Vento
Defendo que amar pode ser o mesmo que embarcar em uma desafiante aventura em alto mar, tendo que enfrentar muitas vezes a força abrupta do vento e a chuva, já que o clima pode mudar a qualquer momento, assim, o tempo em certo ponto é relativo, ignorado, imprescindível, aproveitado, instantes tranquilos, prazerosos, outros são cansativos, perigosos, amando com sentido, um propósito, rumo de um amor recíproco, navegando sem perder o foco e ainda assim correr alguns riscos.
Os ventos nem sempre serão favoráveis, são fortemente expressivos ou calmos como brisas suaves, o desfecho é imprevisível, um desafio diferente do outro, por conseguinte, para navegar é necessário bem mais do que vontade, requer uma entrega de corpo e espírito para suportar as instabilidades, os possíveis empecilhos, amando de verdade, honrando com o seu compromisso, demonstrando coragem, experiência inconfundível, seguindo um norte de felicidade num empenho contínuo de reciprocidade.
Embarcados, terão que lidar com fortes chuvas, poderosas e inoportunas tempestades, as quais os deixarão mais fortalecidos, experientes, unidos vivazmente, assim, haverá certos momentos que choverá e poderão dançar debaixo de um banho de esperança com direito a algumas risadas, terão uma perspectiva esperançosa contrariando as más circunstâncias, orientados pela aprendizagem de suas vivências e principalmente por uma bússola de Fé no Deus grandioso que uniu seus destinos que os fazem ancorar em lugares seguros e zarpar se for preciso.
Atingindo este nível de companheirismo, serão navegantes aventureiros, amantes genuínos, sentimentos sinceros, uma relação harmônica poderosa à semelhança da que existe entre o vento e a chuva durante uma expressiva tempestade, altos e baixos das ondas, fases distintas e marcantes, eventos memoráveis, emocionantes, um frescor partilhado de vitalidade, parceria muito significante em um somatório de valorosos detalhes, amáveis e alegres, superando as dificuldades com uma determinação veemente.
Simultaneamente, a liberdade emocionante de um bando pássaros, sobrevoando essencialidades livres, graciosas, cavalgando em espíritos libertos, disposição poderosa, cenário notavelmente libertador, céu azul e vasto, sol que vivamente resplandece, cabelos soltos ao vento, viveza que surpreende, ar poético de renascimento de uma cena lúdica como se saída de algumas páginas, elementos de uma linda história de um exímio conto de fadas.
Incontestável viveza de um lugar primoroso, oriundo de um sonho, expressado numa tela, traços amáveis, formas singelas, uma ilha particular de cores românticas, nuvens formando uma bela pintura celeste, um mar intenso, movimentos contínuos, banhando algumas rochas, lindos coqueiros na parte alta, o vento agitando suas folhas, um manto gracioso das belas pétalas das flores rosas, o sol um pouco discreto, já se pondo, mesmo o tempo aparentando não passar, dessarte, o amor foi aplicado calmamente em cada canto, proporcionando uma arte singular, indício de uma rica essencialidade, paisagem que consegue inspirar, esbanjando a indispensável vitalidade do que é artisticamente amar.
A madrugada faz silêncio para que os meus pensamentos possam falar como pássaros que foram libertos, livres para voar, impulsionados pelo vento, por sentimentos que não conseguem se calar.
Mantenha a austeridade segura,
faça o possível para não perdê-la
e tê-la sempre por perto,
pois é como uma dente-de-leão
que possui uma beleza delicada,
transmite uma sensação de brandura,
sua presença se faz necessária
por seus inúmeros benefícios,
com isso, a sua fama é abundante,
é protagonista de muitas histórias,
então, grande é a sua relevância
assim como um amor verdadeiro
e recíproco, que precisa de zelo
pra ser preservado e ficar cada vez mais forte
diante das suas fragilidades,
já que é o desejo de muitos
e nem todos têm a felicidade
de conquistá-lo,
portanto, acredito que é um sensato entendimento
e que deve ser constantemente praticado,
caso contrário, chegará o momento
que tudo poderá ser desfeito num sopro
como palavras soltas ao vento.
Sou tomado por uma sensação muito exultante ao observar-te diante de uma mar imenso com suas ondas inquietas e a desenvoltura de uma brisa suave, tu com os teus cabelos soltos ao vento, a delicadeza da tua pele, os trajetos do teu lindo corpo e graça da tua face, sem dúvida, uma mulher fascinante, cuja essencialidade é vívida com uma fogosidade abundante, dessarte, uma obra renascentista por tua presença simplesmente excitante.
Vejo uma graciosidade calorosa
vinda do teu olhar,
claramente, consegues abrigar
um jeito meigo e intenso,
assim, possuis uma desenvoltura
muito peculiar que segue o ritmo
do vento
que dançacomo uma brisa suave
ou no compasso de um tornado
de acordo com cada momento,
sempre com espontaneidade
e com o encantamento
dos teus belos traços.
Deste modo, entro num deslumbramento tãodeleitante
que percorre os meus pensamentos
e os transforma em versos emocionantes
que fornecem-me vitalidade,
deixam parado o tempo
causando um lapso oportuno
na minha realidade.
Quero uma casinha no campo, onde eu possa descansar, olhar para o céu azul, sentir o vento no rosto e a paz no espírito.
A felicidade mora lá no alto da montanha, longe do agito das cidades. Lá onde o vento assovia, onde a paz reina e o amor faz morada. Assim é em nossas vidas, é na quietude que nos descobrimos e alcançamos a verdadeira felicidade.
E se for destino, se estiver escrito, mesmo que eu me canse de remar, o vento e as águas vão me levar...
TESTAMENTO...
(Bartolomeu Assis Souza)
Faço em vida meu testamento,
minha história...
Que tudo fique ao vento!
Há uma luta cega
Fica meu oco olho
Meu cadáver enrijecido
Nunca mais que quente
Somente o frio o tempera
Em guarida construída
Faz macia minha sepultura...
O morto que sou,vou
Ressuscito em outra vida...
PREPARAÇÃO PARA A MORTE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Faço enquanto vivo
Meu testamento
Que tudo fique ao vento...
Meu cadáver enrijecido
Ventre inchado de hematomas
Busca guarida
Em casa de paredes suaves
Faz então sepultura
Não construa sua casa no coração alheio sem antes firmar alicerces no seu próprio. A ausência de raízes internas torna qualquer vento um furacão.
Há momentos em que imploro por aquele vento — aquele que carrega tudo o que não agrega, tudo o que machuca, tudo o que fere e sangra.
Vi o Sol desaparecer diante de meus olhos e também o vi surgir numa bela manhã. Vi a chuva cair sobre meu rosto e a vi escorrer sobre minha pele regando as flores no chão. Uma brisa leve acariciou-me vagarosamente, mas também fui empurrado ao chão por um vento forte e cruel. Ouvi as vozes na minha cabeça que me fizeram afundar, mas já ouvi sua doce voz me trazendo de volta para superfície.
Eu sei que a vida pode ser difícil e destrutiva, às vezes, mas ela também consegue ser bela e restauradora quando estamos juntos aqui.
Me perco nos vendavais e me encontro quando com compaixão olha para mim.
Você veio como uma tempestade. Ventos fortes que pareciam não ter fim.
Não acreditava que a velocidade desse tornado fosse acalmar, mas logo após seguiu-se uma brisa leve e vi que na tranquilidade de um vento suave estava a calmaria e a resposta que precisava.
O melhor disso disso tudo é que seus ventos não levaram minha essência, a brisa que me atingiu me fez ver que as tempestades podem ser intensas, porém passageiras. Fazem estragos, mas não impedem recomeços...
Gosto do tempo, do dia e da noite,
canto para a lua, aceno ao sol,
mesmo que sinta do vento um açoite
e na alma um tom pintado em arrebol
O tempo mudou para valer
o vento bramindo até grita
o ouvido chega a doer
e o friozinho nos visita
Para não congelar
e para o dia acontecer
algo quentinho vamos tomar
precisamos nos aquecer!
Venho então vos oferecer
um chocolate quente ou café
está bom, sim, botem fé!
e aceite quem quiser
Esperamos o outono chegar,
ver as folhas saindo em disparada
voando loucas, pelo vento levadas
e querendo junto aos galhos ficar,
O vento chega ousado dando beijos,
para uma, a uma, logo conquistar...
e a nossa alma tem os lampejos
de outros outonos, lembrar !
Outonos de beijos amorosos,
abraços que pareciam sem fim,
em tempos que eram mais ditosos,
nas manhãs em toques de clarins
Outros outonos de frias brisas,
mas que aqueciam o coração ,
agora, tudo rapidamente desliza,
já sem a mesma emoção
Despedidas do tempo, que, ingrato,
vai passando com muita pressa,
e a tudo leva quase de arrasto,
e deixa a saudade, o ontem, a promessa...
