Vozes
Daqui de dentro não vejo o mundo girar, é tudo escuro e frio também.
Ouço vozes de vida lá fora, Más não consigo abrir a porta.
Parece não haver outro motivo quando as luzes se apagam e as vozes se calam. Procuro no escuro meus sentidos, mas perdi. Eu me perdi.
As vozes em mim são tantas... Algumas dizem muito. Outras não dizem coisa com coisa. Mas eu gosto mesmo é dessa interação entre o pensamento e o sentir a coisa-mundo lá fora e aqui dentro
Hoje eu decidi me ignorar,
não vou ouvir as vozes da minha cabeça.
Eu só me cansei, por agora, dessas dúvidas
que logo se dissolverão no ar.
Criaturas sem lugar para ir, vagam ao som de vozes falsas que se propagam no mais profundo abismo da inocência.
Já ouço vozes dentro de mim e só me resta pensar em duas alternativas.
Ou o Rafa está agonizando ou é a morte com sua risada macabra já no dominio.
Hoje é um belo dia não ?! Mas existe pessoas que não pode vê-lo, não podem escutar vozes confortadoras, nem falar o que está sentindo e mesmo assim podem sorrir, por que o coração sente tamanha positividade.
E você ai chorando, mesmo podendo ver, ouvir e falar tudo que se passa.
Esquizofrênicos de um grau ou outro, todos nós somos. Pode-se até não ver coisas ou ouvir vozes, porém, o elemento de falsificação do real habita as mentes de todos nós.
“Ninguém”
Eu traço planos, não sou insano, quero um abraço para calar as vozes dolentes.
Eu tramo meu intento inocente, não quero pedidos clementes, queria mais que um amor envolvente.
Eu tranço seus cabelos, mas não os tenho em minhas mãos, graciosa manifestação vazia.
Eu trago seu pedido de misericórdia, tramóia insipiente que faz todo coração sepultar um amor.
Eu traio muito bem e não perdôo ninguém, insisto até matar minha alma perenal.
Eu trabalho de maneira incessante, procuro não ser insignificante, inserto está meu coração; orgulho, desilusão.
Eu transpiro enquanto sonho contigo, meu limiar de palavras é inexpressivo, ultraje apenas comigo.
Eu transmito em meu olhar tua sensação de dor, divina comédia que não passa; contagia.
Olha só!
Desnudam-se as faces dos indóceis
Fenecem as ventanias que tonteiam
Falecem as vozes que emudecem
Olha só!
Florescem dos áridos gestos
Ações que avivam manhãs
Razões para seguirmos com fé
Olha só!
A boca que cospe secou
Pelo entorpecer que o amor
Causou na língua do rancor
Olha só!
Fui eu quem mudou o olhar
Fui eu quem mudou o eu mudo
O eu cego; o eu morto; o eu surdo.
Olha só...
E agora ja não tem pensar, nem sentir, nem alegria, nem tristeza.
São apenas vozes, barulhos que ecoam no pensamento,
da esperança que se carregava
de cada fato ocorrido, da vergonha que teve ao se expressar,
de cada gesto palavra trocada, o abraço acalmador que se teve,
a certeza que se fazia oculta, o sorriso que carregava ao saber da verdade,
a alegria que se tinha ao olhar e saber que era de você, o orgulho em cada discussão,
dos ciúmes bestas,
o coração acelerado e a respiração ofegante ao chegar perto, a motivação que se carregava,
a vontade de ao menos abraçar e ter que se acalmar, a raiva que tem da injustiça,
aquela noite que não se sai da memória.
Vário e vários pensamentos e lembranças e vontades, enfim, talvez por um lado, desaparecido na escuridão
do medo de arriscar, ou vergonha, ou talvez nada do que eu falei, nada do que tenha feito, foi o bastante,
ou foi mas, por enquanto, a paciência tende de permanecer soberana, a noite traz pensamentos, traz calma, traz paz.
Ja é quase de manhã e ainda penso, de novo, fé.
Entendi o que é saudade, quando em meio à várias vozes a que ecoou o seu nome foi a única que pude ouvir
Os medíocres armam-se de arrogância, frases feitas, falsa altivez e até mesmo vozes elevadas. Enquanto os sábios e humildes baixam suas cabeças, ouvem e guardam para si apenas aquilo que deixaram de escutar.
nossas vozes na escuridão...
entre nossos sonhos
estás bestas por assim ser,
nos dragam no profundo extremo,
sono digno profundo dito a morte...
moribundos calados meus desejos...
afogados nessa prisão sem grades...
que minha mente...
abrupto sentido feroz dragou o relâmpago...
que outra hora seria o exilo do coração...
marcado pelos desejos de minha alma.
SILÊNCIO
é quando todas as outras vozes se calam e apenas uma sussurra devaneios no pescoço da pessoa amada.
Use o teu momento em que você esta sozinho... Longe de todo barulho e vozes supérfluas que diariamente atingem os teus ouvidos; para em silêncio ouvir o que diz teu coração e assim entender o que tua alma flameja ocultamente em teu íntimo. Use o silêncio do mundo para entender os mistérios que o universo tem a lhe oferecer... E saiba de uma coisa que aqui já adianto: que um dos maiores mistérios que você irá desvendar é que dentro de você existe um universo inteiro, pleno e cheio de luz... E é neste universo todo dentro de você que está toda a sua vitalidade de ser e viver... Toda a sua disposição para amar e ser amado... Explore este universo... Crie todo um céu à sua volta... E verá que todas as portas que te trancam para o caminho do infinito residem somente em sua mente!
