Antigo
Novo amor antigo
Imagem de amor antigo.
De novo volto a sentir o teu carinho,
bem perto, bem ardente.
Imaginei que os corações mudassem,
todavia o teu em nada mudou, os anos
passaram, longe ficamos, mas as coisas
do coração voltam, e vejo que és a mesma.
Nada em ti modificou.
Perto estando, nos sentindo mais, retornamos
a ambicionar o amor de ontem.
Volta o devaneio, o impacto do xodó
de antigamente.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Dias atrás me peguei pensando sobre um amor antigo. A dúvida foi "será que podemos chamar de amor?" talvez chamo de ignorância até o momento que resolvi esquecer todos os momentos bons e levar até o ponto do caos. Talvez eu apenas decidi que fosse apenas um caso, parecia eterno e duradouro. Realmente quis acreditar que aquilo seria para sempre como esperamos de qualquer sentimento bom e que nos conforta. Será que a cada amor que vai aparecer irei ter o pensamento de "aquilo não era amor, era cilada" cilada boa que se transformou na ruína. Não nasci para esse negócio de que encontramos um amor em cada esquina. Espero que esse seja aquele transformador, que inesperadamente eu me apaixone todos os dias, e que de forma delicada, eu venha até aqui para mostrar que amores não são como flores.
No antigo passado deus reparou numa criatura que vagava pela terra como uma de suas criaturas
Único em sua espécie, não existiam fêmeas e mesmo por esse motivo a sua vivência por esse motivo não era ameaçada
Bico rígido e espesso assas gigantes e penas arroxeadas e dourados como ouro, cor de fogo conhecido pelos gregos como a verdadeira ave da ressureição a fênix
Isolada em seu reino absoluto atrás em seu rostro segredos absolutos e sutis, que compartilha com o próprio Deus
Sons desse pássaro acalmam o êxtase das feras e animais profundos, bestas viram anjo e não provocam seu mal pelo mundo
Dizem lendas que se aprenderam ciências e outras artes que o homem domina, sobre sua extinção já que não há procriação que sua vida de um mil ano não passará
De antemão sua morte ela sabe, renovação em um pico de agulha na pira de palmeira forma seu ninho da ressuscitação
Ao som de melodia do fim atrai todos os animais para o espetáculo vanglorioso, em seu interior uma prostração muito grande se consome
Alma imaculada postada ao fogo será imolada, como trombetas do último dia
Todos os presentes se envolvem de sentimentos inexplicáveis em seu interior a tristeza da ave e muito grande a suportar
Quando o resto do seu ser chegar ao fim, o sopro de sua vida há de chegar enfim suas longas asas se agitam é como centelha o fogo a consome
Luz, calor e eternidade
As chamas se espalham o arde constante da aniquilação, prazerosa queima sobre a pira de folhagens consumindo abruptamente
Até a última centelha o vermelho desse fogo divino irá queimar, e como uma surpresa aprazível quando a cinza tomar conta desperta ela completamente renovada
Aconteceu que por séculos este acontecimento se repetiu infindável vezes
Sem progenitora ou qualquer presença em sua vida sua maior dor se tornou a solidão
Não poderia também haver pósteros isso a machucou e já saberia que seu fim definitivo se aproximava
No dia que o vento enfunou por fim de vez a fênix se lançou em borralhos para deste mundo enfim deixar de existir
Sabendo disso toda a beleza dessa ave Deus lançou sobre a ave do paraíso a dadiva da recordação dessa que um dia voou pelos horizontes, sem solidão eterna por mais que ela possa ser astuciosa a fênix não pode se abrigar conta a morte
Apesar dos problemas que a vida impõem a gente a morte será o caminho mais tirânico que há de existir.
Essa noite encontrei a saudade e o mar na pasta de
um notebook antigo. Por segundos tive medo...
Pensei: "eu não devo fazer isso";
O problema é que sempre faço o que não deveria.
Já se tornou uma característica.
Então, cliquei na pasta.
A sensação era de colocar a ponta do pé num navio,
um navio que eu conhecia, mas já não me lembrava.
E fui...
Senti o vento bater no rosto,
como da primeira vez;
A paisagem, os pássaros,
o barulho do mar na madeira seca;
Repousei meus olhos sobre nossas fotos,
todas as fotos que eu fiz questão de nunca mais ver.
Degustei a saudade numa pequena dose,
ainda era doce.
Encontrei nossas músicas... Algumas eu nem lembrava
da existência, outras eu cantarolava às vezes,
outras ainda, me fizeram aumentar o volume,
colocar os dois fones, me amarraram no navio;
As cordas eram fortes, machucavam minha pele,
assim como as lembranças.
Nesse momento eu já estava em alto mar,
tarde demais pra pensar em voltar.
Bebi mais uma dose de saudade, uma dose grande,
amarga e fria, bati o copo na mesa e pedi outra...
Enfim, cheguei aos textos, os diários, as confissões,
ninguém tira da minha cabeça a ideia de que voltei no
tempo, senti como se estivesse lá ainda.
Doeu. O navio balançava agressivamente,
a tempestade começou. A tempestade voltou.
Aquela mesma tempestade,
da cor dos seus olhos castanhos.
A última dose eu não pude beber.
Já estava vomitando.
Não sei se por beber tanta saudade com o
estômago vazio, ou pelo balanço do navio.
Nada mais me restava.
Por fora, eu ainda estava na minha cama,
com um notebook velho sobre meu colo,
Por dentro, eu naufraguei em você de novo.
Admissão
Quando aceitamos que nosso antigo modo de vida está nos matando continuamos incapazes de muda-ló, se verdadeiramente não tiver coragem para admitir e aceitar que seu modo de vida atual vai te matar
só sairá dele realmente morto. Se tiver fé e cuidar com carinho a semente que foi plantada em seu coração, terá um novo modo de vida sim, não que seus problemas sumirão, mais terá muito mais ferramentas para suportar as angustias decepções e problemas cotidianos do seu dia a dia, então cuide bem dessa semente e ela crescerá e se tornará uma bela arvore com raízes firmes e uma bela sombra onde você poderá se assentar e refletir sobre as tempestades da vida.
Sou tão antigo quanto a minha alma
Sou tão velho quanto o meu espírito.
Muitas vezes acho que nasci no século errado
Algumas vezes acho que nunca morri
Pois carrego em mim romances antigos
Paixões verdadeiras
Amores tão irreais, mas mesmo assim,
Tão tangíveis
Que sinto até o cheiro.
Assim começou a minha história.
Solidão e Isolamento
No meu antigo modo de vida vivia isolado da sociedade, vivia cheio de raiva e ressentimentos, a soberba e o egocentrismo me isolava de uma vida sadia e bons momentos. O pior que ainda me achava certo discutia e não enxergava que minha vida tinha pedido totalmente o sentido, mentia para mim mesmo e fingia que tudo estava bem. Quando comecei a praticar as sugestões de um novo modo de vidas as coisas começavam a mudar, a mentira, a raiva o ressentimento começavam suavemente a sair da minha vida por conta da presença constante de Deus em minha vida. Hoje não vivo mais isolado da sociedade que considerava ruim para mim, tenho uma nova conexão com a vida, não sou mais um ser rejeitado pela sociedade, não perco meu controle nem minha serenidade, pois sei que Deus está no comando reforçando assim todos os dias meu novo modo de vida, mais ameno e cheio de amor e felicidade, uma felicidade que nunca conheci antes.
Mais que um conceito antigo que nos instrui com perfeição, nem sempre um irmão é amigo mas todo amigo é um irmão.
Visita a Casa Paterna
Como a ave que volta ao ninho antigo,
Depois de um longo e tenebroso inverno,
Eu quis também rever o lar paterno,
O meu primeiro e virginal abrigo.
Entrei. Um gênio carinhoso e amigo,
O fantasma talvez do amor materno,
Tomou-me as mãos, - olhou-me, grave e terno,
E, passo a passo, caminhou comigo.
Era esta sala... (Oh! se me lembro! e quanto!)
Em que da luz noturna à claridade,
minhas irmãs e minha mãe... O pranto
Jorrou-me em ondas... Resistir quem há de?
Uma ilusão gemia em cada canto,
Chorava em cada canto uma saudade.
Embora o bullying seja um fenômeno antigo, sua notoriedade e alcance aumentaram significativamente com as tecnologias de comunicação e mídias sociais, ampliando sua magnitude e visibilidade, antes confinadas a círculos mais restritos.
Quando vivenciamos uma verdadeira metanoia, não temos problema algum em abandonarmos nosso antigo Eu que já não mais é, mesmo ainda sendo.
O mundo acadêmico deveria ser igual ao Jogo da Vida (quem é mais antigo lembra):
- Não produziu nada neste ano = volte uma casa
- Não compartilhou conhecimento = volte duas casas
- Praticou haterismo = volte cinco casas
- Assediou/Perseguiu o aluno = Eliminado
Para: meu antigo melhor amigo, J:
Somos melhores amigos, certo? Não. Éramos melhores amigos.
Você mudou de horário e a pandemia nos afastou ainda mais. Depois disso, confusão de sentimentos, briga, ódio: nos afastamos mais.
Passou. Eu já tinha superado, e você também. Mas, um dia eu te perguntei quem era uma menina dos seus status e você respondeu que era "uma das suas melhores amigas". Foi aí que caiu a ficha: eu não sou mais sua melhor amiga. Nós não nos falamos mais, não nos conhecemos mais.
Talvez eu já tenha superado, mas eu ainda sinto falta da nossa amizade, das risadas, de poder falar qualquer coisa pra você e de poder falar que tinha um melhor amigo. Apesar de eu não querer isso, sinto que nunca mais vou te chamar de "meu melhor amigo".
Por que você parou de lutar?
E vi quando de ti, aquele antigo monstro veio a dominar
Você disse que deste monstro, era o maior guardião
Mas você o deixou escapar... Você se entregou a escuridão
Você tinha um sorriso tão radiante
Eu sei que isso de você vieram a arrancar
Toda aquela dor incessante
Mas você não podia parar de lutar...
No dia em que toda essa dor veio à tona, a todos surpreendeu
Por que era você que de alegria a todos a sua volta encheu
Por que você não se deixa ajudar?
Se a todos a sua volta, é você quem faz a cabeça levantar
Meu maior medo é um dia você transbordar
E sabemos qual fim isso lhe trará
Mas uma coisa eu te digo...
Até o fim, até seu último suspiro, estarei aqui contigo...
Ass: Gustavo A. Justino
