Textos sobre Vaidade
Fragmento IX - Livre-arbítrio
Que livre sou, me diz minha vaidade, contudo, nasci preso ao vício e à corrente, que me impôs o meu Pai, a minha Mãe e essa serpente. Estou a contorcer-me com isso, como quem no ventre é enlaçado pelo cordão que o alimenta.
Se penso, é pensamento de herança; se creio, é fé que veio por deveras, porque, até onde sei, fui criado em fórmulas austeras de um mundo partido por falsa percepção.
Dizei-me vós, ó sábios de batina: sou livre, ou apenas um desobediente?
É BOM SER VAIDOSA(O), TER ALTA AUTOESTIMA?
Vaidade é uma alta autoestima não saudável, pois geralmente sente-se acima dos outros, tem dificuldade em cuidar das pessoas e admitir dificuldades (e consequentemente desenvolver-se). Muitas vezes, "vaidosa(o)" diz respeito a pessoa que gosta muito de cuidar de sua aparência física. Se isso faz um grande sentido em sua vida, ok. O único problema pode ser se for em excesso, deixando pouca importância para o desenvolvimento da personalidade (afetivo-social-profissional) e outros pontos.
Creio que essa crença possa ter surgido da ideia de que é melhor ter alta autoestima do que baixa; mas não, o interessante é autoestima saudável. Sendo que pela nossa cultura, uma pessoa "de bem consigo", é uma pessoa de boa aparência e situação financeira.
Arrogância, destrato dos "inferiores", sem auto-crítica.
VAIDADE
No auge de tua beleza
Talvez você não veja
E até possível não sinta
Uma maquiagem que pesa
Que num futuro se desminta
Muito pouco à alma agrega
Vai ao chão casca formosa
E o efêmero fica ao vento
Sobram riscos grosa do tempo
Lição exemplar da natureza
Com sua formosura na leveza
Que aproveita seus momentos
Da raiz vem sua essência
E independente da aparência
O seu cerne vem de dentro.
A justiça de YHWH…
A proteção que me envolve não é um escudo de vaidade, mas uma teia invisível de cuidado que transcende o entendimento humano.
Não é sobre invulnerabilidade, mas sobre estar sustentado por algo tão imenso que o mal direcionado a mim não encontra repouso; ele se perde, retorna ao emissor, carregado do peso de sua própria intenção. E é aqui que reside minha inquietação: a maldade que tenta me alcançar não fere minha pele, mas ameaça o destino de quem a projeta.
Preocupo-me, então, não por temor ao dano, mas pela gravidade do preço que você, talvez sem saber, está prestes a pagar. Pois aquele que é guardado por YHWH não é uma fortaleza inexpugnável, mas um reflexo da justiça que vigia todas as coisas, e a justiça, quando movida, não conhece hesitação.
Assim, ao desejar meu mal, temo não por mim, mas pelo abismo que você, cegamente, começa a escavar sob os próprios pés.
Malandro, desce do teu altar de vaidade…
No palco escuro da vida, onde o orgulho é ator, dança o malandro, confiante, num delírio sedutor.
Crê que o sangue de sua linhagem carrega a centelha, que apenas na sua casa nasce a chama mais velha.
Mas o mundo, vasto, ri dessa pretensão miúda, pois a sabedoria não se prende à herança desnuda.
Não é o ventre solitário que molda o engenho, nem o berço dourado garante o desenho.
Há estrelas em vielas, há luz em becos sombrios, há mentes que florescem mesmo entre os desafios.
Quem se vê dono do gênio, numa vaidade tão vã, esquece que o universo cria mais do que uma manhã.
O vacilo é pensar que a sorte tem endereço certo, que o brilho só repousa no teto do mais esperto.
Mas o destino, astuto, tece fios imprevisíveis, e a inteligência floresce em terrenos impossíveis.
Assim, malandro, desce do teu altar de vaidade, o mundo é vasto, e a vida, cheia de diversidade.
Nem só tua mãe, entre todas, concebe a centelha, pois o cosmos gera gênios sob qualquer telha.
É um equívoco atribuir a este ou aquele indivíduo total ausência de vaidade. O ser humano é vaidoso por natureza, embora nem sempre possa dar vazão, por motivos que incluem condições socioeconômicas, a todos os pormenores de sua vaidade.
Quem usa roupas rasgadas mesmo podendo vestir-se com apuro ou luxo, é porque vê nisso algum charme. Portanto, é vaidoso. Aliás, faz pouco tempo que a última moda eram as roupas deliberadamente rasgadas. Ainda há, com menos frequência, pessoas que usam essas roupas, bastante caras, com rasgões estilizados produzidos nas confecções. Quem não pode comprá-las, mas aprecia essa moda, produz o efeito em casa e certamente alcança o objetivo de estar em sintonia com o mundo moderno.
A vaidade está refletida nas roupas, nos carros, nas bicicletas, nos aparelhos de celular, nas casas e muito mais. Ela se configura quando aquilo que usamos ou obtemos não tem a única intenção de nos satisfazer, mas também de mostrar aos outros, de alguma forma clara ou velada, o que nos pertence. Não fosse assim, só teríamos telefone para fazer e receber chamadas. Carros e outros veículos, motorizados ou não, somente para nos locomover, sem importar os modelos. Verificaríamos quesitos como conforto, economia e desenvoltura, dentro das nossas possibilidades, mas abriríamos mão daqueles que visam muito mais impressionar o outro.
Pode-se afirmar o mesmo da ambição. Ninguém é verdadeiro quando se diz não ambicioso. Tal pessoa terá, no mínimo, a ambição de não ter ambição, com o objetivo específico (e ambicioso) de alcançar a paz espiritual, por exemplo. Há quem abra mão de qualquer conforto material, para se dedicar ao acúmulo de conhecimentos. Outros querem fazer contatos com alienígenas e tantos não querem nada, mas ainda assim, com vistas à libertação total do ser, para fugir do peso e do cansaço de uma vida vertiginosa.
Jamais afirme para si mesmo que uma pessoa é modesta e absolutamente sem apego. Trabalhar menos para dar aos filhos mais atenção e presença, já não podendo lhes dar tantos presentes, é um belo exemplo de ambição humana.
VAIDADE HUMANA
Falta mundo pro mundo que se multiplica;
não há vida o bastante pra vida em redor;
nada fica do sonho espremido no caos
dessa dor de aprender que não se sabe nada...
Todo mundo se julga o próprio mundo à parte,
quer viver para sempre, finge saber como,
é um gomo que tenta ser imposto ao todo,
ser o todo e ter tudo sobre tudo mais...
Cada dia se perde no tempo a ganhar
onde o tempo é tesouro que o chão oxida;
logo a vida se olha de frente pra morte...
Nossas mãos vivem postas além do sensato,
nossos pés estão longe das velhas respostas
que jamais compraremos por valores táteis...
VAIDADE HUMANA
É a mania de grandeza que nos torna pequenos e fúteis para reconhecer a real grandeza dos pequenos gestos. Das palavras discretas. Das profissões humildes. Dos pequenos passeios. Dos momentos e os espetáculos menos espetaculares. Pelo nosso apego extremado à ostentação e às impressões do todo, somos pobres dos detalhes que nos enriquecem a partir da essência.
A procura da metade.
Houve um tempo que não passava de um sonhador iludido com minhas vaidades, acreditava que era capaz de completar uma pessoa com minhas inúmeras qualidades.
Mas o que não contava era que eu que tinha a necessidade de ser completado, pois minhas inúmeras qualidades não passava de pura vaidade de um orgulho fútil.
Hoje sonho com aquela que me completara, a peça chave que fará do meu orgulho um sentimento puro sem espaço para vaidade, que essa metade poça me transformar em um ser perfeito sem futilidades.
Que seja parte de minha essência.
...Sinônimo de vaidade é achar que Deus não é bom... e tendo certeza que ele é mal, se tornar assim.
...não é bom também tentar ser o bonzinho, ser bom já basta.
...E você querer ser justo...já é demais,
até para Deus, basta ser ele, e você, lhe cabe a fé somente para ser justo.
Jesus era arrogante? Não
Jesus era vaidoso? Não
Jesus era mal educado? Não
Jesus era oportunista? Não
Jesus era soberbo? Não
Jesus era mesquinho? Não
Jesus era bêbado? Não
Jesus era de se exibir? Não
E porque raios você, que não tem o valor da sombra de Cristo, quer ser tudo isso?
Tempo,
Senhor de todas as Verdades,
Correnteza que deságua todas as vaidades
Tempo, temido disciplinador na estrada do futuro
Gentil professor, nos aprendizados felizes do presente...
Senhor, que tudo nos dá
e tudo nos tira...
Tende piedade da minha alma.
Tempo, ame-me mais do que a órbita dos planetas, mais do que somente a carne.
Proteja-me mais do que todas as manhãs e noites que há tanto, nos traz.
O que posso dar-lhe, Tempo, meu Senhor?
Além de meu desejo por Ti?
Desejo-lhe nesse instante, e em cada instante do meu corpo, tão preso em matéria e desprendido em sonhos...
Tempo, ame-me por quem sou desde de criança;
Ame-me pelo o que preservei em mim;
Ame-me pelo o que nunca esqueci;
Proteja-me, pois sempre fui a mesma em Ti.
Ansiei acordar a cada novo dia,
Esperei deitar-me contigo todas as noites,
Cheia de sonhos ao esmaecer em teus braços
Cheia de sonhos ao contigo despertar.
Há algum sonho meu que não seja o mesmo?
Obrigada, meu Senhor, pois me trouxeste realizações sem promessas nem castigos.
Tempo, me creditaste, mais do que eu mesmo me creditaria.
Humildemente, espero em Ti.
Sem atrasar para reparar-te.
Nós somos os mesmos desde que nos encontramos, Tempo; e assim prosseguiremos: como os ventos, que não perdem o frescor ao correrem pela Terra, e por isso, merecem para sempre, enquanto houver vida, serem jovens, como nós.
Olhar-se no espelho, não é só vaidade, há virtudes nessa ação: desenvolver autoestima, aceitação… mas há uma, em especial, que não tem nada a ver com o sentido da visão, tem a ver com conscientização - olhar-se no espelho e enxergar, além das aparências, que você não é tão diferente das outras pessoas e que portanto precisa compreender melhor o seu próximo, usando sempre a virtude da empatia: uma disposição para colocar-se no lugar do outro, antes de qualquer atitude ou juízo de valor.
Ney Paula B
Vamos ficando mais velho e compreendendo o quanto tudo é vaidade. Os que permanecem vivos acumulam lembranças dos que partem, e menos amigos conseguimos ajuntar, os sonhos e desejos diminuem, porque pouco a pouco sentimos que não temos mais tempo para gastar, porque cada porção que consumimos não tem como recuperar.
Quantos amigos já partiram, outros que se distanciaram, quantas recordações de entes queridos que nessa jornada nos deixaram.
A multidão de anos nos pesam sobremaneira, e precisamos de resiliência e sabedoria, não menos, a graça de Deus ensinando a contar nossos dias.
Herdeiras da Finada e da Vaidade
Lá pros lados onde o asfalto é poeira,
E o luxo ainda usa pulseira de feira,
Morreu uma tia — a finada abençoada —
E deixou pras sobrinhas a grana guardada.
Foi só o caixão descer com a coitada,
Que as moças viraram alta sociedade encantada.
Uma herdou um sítio, a outra uns trocados,
E juntas se acham no topo dos mais invejados.
Mudaram o andar, o tom e o batom,
Agora só falam de “brunch” e “champanhon”.
Fizeram plástica no ego, bronze no juízo,
E acham que o mundo inteiro gira no improviso.
A finada, se visse o que virou o legado,
Voltar do além? Talvez… só pra dar um recado:
“Vocês eram jacu e continuam sendo,
Só que agora de salto, tropeçando e se perdendo.”
Ai, que dó dessas almas tão iludidas,
Achando que dinheiro compra novas vidas.
Na rede social, são capa de novela,
Na real? Mal sabem lidar com panela.
Graças a Deus, aqui não tem dessas figuras,
Só gente de berço, de boas posturas.
Mas fica o alerta, entre riso e gargalhada:
Nem toda herdeira deixa de ser deslumbrada.
Minha vaidade apetece meu coração não deixando que morra a invenção desse amor que tanto me distraí;
Ter sentimentos não se faz tão bacana nos dias moderno que invade nosso tempo para desfazer as lembranças de quê algum dia o amor importava com uma canção romântica;
Virtualmente vou te amando, te querendo e no entanto te desejando para que eu continue a viver com a esperança de te ter;
Falo sobre vaidade quando repouso minhas asas nas minhas doces palavras;
Quando vejo o brilho das estrelas lembro-me dos seus olhos tão cativos e tão carentes de amor;
Sem tempo para falar o meu nome, mas gritando seus trejeitos em um espaço vazio onde que o meu calar fale até você entender;
Se o meu coração me disse para ter paciência escutarei a voz da experiência para seu ser mudo me fazer amar mais e mais;
Eclesiastes 1.14
Atentei para todas as obras feitas debaixo do sol,
e eis que tudo era vaidade e aflição do espírito,
Falei ao meu coração dizendo: sim, me engrandeci realmente,
permiti ao meu coração conhecer a grandeza, a loucura e o devaneio,
e percebi que isso também era aflição de espírito
Pois em muita sabedoria habita muito sofrer
e o que aumenta o saber, aumenta a tristeza.
Vanglória
A vaidade é pura soberba
Quando para outros olhos é impelida
Não existirá clemência
Para tamanha arrogância destemida.
A que destino levará tamanha ostentação?
Aos desejos e não para as necessidades
Ao submundo negando a autenticidade
Sem critérios profundos
Perdendo a liberdade.
Vaidade
Beber para ter coragem de gritar
O grito dos indecentes
Da inconsequência
Da justificação que não convence.
Viajar para fugir da própria verdade
A verdade que está enraizada
Que acompanha em toda a caminhada
E da redoma não sairá.
Pássaro negro camuflado de mil cores
Para manter os milhares de amores,
Mas a chuva cairá
E as cores irão desbotar.
Manter um tapete vermelho estendido
Caminhar sobre ele desmilinguido
Com a bebida, as viagens e as cores,
Que causam dissabores.
Que presunção mal fundada
De quem mantém ostentação
Para merecer admiração
De uma qualidade do que é vão.
