Vozes
¿Hasta cuando?
Minha madama,
isso são vozes silenciadas,
oprimidas e estereotipadas,
agora vou contar-lhe uma história,
com poucas glórias e que a elite ri.
No império russo,
a opressão era ruça e chula,
que no final foi custosa
голоса. /golosa/
Na França temos Joana D'Arc,
Nós só nos encontramos para passear no parque,
e tentava falar em alto e bom som,
qui sont.
George Floyd foi mais que ferido,
por um homem pútrido e hórrido,
as coisas vão melhorar, eles prometem!
Silenced.
Quantos mais precisam morrer
como Macabéa para ele ver?
Para ter liberdade é preciso oração?
As pessoas têm de ser livres e uma hora serão.
Mas duquesa,
você é da realeza,
pode ser exagerada e comer seu sanduíche de coração,
falar do seu tempo perdido e da loirinha bombril, enquanto voa no avião.
Sem a arte
somos vozes que calam
ouvidos moucos
olhos envoltos
em brumas
Longe da arte
somos metades...
versos vagando
em círculos
(caminhos)
que levam
a lugar nenhum
Com a arte
somos
inteiros
somos verdades.
Ainda vejo olhares de contradições e curiosidades, ainda ouço vozes questionando meu desejo de luta, ainda tenho frustrações e decepções. Ainda assim, busco melhorar dia-a-dia, tenho paixão pelo meu trabalho, carrego no peito a alegria de viver o meu sonho e criar minha sorte!
[Sobre a Banda Roupa Nova]
Minha mãe um dia me falou:
"Com novas vozes, com novos cantores que vem surgindo e você nessa de Roupa Nova ainda?"
Eu olhei bem pra ela e falei:
"Mãe... Fã não é para um ano, um mês, uma semana, um dia ou um segundo! Fã é pra eternidade!"
Não sobrou abraços, vozes e atenção. Esquecemos nossa humanidade quando escolhemos viver exclusivamente com nossas verdades.
O ouvido acolhe as vozes externas, o cérebro debate com lógica fria, enquanto o coração, inquieto, anseia por seguir seus próprios anseios.
O ouvido escuta as vozes da dúvida, o cérebro analisa com meticulosidade, enquanto o coração, dividido entre o medo e a esperança, busca sua própria verdade no labirinto do conflito interno.
Em cada eleição, os discursos ecoam vazios, sem derrotados, só vencedores, apenas vozes que se entrelaçam em mundos paralelos. Numa dança de negação, transformam derrotas em vitórias imaginárias, sucessos irreais pintados com palavras ocas. O povo, cansado de ilusões, refugia-se na abstenção, um grito silencioso contra a hipocrisia que permeia o ar. A verdade dissolve-se em mentiras doces, enquanto a realidade se esvai, esquecida, na sombra de promessas vãs. No fim, quem vence é o cansaço, e a esperança esvai-se, como um eco distante no espetáculo da falsidade.
O fenômeno do cancelamento, ao suprimir o debate e calar vozes dissidentes, fomenta retrocessos.
Embora haja questionamentos sobre a eficácia das instituições democráticas, a substituição dessas por uma lógica punitiva individual corre o risco de nos remeter a uma era de julgamentos morais medievais, representando uma ameaça substancial à liberdade de expressão e ao progresso social.
Bebendo e procriando, algo me apertando, vozes me infernizando - a loucura me chamando... em um segundo vou fundo, neurônio vagabundo... Alucinógeno como o THC da fumaça; aconsequência da trapaça - oefeito da cachaça; maldita raça que quer cuidar da minha vida, uma passagem só de ida, pensamento suicida. Pula uma doze, overdose, sem glicose; com a mente acelerada, na brisa da psicose. Castelo? (quem aqui não é detento?) Eu sou apenas o curativo do meu próprio ferimento.
Palavras duras de ouvir!
Vocês me machucam
Tamparei meus ouvidos
Suas vozes são perturbadoras
Suas palavras são facas.
Eu não escutarei.
Eu não me importo mais.
-Você mudou.
Mudei pra você, porque não te escuto mais.
Vozes silenciosas falam muito comigo
Entre o bem e o mal, eu vivo em conflito
Pesadelos quentes entre meus cochilos
Dizem que, se esse é meu papel, terei que puni-los
Vozes em Ruínas
Eu sou dor que ninguém vê
Um amor que já fora amado
Triste alma que já nada crê
Fumo de um fogo apagado!
Sou sofrimento impossível
Que ninguém quer compreender
Dor e tristeza intangível
Cada vez mais a crescer!
O silêncio foi embora e a noite estava cheia de vozes - um chilrear, um grunhido - uma explosão de risos agudos.
“O Dormente”
Duas luas em disputa
Vozes gritando sem alguém a escuta
Enquanto sentimentos se mantém preso em grutas
A vida vai golpeando o oponente até o provar que os sonhos são pra quem tem mente dura
Fogo iluminando um lugar sem claridade
Escuro iluminando o oposto da luz
O dormente
A vida hoje faz pouco sentido
Palavras bonitas curando doenças melhor que o comprimido
O dormente
Sou eu e a minha mente
Sou eu o louco e o delinquente
E quanto a você sinceramente
Simplesmente factos não aceitados pela mente
“No meio do inverno sombrio”
Últimopensador
Distopia condenada.
Obstrui um poema,
E fui causando um colapso nas vozes fugazes,
Uma Distopia condenada,
Lugares de extremas opressões,
Fucei até achar uma saída,
Mas vi que a caverna que estão cavando é profunda demais,
Não há quem entre,
Se entrarem vão se perder,
A localização é embaçada, perdida e hereditária,
Uma cegueira de devassa tamanha,
Não me privo em citar,
Faz bem e lava a alma,
Estão todos embebedando e sonhando nesse tonel,
Anomalia,
Aí ai ai ai,
Tabuleiro de olheiro,
Branca é essa tão desejada Paz,
Orgãos submersos,
Lacunas rasgadas e infinitas,
Puxando para ter uma queda brutal nessa nossa própria terra bendita,
Chá de chimarrão para acalmar ou fortalecer,
Ou camomila tratada para dormir,
Ou até uma droga qualquer para terminar de explodir,
O imaginário me aborrece,
Me entorpece e me deixa furioso,
Vidas vividas,
Uma delas nem teve ao menos um segundo de vida colosso,
Ah seu Moço,
A picareta é de ponta afiada e desobediente,
Ela fura e ninguém vê,
Matas vindo ao chão,
E predios subindo bem alto com muito prazer,
Já diz o ditado,
O que se faz,
Aqui se paga,
Esse retrato é redondo e não é quadrado,
Talvez não tão distante,
Desesperos e ruínas estão cada vez mais perto,
Sabem lá se nesse tempo terá ao menos uma dose de morfina para nossa dor acalmar,
Se pensarmos bem,
Ja está diante de muitos,
Lamentável é,
Os olhos desses muitos ainda não se abriram,
E eu ainda não sei,
O porque....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Cadê as vozes que te perturbam,
Cadê as palavras que te derrubam.
Cadê as flores que florescem,
Cadê a lua quando os dias amanhecem.
Ja vi tantas folhas cairem,
E tantas pessoas sumirem.
Ja olhei em volta,
Me pergunto se tem alguem que se importa.
Apenas estou sozinho nessa escuridão,
Chegara um dia onde vou estar em plena solidão.
Queria ser um corvo para anunciar,
Que meu dia a de chegar.
Silêncio noturno
Viajando no silêncio noturno, no barulho dos gritos, na quietude de vozes, pensando da vida quem foram meus algozes, tento enxergar virtudes e dar vida a auto estima, a quem interessa esse clima!
Pois bem meu caro cada desabafo de um coração é uma partilha da emoção e essa minha fala, talvez é a voz que em você cala por cada decepção, ou não, talvez seja nostalgia por toda alegria naquela carruagem capenga, que não faltou merenda da própria alegria. Enfim esse silêncio fala muito, tic tac a todo instante, o processo vida é desgastante, radiante, se importa faz se importante, o amanhã não é como antes, do pouco que sei, produto do meio que não é o bastante.
Giovane Silva Santos
