Vozes
O fenômeno do cancelamento, ao suprimir o debate e calar vozes dissidentes, fomenta retrocessos.
Embora haja questionamentos sobre a eficácia das instituições democráticas, a substituição dessas por uma lógica punitiva individual corre o risco de nos remeter a uma era de julgamentos morais medievais, representando uma ameaça substancial à liberdade de expressão e ao progresso social.
Bebendo e procriando, algo me apertando, vozes me infernizando - a loucura me chamando... em um segundo vou fundo, neurônio vagabundo... Alucinógeno como o THC da fumaça; aconsequência da trapaça - oefeito da cachaça; maldita raça que quer cuidar da minha vida, uma passagem só de ida, pensamento suicida. Pula uma doze, overdose, sem glicose; com a mente acelerada, na brisa da psicose. Castelo? (quem aqui não é detento?) Eu sou apenas o curativo do meu próprio ferimento.
Palavras duras de ouvir!
Vocês me machucam
Tamparei meus ouvidos
Suas vozes são perturbadoras
Suas palavras são facas.
Eu não escutarei.
Eu não me importo mais.
-Você mudou.
Mudei pra você, porque não te escuto mais.
Vozes silenciosas falam muito comigo
Entre o bem e o mal, eu vivo em conflito
Pesadelos quentes entre meus cochilos
Dizem que, se esse é meu papel, terei que puni-los
Vozes em Ruínas
Eu sou dor que ninguém vê
Um amor que já fora amado
Triste alma que já nada crê
Fumo de um fogo apagado!
Sou sofrimento impossível
Que ninguém quer compreender
Dor e tristeza intangível
Cada vez mais a crescer!
O silêncio foi embora e a noite estava cheia de vozes - um chilrear, um grunhido - uma explosão de risos agudos.
“O Dormente”
Duas luas em disputa
Vozes gritando sem alguém a escuta
Enquanto sentimentos se mantém preso em grutas
A vida vai golpeando o oponente até o provar que os sonhos são pra quem tem mente dura
Fogo iluminando um lugar sem claridade
Escuro iluminando o oposto da luz
O dormente
A vida hoje faz pouco sentido
Palavras bonitas curando doenças melhor que o comprimido
O dormente
Sou eu e a minha mente
Sou eu o louco e o delinquente
E quanto a você sinceramente
Simplesmente factos não aceitados pela mente
“No meio do inverno sombrio”
Últimopensador
Distopia condenada.
Obstrui um poema,
E fui causando um colapso nas vozes fugazes,
Uma Distopia condenada,
Lugares de extremas opressões,
Fucei até achar uma saída,
Mas vi que a caverna que estão cavando é profunda demais,
Não há quem entre,
Se entrarem vão se perder,
A localização é embaçada, perdida e hereditária,
Uma cegueira de devassa tamanha,
Não me privo em citar,
Faz bem e lava a alma,
Estão todos embebedando e sonhando nesse tonel,
Anomalia,
Aí ai ai ai,
Tabuleiro de olheiro,
Branca é essa tão desejada Paz,
Orgãos submersos,
Lacunas rasgadas e infinitas,
Puxando para ter uma queda brutal nessa nossa própria terra bendita,
Chá de chimarrão para acalmar ou fortalecer,
Ou camomila tratada para dormir,
Ou até uma droga qualquer para terminar de explodir,
O imaginário me aborrece,
Me entorpece e me deixa furioso,
Vidas vividas,
Uma delas nem teve ao menos um segundo de vida colosso,
Ah seu Moço,
A picareta é de ponta afiada e desobediente,
Ela fura e ninguém vê,
Matas vindo ao chão,
E predios subindo bem alto com muito prazer,
Já diz o ditado,
O que se faz,
Aqui se paga,
Esse retrato é redondo e não é quadrado,
Talvez não tão distante,
Desesperos e ruínas estão cada vez mais perto,
Sabem lá se nesse tempo terá ao menos uma dose de morfina para nossa dor acalmar,
Se pensarmos bem,
Ja está diante de muitos,
Lamentável é,
Os olhos desses muitos ainda não se abriram,
E eu ainda não sei,
O porque....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Cadê as vozes que te perturbam,
Cadê as palavras que te derrubam.
Cadê as flores que florescem,
Cadê a lua quando os dias amanhecem.
Ja vi tantas folhas cairem,
E tantas pessoas sumirem.
Ja olhei em volta,
Me pergunto se tem alguem que se importa.
Apenas estou sozinho nessa escuridão,
Chegara um dia onde vou estar em plena solidão.
Queria ser um corvo para anunciar,
Que meu dia a de chegar.
Silêncio noturno
Viajando no silêncio noturno, no barulho dos gritos, na quietude de vozes, pensando da vida quem foram meus algozes, tento enxergar virtudes e dar vida a auto estima, a quem interessa esse clima!
Pois bem meu caro cada desabafo de um coração é uma partilha da emoção e essa minha fala, talvez é a voz que em você cala por cada decepção, ou não, talvez seja nostalgia por toda alegria naquela carruagem capenga, que não faltou merenda da própria alegria. Enfim esse silêncio fala muito, tic tac a todo instante, o processo vida é desgastante, radiante, se importa faz se importante, o amanhã não é como antes, do pouco que sei, produto do meio que não é o bastante.
Giovane Silva Santos
Nossas vozes ressoam
Em ritmo suave do silêncio
As nossas canetas gritam
Quando versos são escritos
Nossos "Eu - líricos" se agitam
A eternidade das palavras
Nascem junta, com os verbos
Na sinfonia da vida, a harmonia entre duas vozes pode ser a chave para a perfeição, pois juntos podemos criar uma melodia única e recompensadora que ecoará por toda a eternidade.
"No vai e vem da vida acostuma-se com o barulho, com os ruídos e às mais diversificadas vozes. Mas é necessário aprender a cultivar o silêncio; fazer pausas para ouvir os sussurros de Deus, a voz da própria alma e descansar de tanto alarido, de tanta poluição e, aos poucos, quem sabe, reencontrar a própria essência que pode ter se perdido nos labirintos da vida." (F.C. Cunha)
"O mundo tem muitas vozes, que aumentam no isolamento, não podemos permitir que as vozes do mundo venham a abafar a voz de Deus em nossos corações".
Em um mundo ensurdecido pelo eco das próprias vozes , a sutil arte de ouvir se torna rara . Vivemos em um paradoxo de comunicação , onde as palavras são ditas, mas raramente são ouvidas . As pessoas podem estar próximas fisicamente, mas suas mentes estão imersas na narrativa de si mesmas. Quando você se expressa, é como se as palavras encontrassem um filtro de pré julgamentos , preconceitos e perspectivas individuais. Não é a sua opinião que ecoa, mas a interpretação dela através da lente de cada indivíduo. A ânsia por validar as próprias crenças cria um véu que distorce as mensagens alheias . As palavras que você compartilha são filtradas e interpretadas de acordo com o filtro mental de cada um. Ouvir se tornou uma mera pausa na espera para retomar o discurso próprio. Entretanto, neste cenário caótico, há uma oportunidade de transformação. A empatia pode dissolver as barreiras da incompreensão . Ao ouvir atentamente, não apenas oferecemos espaço às palavras alheias, mas também permitimos que nossas próprias opiniões evoluam e se enriqueçam. Em um mundo onde o desejo de ser ouvido é ensurdecedor, ser um ouvinte genuíno é um ato revolucionário. Pode se gerar mudanças ao desafiar a necessidade de se fazer ouvir e abraçar a busca por entendimento. A verdadeira conexão começa quando percebemos que, por trás de cada opinião, há uma jornada única de experiências e emoções. Então, mesmo que as vozes se cruzem em um turbilhão de palavras, lembre-se de que ouvir é um ato de coragem , um gesto de compreensão e um convite para que as opiniões se entrelacem em busca de um entendimento mútuo.
Implosão de beleza
Rastros de felicidades
Vozes ecoam nos rincões
Das Minas das pedras preciosas
Do infinito de arrebol
O tempo sendo o senhor
Da sabedoria e do amor
O nevoeiro espesso nos desperta
Para atentar aos sinais
Do belo e do risco
Das sarjetas e das veredas
Do tempo que sinaliza
Perigo e atenção
Os acordes de meiga
Senhoria, linda e encantadora
A escuridão no silêncio do quarto
Fonte Grande de emoção
Um olhar sinalizando
Algo belo e meigo
Casinha de palha
Numa bela vista
Uma implosão de beleza
Que desponta calma, suave
Um sentimento que apraz
Sem ruídos e sem clamor
Um misto de baunilha
Que colore o entardecer
De uma quarta-feira
Calma e silenciosa
A indulgência é proclamada nas vozes dos que mais erram, e fazem-se soar em ecos de veneração; Aqueles que no seu cerne abundam em benevolência, altruísmo, não desejam ouvir-se nem necessitam de “aparecer” a olhares ostensivos.
Quero fugir de todos os labirintos, quero a fuga de todas as vozes. Quero encontrar um lugar, aprazível e indestrutível, onde exista harmoniosamente: Mundo e Humanidade.
