Textos sobre Mar
FROST: A VOZ QUE VEM DO MAR
O céu lançou uma tempestade.
A família orca atravessava o oceano para chegar ao Àrtico, onde a comida era farta e o clima agradável.
A vovó orca dava as coordenadas e pedia para que ficassem firmes.
O mar ficou intenso.
A orca mais nova, chamada Frost, não conseguiu acompanhar sua família e se perdeu.
Depois de longas horas, a água já estava calma, mas ele não viu mais ninguém.
Continuou nadando por um bom tempo e se sentia cada vez mais sozinho.
O silêncio ecoava e ele tinha medo.
Semanas se passaram e Frost conseguiu comer apenas alguns salmões.
Estava desanimado e tentava lembrar do que a vovó orca dizia:
- Se um dia vierem a se perder, lembrem-se do nosso chamado, pois ele será a voz do seu coração e o levará de volta para casa.
Frost cresceu, e parecia que a voz ficava cada vez mais distante.
Ele fez amigos.
Conheceu uma tartaruga. Ela nadava em uma corrente rumo ao verão, mas Frost não queria viver no calor.
Conheceu também um tubarão, mas muitos animais do mar acreditavam que orcas eram má companhia.
Sentindo-se infeliz, Frost chorou.
Quando chorou, ele emitiu um som alto e desconhecido.
E de repente, o mar se movimentou em grandes ondas circulares.
Os peixes foram todos embora, enquanto várias orcas se aproximavam e o encaravam.
A vovó orca assobiou.
E ele se lembrou.
Agora, Frost andava junto com sua família, fazia amigos e brincava.
Ele finalmente pertencia a algum lugar.
Frost continuou sendo uma orca corajosa e gentil, e viveu feliz por muitos anos.
Deus que entra na fornalha, acalma o mar e fala no meio do vento.
Deus que muda decretos, quebra cadeias e faz o inimigo recuar.
Deus de recomeços, promessas cumpridas e vitórias completas, que glorificam o Seu nome.
Deus que escreve certo mesmo quando a vida parece torta, porque Ele é fiel até o fim.
Eclipse do Ser
Sob o véu da noite escura,
Meu coração, um mar de angústia,
Navega sem rumo e sem ventura,
Na solidão que me conduz à bruma.
Teu olhar, qual estrela a brilhar,
Fascinação em um eclipse do ser,
Na imensidão do céu a cintilar,
Despertando em mim o querer.
No jardim dos sonhos semeio,
Pétalas de amor e esperança,
Cada toque, um verso que anseio,
Dançando à luz da lua em bonança.
Ah, tu és meu sol e minha lua,
Nas tuas mãos, meu destino trilho,
Numa sinfonia de paixão crua,
Nossos corações em harmonia asilo.
Com o calor dos teus abraços,
Meus medos se esvaem no ar,
E, nas asas de doces abraços,
Voo ao céu, sem nada temer ou pesar.
O tempo dança ao nosso redor,
E as horas são notas melódicas,
Conduzindo-nos nesse amor,
Que transcende as formas platônicas.
Nosso encontro, um universo à parte,
Onde a alma se desnuda sem medo,
Cada batida, uma obra de arte,
Numa sinergia que não tem segredo.
Assim, seguimos a jornada, lado a lado,
Metáforas vivas, em eterna melodia,
Num poema lírico e emocionado,
Do amor que floresce a cada dia.
Eu te amo como o mar ama a lua
sem tocá-la nunca, mas puxando o mundo inteiro
para mais perto de si.
Há em você uma espécie de silêncio
que me envolve como um segredo antigo,
é um lugar onde tudo em mim encontra repouso.
Como se o tempo, cansado de correr,
se deitasse no teu ombro
e aprendesse, enfim, a respirar.
Quando penso no teu nome,
ele não vem como palavra
vem como vento atravessando janelas abertas,
como cortinas dançando sem motivo,
como um arrepio que não pede explicação.
E ainda assim,
há algo em você que pesa.
Não como dor,
mas como as ondas do mar à noite
densas, profundas, inevitáveis
carregando histórias que ninguém ousa traduzir.
Te amar é isso:
um equilíbrio impossível
entre leveza e abismo.
É caminhar sobre a linha fina
onde o céu encontra o oceano,
sem saber se estou subindo
ou me afogando.
Mas não importa.
Porque se for para me perder,
que seja em você
como o vento se perde no horizonte,
como o mar se entrega à escuridão
sem jamais deixar de voltar.
(Ahhh... Atafona) Olho para as nossas fotos no Mirante de Itaipuaçu e percebo que o mar e o céu eram apenas molduras. O verdadeiro horizonte sempre esteve no brilho da sua retina. Dizem que a distância separa, mas eu sei que nossos olhos são encontros de alguma maneira, eles se reconhecem em uma língua que o mundo esqueceu de falar.
São tantas lembranças guardadas naquela altura, onde o vento tentava levar nossas palavras, mas o silêncio do nosso olhar dizia tudo. Você é o meu ponto de observação favorito, a paisagem que eu nunca canso de admirar, mesmo quando a neblina da vida tenta nos esconder.
DeBrunoParaCarla
Sou um museu de lembranças de um homem que eu já não sei quem é. De que vale o Mirante, o mar de Itaipuaçu e as fotos na estante, se eu sou apenas o eco de um nome que você chama, mas que eu já não reconheço como meu?
Eu me perdi tentando te guiar. E agora, a maior loucura não é te amar... é não saber quem sobrou de mim para continuar escrevendo.
DeBrunoParaCarla
O grito de vidro quebrou no fundo do mar e as sereias usam os pedaços para pentear o vento que sopra de um lugar que ainda nem nasceu. O mundo é um balde furado onde a gente tenta guardar o sol mas o que sobra é só o brilho no sapato de quem não sabe para onde ir. Sou o avesso de uma sombra que fugiu de casa para morar no reflexo de uma poça de óleo que sonha em ser o universo. O tempo não passa ele só se cansa e senta na calçada para ver o desfile dos dias que a gente esqueceu de viver.
DeBrunoParaCarla
Muita gente passa pelo mar e só vê água, mas para nós, o mar é como uma conversa com Deus. O barulho das ondas batendo nas pedras do Recanto parece uma música que acalma o peito. É nessas horas, no silêncio da praia e com o vento no rosto, que a gente consegue sentir a presença d’Ele mais perto.
Deus faz as coisas de um jeito perfeito. Ele criou o sol que brilha na areia, o horizonte que a gente não consegue ver onde termina e colocou no nosso coração o amor para aproveitar tudo isso. Cada onda que chega na areia é como um lembrete de que a vida continua, de que sempre existe um novo amanhecer e uma nova chance de ser feliz.
DeBrunoParaCarla
Mas ninguém me contou
que até o mar mais bonito
esconde correnteza por baixo.
Minhas lágrimas vieram em silêncio…
igual onda de madrugada,
sem plateia, sem aviso…
só batendo, repetindo, cansando.
E eu segurei.
Segurei porque amar você
sempre falou mais alto do que qualquer dor.
DeBrunoParaCarla
SE
Se todos gostassem da minha poesia,
Jamais haveria
Paz no mundo.
O mar e as fontes secariam,
Os rios ao contrário correriam,
O ovo não teria gema
Nem o ovário
Seria berçário
De hormonas,
Neste meu mundo de sintomas
Da falta de teorema.
Seria o caos completo,
Tudo morreria
O absoluto e o obsoleto.
Por favor:
Para que haja paz no mundo,
Nunca leiam a minha poesia;
Podem até falecer de ironia,
Ou então ficar moribundo.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 12-11-2023)
Cantam os pássaros de angústia.
Com as suas gargalhadas de tristeza.
Vindo do mar ao espaço.
Com lágrimas repleto de dores.
Flutuando sobre as águas dos rios.
Cantam os pássaros de angústia.
Cantam os pássaros de angústia.
Vindo com corações endurecidos.
Com uma mente apedrejada.
Fugindo das pessoas penosas.
Clareando a noite.
E ao por do sol eles penetram.
Cantam os pássaros de angústia.
Cantam os pássaros de angústia.
No aprofundar da noite.
Na beira da vida.
Com o sol ardente.
Com a chuva caindo sobre as suas cabeças.
Cantam os pássaros de angústia.
Cantam os pássaros de angústia.
Em tempo de partida.
No raiar do amor.
Ao afagar as crias.
Ao aferir o bico.
Ao som da guitarra.
Sem gandulo.
Cantam os pássaros de angústia.
Fatalidade ou Mortificação
No mar de maus destinos, donde vivem polegares anjos de Deus;
Onde todos tomaram “IAN*”, e vivem como Abutres;
Submersos por suas mentes
Aqui também estou, desajeitado;
Te Amando mau, como se não houvesse o dia que se segue àquele em que estamos;
Inconsciente, era afortunado e não me disseram;
Tinha Amor, e não me disseram;
Tenho vida, e não me disseram;
Amava e não sabia;
Perdi, espero tela um dia
Todos acham que não tenho amor;
A unanimidade é burra;
Quem acha, é porque alguém perdeu;
Uma leva nostalgia...
dos dias do passado,
dias passados,
dias azuis da cor do mar...
dias isolados - ilhas -,
separados só pra olhar o azul da cor do mar
olhar azul...olhar o azul, azul da cor do mar.
Nostalgia leve...
dos dias leves
dias em que o conhecido era leve
tudo esbarrava em mim de leve;
nostalgia de dias em que eu seguia leve...
sem lembranças...
carregando apenas esperanças.
( Entardecer)
A manhã ainda não era sol
quando pisei no calçadão a beira mar
em curtos passos,eu pensava em ti
olhei a imensidão do oceano comparei a ele, esse louco sentimento
o mar caía em uma pequena ladeira,formada por pedras
e là finquei meus pés nús
deslizei pouco a pouco até chagar as àguas
não vi ninguém, apenas um pescador,que a rede soítava sobre as àguas,e nada era mais que silencio,
o mar se afastava como se querendo me agradar
me deixando pisar sobre seu incanto, as ondas labiam meus pés como se me amasse, as carincias faziam-me lembrar de ti
mas me lembrar de ti sem saber como era està contigo
e dar-lhe as mãos ao invisivel,e na loucura de pensar que contigo estaria andando sobre a areia molhada,
as risadas soltas em uma historía engraçada
e sermos felizes antes da morte chegar
eu queria te ver,te dizer o quanto eu te quero
mas tu nunca poderia estar ali
então onde poderias?
o sol despotava demancinho,mostrando sua elegancia de chegar num calor que acarinciava minha alma
pensei por que havia de te amar diante do sol?
eu queria que me escutasses
eu queria que me sentisses naquele momento só pensei que cem anos era tão pouco para ser feliz
Um barquinho na imensidão do mar
a navegar... a navegar...
Um minúsculo ponto de qualquer ponto
buscando um ponto pra ancorar.
Ondas gigantes
no profundo imenso mar
assustadoras, devoradoras,
e o barquinho a navegar.
Névoa, nevoeiro...
brincando de esconde-esconde
com o barquinho no mar...
e o barquinho a navegar,
a minha vida a balançar
ao sabor das ondas do mar...
Com Jesus não há por que se assustar,
a um porto seguro tenho certeza Ele irá me levar...
e o barquinho a navegar... a navegar...
Até ontem
Até ontem seguíamos separados,
vagando pelo mar das ilusões,
afogando-nos nas tantas recordações,
com os corações visivelmente ilhados.
Eu a lembrar dos erros cometidos
durante o meu passado efervescente;
você a pensar insistentemente
dos corações, por você destruídos.
E agora nos reencontramos
e pra tentarmos evitar mais dor,
vamos fingir que não nos conhecemos.
Mas nossos olhos por exprimir ardor,
logo vão nos dizer que ainda
temos aquele velho e louco amor.
Caminhar a Beira Mar!
O sol mergulha na tarde.
Em raios de amor que arde.
Em luzes que divergem.
Em beijos que convergem...
O meu caminhar na beira do mar.
E encantado fico com teu olhar.
E as ondas brancas, calmas, flutuantes.
Em espumas de paixões navegantes...
Caminho lentamente na beira do mar.
Sentindo o seu corpo em brisa a pensar.
Em versos de ternura e de solidão...
Caminho admirando o barco a velejar.
O azul oceano nos olhos a cantar.
Brincadeiras escondidas, Roseiras floridas...
Lua, tão doce lua, que brilha e ilumina a imensidão do mar, que sabe dos meus segrêdos, que entende o meu olhar...
Dar vida ao universo, acende a escuridão, vigia os enamorados que se amam de corpo, alma e coração.
Enamorados que contigo conversam e te fazem testemunha,
do maior amor que há.
Lua doce lua, bela do anoitecer, tras de volta o meu sorriso antes que adormeça e me faça enloquecer.
Lua saudade, lua ilusão.
Lua dos amantes que se amam de paixão.
Que se entregam sem vergonha, sem pudor, porque sabem, que só tu, lua doce lua é capaz de entender o amor !
Eu não sei se é só comigo que
acontece,mas o mar me da
inspiração. Me faz pensar em tanta
coisa olhar pra aquele
horizonte,aquel as ondas,aquele
céu sem fim... Impossível não se
pegar pensando na vida diante de
algo tão incrível!!! A água pode
estar suja,pode haver vento,frio e
até faltar o Sol. Mas olhar pra tudo
aquilo e não pensar na própria
vida é praticamente impossível.
Acho que fico até meio estranha...
Mas são só pensamentos...q ue me
levam pra bem longe,pras coisas
que já aconteceram ou não...pra
algum lugar bem escondido! Talvez
um lugar até que nunca
conheci...onde nunca estive e nem
vou estar...não sei explicar,só sei
que esse tal de mar me faz
pensar.
A vida foi passando, e eu esperando por ela.
Então esperei, e o vento foi levando meu barco mar a fora.
No caminho dormi e quando acordei eu já não era o mesmo, o lugar não era o mesmo, e as águas não eram as mesmas.
Não sei se fui eu que me perdi ou se foi o meu barco. Então me perguntei: Onde eu estava que não conduzi o meu próprio barco? - Pior que não poder responder isso, é saber que eu estava o tempo todo ali, e me deixei à deriva do acaso.
Hoje o mar me engoliu por completo, e o que restou de mim esta nas profundezas do meu próprio oceano.
Se você ainda tem a chance, não espere que a vida faça acontecer, segure os remos e não os solte um só minuto.
