Vento
Jogadas (in)certas
Ah tinha eu todas as jogadas certas, planejadas.
Sabia precisamente o movimento preciso das peças.
Não tinha nenhuma dúvida.
Tudo estava tão claro em minha mente.
Sabia o próximo passo...
Daqui ao infinito.
But... apareceste.
Assim do nada.
Jogaste ao vento todas as minhas jogadas tão precisamente determinada.
Quando o sorriso consegue abarcar
como o entardecer,
como poesia,
por do sol, irradia.
Difícil esquecer!
Da mesma forma as horas avançam:
movimentam-se lembranças
Voam livremente nas asas do vento
povoando pensamentos!
Sobrevoam horizontes
Ultrapassam montes
Visitando a lua
contemplando as estrelas
Tentando reviver, recordar.
Como é bom amar!
Um amor que ficou gravado em minha alma!
Feito, medida certa,
Amei-te assim,
por inteiro
Sem distinção, claridade, escuridão.
Fostes glória, tormento
Apoderando de meus sentimentos
Recompensa, cautério, mistério!
Rosely Meirelles
🌹
Hoje amenheci com uma missão, desejar bençãos as pessoas, entre elas veio a mente o seu nome, a luz guiará seus passos, o universo dará um sorriso, o vento se encarregará de soprar a prosperidade, o mar dará o encanto com a beleza que os olhos hão de enxergar.
O poeta, de tanto escrever agora está morto em sua própria ilusão. E calou-se a poesia diante dos próprios versos que ao poeta matou. E o que restou foi só mais uma poesia quase apagada em uma folha jogada à beira da estrada... Que o vento levou sem direção. - Um triste poema que ninguém viu, nem declamou! Um pensamento que o tempo levou! Um Pensamento igual folhas ao vento que ao alto voou e depois caiu ao chão. Na embriaguez mais forte da dor e da saudade o poeta viu a perfumada morte... Rompeu-se em mil versos o coração... E dançou rodopiando no ar a folha poética querendo roçar o infinito. Aflito, morreu o poeta num soluço e num grito... de tanto amar!... - Deixando os seus cortantes versos escritos em uma poesia flutuante ao vento em uma tarde cheia de monotonia, pálida, silenciosa e fria ... O poeta enfim, pôde descansar!
Liberdade aprisionada ao passado
A brisa noturna chega trazendo desalento.
Na soleira da janela, com olhar vazio, ouvindo o vento.
Brandindo, sonido, sino fazendo ruído sestroso, parece sorrindo.
Me fazendo recordar das lindas noites de luar!
Aqui juntinhos
Oh! Que esmorecimento chegou com essa brisa.
Recordações e mais recordações
Inquietações, censuras
Ruínas de ilusões, penumbras!
Quanto sofro por ti!
Inúmeras noites sem dormir
Malsofrido coração
Angústia, solidão
Amanhece!
O dia se veste de luz e poesia.
Imerge no esquecimento a agonia, deixando lá adormecidos, os afagos vividos.
Voltando a sorrir!
Rosely Meirelles
🌹
"A ameaça é totalmente inflamável, você joga meias palavras ao vento, e corre o sério risco de não conseguir controlar o incêndio."
Haverá sempre flores pelo chão,
as quais o vento esqueceu de levar,
ficam à espera de uma nova estação
para irem novas plantas adubar
Também há infortúnios que passam
e deixam apenas uma ingrata lembrança
que n' alma moram e sempre tentam
abafar em nós a crença e esperança
Lutamos contra isso sem parar ,
as batalhas são difíceis e doloridas,
mas com fé esta guerra iremos ganhar,
afinal, Deus sempre abençoa a nossa vida!
O vento e o viajante.
-
O vento chamou o viajante:
Quem és, para aonde vais?
— como posso explicar-te,
se és a explicação?
Em toda parte, há sopros;
e quando não há sopro,
também há vento
a morte é fragmento,
vibrações em pedra,
é como um grão à terra
é sementes de abandonos,
é esperança no caminhar.
Na Janela dessa casa onde
Eu já não queria estar
Me pego em ti pensar.
Assisto folhas ao vento balançar
Pergunto se não pode junto do vento
Esse sentimento consigo levar...
Vento que adentra pela fresta e assovia
Que faz soprar as mais belas sinfonias
Que pode agir com calma na mais pura sutileza
Mas quando fica irado derruba fortalezas
E faz espalhar as brasas da fogueira
È ele que trás, as chuvas passageiras
Se eu morrer amanhã, não chores, meu amor,
Pois eu nunca descansarei debaixo da terra.
Sou o vento de liberdade, que além voa,
E na eternidade meu espírito se encerra.
Serei brisa suave que acaricia teu rosto,
Aquecendo teu coração com um afago divino.
Não lamentes a partida, não haja desgosto,
Pois em cada sopro, estarei contigo, meu amor.
Nas asas do vento, encontrarei morada,
Livre dos grilhões do mundo terreno.
Levarei comigo a alegria e a alma alada,
Deixando-te um legado de amor sereno.
Em cada suspiro, sentirás minha presença,
Nos lugares que juntos costumávamos viver.
No canto dos pássaros, na brisa que dança,
Saberei que ali estou, a te proteger.
Se eu morrer amanhã, não chores, meu bem,
Pois a morte não é o fim, mas um novo começo.
Continuarei a soprar, livre e além,
Levando comigo a esperança e o apreço.
Então, se acaso te lembrarem de mim,
Abrace o vento, sinta minha essência no ar.
Serei o sopro de amor, jamais distante assim,
Eternamente a te envolver e a te abraçar.
Se eu morrer amanhã, não chores, meu querido,
Pois jamais estarei debaixo da terra fria.
Serei o vento de liberdade, sempre vivo,
Amar-te-ei além da vida, todos os dias.
Vi o Sol desaparecer diante de meus olhos e também o vi surgir numa bela manhã. Vi a chuva cair sobre meu rosto e a vi escorrer sobre minha pele regando as flores no chão. Uma brisa leve acariciou-me vagarosamente, mas também fui empurrado ao chão por um vento forte e cruel. Ouvi as vozes na minha cabeça que me fizeram afundar, mas já ouvi sua doce voz me trazendo de volta para superfície.
Eu sei que a vida pode ser difícil e destrutiva, às vezes, mas ela também consegue ser bela e restauradora quando estamos juntos aqui.
Me perco nos vendavais e me encontro quando com compaixão olha para mim.
VENTO GELADO
Assim chega o inverno, manhoso,
Manso de cachecol no pescoço.
Ele Chega cabreiro, e sem avisar.
Vento gelado,a quase nos congelar
Era Tudo que eu sonhava um dia ter
um amor no inverno pra me aquecer
Nas noites frias me fazer adormecer
É só um sonho,eu sei, é pura ilusão
Fui eu que Enganei meu coração
Eu nunca tive um amor de verdade
Com carinho sincero , veracidade
Seja qual ele, em nenhuma estação
Foi tudo ilusão maldita a besta fera
Que me deixou sozinha ,na espera
verão, outono, inverno e primavera.
Sou eu meu grande amor de inverno
Idôneo , sincero , sentimento terno
Acordei para vida e encontrei um amor
aquece-me; alimenta-me com seu calor
Vivia dentro de mim, dileto, encantador
Achei ,enfim, sou minha grande paixão
A primavera é parte do meu coração
E no inverno, eu aprendi amar o verão
Um dia o amor seja minha realidade
em algum inverno abraço a felicidade
meu bobo coração,frio jamais será
Na esperança de um amor encontrar
Com ternura um cobertor quentinho;
No frio a me esquentar, com carinho
Deus proverá no tempo que passar
Quero colo quentinho pra me aninhar
Pois sempre Pronta estarei a esperar
Quando o próximo inverno chegar !
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados soba Lei - 9.610/98
roupa velha e remendada.
- Fala que eu te ouço! - Prossiga! Então,
se mantiveram calados dando cara ao vento e o assunto morreu.
Saíram medindo os passarinhos e o plano de fuga.
"Foi sem medida que aceitaram o meu silêncio,
e no meu fúnebre pensamento fizeram morada;
rasgaram o meu dedo,
agora eu busco escrever.".
Estou cá, a caminhar e a sentir o vento da saudade.
É por ventura o mesmo vento, da minha tenra infancia.
Assemelha-se aos que precediam as chuvas escassas do meu cariri.
Lembro-me claramente!
É o vento da anunciação!
Sinto-lhe fresco, frio e ora por vezes morno.
Lembra-me muito do meu rincão, o solo sagrado da mãe terra em que nasci.
...e me vem a saudade do tempo remoto dos meus ancestrais.
Temporal
O horizonte escureceu,
o vento rapidamente se levantou,
o sol partiu fugitivo.
A abelha abandou a flor.
Quase em desespero,
o pássaro iniciou
um voo longínquo.
E o vento
parece começar a despir tudo.
O tempo…
O temporal
tem força
e nunca é igual.
Tão bruto,
descomunal,
arranca placas,
espalha latas,
arremessa papéis.
Galopa medos,
anseios,
olhos cheios.
E, quando passa,
ainda fica para trás.
Onde se abriga o silêncio
que tantos guardam?
Dizem até que o silêncio fala,
que talvez se expresse
na voz do rio que corre,
no canto matinal dos passarinhos
e no vento assobiando, de mansinho.
Talvez o silêncio esteja
na música distante
ou no poema lírico engavetado.
Talvez se abrigue
nos segredos prometidos
ou no amor e seu gemidos.
Talvez até grite,
mas não é ouvido.
- Existe o silêncio
ou o mundo
está muito distante
para ouvi-lo?
Quando me dei conta, já era sexta
Quando me dei conta já era 18:00 horas
Quando me dei conta já estava anoitecendo
Quando me dei conta já havia terminado o mês
Quando me dei conta havia terminado o ano
Quando me dei conta já estava velho
Quando me dei conta, percebi que estava velho,
Sem saber se havia vivido como se nunca fosse
Morrer...
Sem saber se demonstrei o suficiente
Sem saber se a culpa foi minha
Sem saber o que deveria fazer
Mas com certeza que
Não há como parar o tempo
Não há como não viver intensamente
Não há como nunca ter se apaixonado
Não há como nunca ter caído e se machucado..
Ficou repetitivo eu sei..
Mas isso faz parte pois vivemos em uma rotina
Sem graça alguma..
Nós gostamos dessa rotina, pelos simples momentos
Que acontecem sempre...
Viva sem rotina,
Faça tudo diferente
Se der errado, tudo bem..
Foi um aprendizado.
Mais aí só não seja lento no amor pois você irá se
Machucar bastante..
O LOUCO
Desperto de um sono profundo
Pedalo de olhos no vento,na corrente,
A mão firme consciente
Nunca persegui glória,
Versos e cantoria na memória
pergunto ao mundo
por que cansado de estar cansado,
afasto,
despacho,
Me chamam de louco,
ouço a voz da partida
Pedalando pelas estradas da vida
semeando novos costumes,
plantando uma nova rotina
sem expectativas,
máscaras ou disfarce,
escrevo na própria face
As marcas da vida.
Ainda que pouco vivida
Colho sabedoria
Cruzando com histórias como a minha.
Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos seres.
Clara aura,
Zéfiro soprava aura sublime,
um vento que não sufocava,
e por causa de CLARA pluma,
roubava silêncio e poder,
de musas que vagava-lúmen.
(soneto livre e atualizado)
