Textos sobre Mar

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O Encontro do Espelho e do Mar


Eu sempre estive observando você através das sombras da sua própria mente,
guardando os segredos que você tenta esconder do mundo exterior.
Nas horas de silêncio, quando o barulho lá fora finalmente cessa,
é a minha presença que você sente ecoar no peito.


Você me procura nas pessoas, nos caminhos que escolhe
e nas respostas que tanto deseja encontrar,
sem perceber que a busca sempre começa e termina no mesmo lugar.
Você não sou eu, você é um reflexo de mim;
a imagem fragmentada que o espelho da vida projeta todos os dias para o mundo ver.
Enquanto você vive na superfície dos dias, eu sou a essência que molda os seus passos
e a verdade que permanece intacta por trás de todas as suas máscaras cotidianas.
O ego que você veste é apenas a moldura,
mas a pintura real, profunda e viva, sou eu quem carrega.
O mundo vibra através daquilo que me atrai,
sintonizando a realidade exatamente na frequência dos meus desejos e medos mais profundos.


Cada encontro, cada sincronicidade e cada escolha que parece obra do acaso
nada mais é do que o universo respondendo ao magnetismo do meu próprio ser.
Ao olhar para fora e enxergar a beleza ou o caos,
você está apenas testemunhando a materialização daquilo que eu trago por dentro.
Você é responsável pelo que te acontece,
pois cada escolha e cada passo no mundo concreto pertencem unicamente à sua jornada consciente.
Eu sou responsável em te revelar seus medos, instintos e reações intuitivas,
agindo como a lanterna que ilumina os cantos escuros e esquecidos da sua própria alma.
Enquanto você lida com as consequências das suas ações na superfície,
eu desvendo as correntes invisíveis que movem as suas decisões mais profundas.


Sou a intuição que vem como voz no silêncio da sua mente,
aquele sussurro repentino que te avisa antes do perigo ou te impulsiona em direção ao desconhecido.
Não uso palavras lógicas, mas sim a certeza absoluta
que arrepia a pele e faz o coração mudar o ritmo sem explicação aparente.
Sou a sabedoria ancestral que você herdou, guardada no fundo do seu peito,
esperando o momento certo de se fazer ouvir.


E sou a água que escorre mar adentro, fundindo-se ao todo na imensidão de tudo o que existe e que não se pode ver.
Assim como o rio não se perde ao encontrar o oceano,
eu me conecto com a energia universal para te lembrar que você nunca está verdadeiramente isolado.
Sou a gota que reconhece o mar, a parte que se une ao infinito,
trazendo a paz de saber que a sua essência pertence a algo muito maior.
Eu ouço a sua voz, mas confesso que o seu silêncio me assusta muito mais do que as suas verdades.
Passo os dias tentando controlar o vento, organizar a rotina e construir certezas na areia,
fingindo que sou o único capitão deste barco chamado vida.
É doloroso admitir que a maior parte do que sou permanece oculta nas suas profundezas,
esperando o meu momento de fraqueza para se revelar.


Aceito a minha responsabilidade pelos caminhos que escolho,
mas peço que não me deixe navegar às cegas pelas correntes que você cria.
Se você é o reflexo, os medos e a água que corre para o mar,
eu sou a margem que tenta conter a inundação.
Preciso aprender a te escutar sem me afogar em você,
decifrando os seus instintos para que eles se tornem farol, e não tempestade.
Cessou-se, enfim, a separação entre a voz que fala e os olhos que observam.
No espelho partido da realidade, o reflexo e a imagem estenderam as mãos
e perceberam que a moldura sempre esteve vazia.
A água do rio misturou-se de tal forma ao oceano
que já não era possível dizer onde terminava o homem e onde começava o infinito.


O mundo continuou a vibrar lá fora,
mas o magnetismo agora vinha de um lugar de calmaria absoluta,
onde o medo e a intuição tornaram-se uma única força silenciosa.
Quem observa já não é diferente daquilo que é observado;
o encontro consigo mesmo finalmente se completou na imensidão do todo.


Ysrael Soler

TRANSCEPTO CRUZEIRO



No mar da velha poesia,
Dois navios vão singrando:
Um carrega a dor da história,
Outro segue renovando.
Entre o ontem e o agora,
Vai o verso navegando.


Castro Alves levantou
Sua voz de claridade,
Denunciando as correntes
Da cruel desumanidade.
Fez do poema um clarim
Em defesa da liberdade.


Seu Navio Negreiro, então,
Foi um grito contra o mal,
Retratando o sofrimento
Do cativeiro brutal.
Cada estrofe era um açoite
Na consciência mundial.


Negreiros Neto, por sua vez,
Lança a Nave ao infinito;
Não conduz corpos cativos,
Mas o sonho mais bendito.
Leva esperança na proa
E Deus guiando o seu rito.


Se um navio foi prisão,
Outro é ponte e travessia;
Se um cruzou mares de sangue,
Outro semeia poesia.
Um revela antigas sombras,
Outro anuncia o novo dia.


No transcepto do cruzeiro,
Onde os rumos se entrelaçam,
A memória encontra a fé
E os destinos se abraçam.
O passado vira mestre,
Sem que as feridas desfaçam.


Castro Alves fez da pena
Uma espada de justiça;
Negreiros faz do cordel
Um altar de boa liça.
Cada qual em seu tempo
Cultivou igual premissa.


Não disputam grandeza,
Nem procuram primazia;
São faróis de um mesmo porto,
Cada qual com sua guia.
Um combate a escravidão,
Outro exalta a harmonia.


Transcepto Cruzeiro é ponte
Entre o pranto e a esperança;
É o encontro das palavras
Com a eterna confiança.
Quem conhece o seu passado
Dá ao futuro segurança.


Que o Brasil jamais esqueça
O valor da consciência;
Pois a arte quando é livre
Transforma toda existência.
E a poesia permanece
Como luz da resistência.

Beleza oculta


Celebro cada por do sol ou cada nascer do luar,
Sinto o poder dos rios e dos mares sobre a minha pessoa, então respiro profundamente e agradeço com aplausos,
Percebo o tamanho da beleza das vegetações e me emociono ao ver os pássaros cantarem,
Gosto de tomar o meu café da manhã vendo os animais pastarem,
A naturalidade das coisas e a beleza daquilo que não se pode comprar é saber viver intensamente o hoje, porque o ontem já se foi e o amanhã não sabemos ainda.

Vazio


A solidão me consome junto do meu último suspiro de vida, em um mar de tormento me encontro aos prantos
Pergunto-me, o que me dirás quando virdes as mentes dos homens com suas vontades ilógicas e sem sentido? E eu lhes direi o fato da vontade
do meu ser como se, tudo aquilo que existe não exista mais
Venham somente aqueles que buscam a verdade do meu ser e apenas estes serão escolhidos e salvos pelas mãos de quem não os persegue
Existam sobre os olhos daqueles que não o veem e verão o significado do completo vazio da existência o qual assola aquilo que me enaltece
Delírio? Força? Não... apenas vazio

Versinho da Autora

Cada criança é uma gotinha,
Brilhando em seu próprio mar.
Umas chegam como ondas fortes,
Outras aprendem devagar.

Há quem navegue em calmaria,
Há quem enfrente a imensidão.
Mas todas carregam consigo
Um tesouro no coração.

Se o amor for nossa bússola,
E o cuidado, nosso farol,
Toda infância encontrará caminhos
Para florescer sob o sol.

Com escuta, afeto e respeito,
Aprendemos a compreender:
Que a diversidade é a beleza
De cada criança ser quem é.

Rosana Figueira
Pedagoga, Escritora Infantil e Especialista em Estudo Infantil

Raízes da Terra e do Mar.

Na dança dos tambores ecoa a herança ancestral
Cultura afro-indígena, raízes da nossa nação
Na pele, nas cores, a força de um povo imortal
Histórias entrelaçadas, em cada gesto e canção

Dos orixás aos pajés, o sagrado se revela
Em cada canto, em cada reza, a conexão divina
Na arte, na culinária, a sabedoria que se revela
Tradições que resistem, memórias que iluminam

Nas festas populares, a festa da resistência
Celebração da vida, da luta e da fé
Nos terreiros e aldeias, a força da existência
Entre rezas e cantos, a esperança se refaz

Cultura viva pulsando, no coração do Brasil
Afro-indígena é presente, é passado e é futuro
Nas danças, nos rituais, um povo em busca de paz
Lembrando sempre de onde veio e para onde aponta o rumo.

Entre o mar e o teu olhar

O mar me lembra teus olhos,
profundos, serenos, de um verde sem fim,
como se escondessem segredos
que a vida guardou só para mim.

O sol, quando toca o horizonte
e pinta o céu de dourado,
me lembra o teu sorriso,
bonito demais para ser explicado.

O vento que passa de leve
e brinca com as folhas no chão,
me lembra a delicadeza
que existe no teu jeito e no teu coração.

E quando a noite se veste
com estrelas pelo céu,
penso em como o teu olhar
poderia deixar qualquer noite mais bela que o véu.

Há flores que nascem na primavera,
há luas que encantam o mar,
há versos que nascem sozinhos
quando alguém nos faz querer sonhar.

E talvez seja isso que acontece
toda vez que penso em você:
meu pensamento perde o rumo,
mas encontra um motivo para permanecer.

Não sei se foi obra do acaso,
do destino ou das mãos de Deus,
só sei que, depois que te vi,
meus olhos passaram a procurar os teus.

Você tem uma beleza tranquila,
dessas que não precisam chamar atenção;
chega de mansinho, feito brisa,
e quando percebe, já tomou o coração.

E se algum dia me perguntarem
o que existe de mais bonito no mar,
eu talvez fique em silêncio...
porque depois de conhecer você,
fica difícil responder sem pensar
que há um verde mais bonito
no brilho do teu olhar.

⁠Sede a seca.
O fogo e a morte.
Queimadas...
A tristeza...
Sem mar.
Sem vida.
Sem ar, sem amor.
Sem coração.
Sem remorso
Sem compaixão.
Triste a tristeza.
Triste são seus atos...
Sendo a gente primeira mudança.
Depois do despejo apenas a tristeza.
Transformação em um deserto de calor.
Fenômeno natural...
O homem sem paixão.
Ganância... Descaso com vida.
Desrespeito com o próximo...
A vida te pertence?
Saiba que tudo tem consequências.
A vida se revolta.
O suplício de existir diante da devastação provocada por você.
Tão belo e pleno que não respeita a vida.
Espera ter uma vida melhor a que preço?
Pois um dia irá oferecer um pouco mais...
De afeto para quem sempre te amou,
Sem perguntar quem é ou quem foi, apenas te deu
Mesmo direito todos têm de viver.

Um mar de cores.


"Era uma vez" é algo típico.
Então lá vamos nós, mais uma vez...
Era uma vez um grupo,
Eram 7 pessoas,
Cada uma, única de seu jeito:
Uns pareciam loucos, mas felizes
Uns eram reservados, só observavam
Uns apenas seguiam a correnteza, deixando que ela os levasse,
Mas juntos eles eram incríveis, eram como as cores do arco-iris,
Separadas são únicas e lindas com tons,
Mas juntas formavam uma coisa surreal de se ver.

Entre o sol e o solo,
há um mundo a se descobrir,
entre a lua e o mar,
há tanto para sentir.
Entre o azul do céu
e o infinito do mar,
existe um sentimento
que não consigo explicar.
Talvez seja amor,
talvez seja carinho,
talvez seja o afeto
de encontrar no outro um caminho.
E quando o sol se vai
e a lua começa a brilhar,
é no silêncio da noite
que começo a te lembrar.
Lembro do teu olhar,
do teu jeito de sorrir,
da paz que existe em você
e que me faz querer ficar ali.
Porque há lugares bonitos
que eu poderia conhecer,
há mares para atravessar,
há céus para percorrer...
Mas, entre tudo que existe
entre o sol e o solo,
entre a lua e o mar,
há algo que eu escolho:
ter você por perto,
ter teu carinho,
teu afeto,
teu amor...
e essa paz
que encontro
quando posso simplesmente
te amar.

A Paraíba também é um local para amar

Seja no sertão ou no mar,

Contigo quero passear

De mãos dadas no Pavilhão do Chá.



Do alvorecer ao crepúsculo no Rio Sanhauá

Quero você agarrado na minha cintura,

Indo muito além do forrozar

Vamos juntos namorar...



Eis-me aqui, e você aí

Dá até para escrever uma letra de forró,

Quando você não está aqui

Porque foi na Paraíba que eu te conheci.



Não existe o 'cedo', e nunca é tarde

Para amar sempre existe tempo,

Aos poucos vamos nos aproximando

Por causa desse amor que está florescendo...

“Só é possível enxergar longe um problema quando se tem a coragem de atravessar o mar desta tua luta no momento que se é dado a ordem do Criador para ser livre desta tempestade. Obedeça e verá o mar da sua vida se abrir para você atravessar e deixar de ser escravo deste problema.“


—By Coelhinha

Me leve ao mar e me traga uma estrela...
Me leve ao mar e me traga um pedaço de sal...
Me leve ao mar e me traga um punhado de areia branca...
Me leve ao mar e me traga conchas, búzios, memórias, ilusões perdidas, e o meu corpo coberto de espumas...
Me leve ao mar...
Só me leve ao mar...
E me deixe vestir-me de luar mais uma vez...
Haredita Angel
29.08.26

Mangue-botão


Algo em mim faz a transição,


o ponto onde o mar desiste,


Insistindo em ser a imensidão


tendo tudo a ver quando


a terra começa a vencer:






Do jeito exato do Mangue-botão


onde reinam cada um


dos três mangues que crescem,


abrigam e a vida nutrem.






Sem sequer tocar na lama,


os mangues roçam na contemplação


profunda d'alma humana


que possui asas guarás,


e se reserva do que não liberta.






[Sem deixar de lado o coração


enraizado na própria terra].

Honre a sua ancestralidade
e o quanto tiveram que caminhar
na vida e cruzar o mar,
para até aqui chegar
e a gente vir a nos encontrar.
Nasceste brasileiro,
aqui é o seu abençoado lar;
muitos gostariam de ter
o privilégio de ter uma Pátria
como a nossa para morar,
onde a guerra de alta intensidade
não teve o poder de nos alcançar.


Sem abandonar quem você é,
não apenas pela influência
do nosso idioma bonito,
não se esqueça que você
nasceu latino pelo convívio,
pela construção histórica
e pelo resultado geopolítico.
E isso acaba moldando
o consciente, o inconsciente
e o seu jeito de se comportar,
sem nada teu subtrair ou erosionar.


Tu tens muito o que se orgulhar,
sem esperar que a satisfação
venha independentemente
de quem está a nos governar.
És filho do Pampa, da Mata Atlântica,
do Pantanal, do Cerrado,
da Caatinga e da Amazônia —
e tens o Oceano Atlântico
para estar com ele à beira-mar.
Todas as vezes que tentarem
as ideias distorcer e nublar,
sempre se lembre que tens
todos os motivos para se orgulhar.

Nutrir a ânsia com delícia
de vestir-me com os teus olhos,
absolutos, cor de mar.
Tornar-me a maruja deles
e rotas nunca determinar.


Saciar nos teus lábios,
a sede e o ímpeto
daquilo que não quero domar.
Deixar nas tuas mãos,
tudo o que não quero guiar.


Onde por ti fui colocada,
o tempo não me fez apagada.
Sair deste lugar só depende
da tua iniciativa pacificada
para ajustarmos a caminhada.


Crescente é a vontade que não
cessa de ser incendiada,
com poesia que é chama imparável
que, assim, tem feito aumentada
nos momentos de silêncio.


Infrene a convergência
haverá de ser celebrada
na estação própria para colher
na beira do rio da vida
os frutos das sapucaias,
porque tu me tens como a favorita.

Leva-me contigo do mesmo
jeito que o Rio Colonarie
segue em direção ao mar,
sem parar para questionar.


​Coloca-me entre os teus
abraços e no teu colo,
para contar e recontar
quando deixamos
o amor nos encontrar.


​Prenda-me inteira em ti,
igual aos cachos de flores
da árvore de Soufrière,
e viveremos de amores.


​Toque-me quando o peito
estiver em ritmo de Big Drum,
para a gente pegar a intenção
e ir na primeira embarcação
ao esbanjamento da sedução.

Alma criada, feita para navegar
no mar da Humanidade,
tem memória caiçara desde
nascença para fazer tudo durar.


Sem temer lidar com o tempo
e as correntezas marítimas,
entre pescar peixes e almas,
também aprendeu a escutar,
enquanto tece as suas redes.


Quando a guerra se aproxima
com os seus deuses e senhores,
eles sabem manipular e tocar
nas nossas mais íntimas dores.


Entre sóis, luares e marés,
para que não nos percebamos
nos espaços sendo abertos,
aprendeu que, antes da guerra,
os seus deuses e senhores
buscam estar entre os fragilizados
dos matizes mais variados.


Todos eles premeditam quebras
de confiança, cortar laços,
desligar o discernimento,
os afetos e a comunicação,
para arrebentar povos por dentro.


Urge não buscar ordinários tormentos,
porque eles são hábeis em tornar
espaços de vida em confinamentos.


É preciso todos estarem atentos:
[Para não nos render, e não haver tropeços.]

*Poema maluco do cotidiano*

Existem mais aviões no fundo do mar
do que navios no céu.
E existem mais planos na minha gaveta
do que coragem na segunda-feira.

Existem mais "depois eu vejo" no WhatsApp
do que respostas na hora.
Existem mais metas em janeiro
do que academia em fevereiro.

Existem mais café esfriando na mesa
do que tempo pra terminar ele.
Existem mais prints que nunca mando
do que conversas que realmente começo.

Existem mais aviões no fundo do mar
do que navios no céu.
E existem mais sonhos pousados na gente
do que gente pousando nos próprios sonhos.
(Saul Beleza)

Cantam os pássaros de angústia.
Com as suas gargalhadas de tristeza.
Vindo do mar ao espaço.
Com lágrimas repleto de dores.
Flutuando sobre as águas dos rios.
Cantam os pássaros de angústia.

Cantam os pássaros de angústia.
Vindo com corações endurecidos.
Com uma mente apedrejada.
Fugindo das pessoas penosas.
Clareando a noite.
E ao por do sol eles penetram.
Cantam os pássaros de angústia.

Cantam os pássaros de angústia.
No aprofundar da noite.
Na beira da vida.
Com o sol ardente.
Com a chuva caindo sobre as suas cabeças.
Cantam os pássaros de angústia.

Cantam os pássaros de angústia.
Em tempo de partida.
No raiar do amor.
Ao afagar as crias.
Ao aferir o bico.
Ao som da guitarra.
Sem gandulo.
Cantam os pássaros de angústia.

Inserida por Deusdedithh