Veio e Passou como um Cometa
Você não nasceu simplesmente pra vencer. Você veio para o mendo pra aprender. Então não fique no chão assim que cair, levante-se e encare o que há a seguir.
...Atirou farpas nos meus olhos e eles chorarão, mas ao contrário da cegueira veio a luz que me fez ver a escuridão que é você . .
Ensina o Piá o caminho que deve cruzá, quando for nego véio não vai se estraviá. Viva o SUL e Viva os GAÚCHOS!!!!!!
quer estudar biologia mas acredita que o homem veio do barro(...) mirmã você precisa estudar barrologia.
A Oração e o Horácio
Caminhava errante havia dias, meses e anos, quando veio sobre mim uma vontade frenética e aniquiladora por uma xícara de café.
Olhei em volta e, como nada se parecia a um barista decente, optei pelo Balaios, na confluência da Rua XV de novembro com a VII de Setembro. É um bar café pequeno, mas limpo e o barista é de primeira, além dos conhecimentos e experiência necessária, é um ótimo papo.
Cheguei lá por volta das dez e entrei, empurrando a porta de vidro mantida por uma mola que não lhe permite ficar aberta. Segundo me informou o homem do café, manter a temperatura no interior da casa faz parte do ritual necessário ao sabor e degustação de um café verdadeiro. Entre outras inúmeras razões para gostar de frequentar o Balaios, está o conhecimento e a história do café brasileiro.
Para inicio de conversa, ali só se saboreia essa bebida, que dentre todas, é o melhor antioxidante, segundo aqueles que comungam das mesmas crenças ou, pelo menos, fingem que sim. A maior e melhor delas diz respeito a uma verdade incontestável: nosso café abastece o mundo todo com o melhor grão, dentre todos. Não existe melhor café que não seja brasileiro.
Eu não havia depositado minha mochila sobre a cadeira junto a mesa que escolhi, a mesma de sempre, junto à janela que dá para a Rua XV, quando adentrou no Balaios um senhor. Não consegui deixar de notar sua presença. Homens não gostam de admitir quando outros homens lhes chamam a atenção por sua presença física e eu não sou exceção. Tudo nele era atraente. Sua barba branquinha, sua sobrancelha grisalha e seu cabelo penteado, mas longo. Suas roupas lembravam as europeias, mas com um toque bem tupiniquim representado pela camisa amarelo ouro. Calculei sua idade entre sessenta e setenta anos.
Para minha surpresa ele caminhou direto em minha direção, quando chegou a um metro de onde eu estava, estendeu-me a mão e disse:
– “Eu sou o Horácio, muito prazer em conhecê-lo pessoalmente.”
Agora completamente embasbacado, respondi gaguejando:
– “Muito prazer Horácio, eu sou o Lou Mello, desculpe, mas o senhor me conhece?”
– “ Sim claro.”
Respondeu sem titubear. Carlos, o barista, aproximou-se de nossa mesa, Horácio já sentara na outra cadeira fazendo sinal para que eu sentasse também. Sem que eu nada dissesse, ele fez o pedido:
– “Dois capuccinos médios e duas torradas na graxa, por favor.”
Que raios estava acontecendo ali? Quem era esse senhor encantador e presunçoso que sabia exatamente o que eu pediria no Balaios, mas eu nunca o vira antes?
O homem do café distanciou-se. Com dificuldade encarei aquela figura absolutamente cativante. Ele tinha seus olhos azuis penetrantes completamente direcionados aos meus parcos olhos negros. Ficamos assim por alguns segundos, até que ele rompeu o silêncio sepucral que se dera:
-“Lou, vamos encurtar a conversa, pois minha agenda está muito cheia, como sempre. Meu nome é Horácio, de Oráculo, mas você costuma me chamar: Deus!”
Putz! Meu coração passou em segundos para umas cento e oitenta batidas por minuto, podia senti-lo na garganta, fora a maldita sudorese que acompanha essas palpitações inesperadas, fiquei com o peito e as costas molhadas em um instante, e continuou:
-“Aqui estou para ouvir a sua oração. Sabe, você tem me deixado em uma situação muito desconfortável, mas não lhe nego uma certa razão. De fato, deixei você caminhar por aí segundo seu próprio discernimento. Afinal sempre confiei no que havia em você. Gosto muito do seu blog, especialmente quando você deixa seu humor vazar e me critica aberta e corajosamente. A parte que gosto mais é quando você diz que não escuto suas orações por estar ocupado com os magnatas e ai você cita gente insignificante que sobre o que não entende faz ousadas asseverações. Entretanto, suas gracinhas provocaram reações entre os que me cercam. A pressão cresceu tanto que me obrigou a vir ouvi-lo assim, pessoalmente, olho-no-olho.
Nessa altura, passei os olhos pelo pequeno salão do Balaios, a procura do Carlos ou alguém que pudesse me socorrer, pelo menos, chamar o Resgate, pois já esperava um infarto inevitável.
-“Sossegue filho, você não terá nenhum ataque. Eu estou aqui, lembra? E eu sou Deus, como você costuma dizer.”
Então sorriu largamente. Senti-me inexplicavelmente melhor e arrisquei perguntar:
-“O senhor quer ouvir minha oração? Estou entendendo isso direito?
-“Sim, exatamente! Viu, poucas vezes os homens reagem como você diante de mim. Na maioria das vezes que me apresento em forma humana, preciso gastar muito tempo convencendo as pessoas que sou Deus, mas você está convencido depois de poucos minutos e poucas palavras. Então, qual é a sua oração?”
Claro que eu estava me perguntando qual seria a minha oração. Provavelmente essa era uma oportunidade única e eu precisaria acertar em cheio, como se fosse bater um pênalti aos quarenta e sete minutos do segundo tempo, com o jogo empatado.
-“Agradeço a oportunidade”. Falei com pigarro na garganta. “Desejo paz na terra e saúde às pessoas. Gostaria que a miséria diminuísse e, se possível, fosse extinguida. As diferenças so…” Ele fez sinal com a mão direita para eu parar.
-“Lou, não atenderei nada disso e você sabe por quê. Assisti várias de suas aulas sobre mim e sempre me fascinava o quanto você me entendia. O mundo seguirá seu curso inevitável. Criei os céus, a terra e, sobretudo, o livre arbítrio. Serei fiel, sempre, ao meu compromisso, haja o que houver. Quero ouvir a sua oração e nada mais. Sei que você, em sua nobreza, gastaria todo o nosso tempo sem falar de suas preocupações, aquelas pessoais.” Falou assim, enquanto escrevia uma frase no guardanapo, que dobrou cuidadosamente, deixando-o à mostra, sobre a mesa.
Carlos chegou com as xícaras e os pratos, para meu alívio. A pausa me ajudou a recobrar algum equilíbrio, então me enchi de coragem e disse:
-“ Senhor, nunca acreditei que orar era fazer pedidos, como se o senhor fosse o gênio da lâmpada. Minha oração é a mesma, aquela que o senhor disse não ouvir, coisa em que acredito, ou seja, o que eu pediria para quem tudo me deu? Claro que tenho um coceira danada para pedir a cura de meu filho, mas suponho que isso faz parte, também. Assim, aproveito para agradecer-lhe por tudo e peço perdão por tantos furos que dei por essa vida.”
Um sorriso largo e maravilhoso estampou-se naquele rosto luminoso. E arrisquei uma pergunta:
– “E aquela luz que cega quem lhe vê, quando é que vai queimar meus olhos?”
Seu sorriso virou uma grande gargalhada, então. Colocando sua mão sobre as costas da minha mão que estava sobre a mesa, disse:
-“ Lou adoro seu jeitão de falar, de ser e esse seu olhar de criança carente. Sua riqueza é infinita, pois você me conhece como poucos. Siga em frente, meu caro. Esse sempre foi o caminho certo. A minha paz seja convosco.” Falou isso, levantou, beijou minha face e saiu.
Fiquei olhando-o caminhar na calçada da Rua XV em direção ao Largo do Canhão, através da janela, até ele sumir. Olhei para o guardanapo dobrado e arrisquei ler o que ele havia escrito:
-“Pague a conta, por favor.”
Josias Mendes nasceu em Recife, pernambuco, em 1971. Veio para João Pessoa, capital paraibana, em 1986. É formado em filosofia, poeta, professor e autor de inúmeros artigos que nos fazem refletir sobre o mundo e o real valor da vida. Seus textos, pela sensibilidade e exuberância, são capazes de hipnotizar quem os lê.
O evangelho não veio para mudar o mundo mas, para mudar pessoas. Lutem em apresentar Cristo às pessoas e não em mudar o mundo.
A alma vai além do que
veio para desenvolver.
Se afunda com a vida.
Com o essencial,
com o sentimento vivo e pleno.
Em dialogar com o universo,
e entregar juntos,
Nosso rastro de ar, de ser.
~ Giovane Conink.
Hoje não me chame e nem me telefone. Não fui para Assis mas Assis veio até mim. Larguei tudo, nem que seja só por hoje por Francisco. Depus minhas vestes no umbral da porta e segui-o. Deixei para trás a vaidade e todas as futilidades que nela se encerram e parti rumo ao desconhecido. Não foi nenhum ato de coragem, porque apesar de estar trilhando um caminho nunca dantes percorrido, estava acompanhada daquele que é meu paradigma, no qual deposito toda a confiança e toda a fé. Aquele que admiro, que me encanta e no qual me inspiro. Aquele que é tão grande mas fez questão de fazer-se tão pequeno para estar perto dos pobres e dos animais. Aquele que teve a coragem de abandonar toda a riqueza do tempo presente para juntá-la toda no céu. Aquele que em tese deveria estar longe, numa redoma, e permite que nós miseráveis pecadores desfrutemos de tanta intimidade com ele ao ponto de chamá-lo simplesmente de Francisco ou Chico.
Dilema
Vou falar num poema;
Que veio ser meu problema;
Uma dor num dilema;
Uma razão num fonema;
Um concluir numa cena!
Pontos, nas vírgulas cansadas;
Reticências, pra não precisar discutir;
Exclamar, por um ‘Ai’ da amada;
Perguntando, mil vezes pra não sucumbir!
Dar voltas, pra saber o que não tem respostas;
Inventar um ‘senão’, pra “pescar” um talvez;
Reconhecer em parênteses e por linhas tortas;
Só pra tê-la de novo, a confessar o que ele não fez!
Enfatizar o que disse depois, ou como ela quiser;
Reforçando desculpas, dizendo ser pela última vez;
Não cansar em mostrar sua retidão, sua fé;
Já nem sei se: pela 2ª ou 3ª..., afirmar o que ele não fez!
Isso cansa deveras! Provar inocência;
Se confessar um delito provado, já é complicado,
Imaginem então afirmar que não teve ciência;
Que não disse, nem fez, nada, nada de errado!
Como cartada final a comprovar licitudes;
Arrumar evidências com palavras confiáveis e sinceras;
A dar sua razão na versão e na correlata atitude;
Mostrando sua inocência pelo mal, que outro a fizera!
Depois deste sofrer a versejar feito louco;
A lição que aprendi, vai ficar como exemplo gravado;
Para os que vierem a passar pelo mesmo sufoco;
Lutarem sem desistir até chegar num culpado!
Se bem no fim conseguir, esclarecer esta história difusa;
Vou ficar mais tranqüilo, por resolver este triste dilema;
Caso ainda se mostre desconfiada, indecisa e confusa;
Ao menos me deu argumentos pra criar, este Metapoema.
Meu coração porque fez isso comigo me mostrou a outra parte do meu coração só que ele não veio; pra fica eu dei amor e confiança só que; a minha outra parte não sabe o que é o amor foi embola é deixou a sua mala a tristeza e a dor e hoje me pergunto como posso confiar no amor 😔
A nudez e o principio de pecado veio a nós pelo livro sagrado do Gênesis e não de nenhuma doente, nociva e pecadora sociedade.
Esqueceu de onde veio?
Não se faça alheio ao problema.
Até parece não faz parte do ecossistema!
As minhas queixas, sempre ignora.
Não se preocupa com a fauna e flora,
Que outrora, era você!
Mas não mais, agora.
Depois que deixou o paraíso,
Alegando ter tomado juízo,
Se fez esquecido.
Carrega contigo um bordão:
"Em nome da evolução"
Progressão fanática.
50 anos em 5.
Não viu que poucos animais suportam
As mudanças climáticas?
Espero que tenha uma boa tática!
O rio ta cheio de hormônios.
No céu, buracos nas camadas ozônio.
E a amazônia,
O pouco que resto do que era.
Tem 5 bois por metro de terra.
Só de lembrar que foi eu quem te criei,
Me faz pensar aquela frase clássica:
"Onde foi que eu errei?"
Pois é.
Infelizmente, não sei!
Toda a glória de minha vida finalmente se fez presente quando o 'eu não tive escolha' veio precedido por um 'ainda bem que'.
Quem quiser me ver a porta da casa está aberta!
Quem veio felicidade,
Quem não veio que não reclame de saudade.
(05/05/2017)
Antes do verbo
Veio o verso.
E assim criou Deus a terra,
rimando e falando poesia
entre os astros do universo.
Que de tédio
Se fez então
Algo muito bom!
O amor e a paixão.
Poderia ser apenas ilusão
Ou não,
Vai saber.
Mas vi chamas em calmaria
Que era uma linda sintonia.
Se for apenas ilusão
Serei eu um homem com pés, mas sem chão.
E viverei sem emoção
Com o coração seguindo só a razão.
Porque se o amor for ilusão
Prefiro morrer então;
Porque a vida só tem sentido quando o amor está envolvido.
Autoria: colaborativa de poetas #Andrea_Domingues / #karolini_Barbara / #Tiago_Lopes
Depois de 2 anos eu voltei a encontrar o amor
Ele veio diferente dessa vez...
O amor estava em uma chácara, com boné e camiseta branca, tinha covinhas lindas, uma pele morena e uma boca arrebatadora... o amor sorriu e vi naqueles olhos castanhos escuros uma nova chance de ser feliz.
O amor tinha uma voz incrível, era engraçado e meio ciumento.
O amor dizia pensar em mim e eu acreditava no amor...
Então o amor mais uma vez se foi, mas dessa vez no lugar de dor deixou um rastro de alegria e memórias de sorrisos.
Porque quando amor chega nós devemos o saudar com calorosas boas vindas e quando o amor vai nós temos que nos despedir com uma leve melancolia, mas esperança de que um dia retornará.
Porque o amor sempre volta.
Feitiço de amor!
O mar me enfeitiçou nesse balanço de amor... Veio uma onda gigante e me arrastou... O vento como uma brisa suave me refrescou... À noite bateu e com ela as estrelas brilhou... Que feitiço foi esse que me levou... O prazerosa manhã nibli ante de loucuras e regadas de doçuras do amor... Desejos vorazes entorpece o meu ser de tanto prazer.! Lícia Madeira
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