Novembro azul
15 de novembro
República proclamada.
Nascida sob
o signo da espada,
o café se misturou ao leite
e o povo,
mero espectador
de quem seria eleito
deixou passar em branco
o seu futuro.
O curral, prendendo
o gado,
só o libertava
em ano de eleição
e, ainda assim,
o cabresto
só lhe mostrava
uma única opção.
O passado
escrito
nos livros
de história
revelou
a pista do que seria
o cenário
do presente,
mas banalizamos
a política
e numa realidade
meio descontente
deixamos frutificar
a semente
que em outrora
fez nascer
a árvore
da corrupção.
Já se deu conta de que esse é o ultimo domingo de novembro?
E daí?
Ora, meu querido, e daí nada, ou TUDO, dependendo da SUA vontade de fazê-lo não apenas o ultimo e sim, ÚNICO!
Olhe ao seu lado, seu amor dormindo, olhe para o teto, sua casa acolhedora, vá ao quarto do seus filhos, veja-os bem e sonhando, saia, veja pássaros voando, cantando.
Sob seus pés há milagres acontecendo, insetos, terra fervendo de vida e nascimentos, plantas, brotos de árvore, um piso de apartamento construído num prodígio humano chamado prédio.
Sobre sua cabeça, um milagre acabou de acontecer, uma estrela amarela, inacreditavelmente pequena para os astrofísicos e maravilhosamente grandiosa para a Terra permitiu a vida nesse planeta, permitiu que você tivesse uma infância, pais, adolescência, namoradas, experiências só suas nesse globo.
Quais as chances dessa estrela acontecer só pra você?
Aquecendo uma bola de magma apenas no ponto certo de haver dia e noite, calor e frio, agua e ar, mares e rios...
Isso não é acaso?
Só acontece por Graça e benevolência de Deus?!
Ora, meu querido, descrente, no início desse breve texto, ao ler minhas palavras, você chegou a questionar meu bom humor dominical, meus exemplos de milagres diários.
Fico feliz de saber que, então, crês que seja único, abençoado e especial!
Logo, para você , mando o meu BOM DIA!
Aos demais...
Meus pêsames.
Meu ser
Ao meio dia de novembro
Meu ser se desabrochou no decorrer da fé materna
Meu anelo apreciou o leite tépido e a chuva fresca
Minha mãe teve comigo um venusto relance
Minha mãe me mostrou a música
Meu ser tomou novo rumo
Um rumo de palavras cantadas
Meu mundo conheceu o grito alvoroçado
Ao meio dia de outubro
Meu ser se queimou no decorrer da febre superna
Meu morbo se eclodiu, meu ar se findou
Meu anjo clínico me deu uma nova chance
Meu anjo me mostrou o poema
Meu ser tomou outro rumo
Um rumo de palavras escritas
Meu mundo conheceu o silêncio remansado
Ao meio dia de setembro
Meu ser adquiriu a nova voz
A voz do repouso e da harmonia
Meu ser se tornou outro ser
E que Dezembro traga com o vento os sorrisos que, por descuido, se perderam em Novembro.
Que o Sol brilhe forte, mas não mais que nosso olhar. Que as luzes de Natal alegrem, mas que possamos alegrar ainda mais. Que os fogos de artifício estourem no ar, mas que nossa esperança nos permita continuar a caminhar, a fim de sermos ouvidos e vistos como eles: iluminados, grandes e memoráveis.
Que o amor e a paz estejam presentes em todos os dias. E que o seu amor chegue, se ainda não chegou. Mas se ele já está, que permaneça. E que você encontre a paz em si mesmo. E que todos os dias você se olhe no espelho e sinta-se a mais especial das pessoas.
Melania Ludwig
1 de novembro via celular
próximo a São José do Rio Prêto · Editado
MEU MEDO
Caminho pela casa a esmo... me perco...mesmo...
Esbarro em minha sombra... tropeço...desço...
Fujo dos espelhos que eu mesma coloquei por todos os cômodos...incômodos...
Tenho medo da minha cara de medo...
Onde fui buscar este inimigo...perigo?
Se eu quebrar os espelhos aumentarei a sua força...minha forca...
Cada caco será mais um...buraco...
Infinitamente perdida no escuro de cada lâmpada que ainda não me ensinou qual é o interruptor correto...aperto...
E onde foi parar o meu equilíbrio para andar no escuro? Tudo virou muro...
Cada passo é um ponto de interrogação...sem noção...
Estou perdendo meu norte
preciso de um suporte
O tempo passa e a aprendizagem é mais escassa
Quero uma mão que me fala...não bengala...
Olhos que me enxergam sem me tocar...só de olhar...
Se ninguém me fizer isto... eu desisto...
mel - ((*_*))
Se eu tivesse de escolher o mês que eu fosse morrer,escolheria Novembro,queria que estivesse tocando November Rain,e se não fosse pedir muito,eu queria que estivesse chovendo.
Em 24 de Novembro de 1996 no Morumbi pelo campeonato Brasileiro, o Corinthians teve um público humilhante de apenas 352 pessoas no estádio contra o Coritiba. E ainda acham que podem dizer alguma coisa sobre o Flamengo no Carioca.
MADRUGADA NA RUA XV DE NOVEMBRO EM CURITIBA
A Rua XV e a madrugada
caminham pelas calçadas de Petit-Pave
fazendo graça
até o amanhecer.
As petúnias roxas
ainda dormem seu sono
perfumando o velho bondinho vermelho...
As luminárias da Praça Osório
tingem de amarelo
todas as notas musicais do velho
sax que se ouve ao longe...
O dia começa no vai e vem
pelas calçadas
e no cheiro adocicado da pipoca
estourando na panela preta.
Um raio de sol faz nascer
arco íris nas gotas d’água
da velha fonte
com sua sereia de metal...
O tempo, aqui
segue calmamente
acordando tudo com muita calma...
Doce novembro?
Tenho me perguntado tanta coisa, tenho sentido tanta coisa… tenho lido alguns livros e dentro deles tenho me imaginado, como de costume… mas desta vez é como se fosse algo necessário, que eu esteja naquelas histórias, ali, vivenciando elas… e então descanso o livro em meu colo, olho para o nada e penso, penso, penso… Concluo que eu na verdade estou tentando fugir, criar um mundo paralelo a este e poder me esconder um pouquinho e agachado em um cantinho seguro dizer: _Calma, eu já volto, agora não dá, deixa eu ficar mais um pouco por aqui… mas eu prometo que volto.
novembro
já é novembro, dos ventos
o tempo fugaz caminhando
as quimeras em movimentos
rodopiando, e que seja brando
inflados de sentimentos...
as coisas já esquecidas
no bolso da promessa
que não sejam retorcidas
e tão pouco tenha pressa
que cure, todas as feridas...
há tempo após a existência
tenha fé, no nosso Criador
mais louvor... mais reverência
e assim, mais sal, menos dor
afinal, o penúltimo mês do ano
que o recebamos com amor
e que não sejamos, profano...
no coração todo o valor
lembranças, sem dano
mês de finados, luz, fervor...
bem-vindo!
- mês 11 do calendário gregoriano
chegou novembro, que seja lindo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01/11/2019, 05'35"- Cerrado goiano
Que novembro traga lá dos céus...
Muitas chuvas de luz...
Traga paz para teu coração...
Com as bênçãos de Deus ...
E o amor do amado Jesus.
Ivânia D.Farias
Novembro, mais um mês que não podemos desperdiçar, e aproveitar é mais do que apenas viver cada dia, é uma maneira de enxergar a vida, benditos são os olhos que escolhem ver aquilo que importa e decidem enxergar e manter por perto aqueles que valem a pena...
A cada novo dia, é importante enxergar a poesia das flores, a beleza do céu, o brilho das estrelas, mas, mais do que isso, a importância do instante, a necessidade de aproveitarmos cada segundo para a felicidade, usarmos cada momento para semear o bem e guardar apenas aquilo que nos torna leves a ponto de não acumularmos escuridão e nem negatividades.
Devemos ter em mente que a mudança brota de nós, somos nós quem devemos mudar: passar a enxergar o que realmente importa, saber ouvir o que o nosso coração fala, mas, acima de tudo, saber aceitar os propósitos que Deus têm para a nossa vida.
Nem sempre as coisas serão como queremos, mas o que mais importa é que serão como Deus quer. A confiança em Deus nunca falha, que ela não nos falte ao longo desse novo mês...
Que o mês seja abençoado e tenhamos sempre o sorriso no rosto e a paz no coração!
Olá Novembro, com estás?
Espero que tragas boas novidades
Muita saúde, alegria e sorte
Porque o Outubro não deixou saudades....
Espero que sejas pacífico e amigo
Traz tempo ameno, mas claro com ventinho
Chuva, frio e agasalhos quentinhos
Mas, por favor, sê bonzinho!
Não abuses nas desgraças
Nem tragas corações partidos
Sê condescendente e caloroso
Já Outubro nos deixou doridos!
Daqui a pouco estamos no Natal
Passa o tempo sem cessar
O Pai Natal anda em dieta
Para nas chaminés se enfiar!
Consciência Negra
20 de novembro é uma homenagem a Zumbi dos Palmares
Mas devemos lembrar...
consciência não tem cor!
Sonhos livres pelos ares
que buscam conquistar
o respeito e o amor.
O negro ajudou a construir
a sociedade brasileira,
A ele nosso obrigado,
E pedido de desculpas por tão amargo labor.
Que hoje saibamos reconhecer seu valor
junto com o europeu
o nego e índio valente
tornou nossa gente
uma nação diferente!
Temos uma multiplicidade racial
Temos a beleza de todas as raças!
Democratizamos a beleza!
Agora precisamos democratizar
o respeito ao ser humano.
Seja muito bem-vindo, novembro. Que este mês venha com muito mais bênçãos, muito mais graças, muito mais unção, muito mais alegria, muito mais realizações, muito mais felicidades, muito mais amor, muito mais energia positiva. Um ótimo, um super, hiper início de mês recheado de muitas surpresas boas.
Mulheres nascidas em novembro, é chegado mais um mês de alegria, porque vocês conquistaram mais um ano de vida, com garra, força e toda a delicadeza que nunca lhes faltou...
Vocês têm uma sensibilidade aguçada, conseguem sentir e ver o que muitos não enxergam, é um dom do coração que faz vocês serem mais criativas. Vocês constroem tanta coisa por onde passam, além de seus próprios sonhos, criam suas realidades e seguem espalhando amor e depositando esperança no coração de quem tocam...
Se emocionam demais, às vezes, choram demais porque são empáticas, são humanas, mas são capazes de enxugar a lágrima e não desistir da caminhada porque são guiadas pela perseverança e pela fé de que Deus as ajuda, e Ele sempre seca suas lágrimas, vocês sabem disso!
Vocês são íntegras, não aceitam injustiças, lutam pelo injustiçado e vencem o mal com o bem, são características bonitas demais para serem esquecidas, por isso vocês nunca deixam de ser lembradas. Nasceram para mostrar que sabem enfrentar a vida com garra e isso não as deixa menos femininas, muito pelo contrário, as deixam mais convictas de que ser mulher é ser forte, mas não deixar o seu encanto de fada morrer, e ele não morre, se restaura a cada novo dia e brilha em vocês de uma forma toda especial, porque vocês de novembro são particularmente especiais! Feliz aniversário, mulheres de novembro, poesias vivas que espalham luz por esse mundo afora, porque espalham fé e amor, e é disso que seus corações são feitos!
SONETO DOS FINADOS
Dia dos mortos, túmulos... Finados!
Dois de novembro, fé, um ritual.
Almas no céu? Inferno? Funeral.
Cemitérios, os corpos enterrados.
Covas, ossadas, pó... desencarnados!
Orações, rezas... Um tempo no umbral.
Lamentações, espírito imortal...
Mortes, óbitos, ciclos acabados.
Desafinados, só boas lembranças?
Ó sumida pessoa falecida,
Aos teus filhos deixaste uma herança?
Fecha caixão, velório, despedida.
Anos se vão... A única esperança:
Reencontrá-los no além, fim da vida.
ENTARDECER EM NOVEMBRO
Solta a sombra do negrume na tarde formosa
Vai galgando o escuro da noite de primavera
Montado na campina contornada de quimera
O novembro, corta o céu, na fresca carinhosa
Baixa o sol no vale, e o horizonte o espera
Calmamente, surge a estrelada tão radiosa
Com seu manto de uma couraça escamosa
Numa poética de sonho e de beleza sincera
Na imensidão do planalto suspira o infinito
A noturna acorda sob a escuridão ardente
Desperta a lua entre as nuvens no seu rito
E a noite em caminhada, no breu persiste
Tingindo o sertão num abaçanado poente
Do pousar do cerrado, melancólico e triste!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10/11/2020, 20’23” – Triângulo Mineiro
