7 de novembro de 2018
Não ache que me amou pouco
Não e você, nem eu
Somos dois astros celestes que se colidiram
Você me amou muito
Me amou com todas as suas forças,
Era novo pra mim um amor tão intenso
Até então não havia sentido o amor intenso
Eu também te amei muito, mais do que imagina
Mas confesso que estou em outra frequência
Mudei muito, você me mudou
Você transformou muitas coisas ruins em coisas boas,
Você faz lembrar o pôr do sol
Abraços intermináveis
Eu sorrio quando lembro de você
Você só fazia eu sorrir
Eu olho o sol e lembro
Eu lembro de tudo que aconteceu
Lembro sempre da gente
Não, eu não te esqueci e nem vou te esquecer
Seu amor é grande demais
Sincero demais
E precisa ser recíproco
Estaremos longe um do outro
Um querendo o bem do outro
Não pense que eu te amei.
15/11/2018
Bom dia
15 de Novembro - Dia da república do Brasil
Neste ano de 2018 - hoje, deveria ser comemorado dia do esquecimento.
Esquecer das coisas que não deram certo;
esquecer do desemprego,
dos caminhoneiros;
do atoleiro,
que o tempo que não carrega culpa,
mas descarrega de tudo um pouco nas costas do todo povo.
Tem que ter costas largas, né -
tem muitas culpas caindo nas costas alheias,
sem saber como e porquê aqui estão.
Nosso calendário por aqui indica que os feriados do dia 15 e do dia 20 deram às mãos
e presentearam muita gente com um descanso de 6 dias,
e que sejam largamente merecidos.
Assim, ainda, fica a sugestão do dia do esquecimento:
Esqueça o que nada acrescenta;
esqueça o pássaro solto no ar;
esqueça o que a mão não alcança,
aproveite para abraçar e relaxar,
colocar a casa em ordem,
se enquadrar física e psicologicamente no tempo e lugar.
Vamos terminar o ano em alto e grande estilo, tá
"Podemos perder a pose, mas jamais a majestade!"
Ruisdael Maia
17 de novembro de 2011 às 09:44 · Praia Grande ·
Nada Fácil pra mim
Ruisdael Maia
Como pode me enganar ?
não é simples de explicar
Minha vida Mudou ...
...e se eu te beijar do nada ?
Te agara dentro da sala ....
ninguém vai entender , só eu e você !
como pude? me enganei ... achar que iria ser fácil assim e tudo iria passar
mais você faz parte da minha historia...
De amor !
Quero te beijar .. te sentir roubar meu ar ...
e mostrar quem é o meu grande amor !!
te desejar, entregar doces e flor
e no final da noite
você voltar pra mim !
10 de novembro
À beira de outro surto
Me lavei mas tu não sai de mim.
Onde esteve quando te precisei?
3 banhos tu ainda está aqui.
Seu óleo desdenha de mim.
Suas impurezas estão por toda parte
Boca, pé e cabelo.
Tu devia me endereçar, Diz que tá partindo.
Amor é liberdade.
Cada um desses pelos não querem mais teu cheiro.
Tu não mais irá puxar minh'alma com suas mãos perversas.
Seu corpo que peca a cada movimento não é meu acalento.
Meu maior pecado foi permitir teu apego.
2018
Que nessa ultima semana de novembro,vibremos ,amor,fé e esperança de um lindo mês de dezembro com muita paz e alegria para todos nós.
Oeumesmo Malbersu
Reminiscências 1
novembro 17, 2017
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Estive lá. Perto do refúgio almejado, minha constante miragem. Quase tudo era autêntico e nada era excepcional. Era um simples devaneio, um caldeirão de fadigas, fenômeno corriqueiro de conflitos e confusos arrependimentos.
Ladeira acima ladeira abaixo, as esquinas tinham as sombras e os imprevistos. Os dias inventavam repetições pérfidas, os sonhos cantavam suas tristes baladas, a melodia resistia, a harmonia avançava cautelosa na dianteira das luzes fugidias. Eu ainda lembro de seus risos escancarados para o mundo, mesmo sabendo que todas as promessas contidas nestes risos eram só artifícios ardilosos para enganar a escuridão voraz que só você conhecia.
hoje é novembro
lembro de você...
estou cansado.
hoje dia esta frio,
triste...
nas areias suas lagrimas,
cai a noite ninguém sabe como me sinto,
acha que tudo é um jogo...
sou um anjo negro,
tentei sorrir quando morreu...
ainda sinto a dor de estar vivo,
o frio na alma ao travessar o portal dos mortos,
minha face mergulha em sombras,
me ergui na madruga em meio as brumas,
achei era um sonho mas me enganei,
senti as gostas de um sereno
então me juguei... porquê?
acordei em meio seus braços, noite está fria
senti que ninguém pode dizer...
pode ser um começo que conheci no final...
figuras sobre postas nas sombras,
transfiguram um beijo,
murmurei palavras de amor...
a noite esta fria e lembranças some no fogo.
novembro
será um novo membro
ou um novo ombro?!?!
mas também são
novas atitudes
novos pensamentos
novas amizades
novos amores
novo emprego
novos caminhos
novos sentidos
novas emoções
novos interesses
novos desejos
novas interações
novos olhares
novos horizontes
novos mares
novas escolhas
novas sensações
tudo novo
renovação
tudo azul
da cor do mar
do céu
e dos meus olhos
vivemos entre o céu azul
e o azul dos oceanos
então fiquemos atentos aos sinais
que a terra quer nos contar
seja através do nosso corpo
ou do nosso pensamento
tudo o que pensamos, criamos
então pensemos em paz
harmonia
amor
fé
esperança
e saúde
e tudo fluirá
de acordo com as Leis de Deus!!!
sagitariano
novembro, ah essa gente
fogo que chamusca o olhar
engole a alma vorazmente
ah! tão difícil faz-se escapar
este polvo que nos contorna
nos tantos braços, abarca
e numa franqueza nos enforna
cálidos, que no corpo marca
(gente com tal certo amor diário
um ameno amorável... de Sagitário!)
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
setembro de 2019
Araguari, Triângulo Mineiro
Ódio, é isto o que estou sentindo.
Madrugada, 2 de novembro de 2010
01:14 h
Vergonha de Deus?
Não sei ao certo.
Não sei o que se passa na 'cabecinha oca' dessas pessoas.
O que achar de uma pessoa que sente-se ridicularizada apenas por dizer que serve a Deus?
Isso é como se sentem com Deus. Como será que
seria com nós humanos seguidores de Cristo?
Suponho que vergonha, mas desta vez muito maior.
É, e quando falo isso, sempre tenho razão.
O que eu penso deles?
- Bem, pra mim não passam de indivíduos fúteis que
preferem uma 'amizade' ridícula, ao invés de professar
a sua fé publicamente.
O que eu sinto por eles?
- Nojo!
