Frases sobre xícara de café
Café em falso sobre a mesa,
xícara de porcelana trincada
em um Pires de barro.
Tomei um chá de espera,
puis duas colheres de açúcar
no tempo, assim não perceber
as horas amargas passarem.
Uma, duas, três xícaras de café já é o suficiente, para despertar a minha mente,
e acelerar o meu coração, assim podendo acorda essa paixão que só foi mais uma ilusão...
Existem pessoas que exigem café quente, e depois deixam ali na xícara... esfriando.
Dá para entender?
Você entra profundamente em minh'alma alcançando o fim do meu ser. Sabe o restinho do café na xícara, o mais adocicado e desejado?
E eis a verdade que me revela, VOCÊ é minha inspiração para escrever sobre reciprocidade.
Você é a reciprocidade!
Um café amargo numa xícara branca esfria sobre a escrivaninha. O corpo em estado de adormecimento escreve no ar
...
Tenho me deixado cruzar, atravessar pelos fluxos da paixão. Meadas de força que invadem, rasgam o corpo. Cortado em vários pedaços, inebriado por tudo que parte, divide, estilhaça, sigo. O que escrevo? Um borrão, um esboço, um emaranhado de riscos entrecruzados que preenchem o espaço sem tempo.
A paixão por toda espécie de coisas lateja em mim. Minha fala se caracteriza por um timbre rouco, um som grave, uma vós áspera, roufenha – isto não é importante. Paixão: palavras, imagens, dentes; barba, sono, sonho, fantasia; tenho inventado o meu próprio mundo fantástico no qual os desejos mais submersos emergem.
Estou apaixonado por certo sorriso proibido, encantado pelos sons dos pássaros e pela confluência das águas que correm sem imediatismo: não há urgência no seu percurso. As horas como um longo tapete vermelho se estendem – recolho os olhos. Tenho dado lugar cotidianamente para as utopias, tenho vivido lugares fora de todos os lugares. Por vezes encontro-me nos desencontros. Sinto saudade da sensação dos olhos molhados, derretendo como um sorvete salobro sobre a pele do rosto, sobre a maciez dos lábios que esqueceram o gosto do beijo
Um torrão-de-açúcar
Sinto o cheiro do café fresco e me dou conta da xícara à minha frente. Meus olhos se voltam para a mesa posta para dois, mas o relógio na parede insiste em mostrar que o tempo não volta.
Minha mente dispara regressa naquilo que sou capaz de manter… lembranças. Sem foco ocular, me perco no fundo dos teus olhos e me deixo mergulhar num sorriso marcado pela redescoberta da paixão.
E, na acelerada do peito, vejo o pote ainda cheio de doces pequenos quadradinhos. Então, me dou conta de que no amargor dos dias, de fato, resta apenas um torrão-de-açúcar.
A alegria não esfriou minha carne. Eu não sei controlar a medida do açúcar no café, o peso da xícara, muito menos dosar o afeto, a amizade, o amor, a raiva, o despreparo. Começo pelo final para não ter dúvidas do início.
Quando ia dormir e era do tamanho do que imaginava, escutava os adultos falando na sala de estar. Eles falavam baixinho. Meus ouvidos caminhavam na ponta dos pés para escutar as conversas. Acho que minha audição se esforçou tanto para reconstituir os assuntos sérios e proibidos que não teve forças para voltar para cama.
Havia uma fresta no porão que dava ao jardim. Durante duas semanas, cavei com uma colher de sopa o cimento para aumentar meus olhos. Fiz uma lâmpada no muro. Passava pela fenda odores de fungos e musgos. Até hoje não diferencio os cogumelos venenosos dos sadios.
Como descobrir o que mata sem morrer um pouco por vez?
A XÍCARA
Hoje, uma xícara quebrou a asa,
a que saboreio meu café.
Mesmo desprovida de parte, ainda arrasa,
é minha preferida e boto fé.
Seria insensível descartá-la.
Na vida também assim é,
ao passar do tempo ficamos um mala,
mas sempre há alguém que se amarra,
no nosso jeito com alafé.
Uma xícara apenas
Eram duas xícaras e ficou uma
Para ter rodopio no micro-ondas
O café não continua tão quente
Contudo deverão chegar outras
Vai e vem, tudo virou transitório
Gente deletada como aplicativo
Tocar na tela dispensa a saliva
Velozmente se altera o objetivo
As relações então são líquidas
Recorra a Bauman, ele explica
Afeto de prazo predeterminado
Quiçá meramente atração física
Tantos números e tantas bocas
E um vácuo assaz entranhado
Deve ocorrer algo de incorreto
Pela dimensão do machucado
Sentido na excitação sensorial
Vazio, está cheio de si próprio
Preso, suas grades condenam
O indivíduo com rumo inglório.
Nem me lembre ou comente coisas parecidas, como daquela xícara cheia de café quente em minhas mãos estremecidas;
Do seu sorriso marcante, do meu coração balançante; De tudo envolvente, da minha mente que sente antes que você pense...
Dos sinos das catedrais batendo aqui por dentro;
Dos meus olhos fixos e depois desatentos, do seu passo à frente e eu atrás, aliás, de todo meu conter, daquele pedaço de bom caminho, do meu olhar de cantinho, da minha paixão de menino, do pecado, do meu estado...
Do lado esquerdo do meu peito batendo apaixonado, da minha tentação...
Dos meus olhos brilhantes, das minhas pernas e passos desconcertantes; e das suas deslumbrantes...
Das nossas almas vibrantes, daqueles pés sem chão sem direção...
De todas essas coisas e mais, do cheiro de banhos de sais... De você bem pertinho de mim, do abraço, do espaço entre você e o meu braço, da pouca distância da sua boca, do seu respirar me assoprando, do seu olhar me cegando, do suor das minhas mãos molhadas e escorregantes...
DESPEDIDA
Colocou a xícara no pires
com a colherzinha mexeu
bebendo o café com leite.
Sem nada falar
acendeu um cigarro
fazendo círculos com a fumaça.
Pôs as cinzas no cinzeiro.
Sem nem olhar, seu chapéu
colocou e pela janela espiou.
Chovia! Levantou-se.
Vestiu a capa de chuva
porque a chuva caia.
E saiu.
Sem uma palavra
Sem nem um olhar.
®Verluci Almeida
020506
Tomando um café
E escrevendo poesia
Em cada xícara mais fé
De alcançar oque se ânsia
Cada xícara um verso
Liquido estimulante
Que a poesia faz companhia
E a mim estimula a mente
Das minhas paixões:
É uma flor singela
É me deliciar de uma xícara
De chá ou café
Em agradável companhia
Talvez seja
Eu comigo mesma
É poder ler
E mais ainda escrever
Um livro
Em livros
Sobre livros
É render-me ao prazer
De ser feliz
Com tudo isto
E nada mais!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
Tirei o açúcar no preparo do café, agora amargo, me forço a tomar, gole após gole termino a xícara, dias se passam e o que era amargo e penoso, transformou-se em prazer para minhas papilas. Acaso o açúcar sempre fora dispensável? O amargor se sucedera?
Quais mais, são os hábitos diários que eu poderia extirpar?
"As xícaras de café"
Talvez eu leve as xícaras. "Talvez" não. Eu quero as xícaras. Talvez, apenas, seja você que não entenda o porquê. Talvez eu tente explicar. Eu explico. Ainda assim, talvez, você não entenda. E tudo bem. É justamente pelo bem que as escolho. É que nas tardes frias, na dor da sua não-companhia, elas estavam lá. E é tão engraçado pensar nisso... porque você estava quase sempre, mas não estava. O que é apenas o corpo presente? O que é a dor de uma presença ausente? Então, as xícaras... a preferência pelas azuis não era acaso, mas uma tentativa de colorir o cinzento da solidão que me atravessava. E o medo, aquele geladamente sorrateiro, eu afugentava com o calor que nelas colocava. Era ele que me abraçava. O calor, o calor das xícaras de café...
O café, quente, que repousa suavemente na xícara,
Aquece e anima minha alma quando ritualmente o bebo
Logo que desperto com o sol ao amanhecer, bem cedo,
Como também no atarantado correr das horas do dia.
Se depois de levantar-se pela manhã na hora do café se servir de uma xícara de gratidão adoçada com fé, comer uma bisnaga de iniciativa com creme de coragem e degustar uma vitamina de humildade ao gosto de compaixão, graça, confiança, alegria, retidão e leveza... Não só se manterá preparado para satisfazer o teu dia, quanto o próprio se fará pronto para favorecê-lo.
O café esfria na xícara, enquanto o coração aquece com memórias de um lar que já não existe.
(LilloDahlan)
