Ampulheta
Dizem que tempo é dinheiro, mas o tempo é preciosidade como a vida, e tal como a areia na ampulheta, vai se esgotando naturalmente até ser extinta.
O tempo vai passando,
como líquido que goteja...
vai escoando,
como areia na ampulheta...
Abre a porta,
vai embora
e, de forma cadente,
não espera por ninguém!
Compreendeu a razão
de viver o presente
de forma mágica e urgente?
"O tempo pode ser areia numa ampulheta...
O tempo pode ser o vento que passa por entre as folhas marcando as estações ...
O tempo pode ser sentido pelo amadurecimento em relação a vida...
A passagem do tempo é inexorável!
E será através do Tempo que seremos modificados e conquistaremos nossa LIBERDADE!
a vida e como uma ampulheta uma hora ela vai caindo, mas arrumando-a ela volta ao normal e gradativamente,o processo vai e volta, feito uma sanfona tocada pelo um sanfoneiro.
Se estivermos dentro
da ampulheta existencial,
o quanto de areia já ultrapassou o funil?
Isso conta? Se não conta,
o que conta, então?
Envelhecer
A verdade é que não podemos fazer retornar a areia que cai pela ampulheta do tempo, nem somos carrapichos para grudarmos nas bordas desta enxurrada que se chama vida. É preciso deixar-se levar...
Cheguei à conclusão que saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria. É um dos capítulos mais difíceis da arte de viver se não aceitarmos o deixar-se levar...
Então, já estou aceitando e amando minhas limitações, são partes de mim, componentes da minha história.
E procurando descobrir todos os prazeres que este período da vida pode me reservar – e olha, já vi que são muitos. Surpresas? Que venham…
A vida do homem, sem nenhum propósito, é como uma pequena ampulheta, onde o pó desce em pouco tempo.
Pegue um cadáver, creme-o e o coloque em uma ampulheta, porque não há nada melhor que um morto pra dizer que um dia nosso tempo acaba
Ainda fico esperando o meu passado passar, no derramar da areia de uma ampulheta, o resultado é que o meu futuro está muito longe, a conclusão é que eu demoro para ter experiência e me conformo porque meu juízo é o de ontem.
Persiste o teu perfume
floral em mim,
O tempo não perdoa,
ele é ampulheta;
O toque de doçura
faz o diferencial,
Os grãos de areia
dançam o minueto,
Persiste o desejo,
eu jamais o esqueço.
O meu arfar praiano
é o meu feitiço,
Lembrarás de mim
perdendo o 'juízo',
O teu coração é meu..., confio;
Em dias de Sol
e noites de frio,
Aqui em Balneário Barra do Sul
- eternizo.
Você é como as dunas
que mudam de lugar,
O teu coração não resiste
em me levar,
Ele bate sempre forte
de tanto me amar,
Em Salinas será
para sempre o teu lugar,
Está aqui o beijo doce
capaz de te adoçar.
A minha poesia viverá
para sempre em ti,
E jamais os meus versos
hão de se apagar,
O teu beijo pode alcançar
outras moças,
Vive a certeza que você
não deixará de me amar.
PERENAL
Indago-me, serei eu um sonho ou sonhador,
deste clichê de um déjà vi?
Mesmo sob o crepúsculo dessa caixa de pandora,
Quando em trevas a face tão pálida da lua me encanta.
Neste covil desfigurado por demônios sem asas, a imperfeição criação testemunha sempre abismada o reluzir da senhora soturna.
Enquanto o ser tumular gira sua ampulheta, eu me pergunto qual;
Qual meu proposito neste ergástulo enfermo?
Por certo serei eu um receptáculo abastado de desolação condenado à mesmice?
Neste anuviado vale sepulcral de esfinges mortas
Tudo parece o sonho de um cardíaco lívido...
Serei eu um mero fardo preenchido de lamuria?
Sinto-me provido de vida, como o suspiro de um defunto, um escárnio aos olhos da morte?
Ou um perenal protagonista deste limbo inventado?
O sono pesa minhas pálpebras de chumbo.
Morfeu me puxa os pés enquanto meus dedos
automáticos escorrem pelo teclado.
É hipnótico.
Um mais-que-um-vício.
Meu cérebro corroído por taturanas vermelhas.
Imagens, palavras: ir-e-vir-e-ir-e...
Dormir é desconectar.
Desconectar é viver.
E viver não é preciso.
Naveguemos, pois, Pessoa.
Amanhã retumbarão culpas.
Outra jornada A la recherche
du temps perdu.
Mas vá!
Melhor que os bispos da Universal,
melhor que o ópio da zona baixa.
Ou não?
Acabarei mesmo por me entregar.
O peso é demasiado.
Dos dias-e-noites,
do chiaroscuro intermitente
na janela.
Um vento negro apagará meu senso.
Levará o sonho para dentro de
minhas narinas corroídas,
das minhas orelhas moucas.
Dormirei, enfim, para
novamente girar a roda do destino.
Do meu destino apoucado
de alegrias pela areia
amarga dos anos.
Que já vai um pouco além
da metade da ampulheta
da vida.
M? Não sei. Você é que mudou um tanto, amigo.
Se distanciou mais e mais do seu passado.
Ela continua lá
junto daquele cara que conheceu
mas que agora já não é mais o mesmo.
E assim é: estradas e encruzilhadas
e novamente estradas.
Pessoas se encontram, partilham coisas,
caminham juntas algum tempo
e, depois,
cada qual segue seu rumo
na ampulheta descendente dos minutos,
dos dias, dos anos...
Destino: sinuoso sendeiro onde deambulamos todos
na direção dos braços da inelutável morte.
Nós somos mentores do nosso próprio tempo, o destino nos dá a respectiva quantidade de areia necessária em nossas âmbulas...
Alguns perdem a vida olhando o encher de uma, outros percorrem o mundo antes do esvaziar de outra.
Como um Punhado de areia assim é a vida, ninguém conta seus grãos, quando a experiência já não soma tanto; tambem nem importa saber quanto se gasta ou quanto se tem, o que de fato vale é ser amigo de alguém, prosear, cantar e sorrir de coisas boas dos tempos de menino.
O amor não correspondido é o pior tipo de amor que uma pessoa pode experimentar, porque é como uma ampulheta: só uma das partes se enche enquanto a outra se esvazia.
Sou um inteiro,
Impossível me doar em partes,
Então, me dôo,
Enquanto a vida me dói,
Constrói, destrói e reconstrói,
Como se à cada decepção,
A minha arte delicada,
Novamente despedaçada em mil partes,
Reformulada em mosaicos,
Estilhaços de tempo,
Momentos,
Cada vez mais colecionáveis,
Ampulheta quebrada,
A areia se espalha,
Entra nos olhos,
Lacrimejando as perdas,
Pelos motivos mais bestas,
Onde estará a verdade?
Sem vaidade?
Sem véu,
Sem mentiras...
Um ser completo no meu,
Assim então, nos transbordamos,
Em artes de noites mal dormidas de prazer,
Café da manhã na cama com poema e cafuné,
Sabe bem como é?
Eu não,
Mas, sei que existe,
Já te dei vida na minha imaginação.
Porquê não?
DIA DE SANTOS
Santo ou não, aqui meu pranto
Lágrimas que são saudade
Que irrigam o que planto
No exemplo eternidade
É lembrança em cada canto
Eis a lei da humanidade
Ampulheta vai gastando
Esperando a Divindade
Vir cobrir-me com meu manto!
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