Textos sobre Vaidade
Jesus era arrogante? Não
Jesus era vaidoso? Não
Jesus era mal educado? Não
Jesus era oportunista? Não
Jesus era soberbo? Não
Jesus era mesquinho? Não
Jesus era bêbado? Não
Jesus era de se exibir? Não
E porque raios você, que não tem o valor da sombra de Cristo, quer ser tudo isso?
Conhecimento sem devoção é só vaidade disfarçada de fé
Nem todo teólogo conhece a Deus. Nem todo defensor da sã doutrina tem intimidade com o Santo. A verdade é que há um tipo de engano muito comum — e perigoso — no meio dos que estudam, leem e argumentam: o de achar que acumular conhecimento bíblico é sinal automático de vida espiritual profunda.
Mas conhecer sobre Deus não é o mesmo que andar com Ele.
O fariseu era mestre da Lei. O escriba citava profecias. Os doutores da religião sabiam os textos decorados. Mas quando Deus se fez carne, eles não o reconheceram. Tinham a doutrina na cabeça, mas o orgulho no coração. Eram ortodoxos na teologia, mas heréticos na vida.
Hoje não é diferente. Gente que se orgulha do que sabe, mas não chora mais na presença de Deus. Gente que ensina sobre humildade, mas não se arrepende de nada. Que exalta a graça nos livros, mas pisa nas pessoas na prática. Que defende a cruz nos púlpitos, mas vive como se nunca tivesse passado por ela.
Conhecimento sem quebrantamento é só soberba espiritual. Argumentos sem piedade são só ruído. O cristão não é formado por teologia empilhada, mas por um coração moldado no fogo da presença de Deus.
Sim, a doutrina é essencial. A verdade liberta. Mas só liberta quem se rende a ela. Quem ama a verdade sem amar o Deus da verdade vira apenas mais um religioso arrogante. E talvez, sem perceber, se torne aquilo que mais critica.
A ortodoxia sem amor vira legalismo. A exegese sem vida vira arrogância. A pregação sem oração vira discurso. A fé sem devoção vira teatro.
Conhecer doutrina não é fim. É meio. O fim é conhecê-Lo.
E conhecer a Deus não é exibir saber, mas suportar o peso da Sua glória. É ser desfigurado por dentro, confrontado por verdades que nos quebram, transformado em silêncio diante da Majestade. Não é vencer discussões, é perder a razão diante do Santo. Não é provar um ponto, é ser provado por Ele. A verdadeira teologia não forma especialistas — forma homens pequenos diante de um Deus imenso. Quem realmente O conhece não se exalta… se cala, se rende e continua sedento.
A vaidade
Muitos relacionamentos desfeitos, muitas oportunidades perdidas, o ponto inicial da arrogância, fortalecedor do orgulho, e o princípio da queda de um homem é a vaidade que o tem.
Parece inofensiva ter uma vaidade dita saudável, mas é apenas um mostro em sua infância.
Há quem confunda ambição com ganância, e boa autoestima com vaidade.
Quem tem autoestima elevada, não necessita de vaidade, que se valida na impressão do outro.
em pobres palavras, quem sabe quem é de verdade, não toma atitudes para que outras saibam disso, sua própria compreensão lhe basta.
tendo o controle, não precisa mostrar que estar no controle, muito menos prejudicando-se, machucando e humilhando pessoas para evidenciar isso.
A sabedoria derrota a vaidade, mas sabedoria não se adquire com o tempo de vida, senão todo idoso seria um sabio, e sabemos que não.
ah! Se esse diálogo interno fosse constante: eu preciso fazer isso? o que ganho com essa atitude? vale a pena machucar alguém por micros segundos de reações dopaminergicas ?
preciso dessa satisfação?
Encontramos o verdadeiro valor de outra pessoa, quando estamos conscientes do nosso próprio valor.
Quem se enxerga além daquilo que é, dificilmente valorizará seu igual.
Um conselho que serve de cura ou vacina, é tratar a todos como gostaria de ser tratado.
Com o passe do tempo, aquilo que era uma sentença para solidão, será vista como uma mera descartável vaidade.
Qual o seu nome ?
Não sei se por inginorancia,
ou por vaidade, mas às pessoas
perderam, a sua identidade.
Quando lhe perguntam, qual
o seu nome ?
Se fez faculdade, Dr. Fulano,
se é cristão, pastor fulano eu
quero saber se essas pessoas,
foram registrados assim ?
O certo seria: Me chamo Antônio
esquecendo - me, do meu doutorado
e só respondendo se me for perguntado.
Degraus da Vaidade
A vida é feita em degraus,
e cada degrau, uma entrega.
Subimos com esperança,
mas a escada é feita de brumas.
O primeiro degrau brilha com sabedoria,
mas logo aprendemos que saber não salva.
O tolo e o sábio partilham o mesmo pó,
e o tempo apaga ambos os nomes.
No segundo degrau, plantamos com suor,
mas a colheita, por vezes, vai às mãos de estranhos.
O herdeiro não labutou,
mas ceifa o que não semeou.
O terceiro é o do propósito —
mas há planos que não nos pertencem.
O Altíssimo ri dos acúmulos dos ímpios,
que servem, sem saber, aos justos.
O quarto degrau é o sucesso,
espelho dos olhos alheios.
Corremos por glórias vazias,
esquecendo que pó não segura troféus.
O quinto degrau é o da solidão dourada:
o homem que junta, mas não se alegra,
sem mãos que lhe toquem o ombro,
sem olhos que o chamem de irmão.
O sexto é a coroa da fama,
que brilha até o trono se esvaziar.
O povo esquece o nome do rei,
e suas obras morrem com seu eco.
O sétimo é o ouro que nunca basta.
Quem ama a moeda,
nunca ama o bastante.
A alma faminta não se farta com cifrões.
O oitavo é a cobiça —
o desejo de sempre mais.
Mas o que se contenta com pouco
já possui o que o mundo inteiro busca.
O nono é o riso sem alma,
o som dos espinhos queimando em vão.
O tolo se diverte com fumaça,
e não percebe a cinza que resta.
O décimo é o louvor aos perversos:
morrem os maus,
e recebem flores da mesma cidade
que sofreram por seus feitos.
E assim subimos os degraus,
cada um ensinando o peso da vaidade.
Mas mesmo em meio ao vazio,
há sabedoria para quem escuta.
Pois o homem sábio
não nega os degraus,
mas sobe por eles
com olhos no alto —
onde não há vaidade,
só eternidade.
Vaidades em Silêncio
No espelho do tempo vi rostos que brilham,
e logo escurecem sob o véu do esquecimento.
Ali jazem sábios e tolos, nivelados pela poeira,
porque a morte não distingue quem muito sabe
de quem apenas sonhava.
Trabalhei com as mãos, com o peito e com o fôlego,
e o que ergui com sacrifício, deixei para outro.
Ele não sabia o preço do cansaço,
mas herdou o fruto da minha fadiga.
Isso também é vaidade.
Vi os homens traçarem metas, mapas e mandatos,
mas Deus, com um sopro, os redistribui.
Ajuntam os perversos e escondem o ganho,
mas ao final, tudo é entregue ao justo
sem que ele tenha pedido.
O sucesso é uma guerra silenciosa.
Não por nobreza, mas por competição.
Cada aplauso ecoa a inveja do vizinho.
E a multidão que aclama hoje,
amanhã aplaude outro.
O homem que só tem ouro é pobre.
Trabalha sem parar, conta moedas,
mas não tem com quem partilhar
nem um sorriso verdadeiro.
Isso também é vaidade.
A fama? Ela dança no alto das torres,
mas despenca no silêncio dos anos.
Quem era rei agora caminha anônimo,
e ninguém se lembra de sua coroa.
Quem ama o dinheiro nunca dorme.
Sempre acordado, sempre alerta,
mas nunca satisfeito.
O coração que se apega ao ouro
não conhece descanso.
Olhei para os olhos dos que cobiçam,
e vi um abismo sem fim.
A alma que deseja tudo
nunca reconhece o que tem.
E perde o que realmente importa.
O riso dos tolos é barulho vazio,
como lenha seca estalando em vão.
Riem alto, mas não sabem do que.
Depois, o silêncio volta — pesado e oco.
E vi o funeral dos injustos.
Enterrados em pompa, elogiados em verso.
Mas eram lobos vestidos de cordeiro.
E a cidade que os temia, agora os aplaude.
Isso também é vaidade.
Quem entender essas coisas,
não as temerá — mas as superará.
Porque o sábio não coleciona elogios,
nem corre atrás do vento.
Ele busca o Eterno, e caminha leve,
sabendo que o verdadeiro tesouro
não se vê com os olhos.
Não se perdoa
A conta-gota,
Não se libera
Pela metade,
Jogue fora
A sua vaidade.
A vida prega
Peças por si só,
É melhor optar
Pelo desapego,
Para viver a vida
Com a simplicidade
De que não tem medo.
Porque Pátria
É mais do que
Um pedaço de chão,
Ela é feita de gente
Que se leva no coração,
Vamos de mãos dadas
Pedir a total libertação.
De certo que o velho pensador já dizia da vida: a vaidade da vida e a vida é vaidade.....
São coisas distintas: o ser que pensa ser, os posicionamentos de quem pensa saber, o ter de quem pensa ter .....
Continuamos a refletir sobre o que disse o pensador: no fim a vida vem e apresenta o contraditório relativo ao inevitável, então vem o destino mostrando que aquele pensador estava certo e que realmente a vida nada mais é do que uma vaidade.
Passou o tempo, e perdemos tempo, porque a vida aliada ao tempo, grita em alta voz que fazemos parte de um tempo, e depois de passar mais um tempo ela deixa de existir. E o que fizemos ? Ou o que deixamos? Deixamos nossa história , deixamos as vaidades da vida nos consumir, perdemos tempo, e muitas vezes deixamos de ser felizes.
Vaidade, vida e tempo, nossos eternos e vibrantes parceiros por um tempo, aliás, para todo tempo, enquanto vivermos nessa vaidade humana.
Construa valores, e destrua conceitos, administre tudo que tem mas não se escravize pelo que tem, deixe a sua história escrita e o seu nome escrito naquele grande livro, o livro da vida.
Atila Negri
A vaidade da perda do tempo
Ano que se inicia, tempo que não para, pois a vida é pautada e guiada por ele: O tempo.
O homem vive o tempo no seu cotidiano, acorda, dorme, trabalha, se fadiga, descansa e de volta a rotina.
Se olharmos para nossas vidas, na maioria das vezes não vivemos o tempo de forma a entendermos que na maior parte de nossas vidas perdemos tempo.
Perdemos tempo com vaidades, nos aborrecendo, nos preocupando, com pequenas coisas que nos tiram do nosso eixo, nos preocupando com o cotidiano, com o futuro e com nossos problemas.
São tantas pequenas coisas que perdemos tempo, que acabamos nos esquecendo de nós mesmos, esquecemos dos nossos momentos que temos que ter para reflexões, para dar atenção aos nossos familiares, amigos e até nossos momentos para falar com Deus.
Perdemos tempo o tempo todo, porque o mundo faz com que a nossa vida se torne assoberbada com as responsabilidades diárias, são tantas coisas que nos envolve que cansamos vida que levamos e muitas vezes queremos sumir.
Vão Passando os momentos para dialogar e conviver com nossos filhos, com nossos pais e amigos...
O tempo vai passando tão rápido, que nem sentimos, pois nos tornamos como máquinas robóticas, estamos no automático o tempo todo, sequer temos tempo para nos alegrar e sorrir, pois até nosso sorriso é controlado, não temos tempo sequer para chorar, porque temos que engolir até o nosso choro.
O homem se tornou desumano para si mesmo, quiçá para os outros...
Perdemos nossa essência, como seres criados por Deus dotados de sentimentos e emoções, porque não temos tempo sequer para expressar quem de fato somos.
Somos moldados de acordo não pela nossa vontade,mas pela vontade do mundo que impõe regras que nos faz a cada dia perder o nosso tempo e a nossa vida por nada.
Valorizar coisas simples em nosso pouco tempo, nos torna pessoas melhores, nos faz sentir que de fato ainda estamos vivos.
Ler um bom texto, conversar, dar atenção aos filhos, familiares e até aos que não conhecemos, porque as vezes Deus coloca no nosso caminho pessoas para ajudarmos com palavras, dar um simples abraço e atenção.
Não somos máquinas, nem somos programas de computador, somos seres dotados de sentimentos e emoções.
Portanto, reflitamos e mudemos nosso tempo, a nossa vida, nos tornemos mais humanos, e não perca mais o seu tempo, viva de verdade e veja que mudando condutas simples seremos mais felizes e faremos os outros também felizes.
Atila Negri
la é feirante e feliz
Ricky Henry
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Antes do cantar do galo...
Ela se arruma toda vaidosa pra batalhar...
Sem eira nem beira, com sol ou com chuva na moleira...
Ela não desanima e sai sem se atrasar...
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Mulher de respeito, amiga e sorridente...
Monta sua banca e vai pondo tudo no lugar...
No dia a dia honestamente, faz seu troco...
Tem dia que nem faz hora de almoço.
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Sexta feira hoje tem feira...
Inspirada atenciosa com as pessoas...
Carismática vende com o brilho no olhar...
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Hoje promete...
Muitas frutas guardou pra Janete...
Pois ela só vem, no fim da feira...
Mais não faz mau, ela é freguesa amiga e parceira...
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É meio dia não parou de anunciar...
Tem cenoura, laranja lima, mexerica, limão taiti e banana prata, da terra e nanica...
A fugi bem doce, pode vir, pode provar...
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Pra dona Maria a couve manteiga, beringela, alface lisa e crespa...
A senhorinha levou rúcula e também hortaliças...
Vai fazer um chá pra filha...
Que está a reclamar de mau estar...
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Aí chegou seu moço, fixou olhar na melancia bem vermelhinha e doce...
É da rajada, não paga pra experimentar...
Já vai dar as 15h...
Os preços começaram abaixar...
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Refrão:
Batendo palmas e grita...
Batendo palmas e grita...
Batendo palmas e grita...
Te fruta fresca, verduras ótimas freguesia...
É com muito energia ela contagia até a banca da vizinhas...
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Ela é feirante sim...
Ela é feirante sim...
Ela é feirante sim...
É hoje a noite que vai pro samba pra distrair!!!
A Roseira Hereditária
Assentado
Assuntano
Na pedra
De assuntá
No
Vai-da-valsa
Desse mundão
Sem portera
Matutano
Sobre tudo
Quanto há
Tenta
Tomá tento
Natureza fala
Dá recado
Não
Se sabe
Se de Deus
Ou
Do Diabo
No patamar
O
Capital
Não aceita desaforo
Estúpida e inválida
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
PORCELANA CONTRABANDEADA
(Bartolomeu Assis Souza)
Vaso quebrado
Cerâmica de vaidades
Tornaram-se meus sonhos
Cacos de ilusão
Pobre poeta, tolo sonhador
Tolice as juras de amor
A vida é frágil demais
Vaso que se gasta e quebra
Porcelana contrabandeada
Vasos cozidos, moldados e pintados
Vaidade, presunção, orgulho
A vida é passageira
Quero deixar meus sonhos e ilusões
Nesses últimos versos que a vida compor
Um verso de ilusão deixar
Quando o horizonte findar
Pv 9.8 - Nunca repreenda uma pessoa vaidosa; ela o odiará por isso. Mas, se você corrigir uma pessoa sábia, ela o respeitará.
Quando fui olhar no dicionário, entendi melhor: "vaidosa" - Vazia, que vive de aparências ilusórias.
Infelizmente, essa é a realidade até mesmo dos que se acham sábios cristãos.
FELIZ DIA DAS MÃES
Minha mãe era vaidosa, gostava de estar arrumadinha.
Toda trabalhada no ouro...
Mas, eu sempre via nela um ar de tristeza mesmo quando sorria.
O tempo passou, eu fiquei crescido e nunca perdi esse olhar.
E o tempo trouxe consigo o mal que não queria ver
Mesmo o enxergando...
Às vezes em que eu ia lá era agraciado com aquele mesmo sorriso que transitava em seu olhar tristonho.
Hoje, voltando aqui, a saudade me corrói a alma.
Não, agora eu não quero mais nada.
Apenas cinco minutinhos!
Tempo suficiente para eu poder te abraçar melhor.
Te pedir perdão pelo rosto carrancudo.
Sentir teu cheiro e agasalhar teu sorriso triste.
“Existem pessoas tão cheias de si que acabam completamente vazias.”
A vaidade humana é um abismo disfarçado de plenitude. O indivíduo que se enche de si mesmo acredita possuir substância, mas o que nele transborda é apenas a aparência do ser uma bolha de ar que o menor contato da realidade faz estourar. O homem verdadeiramente dotado de espírito não necessita exibir o que é; seu valor repousa no silêncio.
O vaidoso, pelo contrário, é como um vaso sem conteúdo que tenta compensar o vazio pelo barulho. Quanto mais fala de si, mais denuncia a ausência interior. Vive de comparações, de olhares, de aplausos e por isso sua felicidade depende do reflexo, jamais da essência.
Aquele que busca parecer é escravo da opinião. E nada é mais miserável do que depender do olhar alheio para sentir-se existente. Assim, quem se julga pleno de si está, na verdade, destituído de tudo porque o “si” que o ocupa é apenas uma caricatura inflada do verdadeiro eu.
Em suma, o homem cheio de si é um deserto disfarçado de montanha; quanto mais alto se crê, mais ecoa o seu próprio vazio.
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - O ORGULHO E A VAIDADE.
SOBRE O ORGULHO E A VAIDADE E A ILUSÃO DO DOMÍNIO INTERIOR.
ORGULHO E VAIDADE COMO DESAFIOS DA VIDA MORAL.
Procuremos examinar com serenidade e método dois dos defeitos que mais frequentemente se manifestam no psiquismo humano o orgulho e a vaidade. A análise desses estados morais exige disposição sincera para conhecê los em profundidade sem mascarar lhes os impulsos nem justificar lhes as expressões. A tolerância verdadeira inicia se no trato que dispensamos a nós mesmos pois ninguém se reforma por meio da autopunição mas pelo esclarecimento progressivo da consciência. O trabalho de prospecção interior portanto deve realizar se com brandura vigilante evitando tanto a complacência quanto a censura destrutiva.
Trazer aos níveis conscientes as manifestações impulsivas que ainda nos governam parcialmente é condição indispensável para que possamos educá las e controlá las. Não se trata de negar os defeitos mas de compreendê los em sua origem e dinâmica reconhecendo que o domínio interior não é fruto de repressão violenta mas de lucidez moral constante.
O ORGULHO À LUZ DA DOUTRINA MORAL
O orgulho constitui uma das mais antigas e persistentes imperfeições do espírito. Ele manifesta se quando o indivíduo passa a condicionar sua felicidade à satisfação do amor próprio e dos apetites grosseiros tornando se infeliz sempre que não consegue impor sua vontade ou preservar a imagem idealizada de si mesmo. Segundo os ensinamentos apresentados em O Livro dos Espíritos por Allan Kardec no exame das penas e gozos terrenos aquele que se prende ao supérfluo sofre intensamente diante das frustrações enquanto o espírito que relativiza as aparências encontra equilíbrio mesmo em situações adversas.
O orgulho induz o homem a julgar se mais elevado do que realmente é a rejeitar comparações que lhe pareçam rebaixadoras e a colocar se acima dos outros seja por inteligência posição social ou vantagens pessoais. Conforme se esclarece em O Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo dedicado à cólera o orgulho gera irritação ressentimento e explosões emocionais sempre que o eu se vê contrariado ou questionado.
Entre as características mais recorrentes do indivíduo predominantemente orgulhoso destacam se a hipersensibilidade às críticas a reação agressiva a observações alheias a necessidade constante de centralidade e imposição das próprias ideias a recusa em reconhecer erros e a dificuldade em abrir se ao diálogo construtivo. Soma se a isso o menosprezo pelas opiniões do próximo a satisfação presunçosa diante de elogios e a preocupação excessiva com a aparência exterior com gestos calculados e com o prestígio social.
O orgulhoso frequentemente acredita que todos ao seu redor devem girar em torno de si e não admite humilhar se por considerar tal atitude sinal de fraqueza. Recorre à ironia e ao deboche como instrumentos de defesa nas contendas e acaba por viver numa atmosfera ilusória de superioridade intelectual ou social que lhe impede o acesso honesto à própria realidade interior.
Na maioria dos casos o orgulho funciona como mecanismo de defesa destinado a encobrir inseguranças profundas limitações formativas conflitos familiares não resolvidos ou frustrações relacionadas à imagem social que o indivíduo construiu para si. Em vez de enfrentar tais fragilidades o sujeito identifica se com o papel que escolheu desempenhar no cenário social tornando se prisioneiro da própria representação.
VAIDADE COMO DESDOBRAMENTO DO ORGULHO
A vaidade deriva diretamente do orgulho e com ele caminha de forma próxima e complementar. Enquanto o orgulho se estrutura como convicção interna de superioridade a vaidade manifesta se como necessidade externa de reconhecimento e admiração. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo ao tratar das causas atuais das aflições ensina se que o homem muitas vezes é o responsável pelos próprios infortúnios mas prefere atribuí los à sorte ou à fatalidade para poupar a vaidade ferida.
Entre as expressões mais comuns da vaidade encontram se a apresentação pessoal exuberante no vestir nos adornos e nos gestos afetados o falar excessivo e autorreferente a ostentação de qualidades intelectuais físicas ou sociais e o esforço constante para destacar se aos olhos dos outros mesmo ao custo de provocar antipatia. Observa se ainda intolerância para com os que possuem condição social ou intelectual mais humilde bem como aspiração a cargos e posições que ampliem o prestígio pessoal.
O vaidoso revela dificuldade em reconhecer a própria responsabilidade diante das adversidades e tende a obstruir a capacidade de autoanalisar se culpando a má sorte ou a injustiça do destino por suas dores. Essa postura impede o amadurecimento moral e favorece a cristalização do defeito.
A vaidade atua de modo sutil infiltrando se nas motivações aparentemente nobres. Por essa razão constitui terreno propício à influência de espíritos inferiores que se aproveitam da necessidade de destaque para gerar perturbações nos vínculos afetivos e sociais. Todos trazemos em nós alguma parcela de vaidade em diferentes graus o que pode ser compreensível até certo limite. O perigo reside no excesso e na incapacidade de distinguir entre o idealismo sincero voltado a uma causa elevada e o desejo oculto de exaltação pessoal.
DIMENSÃO PSICOLÓGICA E MORAL DA VAIDADE
As manifestações externas da vaidade revelam quase sempre uma deformação na relação do indivíduo com os valores sociais. Quanto mais artificiais se tornam a aparência os gestos e o discurso maior costuma ser a insegurança íntima e a carência afetiva subjacente. Muitas dessas fixações originam se na infância e na adolescência quando modelos idealizados de sucesso e felicidade são assimilados sem discernimento crítico.
O vaidoso frequentemente não percebe que vive encarnando um personagem. Seu íntimo diverge da imagem que projeta e essa dualidade produz conflitos silenciosos. Há sofrimento interior e desejo de encontrar se mas também medo de abandonar a máscara que lhe garantiu visibilidade e aceitação. Com o tempo essa dissociação pode gerar endurecimento emocional frieza afetiva e empobrecimento do sentimento.
O aprendiz do Evangelho encontra nesse processo vasto campo de reflexão. A análise tranquila das próprias deformações permite identificar as raízes que as originaram e favorece o resgate da autenticidade interior. Despir se da roupagem teatral e assumir se integralmente constitui passo decisivo rumo à maturidade moral e à disposição sincera de melhorar sempre.
ORGULHO VAIDADE E DOMÍNIO INTERIOR
O orgulho não caminha por virtude mas por carência. Ele busca companhia porque teme o silêncio no qual a consciência poderia interrogá lo. Trata se de um afeto desordenado que se apresenta como força quando na realidade é fragilidade não confessada. Onde o orgulho se instala a segurança é simulada e o eu passa a representar um papel inclusive diante de si mesmo.
Convém recordar que os defeitos não são senhores autônomos da alma. Eles não governam por natureza mas por concessão. O erro fundamental do orgulhoso consiste em inverter a relação entre sujeito e atributo. O homem não é possuído pelo defeito ele o abriga o alimenta e o preserva como se fosse parte essencial de sua identidade. O que poderia ser corrigido passa a ser defendido e dessa confusão nasce a servidão moral.
A lucidez ética inicia se quando o indivíduo reconhece que possuir um defeito não equivale a ser definido por ele. O vício é acidente e não substância. Enquanto essa distinção não se estabelece o orgulho seguirá mal acompanhado aliado à negação à rigidez e à insegurança. Quando a razão reassume o governo interior o orgulho perde o trono e revela se apenas como um hábito suscetível de superação.
Assim a verdadeira elevação não nasce da exaltação do eu mas da coragem serena de reconhecê lo incompleto e perfectível pois somente aquele que se conhece sem ilusões caminha com firmeza rumo à imortalidade do espírito consciente.
A Pipa e o Amor!
O amor!
É como uma pipa.
Linda colorida...
Que voa sobre os
cuidados do outro.
O amor...
É como uma pipa.
Que se faz presa,
para poder voar.
Sonhar.
E até mesmo
permanecer-se linda!
Mas o amor é também uma pipa.
Que ao quebrar a "linha de ligação",
ela voa levada pelo vento.
E poderá cair no mar.
Ficar presa aos fios.
Desmanchar-se com a ação do vento,
da chuva e do sol.
Mas que mesmo assim,
quis se aventurar
quando soltou das
mãos de quem a cuidou.
E que a ela deu liberdade de voos.
E que só a prendia nas mãos,
porque a queria de volta.
Mas ela vaidosa...
Não entendeu
o real sentido do amor.
Desgarrou...e se perdeu!
O amor... é como uma pipa!!
Só voa lindo.
Só ama lindo.
Só cria sonhos...
Quando se amarra a um alguém,
que o quer bem!
Um dia, chegou a Senez, antiga cidade episcopal, montado num jumento. Suas posses, muito minguadas então, não lhe permitiram melhor meio de transporte. O Maire da cidade foi recebê-lo a entrada do bispado e o viu, muito escandalizado, apear-se do jumento. Algumas pessoas riam-se da cena.
-Sr. Maire - disse o bispo -, senhores: compreendo bem o que os escandaliza; acham que é muita soberba para um pobre Padre vir a cavalo num animal de que Jesus Cristo se servia. Eu lhes asseguro, porém, que não o fiz por vaidade, mas por necessidade.
Em você encontrei meu céu e meu inferno.
Você... permitiu sabor em minha vida,
o néctar e o fel, no rompante de meus loucos desejos por ti, fez de mim um ser feliz quando por amor dediquei-me por inteiro,
... não sou metade, não dou metade,
teus olhos ébrio por vaidades e ganância te desprover de fidelidade te ausenta de amor, seu presente de nome traição quebrou as fortes amarras da confiança mas não destruiu o coração que você ainda habitava,
e com a lembrança ainda do doce sabor, eu sedia a aos caprichos deste cego coração que outrora a ingenuidade me desarmou pera vida, sou agora um ambicioso que está disposto a cultivar suas intensas ambições, eu vendi a dignidade, quebrei meu orgulho, barganhei o amor próprio, mas quem brinca com fogo terminará se queimando, quem vende o corpo perde a alma, te inundei com as vaidades,
te deixei com fome de prazeres, de mãos dadas com a luxúria tu me prova que uma vez rei já mais perderás a majestade, me presenteastes com o fel do desprezo...aprendi a enganar o mundo com meu sorriso e uma falsa vontade de viver, tudo por ainda ter... Está fome de você, Se você perder o amor de quem você ama, não se engane este amor você nunca teve o verdadeiro amor não morre.
Algumas pessoas são como caixinhas de música. Enquanto damos corda elas dançam para nós. Mas você tem que ficar alí, todos os dias alimentando o interesse que a faz dançar. Se você cansar e diminuir o ritmo, ela vai parando e se você parar ela simplesmente para. Então você descobre que tudo que ela quer é alguém que lhe veja dançar e alimente sua vaidade.
"Se atente, quando somente você coloca energia para que a ação ocorra, as chances de se machucar são maiores dos que aqueles que estão dentro da caixinha".
