Vento
Peixes
Sou como o vento, do campo,
Que vai aos montes cantar.
Canto uma canção, do amar!
Diante das aves aí canto!
Vou, também, dançar,
Na praia, do mar selvagem.
Canto e danço sem, parar,
Nesta longa e linda viagem.
Ó mar de sal salgado!
Tu desde, tempos, navegado.
Deixa os peixes dormir,
E a bela música, ouvir.
Até que voltem a nadar,
Nas águas de manso, mar!
Clama
E ele me disse: Tu oh filho do vento,
Continua a clamar alto em bom som!
Clama e grita o teu eterno dom!...
Tu és de Deus pregador no tempo!
Diz ainda esta verdade!
Venham os tristes a mim,
Para em mim terem liberdade
Venham todos os cansados, sim!
Eu que poderoso sou em salvar...
A todos chamo, venham já...
Enquanto há este chamar!
Assim diz Jesus Cristo!
O Senhor! Que chamando ESTÁ,
OUVI, POIS AINDA ISTO!
Deixar sua janela da alma aberta, pode não ser uma boa prática, o vento aparentemente não nos trás riscos, mas, o vento é brisa, frescor, mas, também é tempestade e é um tornado...
Marcas do tempo
O tempo nos faz reféns do seu existir
Lembranças são levadas com o vento
Saudade fica sobre o lamento
Por tudo aquilo que não foi possível conseguir
Mediante as dificuldades provenientes do fracasso
Que a primeira queda nos faz sentir;
Quem dera se o tempo fosse uma passagem repentina
E que seu legado nos servisse apenas para lembrar
Que aquilo que ficou no passado nada mais serve ainda
Mesmo que as cicatrizes no corpo nos fizesse pensar
Que o pulo antes calculado inúmeras vezes
Precisava novamente ter que revisar
Sinta o vento, suave e leve, Nos cabelos a dançar, É a vida que se atreve, A nos convidar a sonhar.
Deixe as luzes que em ti moram, Brilhar forte, sem temor, São estrelas que decoram, O teu ser com tanto amor.
Voa alto, sem fronteiras, Com o vento a te guiar, Tuas luzes, companheiras, Vão no escuro te iluminar.
E assim segue, destemido, Com o vento a sussurrar, Que o brilho em ti nascido, Ninguém poderá apagar.
Vento nos cabelos, vai, Deixe a luz interna fluir, Brilhe alto, sem olhar atrás, É tempo de se permitir.
Montanha não se sustenta sem o ajuntado de grãos, que se formam pedra. Sim, sois grão de areia. Há grão que não se junta, se desgarra e vive ao vento, disponível só para arranhar os olhos de um qualquer. Não é um grão maior ou menor que outro, mas a importância de cada um se dá pelas próprias escolhas naquilo que se dispõe a realizar.
Qualquer folha que tenha caído, obrigado por me servir adubar a minha constante existência. Aquelas que o vento levou, agradeço por ter existido e saiba, não te esquecerei. Às que aqui estão, façamos um para o outro o nosso melhor e permitamos nos existir juntos, pois juntos somos mais belos e tornamos a nossa árvore uma imagem esplendorosa.
Dizer bom dia parece sempre ser uma pergunta, mas relaxa, essa é uma forma de demostrar que está grato (a) pelo dia. Se não responderem, pense foi um vento forte que passou e a tua gratidão não chegou aos ouvidos do (a) outro (a). Não se permita a ingratidão nos outros abalar a sua e se feliz, fale bom dia até para as paredes, que as vezes respondem melhor que muita gente.
Essas certezas sempre tão incertas me movem como nuvem ao vento, esperando tudo, pronto para nada, mas assim, em movimento.
Não desperdice o bom entendimento
Não é porque quer assim um fulano
Nem pela ordem ou o procedimento
É pela sociedade que te exige humano
Quem não quer são palavras ao vento
