Arcise Câmara

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Cresci feliz e o povo dizendo coisas

A discriminação fazia parte da rotina social, às vezes de forma banal. Passamos a vida inteira perdoando, era brincadeirinhas aqui, disse me disse ali. Não esperava o mundo vir até mim. Eu deveria ir ao encontro do mundo. Ser negra era difícil.
Dois anos ou mais para se curar e construir uma nova vida e todas as feridas abertas pelos palpites para um cabelo melhor, clareadores de pele. Vivia esperando a ocasião propícia para revidar, mas nunca conseguia.
Tudo de bom e de ruim que consiste em minha existência era fruto do meu tom de pele, ou eu era a representatividade das negras (sim, eu tinha dinheiro), ou era uma pena eu ter nascido dessa cor.
Vós sois bons quando vos identificais com vós mesmos era meu lema, tinha aflição em estar desarrumada, tinha medo de não ter amor e me sentir um nada. Comecei a ter cansaço, ardência nos olhos, ansiedade, déficit de atenção e problemas de memória.
Ser mulher negra te faz ter dificuldades em arrumar marido, quero muito contar... Não eram os carinhas, era a tia, a irmã, a sogra ou qualquer outra pessoa que exercesse influência e fosse completamente preconceituosa.
As crianças são boas observadoras, uma vez uma me disse: tia, não tem bonecas da sua cor. Expus meu coração para todo mundo ver, um dia aqui outro ali, eu ia sobrevivendo, me fortalecendo e me amando.
Um desafio de todo dia, não era fácil saber que muitas coisas respingam em ti, o medo faz com que tenhamos vergonha de mostrar nosso afeto, de pegar na mão, de beijar o rosto.
Coisas passivamente ofensivas eram relevadas, parecia tudo naturalmente comum, eu não fazia nada porque tudo era tão comum. A felicidade está sempre ao nosso alcance pois depende de nós, mas não era bem assim.
Sempre tive facilidade em me expressar, mas a gente só percebe certos racismos quando aprofundamos reflexões, quando percebemos que fomos constrangidas. Existe uma falta de compensações e pouca consciência de raça.
A pressão é grande para termos padrões brancos, cabelos lisos, maquiagens mais claras. O nosso universo era esquecido por todas as indústrias, até pouco tempo atrás. Pessoas de fibra, confesso que me sinto irritada com a lista de coisas que tenho que fazer para fugir do estereótipo de bandido, empregada, faxineira. Hoje me imponho.

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Minha união com Deus

Sim, foi num momento de aflição, foi num momento de dor que o Amor se revelou a mim. Ainda bem que minha péssima aparência não durou para sempre, todos os efeitos negativos da depressão eu tive, duvidei até de quem eu era.
Os homens não querem se comprometer com uma mulher para o resto de suas vidas e foi esse o gatilho da depressão, se não fosse uma doença, eu diria que foi um motivo torpe. Parei de usar o intelecto e a sabedoria. Não é de admirar que eu me sentia tão pra baixo.
Não entendia que o cuidado com o corpo sobre o controle inteligente da mente era uma arma eficaz, deixei que a mídia me dissesse que eu estava gorda, magra, cafona e um monte de ideias repetidas de forma “básica” e fartas. Lia, praticava e repetia tudo que a indústria dizia por trás da mídia.
Qualquer pessoa pode se casar hoje em dia, mesmo sem ter vocação. Casamento é um caderno em branco para ser vivido e é preciso renúncia, cometer os próprios erros para então aprender a lição. Melhoramos nosso autoconhecimento e nossa qualidade de vida, na medida que nos encaixamos entre fazer e ser feliz.
Tuitava todo pensamento bobo que me vinha a mente, não tinha concentração de mim mesma. Descobri que a gente não pode confiar numa pessoa que não tem maturidade porque sabe que ela não vai tomar decisões acertadas. Estabeleci limites aos 46 anos e pela primeira vez na vida.
Fui imatura, não soube lidar com as responsabilidades e gastava todo meu dinheiro movida por meus sentimentos ao invés da razão. Alguém me ensinou a relaxar para reconhecer o que somos independentemente da agitação de nossa vida.
A gente deixa de ouvir ou falar movida por impulsos ou emoções momentâneas o que nos proporciona um autoconhecimento fazendo-nos viver em harmonia, mas isso é tão difícil. Quando você não pensa, alguém o faz por você.
Entendi que a forma mais elevada de oração é a meditação, nela internalizei que para que as pessoas confiem em você, precisam ver que é capaz de pensar por si mesma. Tive necessidade de silêncio, contemplação, recolhimento, oração, além de meditar todo dia.
Sou capaz de dizer se uma pessoa é madura ou não apenas pelo seu jeito de falar, eu me observava e estava longe de ser madura, já sofri muito por causa dos escrúpulos alheios, talvez a culpa seja mais uma vez da mídia que sempre nos faz sentir inadequadas com o que vestimos ou com nossa aparência. Estar confusa e triste e ainda se sentir feia e desconexa é pisar no terreno do nada.
As mulheres gostam de gastar e eu não muito diferente da lógica, estourei os cartões. Depois do arrependimento, uni a espiritualidade ocidental com a oriental e fui refletir quando olhava para o meu guarda roupa cheio e pensar: não tenho nada para vestir hoje.
Deus tudo vê e provê, depois do tratamento terapêutico de aceitação entendi que a mulher madura sente prazer em envelhecer, isso ensina quem é você, mostra seus limites e o faz relaxar profundamente. É muito comum ver poucas pessoas com muitas responsabilidades e muitas pessoas com poucas, mas não conseguimos mudar o mundo.
Passei por uma experiência deliciosa e de profunda quietude, mudei algumas atitudes, sempre me esquecia de devolver as coisas que tomava emprestado, mas o mais incrível foi sentir a qualquer momento, sem esforço pessoal, a presença de Deus.
Essa intimidade mantinha meu coração limpo, uma sensação de justiça, devoção e amor, uma interiorização de ser você mesma, de saber que o todo poderoso sempre está cuidando de mim e de você. Seja qual for seu papel nessa vida, faça bem feito.
Tudo depende de Deus, muitas pessoas fazem bem a outras, esperando receber algo em troca, mas é preciso não prestar muita atenção às coisas matérias, praticar o desapego. Nada impede o ser humano de dar Amor, nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem.

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A qualidade dos conflitos desqualificava as histórias

Escrevo sobre a minha vida e sobre a forma como vejo e experimento o mundo, algumas coisas são universais. Tirar férias por exemplo, é segunda coisa feliz na carreira. O processo de resolução de conflitos não é acelerado quando somos impulsionados pela raiva.
Eu estou bem resolvida comigo mesma e com o meu passado, briguei muito e estou plena de paz, são essas pequenas coisas que a gente nunca esquece. Existe um momento que precisamos pensar se vale a pena tanto esforço, tanto desgaste.
Estar só foi algo essencial para o autoconhecimento. Resolvi parar, pensar, processar, rever, dar sentido as coisas sem pé nem cabeça. Comecei a fugir das minhas crises sempre que podia.
Andava zangada comigo e com razão, manifestava minha raiva de forma expressiva e tocante. Surgia do nada uma sede de justiça e uma vontade de mudar o mundo do meu jeito.
Porque tudo de Deus se eleva, tudo é controlado por Ele. Adquiri o patrimônio do bom senso por conta própria, coloquei-me em várias situações desagradáveis que todo mundo se mete.
O que ocorre de um jeito ou de outro é a falta de paz, cada pessoa tem suas próprias necessidades de mudança, usava meu saber intuitivo para sentir amor pelas belas causa. Tinha vontade de fazer coisas incríveis.
Sempre me dei ao trabalho de me ofender, criava minhas próprias dificuldades, uma perfeita desmaterialização da previsibilidade lógica de dizer o que pensava a todo custo, inclusive com fugas da realidade.
Estamos preparados para ser bons consumidores, mas não para sermos bons pais. Fico imaginando a mulher que eu desejava ser. Eu preciso te dizer uma coisa da maior seriedade: tenho me surpreendido comigo mesma.
Vai levar algum tempo até eu me acostumar a ser aquela colega prestativa e imparcial, minha família me ensinou a pensar grande, estava curada interiormente sendo realista. Não se pode esperar que alguém vá além do seu próprio potencial.
Nem todas as pessoas encaram de forma positiva os momentos em que estão sem um par, felicidade existe com você mesma, acredite! Chego a esquecer a ferida aberta em meu orgulho quando resolvo conflitos de forma coerente e pacífica.

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Sei que não gostam da minha atitude

Escolhi minha vida, desejei aquilo que é necessário e depois amar, perdi minha própria companhia, mas descobri que os limites podem ser estendidos, jamais me permitira amar uma mulher, porém não morro de amores pelo casamento convencional.
Os homens já espezinharam meu amor, já compartilhamos um momento sagrado, acreditei que deveria saber tudo sobre o seu passado, me preocupava quando ele se atrasava. Quando faço a mesma coisa, sou repreendida, parece que ele quer ser meu dono.
Não pertenço a nenhum lugar, tenho minhas formas secretas de tolerar a solidão. Gostaria de estar vivendo aquele momento único de ser plenamente feliz comigo mesma, porém, sou acometida de um medo. Saber que ao morrer meu corpo pode não ser descoberto até que o mal cheiro se instale. Eu piro!
Meus pensamentos tirou o encanto da minha vida quase perfeita, eles nunca me conheceram, só me usaram. Meu desejo fazia eu precisar dele ou deles. Eles eram mais gentis e generosos, os milagres acontecem à nossa volta quando há um interesse por trás.
Entendi todos os significados pessoais, amizades cujas pessoas se unem para um ideal mais elevado, eu deixava um tiquinho de mim sempre que me voluntariava por uma causa nobre. Tinha uma certeza: não queria desperdiçar minha vida.
Só amo quem tenho por perto, ficaria contente se ao menos duas pessoas gostassem do meu texto, nunca pareci tão séria ou íntima para um último adeus ao pé da cova. Tinha outra certeza: O amor só consegue sobreviver quando existe esperança.
Sempre fui a fraca parecendo forte, são poucos os homens que são efetivamente bom pai e bom esposo, a tarefa de pai é irrenunciável, e a cabeça vai se enchendo de coisas sem sentido: Algumas pessoas usam enterros apenas para socializar e nem pensam em quem acabou de morrer.
Lágrima não é privilégio de mulher, as mulheres estão mudando também, a gente se coloca na linha. Sempre tenho remorso por uma experiência negativa, todo mundo quer facilidade, uma sociedade medicalizada, mas para mim, a ignorância é sempre um risco maior.
Revivo um passado de relações difíceis e cheio de preconceitos. O sentido humano tem poderes que nem sempre é explicado pela lógica, estava brigada com alguém, brigada comigo mesma, brigada com a vida. De uma hora para outra resolvi aproveitar a oportunidade e apagar sentimentos ruins da memória.
Sempre é muito fácil se depreciar e colocar nas outras qualidades que não lhe pertencem, o silêncio é um sinal de que as coisas não vão bem. Procurei conhecer a minha verdade, os sinais de Deus mostram o caminho.

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É melhor eu não contar nada

Talvez eu escolha a mesma vida, mas tem que ser uma escolha, não o acaso. Ele escolheu casar comigo e eu aceitei. Sempre foi assim, eu sempre aceitava amar quem já me amava. Nunca lutei por quem meu coração derreteu. Por isso nunca deu certo.
Eu estava inquieta por outra razão, aliás, muitas razões, assumi um compromisso comigo que deveria ter me tornado um eu, antes de ter me tornado um nós, no entanto, as coisas não caminharam assim tão facilmente.
Dissemos sim para casar, dissemos não para outras escolhas e é aí que causa a dúvida. Sempre escolhi o direito de ter a vida que quero, independentemente de estar acompanhada ou não.
Eu fiquei um longo tempo acordada, pensando em como agir com respeito e retorno, sem me autoconfrontar. Jamais serei uma esposa como as outras, o destino me mostra que a história é verdadeira e possível
Tomei decisões irreversíveis que poderiam parecer insuficientes ou incompreensíveis. Muitas vezes ouvi que uma pessoa como eu, sempre morre sozinha. Só porque pensava que é errado ter filhos por necessidade.
Sou do tipo que pensa que pessoas não aliviam a solidão e sim autoconhecimento. A única forma de salvar o casamento é desistir dele, é viver sem a pretensão de que ele exista.
Tenho medo de escutar e não ouvir, tenho medo dele se sentir melhor sem mim, não se pode contar com ninguém essa dependência afetiva, logo eu, que sou da casta das mulheres independentes.
Fiquei mais velha e queria renovar meus velhos relacionamentos, raramente nos damos conta que estamos cercados por coisas extraordinárias e que essas coisas se chama: sol, luz, paz, saúde...
Nada é tudo, tudo é nada, vida em ondas que vão para cima e para baixo. Consuma sua vida. O vinho me deixava mais livre de dizer o que eu pensava e eu pensava alto com frequência.
Nunca tive coragem de mudar minhas convicções, minha vida consiste no legado que quero deixar para a eternidade. Às vezes me sinto velha demais para começar tudo de novo.
A fé me inspira, mas me oprime também, eu não compreendo e entendo, mas o direito do milagre é quando confiamos que o inesperado aconteça, é parte da história, mas não é tudo. O amor também é um milagre, o amor tem sua própria voz.
Experimentar outras aventuras, viver outra vida, totalmente diferente. O universo sempre nos ajuda a lutar por nossos sonhos, basta aceitar a vida que escolheste. Nisso eu aprendi, que a relação ideal é aquela não necessária para sobrevivência de cada parceiro para se relacionar plenamente com o outro você precisa se relacionar consigo.
quantas verdades consegue suportar? Melhor não contar.

Inserida por Arcise

Já cristalizei uma filosofia própria

A coisa que mais penso é minha família, tive tropeços vencidos e descobri que não posso falar o que penso. Sempre respondi com os olhos marejados de amor, aprendi muito com os próprios erros.
Quando se trata de comida eu sou muito ousada, desculpa magoar você, mas experimentaria cachorro e gato da mesma forma que como boi e vaca. Os animais devem ser tratados com respeito, eu os amo e os respeito, mas sou adepta a proteína animal.
Simplesmente não pertenço a nenhum grupo, tenho uma porta secreta de planos e sonhos irrealizáveis, sou do velho ditado, nada se cria, nada se perde. Vi meu casamento considerado perfeito terminar e reaprendi a ficar só.
Conforto, carinho e paixão não foram suficientes, éramos viciados em comida. Nem de longe, eu pretendo falar em nome de todas as mulheres, nem de longe acho que casamento não presta.
Dormia no escuro e com silêncio, não posso fazer mais isso, tenho medo. Parece que essas coisas só acontecem com pessoas que não possuem autoconfiança, então coloquei as pernas pro ar e comecei a treinar a autoestima.
Eu poderia ser boa de inúmeras maneiras, sempre vão dar palpites. Ninguém entende que gosto de ficar sozinha, é uma expectativa em cima da outra, às vezes me sinto uma idiota, mas penso que o futuro é apenas um sistema de probabilidades.
Tracei uma aventura e chamei de amor, foi uma escolha e um caminho errado. Tenho só uma dica: nunca fale mal da minha mãe. Mãe é sagrada. Quando já não é suscetível da influenciação por mais ninguém, A mãe entra em destaque com a perfeita maturidade da inteligência.
Passei por várias consequências de minha fragilidade, eu não me importava, não me conhecia, eu era uma sopa de emoções. Minha lição foi: Dar-se muito, só se for com retribuição.
Era uma pessoa segura, ímpar, seguia conselhos, magnética demais, confiava de olhos fechados, vivia atrás das pessoas e fingia ser o que não era e sentir o que não sentia. Internalizava a maior parte das forças do universo.
Aprendi a rezar com alegria, o perdão não fazia parte do meu caráter, não gostava de perdoar, preferia passar a bola para Deus. Perdi as contas de quantas vezes pus um sorriso desnecessário no rosto.
Diante de tudo que vivi, resolvi adotar a filosofia de cada dia de cada vez, hoje sendo melhor que ontem e amanhã melhor que hoje.

Inserida por Arcise

Quando uma determinada vivência física não tem mais nada a ensinar

Pareci tão aliviada e realmente estava. Acredito que precisava viver do modo que vivi para adquirir as experiências necessárias. Sempre o medo dominava minhas emoções, às vezes era coisa da minha imaginação, uma ironia social.
A pedagogia da vida estava sempre alerta a tudo que me acontecia, eu precisava aprender, nada fazia sentido se eu não aprendesse o que ela queria me ensinar. Eu acreditava que o tempo era capaz de apagar meus ressentimentos, mas não era tão simples assim.
A gente não separa o que está dentro do que está fora e faz umas confusões. No amor nada é destruído para sempre, a vida segue o estado da alma, até que surge alguém mais interessante, um emprego melhor, troca de casa e a vida familiar fica nos trilhos.
Não adianta muito se sacrificar, evitar fugir da rotina já escrita, ter vergonha de admitir que certas atitudes acabam com a gente. Mantive as amigas e as atividades de lazer om elas.
Lei é lei, vale para todos. Opa! Opa! Era para ser assim, nada disso consegue preencher-me quanto tem injustiças ao redor, quando alguém é prejudicado. Com o tempo a gente obtém os anticorpos para separar o que lhe faz bem ou não e é disso que eu estou falando desde o início do texto.
Mando mensagem ao mundo que o aprendizado foi concluído quando assimilo o que realmente tinha para assimilar. Coloquei os pensamentos em ordem, não era a maneira mais correta de argumentar
Apesar do fato de eu ainda estar apaixonada pelo meu ex, nunca consegui criar um laço nem com ele mesmo. Estou morta de saudades, mas orgulhosa demais para qualquer atitude.
Levanto uma sobrancelha, não convencida do que ouço, não sei disfarçar se sinto cheiro de mentira no ar. Não é poder nem vontade de predomínio, na verdade é um medo gigantesco de ser enganada.
Divido minhas propriedades, dando boas gorjetas, colaborando com boas causas, ajudando amigos e familiares, poderia ter mais dinheiro do que o pouco que tenho, mas nem lembro disso porque minha natureza é generosa, vocação de toda a vida.
Parece estranho nunca mais encostar no corpo do outro, nem ter sensações invasivas e sufocantes. Nunca senti algo igual por mais ninguém, mas ele ficou insuportável quando a religião afetava todas as nossas ações e reflexões, inclusive as minhas que não tinha uma visão tão fundamentalista.
Segui em frente com o sentimento de que aprendi onde consigo me adequar e onde não há a menor chance.

Inserida por Arcise

Viagem ao seu interior

Era como tentar não pegar no sono, mesmo estando com sono incontrolável, tinha choro compulsivo, uma parte de mim combatia a deliciosa entrega do autoconhecimento, outra parte de mim derramava lágrimas da descoberta da dor na alma.
A vida é um retrato perfeito do nosso estado de espírito parida no próprio tempo. As histórias de família que tenho para contar tem uma ligação física e hoje entendo o porquê do caminhar sozinha é uma ótima maneira de entrar em contato com a gente mesma.
A desordem gera relacionamentos doentios e é preciso estar preparada para tudo que vem. Nas minhas experiências amorosas, pude perceber que sempre achava que era o último cara legal que restou no mundo e nisso aceitava abusos.
Muitas experiências jamais cheguei a ter, mas aprendia bastante com tudo que via ao meu redor. Comecei a desvendar os significados dos olhares e é impressionante como as pessoas te olham de cima a baixo sem disfarçar.
Desabafei minha própria vulnerabilidade pelas redes sociais, a gente é o que é e o que transparece ser. Eu me sentia bonita e notada até ter minha autoestima minada por julgamentos.
É difícil me separar de tudo que alimenta a minha mente. Enfim, voltando a história, providenciei uma lista longa e detalhada de todos os motivos pelos quais eu precisava me conhecer e me fortalecer.
Busquei a dúvida, o questionamento sobre Deus, a sabedoria, não entendia as surpresas da vida. Nada se pode pedir para quem conhece nossa necessidade antes de nós mesmos e foi assim que fortaleci minha fé.
Eu não sabia me relacionar comigo mesma, não me amava, não comia nem menos, nem de vagar, meu lado físico e astral estavam em decadência, estava vivendo acima das minhas possibilidades, queria ser o que não me pertencia.
É um instinto de sobrevivência, uma maneira de ser aceita. Sempre fui ativa e facilmente impaciente, por poucos segundos, senti pena das pessoas que minaram meu coração e minha boa vontade. Comecei a confundir raiva e agressividade por paixão e amor, um desejo de salvar quem me maltratava.
A palavra cravada no meu coração se chamava sacrifício, gostava mais dos outros que de mim, gostava mais do inútil que do útil. Nada com o que eu pudesse lidar sem me machucar.
Vinte anos do mesmo amigo e mesmo assunto, eu não tinha evoluído e isso me fez sofrer. Gostaria de fazer uma viagem sem escala, rumo ao domínio pleno da mente e do espírito.

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Fiquei grata por eles irem direto a esse ponto

O consumo necessário para as nossas atividades essenciais era o que eu precisava entender e sempre foi uma daquelas perguntas que é melhor não responder, porque a gente reflete sobre o próprio potencial de gerir a vida.
Pessoas gostam de ver perigo onde não existem e é muito salutar superar a si mesma, evitando guardar segredos de coisas percebidas por todo mundo. Querer é poder e eu queria muito mudar minha forma de consumo. Quero ter um consumo que não destrua o planeta.
Não tenho tempo para indisposições, não tenho um modelo familiar para seguir, acho que ser sustentável é fazer o mundo girar de forma leve e transformar a casa de dentro e a casa de fora.
Sempre me mandavam ir à luta, mas às vezes a gente não tem o norte, falta parte da gente que precisa se conectar, falta acabar o medo das pessoas, falta música, poesia, teatro, filosofia e cabeça cheia de ideias.
O meio ambiente precisa ter sucesso, não podemos administrá-lo ao acaso. Minha existência ficou desaconchegante com tamanho desperdício de recursos naturais e materiais.
As oportunidades são dadas a todos, a preservação deve ser nosso ponto chave. Poderia desdificultar meu problema, mas penso que as coisas devem dar certo desde a primeira vez.
Quase me desemocionou ter a sensação que estou lutando sozinha ou que sou uma gota no oceano, mas sei que por mim o meio ambiente fica menos poluído. Talvez o mundo tenha me reservado uma situação mais segura, estável e tranquila, mas sou inquieta, quero o mundo transformado.
O tédio gera grandes ideias, eu me achava pronta para conquistar o mundo, eu estava maravilhada pela grandeza dos oceanos e mares, pela terra, fauna, flora e animais. Isso é demais para a torcida contrária que tanto faz e que não se preocupa com as futuras gerações.
Alguém me disse que ter uma vida ecológico seria fácil, não, não é. A gente tem que carregar copos, pratos e talheres por onde anda, temos que abrir mão dos descartáveis e percebemos que vale a pena o esforço.
Tudo que desejo na vida é alcançar o modo simples de me comportar sustentavelmente. Falta do lenço para enxugar as lágrimas que escorrem quando vejo um animal marinho falecido por ter engolido plástico.
A vida é assim, dificuldades e facilidades, perdas e ganhos, erros e acertos, encontros e desencontros, realizações e frustrações, não há nenhuma questão envolvendo só altos ou só baixos.
Sempre fui ensinada a não depender dos outros, mas preciso me unir e dar as mãos para salvar o planeta. Ficava impossibilitada de me sentir à vontade em ambientes abertos e públicos mediante tanta sujeira.
Fui apresentada a vários projetos e tive pessoas que me disseram, na real, o que devemos fazer. Cada um de nós deve ser a Preservação que quer ver no mundo.

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O momento emocionante virá

Me senti muito sozinha, tinha como finalidade de vida, a doce comunhão comigo mesma. Ser meu anjo da guarda, continuar forte, segura e independente. Ser rebanho da felicidade. Era extremamente temperamental e brigava sério por qualquer bobagem, precisava eliminar isso.
Escrever e comer só quando há apetite pensava eu, sempre fui da escrita, dizer tudo que me vinha a mente, decidi adotar uma conduta diferente, responsabilizar-me por meu destino.
O futuro que eu imagino era motivo de fofocas e sabia o que diziam ao seu respeito, eu estava ostentando uma vida que era a minha vida, mas tinha que estabelecer um limite em algum ponto.
Me afastei de uma instituição espiritual por ter opiniões diferentes dos dogmas e melhorei minha relação com o dinheiro. Por um instante tive medo de ser quem eu era e afastar as pessoas da minha vida.
Não costumo seguir meu próprio conselho, sou institucionalizada como cabeça dura, prezo a arte da autenticidade e não tenho tempo para construir um relacionamento legal e agradável e a pessoa sumir fugindo do compromisso.
Disfarço em vão que não me incomodo. Sou rodeada da indústria fornada por pessoas que julgam a maioria das mulheres levando em conta apenas a sua aparência, tudo nascendo de um processo inconsciente.
Não quero entrar de novo num beco sem saída. Há algumas coisas que eu aceito bem, outras não, mas não posso passar a minha vida inteira com o amargo ressentimento. Depois me mostrei a pessoa problemática que sempre fui.
Andava depressa. Nada de fato é definitivo. Nunca estranhei quem se diferenciava. Quanta dignidade quando você abre mão em trabalhar para alguém que não gosta ou para uma empresa que não a agrada. Minha vida era essa, mas as coisas iam melhorar.
Os sonhos de Deus se embalam. Vai levar muito tempo até que eu me interesse por outro homem. Comecei a fugir do apartamento sempre que podia, não podia estar só. Pessoas problemáticas atraem pessoas problemáticas, você é o que você vibra.
Tontura, mal-estar e vômito eram constantes, a falsidade me rodeava, para dizer o mínimo. Desde que me conheço por gente, eu procurava ser simpática e sincera, tanto é que fazia amizade com facilidade.
Sempre achei que o homem estava muito perto de Deus e essa é minha eterna esperança que dias melhores virão.

Inserida por Arcise

Para que minhas declarações sejam relevantes

Não cabe mais ninguém se incomodar com minha solidão. Não sou voltada as convenções sociais, sei unir harmoniosamente intuição e coração, no entanto, ter um par atualmente é uma opção inexistente.
Chegou ao fim meu relacionamento, dentre tantos outros. Eu tinha a sensação que éramos uma família inabalável, me peguei de calças curtas, mesmo que faltasse paixão e interesse.
Segui a regra de ser feliz. Por motivos muitas vezes, aparentemente banais nos digladiávamos querendo ter razão, consequentemente os outros passaram a gostar mais de mim porque eu era aquela mulher que não perdia nunca.
Algo havia mudado dentro de mim, não podia continuar a ser amiga. A leitura que eu entendia era que era preciso curar o coração antes de pensar em amizade. Se ame! Eu falava para mim todo santo dia. O meu valor vem de quem eu sou.
Não canso de me impressionar com a inteligência da mente humana, a gente cria felicidade onde não existe e cria problemas onde não há. Seja aquilo que você espera encontrar em seu parceiro.
Por vezes fui arrogante e sabe tudo, sei enxergar cada defeito e sei também que falta vocação para estar acompanhada. A famosa poupança para os dias mais difíceis só funciona comigo se for recíproco.
Acho que o casamento morreu antes de ter nascido. Queria ter ido embora dia sim, dia não. Homens são homens. Sempre acham que devem ser servidos e que não precisam ser parceiros, basta uma ajudinha de vez em nunca.
E as mulheres vivem em perpetuo estado de contentamento, são assim mesmo, dizem elas. Não cobram atenção e dedicação pois o mundo está hiperconectado mesmo. Eu me sinto honrada por ter a responsabilidade de escrever sobre isso.
Casamento é a oportunidade de ser e fazer o melhor a cada dia, mas também de receber essa reciprocidade quase nunca existente. Falta até elogios nas relações, falta o néctar dos deuses.
Rarefeita estrutura tão sonhada por muitas de nós, com vínculos profundos de uma parte só. Mantive segredo sobre tudo que me incomodava, não queria acabar com o sonho dos outros, deixei a regência mental e espiritual fluir, mas a solidariedade emocional falou mais alto.
Casamento não é para quem escapa dos controles, para quem não tem paciência ou fácil perdão, para quem tem senso de justiça apurado, barra quem se ama demais.

Essa coisa de destino é papo furado

Devo dizer em minha defesa que eu estava bêbada e por isso fui compulsiva em ti ligar. Quase desmaiei de tanta emoção quando você atendeu, mas me deu um nervoso em saber que você me conhecia e que sabia que tudo isso só estava acontecendo por causa de birita.
O perdão anda de mãos dadas com o verdadeiro amor e apesar de tudo de ruim que me fizeste eu ainda pensava em ti quando tinha álcool no sangue. Mesmo de longe não dava folga.
Estava desacostumada a receber ordens, quando você me disse de uma maneira firme e até um pouco bruta, que era para eu desligar o celular e ir dormir. Eu estava feliz até então, foi quando uma chuva de sobriedade baixou em mim.
Certas ideias funcionam para uns e não para os outros, sei de muitos casos de reconciliação que vieram de uma cachaça. Senti alívio de não ter falado nenhuma besteira que me arrependesse, porque besteiras triviais, falei.
Sempre fui subjugada pelo fato de não ter ciúme e inveja. Já tive inveja, mas internalizei que só eu posso determinar a minha história e as pessoas são merecedoras de que possuem tanto no campo personalista quanto no âmbito material e espiritual.
A cada minuto o ambiente fica mais pesado, a vida e a morte são a mesma coisa vista de outro prisma. O excesso de independência incomodou, incomoda e incomodará. Sou livre e sempre soube que ele não era o homem de minha vida.
Viria mais tarde o romance, sem forçar que os temperamentos mudem, que um se adeque ao outro, que o passado volte como mera alternativa. Fiquei longe das lágrimas, estava minimamente atraída pela alegria de viver levemente.
Tudo finge 100% felicidade, a vida não é uma linha reta. Não existe sangue frio o tempo todo, o sangue fica quente também. É importante ouvir, compreender sem discutir, absorver o que a vida quer ensinar.
Me deixava levar pela lábia do ex, viciada em redes sociais e não conseguia ter uma vida normal. Aprendi a desenvolver o senso crítico e cultural, cuidei da carreira, fiz pose de respeitável. Eu tinha transtorno de ansiedade, uma cobrança por felicidade 24 horas.
Está em contato com sua espiritualidade me ajudou e muito. Obriguei o coração a deixar de sentir algo que estava sentindo e ser mais racional. Todo mundo precisa lidar com as consequências.
Somente a pessoa que corre risco é totalmente livre, não há como negar a sensação de satisfação do amor conjugado de plenitude e aceitação de nós mesmos e do outro. Destino a gente ajuda a construir.

Inserida por Arcise

Nunca vi minha empresa como minha segunda casa, acho que posso estar no lugar errado

Mas talvez, seja exatamente por isso que estou aqui, para dar amor ao trabalho, tentar viver em harmonia com os colegas, interferir em brigas desnecessárias. Sempre acreditei nos valores espirituais que defendo, aprendi a confiar em Deus tudo que é valioso para mim e o meu trabalho é meu sustento.
Dar para caminhar juntos, respeitando o tempo de cada passo, pensar nas coisas cotidianas que preciso repetir e melhorar. Uma das coisas aprendidas é evitar o impulso de falar coisas quando se está com raiva porque o arrependimento é certo e a mágoa é profunda.
Manobrar e administrar o sentimento é uma arte que precisa ser aprendida, temos que ter o status da temperança e a visibilidade de entender que é preciso evoluir. O que Deus quer de nós antes de tudo é que nos amemos como irmãos.
Já fiz papel de palhaça, e acredite foi didático o aprendizado, me fez conseguir seguir em frente em muitas situações, inclusive no mundo corporativo que não é um mundo muito diferente, já que a harmonia nos relacionamentos deve estar presente.
Não se vive essa reciprocidade com facilidade, às vezes nem há reciprocidade, os degraus são estreitos, por vezes o coração sai pela boca. Humanizar o ser humano começando por nós mesmos é um jogo de paciência.
Deus em mim quer que eu faça o melhor, sem me preocupar se o colega assiste filme do netflix na hora do expediente, sem me preocupar se as metas não estão sendo cumpridas por muitos e que eu posso estar levando a empresa nas costas.
As pessoas querem que suas vidas façam sentido, mas não querem pensar, não querem trabalhar, querem ter uma vida sacrificando os outros e vão se desligando do mundo externo e se ligando no mundo virtual.
Fiquei mais tranquila e segura, entendi a cada um tem a justiça que lhe cabe, não estou permitindo que o meu ego seja tão afetado pelos resultados, não consigo controlar o outro, mal consigo e com muita precariedade controlar a mim mesma.
Vivemos constantemente em ambientes competitivos e muito individualistas, cada um por si. Canso de passar frio e os colegas se recusam a aumentar um grau no ar condicionado, em casa cada um se molda as necessidades um do outro, no trabalho cada um por si.
Eu sempre acreditei em lealdade institucional. Sou grata, sou feliz, sou responsável, quero o melhor para a empresa e se desejo a melhor convivência, vou dar o primeiro passo.

Inserida por Arcise

Não identificar a mente com os instintos

Perdi toda minha autoestima enquanto me vestia para sair, a minha mente estava no físico e meu astral estava péssimo. Compreender a minha essência e me sintonizar estava sendo uma tarefa difícil.
A religiosidade do filosofo é consciente, não é cultural, nem tampouco herança de família. Há dentro de nós um eu maior que é possível sintonizar todas as coisas no nosso projeto transcendental.
Eu tinha que me vestir adequadamente, afinal era uma recepção suntuosa para 500 pessoas, fiquei na mesma por horas pensando no que usar. A vida vai lançando coisas sobre nós, muitas são bobagens em que gastamos energia demais.
Um sentimento sem explicação, natural e simples é porque temos que estar belas para os outros, ou prontas para o futuro que não me pertence. Pareço desapontada e até amoleço quando tudo que faço é para satisfazer expectativas.
Eu queria que tudo fosse discreto, que eu pudesse me sentir livre de muitas convenções sociais. Fui me corrompendo à medida que conquistava poder e influência. A gente precisa estar bonita, de unhas feitas e cabelos escovados.
Eu não tenho medo de ser quem sou, de estar de cara limpa. A última vez que me arrumei para os outros foi quando fui a um cartório para o divórcio. Estava linda por fora e lixo por dentro. Não sei se convenci alguém.
A razão só cresce se você usar, temos que aprender a pensar, usar sentimentos, concentrar. Não podemos ter imaginação solta. Nem tudo é interessante para nós mesmos. Não adianta tentar consertar o mundo de fora para dentro.
Temos que colocar energia no lugar certo. Ser a estabilidade, que depois de um tempo, começamos a necessitar. Me vi obrigada a repensar toda a minha vida. Como uma reflexão sobre armários e roupas muda a nossa vida.
Era difícil imaginar eu sendo questionadora nas pequenas coisas, muitas vezes me senti de choro contido, fazia coisas que não desejava fazer, era convenções. Eu poderia ter me saído mil vezes melhor se tivesse internalizado antes.
Amo elogiar quem merece ser elogiado, não economizo sentimento e admiração, meu coração é simples, sincero, verdadeiro e comovente. A queda na minha autoconfiança nunca foi roupas.
Atitudes ciumentas e infantis já não faziam mais parte da minha vida. Não é porque a pessoa é legal que será feliz no amor, muitas coisas têm sintonia e outras fluem naturalmente, mas há episódios difíceis de explicar. Confusões de emoções que faz a vida girar.

Inserida por Arcise

Sofro de baixa tolerância ao medo em geral

Esse sentimento é vivido na gratuidade, tenho medo de tudo, de não conseguir memorizar a fórmula, de deixar meu namorado à vontade e ele me deixar, de flores desabrochando num dia e morrendo no outro.
Tenho medo de segredos, de coisas escondidas, de esquecimentos, de perda da confiança entre o casal, de espírito não evoluído, de emoções insanas, de esforços não coroados e de duas pessoas que jamais se entrelaçarão.
Tenho medo de não qualificar o pensamento na plenitude, das influências, de deixar a oportunidade escapar pelos dedos, de tragédia alheia, do sofrimento, de pessoas olhando para mim de todas as direções.
Tenho medo dos sonhos da alma e dos conflitos com os instintos, da noção irreal da minha capacidade física, da falta de concentração, do cansaço constante, de quem valoriza muito as aparências.
Tenho medo de achar normal irmãos se socarem de vez em quando, de fazer das emoções sentimentos mesquinhos, de perder meu filho, de parar de refletir sobre tudo que me cerca, de assumir o papel de mulher submissa.
Tenho medo da dor mais aguda, da morte das pessoas que mais amamos, de comprar sem nenhum planejamento prévio, de não ver a diferença marcante no relacionamento abusivo, de casamento como uma convenção externa, por birra ou por farsa.
Tenho medo de amar simplesmente por amar, de desconfiar da felicidade, de me deixar levar, de ser a adulta insegura e queixosa, de vivenciar tristezas, de não dar o melhor de mim.
Tenho medo de histórias racistas, de ignorar quem sofre ao meu lado, de contribuir para a glamourização da vida perfeita que não existe, de ser marcada por falta de afetividade, de querer tudo agora.
Tenho medo de perder o desejo genuíno da simplicidade, de mostrar palavras e não atos, de querer me dar bem em quaisquer circunstâncias, em transformar-me numa pessoa pior, de perder a decisão sobre meus atos.
Tenho medo de macular as evidências essenciais e divertidas, de ser obrigada a me adequar, de relacionamentos tensos e perturbadores onde eu ainda luto acreditando ser a melhor coisa.
Tenho medo de mandar pessoas as favas e não lembre que eu preciso tolerar e viver as virtudes que não tenho.

Permaneceu certo e sólido o vínculo que tenho com a minha melhor amiga

Mesmo que ela agisse de forma um pouco inapropriada, há quem demonstre arrependimento e há quem não se arrependa. A vida é feita de encontros, e uma das boas coisas que caiu na minha mão foi essa bela amizade.
Qual de nós duas agia de modo mais insano, a outra imediatamente dava um toque, falava de sentimentos e compreendia as confusões internas. De repente mãe! Ela é uma mãe fantástica e me chamou para ser madrinha da filha. Agora somos amigas e comadres.
Quando tenho muitas novidades, ela é a primeira pessoa com quem quero partilhar as alegrias, fora as coincidências de pensar nela e o telefone tocar. Sabe aquela amiga que te olha por dentro? Pois é.
Ela está em sintonia com o que sinto, tem um método sábio de nunca falar mal de ninguém. É uma amiga de ouro. Por vezes me inspirei em sua luz, não sei bem os motivos que nos uniram numa festa de boi, mas com certeza teve dedo divino.
Ficava refém de falar com ela sempre que podia. Não posso controlar o que acontece com ela, às vezes a vida lhe dá sofrimento; outras, confiança em pessoas erradas, mas essa amiga sempre me ajudou para que eu tomasse decisões acertadas.
Ganhamos dinheiro em coisas distintas, mas dinheiro é o que menos importa quando a vida é cheia de esperanças e glórias. Ela foi o apoio no divórcio, até mesmo antes, nas crises, ela me ouvia sem julgamento.
A intuição sempre foi importante para mim. A raiva e o amor não eram dois lados da mesma moeda, eu tinha cansaço físico exagerado e inexplicável, uma sensação estranha de tristeza absoluta.
Eu tinha os mesmos sentimentos que todo mundo, as pessoas reagem como se eu não soubesse brincar. Eu sei brincar, só não gosto de brincadeiras que ofendem, vídeos que denigrem a imagem.
Encontramos e somos encontrados, e saber que minha amiga pensa e tem o ideal parecido, e tantas outras qualidades. A gente tem a vantagem de saber que poderá enfrentar sozinha a maioria das barras, mas tem a certeza de que a amiga sempre dará visibilidade ao que estamos sentindo.
Gorda, magra, confessando que não estou me sentindo bem. A vivência do amor é sempre decidida com respeito. Como eu pude entrar nessa de me cobrar demais? Como pude me abater no período agudo da crise amorosa?
Eu tinha 20 anos antes de nos conhecermos e minha vida mudou para melhor, minha amiga. Agradeço os conselhos, as reflexões, os puxões de orelha e a vida que partilhamos.

Nossa lenta ascensão do humano para o divino

Uma lágrima revela uma grande alma, estou com sentimentos de maternidade brotando em mim. Estou numa fase que como e adoeço e perco a confiança integralmente em qualquer um que me decepcione.
Apetite em excesso fazia parte de mim. Percebi que pequenas decisões fazem uma grande diferença na minha vida. Não alimento vaidade, instinto, orgulho, essas coisas não podem crescer.
Comecei a achar que cabia a mim fazer mudanças significativas na minha vida. Não queria um amor simples, tudo vai além da questão de ser ou não aceito. Vou me focar no que é mais importante: renascer a cada dia melhor do que fui na noite anterior.
Precisava virar a página em muitos aspectos, precisava adaptar meus horários para dormir mais cedo. Fiz um aceno rápido e delicado no trânsito, dando passagem para provar para mim mesma que pequenas atitudes mudam a vida da gente.
Fiz concessões para que o pai ausente das minhas 3 filhas pudesse se sentir pai para variar. Não dei bola para o desdém, arrependimentos e remorsos. Recuperei a força de viver e de amar.
Vontade dá e passa, isso passou a ser uma verdade absoluta para mim por isso integrei mudanças e com fé segui em frente para mais um milagre do dia. Há uma razão para tudo, um significado para tudo que se vive, basta observar.
Me sinto revigorada, grata e compreendida. A vida está sendo muito boa para mim, a fadiga que era intensa e gerava sonolência foi embora. O medo da perda, da separação, da rejeição acabou. Deixei a vida fluir.
Vi no noticiário, duas ou três mães que não encontram a filha vítimas de atrocidades, como irmã mais velha desenvolvi a habilidade de mãe e como madrinha ampliei essa habilidade.
Deixei descobrir por mim mesma, várias opções por si, não era uma opção conversar sobre o que não sabia. A única opção era chorar de emoção. Eu nunca fui magoada em toda minha vida, o que acontecia era eu me magoar.
Fumei e isso tinha um lado divertido, eu me sentia poderosa fumando e fazendo escolhas erradas. Aquilo que alimentamos cresce. Hoje tenho uma vida bem natural e é evidente que mudou o corpo e a mente.
Ainda bem que eu consegui escapar de muitas prisões. A abordagem que me levou a mudar foi os sintomas físicos que eu sentia.

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Não me conheço

Atualmente os livros não são valorizados como a tv e o celular, há visíveis e enormes desigualdades sociais, os acessos a informação não são cuidadosamente controlados, precisamos tomar um remédio amargo que se chama conhecimento. Sabe porque ele é amargo? Porque se autoconhecer dói.
A comunicação artificial está ganhado adeptos, o que não tem sentido nem utilidade não satisfaz as necessidades das pessoas, mas estamos perdendo tempo demais nas redes sociais, esperando os likes.
Devemos alcançar e buscar o que a vida possa oferecer, ainda que isso signifique enfrentar a possibilidade de ganho e de perda como tudo na vida e atentar para ter sempre entre nós relações íntimas, francas e cooperativas.
A idade não significa maturidade, há o contexto emocional, social e intelectual que muita gente despreza, temos a aceitação de responsabilidade independente da idade e temos que viver a tolerância de frustração.
Primeiro passo para a autonomia é começar a viver de acordo com seus rendimentos, parar de acusar os outros, de reclamar, de dar desculpas, de não cuidar da própria vida e parar de colocar a culpa no outro.
A gente sempre está colhendo os resultados que plantamos, não adianta dizer que a vida é injusta, talvez ela seja mesmo, mas é para aprendizado e crescimento pessoal. O que vale é a delícia de viver das próprias vitórias.
Todo sonho tem um preço, depois que a gente aprende a saborear as nossas conquistas, tudo fica mais feliz. É preciso acabar com a fantasia de que as vitórias caem do céu, tudo é esforço e mérito.
Cada vez que consegue algo simplesmente porque alguém lhe deu, você só reforça sua incapacidade de conseguir por méritos próprios. A gente ganha o objeto, porém não aprendeu o mecanismo para conquistá-lo.
Uma nova especialização de consciência me faz repensar porque negros e brancos não podem viver como um povo só. O racismo não pode existir em 2020, isso é inadmissível. A policia deve agir com disciplina e perseverança para punir todos os casos.
Se autoconhecer significa também ser justo, ético, leal porque não é possível desempenhar tarefas individualistas quando descobrimos a nossa verdadeira essência.

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Provocada por repressão

Minha atitude é o segredo de cuidado comigo mesma, o mistério da vida me fascinava e eu queria compreendê-lo melhor, acho o universo inteligente e cheio de energia.
Estava tendo dificuldade para me adaptar à nova vida, não acreditava no melhor dos seres nas redes sociais, corri para meditação em movimento, correr, andar, contemplar a natureza.
Os espelhos mentem para gente, estava num ritmo chamado autoconhecimento. Eu gosto da ideia de ter um segredinho e não gosto do que pregam que somos vítimas de um destino.
Não amo o passado, mas me lembro muito bem dele, qual o propósito? Jamais aceitar situações intermediárias, inconvenientes, abusivas. Nunca vou me colocar em primeiro lugar, mas quero o que me cabe: amor e respeito.
Depois de muitos nãos, vivi o chamado insight, pensei com convicção, era indisfarçável conquistar a sabedoria e ser indiferente a tudo que eu não posso mudar.
Também percebi que muitas modernidades não me cabem, cada vez entendo menos a vontade de estar conectado vinte quatro horas, comprometendo as relações e o sono.
Havia um lugar onde eu descansava a cabeça tranquilamente, era estar rodeada das melhores coisas que já me aconteceu, isso é: família, amigos, livros, séries e as pessoas em volta em que posso amá-las e assim me preencho ainda mais de amor.
Meus amigos conseguem explicar essas coisas muito melhor do que eu, eu só consigo sentir, é uma sensação de coração limpo e bem arrumado, é um desejo de vencer as dificuldades, é o recebimento da paciência que nunca tive, um verdadeiro presente.
Comecei a esquecer as mágoas, era um esquecimento motivado em que eu deveria não valorizar as coisas ruins. Me permiti ser diferente, resolvi agir de forma voluntária e não unida por impulsivo.
Comecei a fazer rituais, escolhas conscientes, confiar em médicos, nos remédios, no silêncio e na tranquilidade. Entendi que toda escolha envolve riscos e eu precisava trabalhar isso, observando o que funcionava e o que não.
O primeiro grande passo foi analisar todas as repressões durante a vida, o que era modismo, o que tinha fundamento, comecei a pergunta o porquê de cada coisa e assim me senti mais consciente para viver e cuidar de mim, da natureza e de quem estar ao redor.

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O homem pode gerar em todos os campos da vida

Homem tem espírito de verdade, está apto para várias funções, são felizes e comemorativos. Leem mais que nós e há um magnifico universo à sua espera. Eles sempre pensam: Tome essa pílula e seus problemas acabarão.
Porém, não aprenderam a lidar minimamente com seus aspectos emocionais, mentais e espirituais, gritam e tem a possibilidade de morrer por coisas que atrai o estresse. Não são harmônicos nem bondosos de natureza.
Falei com a sinceridade mais profunda da minha alma que ter um homem espetacular perto de mim deve ser sorte de principiante. Não significa nada para mim generalizar, não estou falando de todos.
Estava visivelmente apavorada quando passei a frequentar o ambiente de trabalho cheio de homens e com a proporção de cinco para uma. Era tantas histórias de traição, de colocar os filhos na responsabilidade exclusiva das mulheres que meu coração pulsava de ódio.
No início, achava que eles queriam se afirmar e que tudo era imaginação da minha cabeça, achava que eles queriam tomar posição diante dos outros, ser o macho alfa, mas na real, quando começaram a dar em cima das estagiárias eu comecei a pensar que era real o que era dito.
Minha capacidade de dizer não é fundamental para o amor seguro e real, não quero qualquer coisa, de qualquer jeito. O amor tem gestos simbólicos e conseguimos perceber se vivemos ou não de miragem.
Mulheres precisam ser capazes de empoderar outras mulheres, um movimento altruísta e de justiça que nos afeta profundamente. Precisamos falar a respeito das desigualdades das relações.
Não vivia isolada, nem me escondia no sótão, as afinidades se davam em todos os níveis. É claro que não era tão simples, vivia em conformidade com aquilo que sou, que sinto e que quero.
Só janto fora quando minha vida social exige, gosto de coisas não ditas, gosto do prazer suficiente da companhia. Eu me recuso a casar até encontrar o homem dos meus sonhos e esse homem tem a mente livre de preconceitos e aberta a todas as possibilidades, além das obrigações de ser parceiro.
Provo que posso fazer muitas coisas com o indicativo de um vínculo profundo, quero uma vida ordenada, boa o suficiente. Quero ter a família como tesouro valioso, sem sofisticação e sim com muito amor.

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Início da luta em me manter casada

Falo compulsivamente para afastar a tensão, a única generosidade aprovada pelo marido veio do gerar. Amar os outros e a nós mesmos, faz com que tenhamos conhecimento que nos torna divinos.
Uma revolução na alma é a convivência, com uma intensidade que nunca imaginei. Era natural que eu explodisse com as pessoas mais próximas, capaz de tudo por conta de tomar ao pé da letra certas palavras.
Ele se submete as escolhas que eu faço, fez muitas coisas para aguardar, aceitou a si próprio como é. Nosso casamento tinha a gentileza como característica social. Sempre tinha a sensação que alguém estava prestando atenção na nossa vida.
Nós procuramos nos fazer notar a qualquer custo, estávamos sempre em evidencia nas redes sociais, nas mídias, nos jornais, éramos o casal perfeito. Pequenos ressentimentos cresceram com o tempo. Nossa vida ficou chata de uma hora para outra. Eu precisava pensar na escolha de amar.
Tolerância não quer dizer ficar quieta quando seu marido mexe com outras mulheres ou age de forma arrogante. Saber disso é insuportável! Quando as coisas desandam, as mulheres lutam e os homens se confortam nos braços de outra mulher.
Choquei! Abri a boca para protestar, tinha um ótimo emprego, casa própria, um marido lindo e bem-sucedido, mas estava perdendo meu marido claramente para uma pessoa que só amava o dinheiro dele e tudo que ele pode comprar.
Eu achei que você gostaria que eu dissesse a verdade e de uma forma descolada falei tudo que pensava a respeito, foi apenas um dia perdido. O que é que tivesse incomodando era mais sério e havia incomodando muito, há muito tempo. Na verdade, eu estava amando sozinha.
Estava indo para Deus. Sempre frequentei missa e tinha minhas orações, tinha ritos matutinos, vespertinos e noturnos, minha sintonia com o Criador era intensa. Estava com a mente tranquila como condiz estar em unidade com Ele. Caminhar em direção a Deus me fazia pensar na minha família 24 horas por dia.
Às vezes fingia estar interessada nas coisas do marido só para cumprir tabela, é difícil tentar ser o amor ideal sem encontrar a reciprocidade. Parei de ler, esse era o meu hobby favorito para estar ao lado dele na televisão. Comia sem apetite para estar na sua companhia no jantar.
Fiz pequenas renúncias na luta para me manter casada, lembrando dos votos, do sacramento, do amor pela família. Mas sei que preciso me cuidar, me amar, me valorizar. Por hora o casamento está mantido, pelo menos até a próxima crise.

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Adoro comer massa e beber vinho

Sou humana que gosta das coisas boas, também gosto de realizar desejo, via experiências. Aprendi no sentido mais amplo, mais ilimitado, a amar. Facilitei a vida para mim. Algumas ocasiões difíceis são superadas com vivências magníficas.
Pode parecer que estou tentando controlar a minha vida de uma forma positiva e é exatamente isso que estou fazendo. Somos vítimas das circunstâncias quando nos colocamos como tal.
Um adulto se conhece, pelo menos deveria se conhecer. Antes de dormir relembro as mesmas histórias contadas e recontadas vividas durante o dia. Qual a intenção? Melhorar a cada dia.
Às vezes dou desnecessária ênfase a coisas que me machucam porque eu me deixo machucar, não sei disfarçar quando os desequilíbrios dos outros me afetam. Já ri e já chorei por causa das emoções, sentimentos, paixões, desejos...
O importante é saber distinguir o essencial do secundário. Comecei a rir de nervoso toda vez que sentia o coração vazio. Para mim era tão inacreditável quanto imperdoável saber que eu estava me machucando por dentro por causa das atitudes dos outros.
Sempre me incomodei com gastos desnecessários, eu também intuí que tenho o poder de sempre conseguir o ainda pensava em mim como alguém invencível. Não é arrogância ou verdade absoluta, mas sintonizar com o universo que o que queremos, podemos!
Ao longo da vida quis muitas coisas, roupas melhores, alimentações excelentes, vegetais como base da cadeia alimentar, eu estava tateando entre ser melhor por dentro e por fora e comer estava nesse pacote.
Não estou falando de preço, posso comprar na feira, no mercado, aguardar as promoções. A gente aprende que dinheiro não é tudo e que a saúde do corpo e da psique que são importantes, porém nada pode ser desprezado.
Quero dar um soco no ar e fazer a dança da vitória quando as coisas me agradam, me sinto com a metade da minha idade, tenho alma jovem. Minha alimentação tem fundo emocional. Dou voz a mim quando devoro um pedaço de carne.
Estou tentando aprender a ter uma boa relação com a comida, ainda erro muito, mas estou me aperfeiçoando, a sensação vai mudando aos poucos, a gente vai se adaptando a menos doces e carboidratos ruins.
Não tenho filhos e percebi uma coisa, quanto mais me aproximo de Deus mais simples e feliz minha vida se tornou.

Inserida por Arcise

Busquei a fuga no trabalho

Opas, me empolguei! Quanto mais eu trabalhava mais eu chegava a conclusões grandiosas de que trabalhar me faz feliz. Nada precisa ser resolvido de imediato, mas eu gosto de fazer rápido e bem feito.
Há tanto bem no pior de nós e tanto mal no melhor de nós que não nos cabe julgar. A nossa maior alegria é nossa capacidade de escolher o bem, a confiança em nós mesmos, o autocontrole e o sorriso largo.
Tornei descartáveis o medo de amar, namorei outras pessoas antes de você aparecer. Nosso relacionamento tinha uma energia e uma paixão. Não era fácil entendê-lo. Minha tarefa no plano físico é aprender e perceber as fugas existentes na minha vida. Foi um passo de cada vez.
Meu amor estava ocupado demais sendo gordo, careca e casado, num jogo de palavras, fazia bem o seu destino. Poderia continuar a me visitar a noite, mas com menos frequência, mesmo com energia latente.
Marquei uma massagem para todas as noites às 19h. Ouvia diariamente frases provocativas sobre a dificuldades para ter filhos, não era problemas biológicos e sim a expressão de não querer nenhum.
Algumas áreas de nossas vidas são boas, quando outras desmoronam. Vamos embora fazer coisas diferentes, pensava eu, vamos ter paciência para aguentar aquilo que o universo nos dá.
Muitos não possuem um filtro emocional, eu estava nessa estatística, uma estranha no ninho, uma vontade louca de nunca voltar para casa. Tomei para mim a responsabilidade de cuidar de mim mesma.
Frases curtas, grossas e cheia de palavrões era o que me cercava. Algo começou as mudar em mim quando percebi o que de fato mereço. O peso da verdade esmagou meus ombros. Converso com toda gente, falo com quem está próximo a mim, independente de conhecer ou não. Algumas vezes, me tornei amiga da vida.
Alguns dizem que tenho a habilidade de manipular os homens e manter-me no poder, mas na verdade sou a favor da harmonia nas relações humanas, quero me conduzir pelos sentimentos e emoções.
A mulher mais feliz do mundo é a que ama e que foge de pretendentes e relacionamentos que nada agregam, não adianta se unir numa única causa comum, tem que ter pelo menos muitas afinidades sociais, intelectuais, propósitos ou então é melhor ficar workaholic.

Inserida por Arcise

Analisando os problemas que surgem quando têm de lidar com pessoas

Quando começava a me vincular a alguém, sentia-me sufocada, com medo de perder a liberdade, não conseguia me relacionar nem como casal, preferia ter as finanças separadas a ter que lidar com pequenos desentendimentos que isso poderia gerar.
Minha disposição de ânimo estava variada, gostava de ler e tinha abandonado a leitura, passava horas na internet e achava tudo leseira baré, ia ao cinema sozinha e de repente comecei a me sentir incomodada.
Organizei a vida de forma que eu me bastasse e descobri as duras penas que esse método não funciona. Deixei de telefonar, ir a uma festa, a um jantar, desaprendi a me amar.
Minha capacidade de amar tinha descido o ralo, as pessoas se magoavam com tudo e eu também, estava ignorante nas palavras, não conhecia a alma de ninguém, minhas motivações e anseios desapareceram.
É desolador notar como casais apaixonados convertem o amor em um relacionamento destrutivo, assim estava meu relacionamento e por culpa minha. A energia do amor é que nos leva a evolução e eu estava involuindo.
Experimentei o real significado da palavra liberdade e encontrei meu próprio caminho na vida, mas me perdi. Viver a dois é um presente para quem sabe voar com as próprias asas, mas eu me engaiolei.
A busca eterna da superação tinha acabado, estava criando um estilo de vida no qual o ser humano não teria mais importância, o mais importante eram as coisas, a ostentação e provar coisas para todo mundo.
Aprendi que para ser feliz era preciso fazer outras pessoas felizes, eu conhecia essa fórmula, sabia que funcionava e por isso revi o meu jeito de ser e, principalmente, a maneira como percebia o outro e a mim mesma.
Falei com todo mundo, mas ninguém se importou, eu precisava por para fora tudo que estava sentindo, ninguém quer ser mais um na vida do outro, deixamos de observar as mudanças ao redor.
Criamos uma confiança equivocada e perdemos a oportunidade de repensar nossas experiências, estou atualmente no meio de uma depressão, quando o contexto muda, as soluções mudam também.

Inserida por Arcise

Falta alguma coisa em minha maneira de pensar ou agir

Quando as coisas estão saindo do rumo é necessário corrigir a rota, o casamento já estava ruim, mas ninguém reclamava, até que um dos dois resolveu ir embora. Foi um baque para o outro, a gente prefere relacionamentos mornos a não ter um.
Só valorizam a necessidade de mudar quando perdem o que tem e eu continuei defendendo posições indefensáveis. É preciso perceber a insatisfação, antes que os resultados sejam insatisfatórios.
Sou possessiva e controladora, deixei de ter esses traços de personalidade porque me fazia ter remorsos. Joguei fora tudo aquilo que se tornou desnecessário, coisas que não usava, livros que nunca leria...
As pessoas gostam de garantias e de coisas com as quais estão acostumadas, era esse o meu problema, o conhecido nos dá uma sensação de proteção. Ruim com ele, pior sem ele.
A vida não gosta de repetições, as secretárias vivem uma crise de identidade porque sua função ficou associada ao auxílio a outro profissional, nunca foi uma ajuda e sim uma equipe. As secretárias que não conseguem abandonar a identidade de serviçais estão tendo dificuldades em evoluir, ou seja não era só minha vida amorosa que estava um caos, a profissional também.
Minhas ferramentas de trabalho são criatividade e iniciativa, o importante não é sua imagem, é você. As derrotas são as melhores lições da vida, é quando desenvolvemos nossa capacidade de superação.
Não amo meu marido, mas será que vou encontrar alguém melhor? Crescer significa ter a ousadia de explorar o desconhecido, detesto escrever sob a pressão do tempo, saber que a cada quinta tem que ter um texto novo, mesmo que a criatividade não brote me faz ter ansiedade.
Uma recuperação miraculosa é deixar a vida fluir, entender que qualquer carreira tem seu lado chato, se não somos capazes de conservar uma relação afetiva estável, está na hora de analisar nossa maneira de amar.
Decidi ser mais organizada, entendi que o trabalho é um dos principais caminhos para realização pessoal, que o futuro não é um presente, é uma conquista. Muitas pessoas só percebem a riqueza do casamento tempos depois da separação.

Inserida por Arcise