Coleção pessoal de jokalink

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Incógnita

Da alvorada fui senhor;
Só sensatez tenho ouvido;
Furta vida esta sofrível;

Sobejo me seja o amor;
Me não passe esbaforido;
Alongando-a mais plausível.

Se o sol jamais me sorrisse;
A razão me não coubesse;
Ou não fora ser humano;

Quem sabe não preferisse;
Possuir corpo celeste;
E de mim ser soberano.

Que sã loucura latente;
Que desgaste de sossego;
Deste amor grado, profundo;

Duma baralha de gente;
Que de valente, dá medo;
Medo do além, que há no mundo.

Certezas

O que sou? e porque existo?
Qual será o meu sermão!
No meu mundo malfadado;

Vim a esta vida cristo!
Sem saber qual a razão!
Pelo qual sou castigado.

Desta vida estou já farto!
Do amor bem descontente;
Contra a corrente me a perder;

Sou qual riacho pacato;
Deslizando mansamente;
Sem ter pra que veio saber.

A mim! vem a mim! ilusão!
Se me não podes tu valer;
Me livra de safadezas;

Diz-me deste mundo intrujão!
O que pra cá ando a fazer;
Não me mates de incertezas.

O fim!

Hoje chorei!
Chorei de amor!
De raiva!
De frustração!
Porque hoje o amor!
Me apunhalou o coração!
Sinto dor, da minha flor!
Que a perdi!
Aquela coisinha!
O meu amor!
Aquele amor!
Amor que só eu tinha!
Sei que vou sobreviver!
Sem ti!
A vida já me ensinou!
Que no amor é assim!
Está um pronto pra nascer!
Quando o outro chega ao fim!
Só não sei se sou capaz!
De pensar um novo amor!
Comigo ferido assim!
A vida me exige!
Meio trémulo obedeço!
Por mais que te esforces!
Não mais terás a chance!
De chegar até meu preço!
A cada tombo que dou!
Bem mais equilibrado!
Recomeço!

Soneto de amor

Motivo agreste, de grande dor e inspiração;
Desdenhando, seu prestígio e importância;
Me domina o ser mau, vence a ganância;
E me liberta, misérias do coração.

É tormento, é dor, que corta a respiração;
Dessa dor, que predomina, eterna e breve;
É carinho, que nos mata ao de leve;
É um caminho, sem retorno e sem perdão.

Se o teu carisma, perdura entre levas;
Minha procura é uma batalha só por si;
Querer-me teu não é dádiva que devas.

Teu doce ser ilumina as noites cegas;
És flor de estufa, mais amada que vivi;
Amor assim, não mereço e não me negas.

Sonhar...

Perto de ti, me sinto vivo;
Dentro de ti, minha razão;
Vives em mim, és meu prazer;

Sou mais eu se estou contigo;
Bate mais forte o meu coração;
Dentro de ti, anseio viver.

Teu olhar, meu doce encanto;
Nele me vejo, venero tristonho;
Que belo fica, que entoação;

Mesmo quando estás em pranto;
Tuas lágrimas sôfrego, bebo em sonho;
E em sonho acalmo, o meu coração.

Sal da água, dos teus olhos;
Pureza do mar que inalo;
Intesnifica-me a fome de amor;

Na tua pele de seda em folhos;
Viajo pra longe, do amor que calo;
Que só tem meia face, a do meu amor.

O impossível!

Escrevi teu nome,
no mar;
Com o ondular,
não se lia;

Escrevi-o, ao pé das estrelas;
Com elas!
Se confundia!

Escrevi-o na minha mão!
De minha mão,
me fugia;

Escrevi no meu coração!
Ainda sangra,
a gravação!

Perpetua-se o apogeu!
no triângulo, da:

Solidão!
Teu nome!
E eu...

Ser humano!

Sentimentos,
ressentimentos, demandas;
Mentiras, invejas, traição, jeitos.
Ânsias, ambição, ganancias, falsidades;

Todo mundo nasce,
com os mesmos defeitos;

O que os destingue,
são:
As qualidades.

Perdidos!

Chorava
copiosamente,
sua perda irreparável,
tudo o que mais desejava
naquele momento, era apenas esquecer
mas, não conseguia.
Quando uma mão suavemente, delicadamente,
pousou no seu ombro.
Choravam as mesmas dores, invertidas, sofridas, ele por seu perdido amor,
ela por amor dele. Ali ficaram,
juntinhos, afagando-se ternamente,
confortando-se mutuamente,
sem se aperceberem do passar do tempo.
De alma seca, olhos irritados, cansados das lágrimas
e da posição encolhida em que ficaram, sentados no chão de madeira,
já meio comida do tempo e do bicho, da velha casa em que viveram durante décadas.
Deu por si pensando, entorpecido, consumido de dor, de frustração,
refletindo, perguntando-se repetidamente, o porquê.
De ter perdido o grande amor da sua vida.

Olhou-a espantado! como se a visse pela primeira vez!
Aquela mulher doce, cheia de amor pra dar,
aquela que o deixara e o estava a amparar,
não a reconheceu, não! não podia ser a mesma!
A mesma que um dia lhe dissera, - Vai! sai desta casa! Não te quero mais aqui!
Ali estava ela, arrependida, carinhosa a pedir,
- Fica connosco, por favor, não sei viver sem ti, nós precisamos de ti!
Foi um bálsamo numa ferida aberta.
Beijaram-se, amaram-se ali mesmo no chão, não se ouvia qualquer palavra
só sussurros de prazer de calor.
A dor e o sofrer, deram lugar ao amor reprimido, esquecido, que regressou como um vulcão enfurecido.
Assim se perderam, sem ontem, sem hoje e sem amanhã,
só o agora conta, porque ontem já passou, hoje como acabará? e o amanhã, não se sabe se virá!

Então! e aquele grande, grande amor?
Que quase o fizera perder a vontade de viver?

Deixou de ter sentido!

O verdadeiro amor estava ali a seu lado,
a sua companheira de tantos anos, a mãe do seu filho.
Doravante tudo seria diferente.

Que estrada sinuosa esta, sem nexo,
sem medida,
quando se pensa que está perdida!
um atalho te faz tropeçar
e te devolve de novo à vida!

Só se dá valor ao que se tem! depois de se perder!

Se eu pudesse voar!

Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que “ela” me doesse!

Nas casacas da justiça!

Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que “ela” me doesse!

Na corrupção! Na boca enorme, dos políticos!

Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que "ela" me doesse!

Na segurança social! Nas religiões!

Em prol dos pobres "Hebreus"! Seres simples! Explorados!
E ainda creem em Deus!

Se eu tivesse asas!
Batia!
Com mão pesada! Até que "ela" me doesse!

No dinheiro do mundo!
Que de tanto poder! Me amordaça e leva ao fundo!

Se eu pudesse voar!

Áh! se eu pudesse voar!!!

Subia à torre mais alta e
rebatia! O sino!
Com mão bem leve! Que cresce, que mina!

Para que o mundo
batesse!
Com mão bem pesada! Até que "ela" lhes doesse!

Nos direitos humanos! Inexistentes!
Supressor do mesmo mundo!

A CHINA!!!

Que as vozes se levantem! contra a falta de direitos humanos e a escravidão do século XXI.
Que por consequência, arruinará o resto do mundo!

Covardia!

Amor meu!
Vem!
Vem consolar-me!
Como a um pisco, no aconchego da asa.
Necessito disso pra sobreviver!
Sem o qual morrerei de frio.
Do gélido frio da decepção que,
por mais que me tente livrar, não abandona a minha mão!
Meu pé! Minha razão!
A covardia me repugna e por vezes,
sou obrigado a sê-lo!
Às vezes sou temeroso de mim,
de perder as estribeiras e ultrapassar barreiras!
Coisa que faço frequentemente!
Tira de mim, da minha ementa!
O cinismo!
Que com mestria e
meias verdades, me não enfrenta!

São duras as palavras! Mas mais duro! É o que fica por dizer...

Perdão!

Razão se me perde, se a ti o devo;
Pla intenção esta, se te mal não desejo;
Com que razão nego, todo meu ensejo;
De ti, do teu fel e do teu desapego;

Extravasas de mim, o meu sangue a razão!
De tanto te amar, odiar-te me atrevo;
Bebido, esquecido, do teu travo azedo;
Desse bloco gelado, o teu coração;

Tal incongruência que me nega perdão;
Que de amor me disse, também me soava;
Em mim gravado a fogo, a doce magia;

Sem discernimento, me arremessa no chão;
Seu amor ardente, que me desejava;
Que não soa já, como dantes soía.

Su...n.ê.to d.e.y...

Cara de Anjo, sofrido, mui doído;
Olhar cândido, meigo, triste e doce;
Buscando a sua luz, como se fosse;
À procura de um sonho, prometido;

A alvura lhe denota, a perfeição;
Ilusão do surreal, a procura;
Teimosa, de audácia e de candura;
Do seu risonho, tristonho coração;

Aventura, lhe acena com senão;
Lhe põe dia após dia a mesma mesa;
Sonhos seus, devastados pitorescos;

Do ar livre que lhe invade o pulmão;
Descarta a crueldade da incerteza;
Seus sonhos de criança principescos.

Há dias!!!

Eu sou um canto vazio!
Sou rouxinol resgatado!
Sem vida, cor ou entoação!
De cantar perdi o pio!
Rastejo desventurado!
Por conta de um desafio!
O de almejar tua paixão!

Sonhar

De Raínha tem o porte!
A elegante Senhorinha!
Que de mim já é Senhora!
Eu um pobre dum plebeu!

Nasce uma paixão na Corte!
Dum bobo pela Raínha!
Me anelo um dia me adora!
Subsisto não dela, nem meu!

Astro Rei!

Cintila ao raiar do dia!
O Astro de quem sou fã!
E me embala de mansinho!

Do gelo que me existia!
Me agasalha com muito afã!
E aconchega com carinho!

Estou louco mas sou feliz!
Doente, só de saudade!

Sou substância que se desdiz!
Escravo da ansiedade!

O Sol e a Lua

Pairando se vai a Lua!
Docemente! sossegada!
Em seu trajecto constante!

Intrépido o Sol amua!
Deixando-a desconcertada!
Cala o brilho deslumbrante!

Lua de enredo! que apogeu!
Suavemente enlevada!
De apolo dueto amante!

Plena de “amor dor” estremeceu!
Perdida! de luz e achada!
Está tão perto e tão distante!

Àh meu Sol! meu astro belo!
Furacão adormecido!
Sonho lindo! radiante!

Me foras o meu degelo!
Sinto-me meio perdido!
Estranho amor meu dominante!

De seu amado ser sua!
Triste sonho apocalipse!
Anseia pela bonança!

Que vai ser da tua lua!
Esperando o eclipse!
Simbolo da sua esperança!

Sol amor puro sereno!
Teu calor minha energia!
Minha alma me suprimiste!

Quero beber teu veneno!
Finar-me só de alegria!
Pra sentir o que sentiste!

Sem resposta

Alma minha se existisse!
Ao nascer me foi levada!
Por Ele me foi tirada!
Sem me deixar consentisse!

Lerdos se são e senhores dão!
Por quem nos ousa comandar!
Se esfuma no sonho assombrar!
Pudor sem raíz seu condão!

Levita alvo o coração!
De véstia pura e capital!
Se liberta de todo o mal!
Prodigiosa a separação!

Na alvorada da vida!
A esperança me foi roubada!
Se não acredito em nada!
Só Ele conhece a medida!

Sou incrédulo? sim eu sei!
Mas tenho visão para ser!
Por tanto me vi já sofrer!
Do meu pensamento sou rei!

Se sou giro? sei bem que sou!
Não como eu gostaria!
Mais formoso fui um dia!
Até nisso me aldrabou!

E agora que faço ou digo?
Da minha alma desgarrada?
Se não me acredito em nada!
Alma penada é castigo?

Lua

De sentimento mais puro!
Sonha a Lua e docemente!

Sol que diz amá-la e sente!
Um fervor calmo e seguro!

Jaz em seu coração morno!
Acesa a chama de um vulcão!
Da malha que o amor tece!

Do calor que arde em seu forno!
E lhe enternece o coração!
Sol calor que o enaltece!

O Sol

Sol que em seu fulgor aquece!
Muita alma entristecida!
Seu brilho que lhe dá vida!
E a tristeza desvanece!

O dia nasce eclíptico!
Mãe natureza se sorri!
Nuvens brancas choram por ti!
Lua! que amor crítico!

Àh Sol lindo! quanto empenho!
Em tua feliz Lua sofrer!
Que chora e ri por te querer!
Por seu eclipse ferrenho!

Assim sofrem bem juntinhos!
Um do outro bem distantes!
Sonhando os dois amantes!
Chorando por seus carinhos!

Pérfido amor que descontas!
Tua raiva em quem te adora!
Como vão juntar agora!
Os sonhos que tu desmontas!

Amar

Amar é aprender e corrigir uma deficiência de nascença. Quando se nasce, é-se como um diamante bruto, tal como era na pré história, a seguir vem a lapidação, a tranformação em algo de majestoso e belo. Se não ocorrer essa transformação, fica-se perdido no espaço, sem rumo definido e depois, vem a ganância, a prepotência e as guerras. Amar é tão, ou mais importante na vida, que respirar.