Trovões
A tarde está chuvosa, uma chuva forte que antes foi anunciada por trovões como se o céu tivesse alguma coisa a dizer motivado por suas profundas emoções, um lindo desabafo que causa diversas sensações.
É possível ouvir o som agradável estranhamente harmônico das nuvens que choram lá fora, banhando com suas gotas que avivam e emocionam ao trazerem um raro equilíbrio que é momentâneo, mas muito significativo.
Em pouco tempo, começam a chover versos seguindo o exemplo celeste ao desabafarem os sentimentos que sente o poeta, sendo o mais sincero que consegue com si mesmo de uma maneira calorosa, simples e intensa.
Durante uma forte tempestade,
o céu desabafa,
raios, relâmpagos e trovões
se apresentam
como sinais de felicidade ,
fé e esperança
que resistem bravamente às tormentas,
a vida semelhante a um grande show
que deve continuar
independente do que aconteça.
Numa Hera de histeria, trovões eram calmaria
Nasce então, aquele que está sempre em guerra
Independente do clima:
Ares de paz
Ares de amor
Ares de trevas
Ares de dor
Mas sempre Ares!
Um dia há de produzir a harmonia.
Teus beijos são trovões dentro do meu peito. O coração quase explodindo e saindo do peito é meu estado de espírito quando te vejo.
MINICONTO À PAISANA
Demétrio Sena - Magé
Caía um temporal de assombrar. Trovões, relâmpagos, ventos fortes, granizo... Pessoas que voltavam de seus trabalhos corriam apavoradas, na tentativa de se protegerem sob as marquises locais.
Ao longe, uma daquelas figuras que rezam para pneu dava gargalhadas como aquelas dos vilões vingativos de filmes. Ao perceber que chamara minha atenção, o cidadão patriota me olha com soberba, infla o peito e dispara o seu clichê:
- Tá vendo aí no que deu você votar no ladrão? Deus tarda, mas não falha! Faz um L agora, seu comunista!
... ... ...
#respeiteautorias É lei
Quero rajadas de vento trazendo boas novas, com direito a chuva de carinhos, trovões de profunda alegria e raios de luzes ofuscantes. Para no fim de tudo poder visualizar o arco-iris saturado de cores com uma infinidade de matizes, celebrando a vida. E a alegria de viver.
Mude o tempo
Ventos fortes, barulho de trovões, revoada dos pássaros,
O mar revolto, as nuvens densas, os sinos da igreja balançando freneticamente,
O coração ofegante, olhos esbugalhados, avisos estão sendo dados,
Algo novo esta chegando, de repente a calmaria, o silêncio, a tempestade não teve tempo de abalar as estruturas,
O Sol sorriu, a vida ganhou um arco-íris, o cenário é de amor,
As vezes encarar os problemas, as vezes desviar ou nem da atenção, muitas vezes viver de sorrisos, muitas vezes abraçar a felicidade.
DEUSA DO VENTO...
Trovões e raios rasgando o céu, tambores, danças, transe. E ela chega com com o vestido bordado em fitas coloridas. Incorpora no meu pensamento. Então rodopio exaustiva e sorridente em êxtase por esse mundo que vivencio só na minha imaginação. Solidão? Sorriso solto. Coração pisado no chão. Vida perdida que fica e volta pela saudade do tempo de outrora que se esvaiu. Arrepio. Olho pra essa realidade será verdade? Desacoplo desse contentamento e o que vejo? – Uma alma fadigada e triste mas que para a Deusa do Vento não existe.
Trovões e raios rasgando o céu, e ela chega vestida de guerra e a chuva com ela já vem lavando minha alma e invadindo o meu pensamento, então ela sopra ao vento a minha solidão...enquanto entrega meu coração...
A chuva cai, forte, sem cessar,
Mas nada foge do Teu olhar.
Se os trovões tentam me assustar,
Lembro-me: Tu és o Deus que vem me salvar!
Se a tempestade ainda insiste,
E os trovões continuam a ecoar,
Eu não temo, eu confio,
Pois Jesus está a me guardar.
Subterrâneo feminino
Os trovões relâmpagos
são despertamentos.
Frondosas raízes
é elixir da compreensão
adubo para alma
No farfalhar das folhas ao chão
silenciosos segredos.
No canto dos pássaros
o caminho da liberdade.
A evanescência da vida
não nos assusta mais.
Todas temos alguém para perdoar
algo para aprender
enigmas a decifrar
floresta e desertos para travessar.
Faremos tudo isso com feminilidade coragem e dignidade.
Porque a fé é nosso alimento diário.
Sambando na chuva da noite (versão 3)
Quero estar com você,
enquanto os trovões iluminam o céu,
numa noite de espetáculo de pirotecnia natural,
parecemos dois patos perdidos,
ornamentados pulando entre as poças,
vamos nos jogar na chuva,
molhar nossas cabeças,
esquecer nossas diferenças,
nossas manias,
nossas competições do dia-a-dia,
quero estar com você,
juntando nossas penas cheias de cores e ideais,
nossos dissabores do cotidiano,
nossas desavenças aqui morrem afogadas,
vamos nos jogar na chuva,
e molhar nossa consciência,
batizar nossas idéias,
esquecer nossas bobeiras,
e acender a magia do carnaval,
somos apenas dois palhaços notívagos de luar,
desligados dos barulhos do mundo,
vivendo nosso inquietante samba de romance,
até o sol raiar.
Uma tempestade! Uma grande tempestade de raios e trovões , ventos gelados caindo em seu coração quente, angustiado, com uma profunda dor. A cada suspiro profundo dado, um raio aparecia no céu escuro de uma noite fria. A cada lagrima que escorria em seu rosto, no chão escorria a chuva, a chuva de lágrimas salgadas. Sentimentos de uma trovoada, um coração caloroso se tornava gélido a cada gota de chuva que escorria em seu rosto. Um mar enfurecido dentro de seu peito. uma tempestade contínua e inacabável acabara de se tornar a única coisa possível de sentir escorrendo em seu corpo.
Os trovões parecem
como címbalos que retinem,
A ventania balança
o carrilhão das vagens
do Coração-de-Negro,
Com o meu silêncio
presto devotamento etéreo,
e neste amoroso sigilo
guardo o quê sinto e te protejo.
Depois que passar o vento
Tempestades não são eternas
Rasgam, rompem, ferem
Nos atravessam, nos modificam
Só extraí de nós
O que já não nos pertencia.
São totalmente indiferentes a nós
Então, deixe que vá
Leve consigo seus trovões
Façamos como a terra
Que acolhe as folhas órfãs
Sem romper a mudez dos humos
Depois que passar o vento
Contemple o silêncio
Se purifique
Emerja sem lamentos
Volte à tona
Subscreva o seu existir.
Enide Santos 11/10/20
Fantasmas da minha Imaginação.
Fumava meu cigarrinho de paia assentando no banco da
Estação da Estrada de Ferro Madeira Mamoré em Abunã.
O apito do trem relampejava os trovões da prosperidade
E com ele vinha um moço que mais tarde seria o maior
Fofoqueiro da região, Doutorzinho Joaquim Tanajura.
O cheiro da borracha era melhor que o de uma rapariga
Um me enchia de prazer e o outro enchia a minha barriga.
A coisa começou a ficar preta, além da borracha, anunciou
A corneta, com a invasão pelo Abunã de Los Hermanos,
Culpa dos meus irmãos que invadiram La Banda pelo Purus.
Sai em disparada para outra vila estação, sem saber ao certo
Em qual iria ficar se de Jacy-Paraná, Mutum ou Vila Murtinho,
Pois aqui nem mortinho fico e com as porteiras escancaradas
Vim parar no núcleo de Poço Doce que de doce não tinha nada.
O tempo passa e volto para minha vila de Presidente Marques,
Ansioso procuro por minha estação de Abunã e meu banquinho
Que pelo tempo foi substituído, cadê meu povo? Cadê o trem?
E a Borracha com a prosperidade não mais vem? Aonde estão todos?
Estavam onde sempre estiveram os fantasmas da minha imaginação.
↠ Esquecidiços ↞
Induzem-se conhecidos
entre encontros perdidos,
ter os dons, empobrecidos
propósitos adormecidos.
Sentimentos omitidos
ora antes divididos,
aos inúteis favorecidos
contratempos enrijecidos.
Vulcões enfurecidos,
furacões ensandecidos,
dilúvios enraivecidos…
relâmpagos distorcidos
de trovões ensurdecidos
faísquem aos benditos
que não sejam esquecidos.
Cartas Dicotômicas
Quem comigo navega deve saber: meu mar interior é tormenta, ventos, raios e trovões, e minhas palavras calmaria.
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