Ampulheta
O tempo é como uma ampulheta!.. tem dois hemisférios e duas vertentes.
Os hemisférios são duas vidas, cada qual com seu próprio poder!
Já as vertentes se caracterizam em dois caminhos, quanto mais se prolonga o tempo da ausência o destino estará selado em dois rumos, dependendo do trajeto o tempo se encarregará de unir ou afastar essas vidas.
A ampulheta do esquecimento:
Assim que a morte o alcançar,
A ampulheta do esquecimento passa a despertar,
E sua imagem a se disispar.
Portanto, por que da carência alheia vos se alimentar?
Assim como um condenado marchando para sua execução,
tudo que lhe cerca já está morto e fadado ao sopro da vindoura destruição.
Em vista disso, viva pelo regozijo eterno de seu criador,
Pois, o luto dos seus, não há de ser mais longo que a final caminhada do réu pelo corredor.
Você é o último grão de areia em minha ampulheta. E, ao invés de vê-lo escoar para o tempo que se esvai, eu o sopro para a imensidão do céu, para que ele se torne uma estrela. Eu sou a terra fértil onde a semente de sua vida brota, e mesmo que meu solo se esgote para te fazer crescer, eu o faço de bom grado, pois a luz do seu amanhecer é o futuro de um novo jardim.
Parasita
Essa história é uma que não começa: ela já está no meio. É como uma ampulheta que girou e parou na metade do tempo. Certa vez, uma menina descobriu três coisas: um parasita, uma amizade e uma cobra. Os três estavam dentro dela.
A amizade respondeu para ela da seguinte maneira:
"O parasita que está com você é mais leve que o meu."
A amizade guiou a menina até a suposta cura, em um rio, e disse:
"Esse rio é o fluxo da vida. Se há cura para um parasita, está nele."
O amigo evaporou, deixando-a sozinha. Ela entrou no rio, onde foi puxada. O parasita estava no coração da menina — e era mortal. Ele puxou o coração da garota e emergiu como uma cobra.
Depois dessa descoberta, a história voltou ao início, e ela fez sua última descoberta: aquele parasita só consumia meninas cuja história não tinha início — apenas meio e fim.
Ellen De 🌷
O tempo se renova em detrimento do homem — que, se eterno fosse, teria afanado a areia da ampulheta para forrar com ela a caixa de fezes de seu gato pançudo.
Os ponteiros da ampulheta mandam avisar
Que a locomotiva que reboca o trem das horas já passou
O gelo derreteu no Pólo Sul
E o Céu azul desta serena tarde
Dentro em pouco, já nem arde
dos primeiros que chegaram,
nada permanece
A grama cresce, o tempo passa, o vento já soprou
toda fumaça que passou pela chaminé
Que ontem foi demolida
O couro da pulseira
do teu luxuoso relógio de ouro
ressecou
Juntamente com todos teus demais tesouros
Se era apenas isto que juntaste em vida
As notícias escritas no rodapé dos calendários
Creio que sejam um tanto ruins
A passagem do tempo não tem retrocesso
O Palácio desaba, havia algo mais, escrito no verso
das páginas que tanto leu, acho que você nem viu
Um dia o tempo acaba
Indiferente ao fato de não ter fim
Já nada podia afiançar como seguro, uma vez que naquele meu caminho de ampulheta estilhaçada, levava atrás de mim, como cauda do tempo, vozes do passado, do presente e do futuro numa mescla de linhas...
Na ampulheta da vida
Tento recuperar o tempo perdido,
que escapou das minhas mãos
como areia levada pelo vento,
sem que eu percebesse.
E quando me dei conta,
já era tarde demais.
[A Fantástica Fábrica de Submissões e a Ampulheta dos Aloprados]
nem aqueles
tijolos emocionais,
arremessados
com força total
em alta velocidade,
despertaram
os gritos.
um silêncio
pesadíssimo,
se mantinha
calado, mudo
e emudecido,
paralisado
por assim dizer.
nem mesmo
as cercas morais,
que avançavam
em plena luz do dia,
expulsando nossa
honestidade mais
sincera, para
as longínquas
ilhas da periferia,
serviram
para impulsionar
os surtos
coletivos.
enquanto um
tresloucado
aleatório, saía
para passear
com teus transtornos,
sabíamos no fundo,
que os enclausurados
por tuas sandices,
eram os menores
perigos, deste
vasto sanatório
a céu aberto.
as insanidades
se resumiam
quase sempre,
a alguns resquícios
pífios das loucuras
individuais.
de um ou outro
maluco, tomado
pela insensatez
oportuna, d'uma
demência respingada.
porém, o risco real,
brotava na ânsia
alucinada por cargos
eletivos e teus
patrocínios.
da normalidade
intolerável, que vinha
sendo semeada,
pela padronização
homogênea e
indiscriminada
das ilusões,
prevista e promulgada,
pelo rigoroso processo
de mu-mi-fi-ca-ção.
Michel F.M. - Trilogia Flores do Pântano
Bruno Michel Ferraz Margoni
03/01/2024
Uma ampulheta é semelhante a uma mão
que, com um ingênuo intuito,
em vão tenta segurar o tempo,
grãos de areia escorrendo em segundos,
Cada minuto seguindo seu fluxo
sem se preocupar
Se será favorável ou se irá importunar,
Aquela deveria ser como os pés
que não tentam segurá-lo,
preferem caminhar neste cenário temporário.
Às vezes, é preciso que viremos a ampulheta. A vida vira junto, de ponta-cabeça, mas é necessário. Serve de recomeço, é como se a contagem se reiniciasse.
Pra quem deixou cegar os olhos do coração o Tempo reservou mais areia da ampulheta em nome da solidão.
A amizade é como a areia de uma ampulheta, se você não deixar equilibrada ela acaba se escorrendo com o tempo.
Virei à ampulheta do meu tempo somente para te encontrar
Em outras areias já passei em outros tempos te procurei. Cada grão de areia em um tempo em que eu só queria te amar
Tempo passa corre o tempo, tempo volta a passar
Mas o tempo parou meu amor para eu te encontrar
Um olhar que não se explica canções a nos falar, poesia que procuro para perto de ti chegar.
Um amor conectado, em pensamentos a brincar
Queria eu ter o dom do seu pensamento adivinhar
Mas um amor assim é de faltar o ar
Rimar,rimar,rimar este é o segredo de amar.
É quando as palavras se casam em um só pensar
É como a ampulheta que a areia sempre troca de lugar
Te amo outra vez que bom te encontrar!
Eu sou a areia do tempo, dentro da ampulheta da vida e deixo que a vida me molde grão a grão
A.Kawaza
Você lê seu relógio, sua ampulheta, seu calendário, mas não compreende; mas não compreende o que é o tempo.
Nós tivemos grandes poetas, filósofos, doutores, intelectuais que pensaram á volta de um único conceito: "o tempo", porém nenhum deles entendeu algo mais que uma teoria plana, ideais presos á compreensão humana.
