Textos sobre Mar
BRADO BRASILEIRO
Acordai deste berço esplêndido, com o som do mar, mas sem a luz, mesmo sob o céu profundo.
Fulgura-te, Brasil, deste lodo fétido e do grume da corrupção, ó florão da América.
Que teu povo heróico solte novamente o brado retumbante, porém, que não se ouça apenas das margens plácidas do Ipiranga.
Mas que ecoe por todos os cantos: dos bosques que têm mais vidas, aos campos que têm mais flores, e que reviva, em teus seios, sempre e cada vez mais, amores.
E que, assim, esta terra garrida dê fruto aos teus verdadeiros filhos, e não aos falsos filhos teus, movidos apenas pelo orgulho e pela preponderância da corrupção, pois, querendo roubar-te as cores, ficarão pasmos diante de teus gigantes e de tua própria natureza, contemplando que os filhos teus, de fato, não fogem à luta.
E, assim, compreenderão, ó Brasil, como és belo e colosso, pois teu futuro é agora; e queremos entregar-te esta grandeza, terra adorada.
Entre outras mil, és tu, Brasil, porque tu também és minha, ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo, onde os políticos não são tão gentis;
Sê, verdadeiramente, livre, Pátria Amada Brasil.
O café está presente no meu dia a dia.
Trazendo momentos alegres e nostálgicos,
Com seu cheiro marcante e sabor único.
Que me faz sentir vivo e desperto.
Em cada xícara, uma história é contada.
De encontros e despedidas, de sonhos e planos.
O café é mais que uma bebida,
É um ritual que me conecta ao mundo.
Seu aroma invade meus sentidos,
E me transporta para momentos felizes.
O café é um companheiro fiel,
Que me acompanha em todos os momentos.
Momentos vividos e emoções sentidas.
Maria Bueno 💜
Sem um destino claro, a vida se torna um mar de incertezas. A falta de propósito nos deixa à deriva, onde cada vento parece contrário. A verdadeira força nasce quando definimos nosso porto: nossos sonhos, valores e metas.
Esse farol interior guia cada decisão, transforma obstáculos em ventos propícios e dá significado à jornada. Não tema traçar seu rumo. Ao escolher para onde navegar, você assume o leme da própria existência. O vento sempre soprará; cabe a você direcionar suas velas em direção ao horizonte que escolheu alcançar.
VOCÊ É MEU MAR
quero mergulhar nos seus beijos
dividindo o mesmo desejo
você é meu mar quero navegar
te amando oba
sou pescador de amor
tentei te visgar mais fui visgado
pelo elo da paixão
você deságua em mim uma louca sensação
é abstrato uma ficção
te chamar de mar
te chamo por que te amo
você é uma guerreira tao linda e verdadeira.
quero mergulhar nos seus beijos
dividindo o mesmo desejo
você é meu mar quero navegar
te amando oba
Antônio Luís Compositor
31/07/2015
Oh, querida, você é a razão do meu viver, você é tudo que eu quero! Você me acalma como o som do mar. Mas, minha querida, tem dias que eu fico com medo de te perder. Será que realmente você me ama? Dê-me um motivo para eu não ir embora.
Meu amor,
Não há razão para temer a correnteza do nosso mar.
Se sou o som que te acalma,
Você é a âncora que me impede de navegar para longe.
Seu medo de me perder não é um fardo, é a prova exata do seu coração,
um espelho do meu próprio pavor secreto de não ser o suficiente para você.
Sim, eu te amo. E o motivo para você ficar
Oh, querida, você é a razão do meu viver, você é tudo que eu quero! Você me acalma como o som do mar. Mas, minha querida, tem dias que eu fico com medo de te perder. Será que realmente você me ama? Dê-me um motivo para eu não ir embora.
Meu amor,
Não há razão para temer a correnteza do nosso mar.
Se sou o som que te acalma,
Você é a âncora que me impede de navegar para longe.
Seu medo de me perder não é um fardo, é a prova exata do seu coração,
um espelho do meu próprio pavor secreto de não ser o suficiente para você.
Sim, eu te amo. E o motivo para você ficar é simples e eterno:
Motivo é cada vez que sua voz me alcança,
Motivo é o silêncio que fazemos juntos, que só a alma entende.
Motivo é que o mel dos seus beijos me viciou em um futuro que só existe ao seu lado.
Eu não sou um porto passageiro,
sou a morada.
Eu te amo porque você me oferece o infinito, e com ele, o medo.
Mas é ao vencer esse medo, de mãos dadas, que transformamos o amor em destino.
Fique. Não por mim, mas porque você já está em mim.
E para onde você iria que eu já não estivesse esperando?"
1) Quando tudo diz que não, Ele nos encorajará a prosseguir;
2) Quando parece que o mar não vai se abrir, Adonai Tzevaot simplesmente o abre;
3) Quando parece que as muralhas não vão ruir, o Eterno as aniquila;
4) Quando parece que o gigante é invencível, Ele o vença; para que a promessa (Isaías 49:15) se cumpra.
COMO VOAR
Eu aprendi a voar sobre o mar
A planar sobre as alturas
Soube como nadar no teu olhar
Como sentir tua pele pura
Queimei meus pensamentos na lava
Joguei meu corpo em cima do teu
Me voltei contra mim
Mas já estava perdido em ti
Me encantei sobre o teu rosto
Me admirei pelos teus detalhes
Transmiti desespero e nervosismo
Mas teu toque me deixou ao seus pés
Como posso me perder tendo chão pra correr
Consigo apenas me reencontrar com teu chamar
Apenas deitada no chão esperando
Esperando pra você me salvar
Cachos
É um emaranhado de beleza. É quando seu cabelo vira mar. É um convite para carinho. São seus fios fazendo as curvas de um sorriso. É um cabelo volumoso de amor. É autoafirmação. São os anéis que entrelaçam os seus dedos e pedem meu cafuné em casamento.
É quando a raiz do seu cabelo floresce cultura.
Você é como as estrelas, que à distância brilham intensamente,
Você é Como o mar, com suas ondas suaves, que me convidam a mergulhar na corrente.
Você é como a música, que ressoa em cada batida do meu ser,
E como um girassol radiante, que ilumina meu caminho ao amanhecer.
Seus olhos e sorrisos me levam a sonhar,
Você é meu maior orgulho, meu amor a florescer.
Te amo infinitamente, com palavras que dançam no ar,
E se um dia nos separarmos, quero ser uma doce lembrança a te acompanhar.
Mas segura a minha mão, para que nunca a solte em vão,
Meu bem-querer, eu te quero todos os dias, com todo o meu coração.
Que nossos momentos sejam eternos na memória e na essência,
E que o amor que partilhamos seja sempre nossa maior recompensa.
Para o meu amado.
A serenidade é um mar de ilusões,
reflete calmaria, mas guarda abismos.
O mar é um misto de tempestade e brisa,
um sopro de paz que se desfaz em fúria.
No silêncio repousa a natureza dupla:
ora vaidade, ora modéstia.
É nele que se escondem intenções,
não ditas, mas reveladas em atos.
O abismo entre elas não se mede em palavras,
mas nos frutos que cada gesto deixa.
A vaidade ergue muralhas invisíveis,
a modéstia abre caminhos de encontro.
E assim seguimos, navegantes incertos,
entre ilusões e verdades,
entre tempestades e calmarias,
buscando no silêncio o eco daquilo que somos.
UM MAR DE POESIA
Abri a minha janela
De longe fiquei admirando
Era o azul mais azul que vi
Ondas indo e voltando
Parecia um lençol estendido
Nas beiradas espumando.
As areias tão branquinhas
A brisa vinha embalar
Pensei, se eu pudesse
Em tuas águas navegar
Desvendaria os mistérios
Guardados no fundo do mar.
Esse teu gosto salgado
Cheirinho de maresia
Sensação de liberdade
Vestida de fantasia
Pelo horizonte sem fim
Era o meu mar de poesia.
Irá Rodrigues
Apenas queria que lesses um livro à beira-mar para mim e, quem sabe, trocássemos olhares sem que nenhum de nós proferisse uma só palavra ao outro. Apenas isso: o silêncio, os olhares, o desejo que não se consumaria.
Eh, sabes, eu admiro mentes cuja curiosidade é incomum; o ser cuja conversa que me traz é espontânea. Até certo ponto, eras um ser interessante, mas então trouxeste a estática para o nosso pequeno mundo. Mudaste. Carreguei o que ainda sobrava de mim e fui embora.
Incredulidade
Talvez de incredulidade eu me afogue
Não por estar num mar de solidão
Mas por não ver no próximo a consideração devida
O respeito necessário
A valorização merecida
E a gratidão esperada
Pergunto-me quantos dígitos mais se acrescentarão aos anos
Quantas luas, marés e estações virão
Pra que percebas que é teu o egoísmo e a arrogância
Que são tuas as sementes que geram esse caos no cais da esperança
E não somos mais nós que padecemos de amor
Mas o amor que padece dessa nossa aspereza
dessa nossa efemeridade
dessa superficialidade reverberada
Mas que o tempo se compadeça de mim
E me conceda a força para águas turbulentas atravessar
E ainda que tu, meu querido, não me dês o trato digno
Caberá ao meu coração tua crueldade perdoar
Porque de paz estou cheia e somente paz quero entregar
Sobre as demais coisas:
Não será o esquecimento justificativa
_ O que plantas terás em colheita
E não precisas minhas flores com tuas lágrimas depois regar.
A vida é como um mar, sempre nos convidanndo a navegar ,
seja em águas tranquilas ou mar revolto .
E para enfrenttar essas intempéries precisamos que Jesus esteja no leme .
Como Pedro e Tiago , que não tiveram receio de entregar o leme de suas vidas a Jesus .
Com a luz de Jesus a nos guiar , remaremos com mais confiança .
AS dificuldades sempre aparecerão , mas seguros em suas mãos os medos e preocupações serão aliviados
O barco para os apóstolos era símbolo de trabalho e sobreviência . A partir da chegada de Jesus , passou
a ser símbolo de uma vida deixada para trás em prol de um propósito maior : evangelizar .
"O barco esquecido na praia" nos leva a refletir sobre nossa decisão de mudar o rumo de uma vida mal
direcionada e deixar que Jesus tome o leme .
Todos nós temos nossos próprios barcos e muitas vezes é preciso"esquecê-los na praia " , ou seja , um
abandono do passado rumo a nova direção ,
Esquecer o barco na praia, uma metáfora que sugere transformação , mudança sob a orientação divina.
Pescador magoado
Mar ganancioso!
Levou, levou tudo!
Levou minhas jóias
Minhas roupas e o meu amor;
Pelo menos, a minha alma limpou.
Navegando nas águas que um dia me machucou;
Me roubou;
Me lavou;
Minhas feridas limpou;
Meu coração salvou;
Minha alma abraçou;
Com peixes me alimentou
e a minha renda aumentou.
Grato, mas maldito mar!
O TEMPO COMO ESPELHO
A terra, o fogo, o ar, o mar e o tempo são espelhos da humanidade. Neles habitamos, deles nascemos, e com eles seguimos nossa eternidade. O tempo arrasta eras silenciosas, não se curva, não se detém. Cronometrado apenas por nossas mãos, ele segue indiferente ao que somos ou ao que vem.
Nós temos pressa, ele não. Nós temos fim, ele não. Toda nossa angústia é mesquinha, pois o tempo não se preocupa conosco. Ainda assim, há campos de possibilidades, onde escolhas pré-moldadas se revelam em camadas de cognição. A mente, como alquimista, formata visões do futuro, mas sempre limitada pela validade do corpo.
Em nós pulsa o passado como saudade, o presente como urgência e o futuro como miragem. Tudo grita em silêncio, um sussurro que ecoa na mente, tentando decifrar causas profundas que talvez sejam apenas reflexos do nosso próprio limite. Assim, cada fase da vida é metáfora perdida: a terra como raízes e memória, o fogo como paixão e urgência, o ar como ideias e liberdade, o mar como fluxo e eternidade.
Todas essas coisas que bordamos ou discutimos passarão. Nós também passaremos. E daqui a algumas eras, seremos apenas memórias, talvez em algum museu criado por arqueólogos ou paleontólogos. O fato é que tudo passará. E nesse horizonte de finitude, surge a pergunta inevitável: dizem que existem multiversos… Se há outros mundos, quem sou eu neles? A criança que brinca despreocupada, ou o adulto velho que senta diante do mar para ecoar lembranças? Se existe um eu em outras plataformas, gostaria que fosse melhor que esta versão aqui — mais livre, mais pleno, um reflexo alquímico de tudo que poderia ser.
Nossa bola de cristal só se transforma em bússola no trilhar do caminho. Ela mostra os oásis, provoca-nos nos arredores da vida. O tempo não tem pressa, mas é tão voraz quanto o fogo que queima a parreira. Num átimo de lucidez, eu gostaria de desvendar seus mistérios, mas no entroncamento das escolhas, qual caminho percorrer? Todos os caminhos são sólidos ou há invisíveis trilhas que seguimos sem distinguir a mão esquerda da direita?
Há um vento soprando em calmas tempestades, um verso cantado sem música, um abraço eternizado na memória pálida da viuvez. O tempo não nos acaricia, mas mostra a que veio: despir-nos de nós, trazer alento novo, abrir uma fresta, quase que dizendo — você não morrerá, só mudará de universo. Nos tornaremos uma vaga lembrança do que fomos. O tempo se encarregará disto.
#israelsoler
#filosofia
#cronicas
#presença
#amorfati
Ysrael Soler
VER DE CIMA
Olhe os telhados, as aves, o mar...
A serra se aconchega a cordilheira
Derrama a cachoeira
E acolhe o vale ternamente
É assim que se ver de cima
As nuvens são travesseiros dourados
Para as divindades dos crepúsculos,
Ou para as crenças de nossas fantasias...
O rio serpenteia em busca de um encontro
Onde repouse no olhar, numa navegação,
Nas redes de um pescador
De cima se ver assim
Então fecha tuas asas no topo da montanha
E perceba que os últimos raios do ocaso
É comemorado pelos pardais, pelas cigarras
Pelos morcegos, pelos insetos,
Por todas as insignificâncias
Que torna tudo grandioso e contemplativo
E alimenta essa necessidade de voar bem alto.
MAR DE MARIA
A Maria Bethânia...
Se não posso dar-te, o verde mar...
E não posso dar-te, a luz do dia
Dar-te-ei portanto, o que nos versos há
De mim e do meu mar de simbologia...
Mar de Deus...
Mar que é seu
Mar que vislumbro...
Mar de Zeus...
Mar de breu
Mar de gira-mundo...
É o mesmo mar que se recosta...
O mesmo mar que vem e volta
O mesmo que minh'alma conforta...
Mar de todos os santos...
Mar de portos, tantos!
Mar de cantos e prosas...
Mar da grandiosa Baía...
Mar da luminosa rainha
Mar de coroas e rosas...
Mar de verde água luzidia...
Mar que não é o de Sophia
Mar que é só... Mar de Maria!
(MAR DE MARIA - Edilon Moreira, Maio/2015)
Entre Vinho e Mar
Começou com um encontro,
um jantar de olhares demorados
e taças de vinho
que refletiam o brilho da expectativa.
A música nos chamou.
No tango,
nossos corpos aprenderam
a linguagem do silêncio:
peito contra peito,
respiração misturada,
passos que se reconheciam
como se já se soubessem de cor.
A noite nos levou até o mar.
Tirei meus saltos,
e a areia fria recebeu nossos pés descalços.
Caminhamos devagar,
de mãos dadas,
rindo como dois cúmplices
que descobriram um segredo.
O vento brincava com meus cabelos,
e eu sentia seu olhar
percorrendo cada gesto meu
com uma ternura inquieta.
Voltamos para o hotel
com o sal do mar ainda na pele
e um desejo tranquilo
crescendo entre nós.
No seu quarto,
a madrugada se abriu
em abraços demorados
e promessas murmuradas entre beijos.
Amamos a noite inteira —
como se o tempo tivesse parado
só para ouvir
nossos corpos conversando.
Depois, no silêncio suave da madrugada,
eu te observei.
O teu sorriso…
aquele sorriso de quem ama
e encontra paz
só por me ter ao lado.
O teu cheiro ainda me envolve,
quente, familiar.
E aquela camisa azul-bebê
sobre a tua pele
parecia feita de céu,
iluminando você
como se a noite inteira
tivesse sido desenhada
apenas para nos encontrar.
