Textos sobre Mar
🌬️ Ouçam o sussurro que vem de onde o mar toca o vazio.
🐚 Eles dizem que o caminho para a casa de nossos pais foram cobertos pela areia do tempo, e que as pontes de pedra caíram. Mas eu lhes digo: as almas não precisam de estradas. Elas se movem pela margem, pelo instinto do que um dia foi seu.
🌪️ O tempo do aprendizado confortável acabou. Agora, o conhecimento não será mais entregue em taças de cristal, mas derramado como fumaça densa sobre suas cabeças. Ele entrará pelos poros, torcendo as certezas da mente até que o ’eu‘ que vocês conhecem se dissolva no ar.
〰️ Não temam a perda do rosto. No lugar onde as sombras se reúnem, a individualidade é a única barreira para o verdadeiro poder. Quando você não souber mais onde termina o seu fôlego e onde começa o comando do invisível, aí sim você terá chegado em casa.
🌬️ O ar engolirá os fracos que tentarem se segurar nas margens por medo. Mas aos que ousaram permanecer na costa e aceitaram ser o canal do invisível, a estes não resta o vazio... resta-lhes apenas o peso e a glória do Comando.
🔱 Pois o rastro das sombras termina onde o infinito começa. Que cada alma reconheça o curso do seu próprio rio e não tema a força da correnteza. O intuito é, e sempre foi, o deságue final: o instante em que a jornada cansa e o espírito se rende ao oceano que o gerou. Que toda criatura retorne ao Criador, pois no abraço da origem, o caminho apagado se torna, enfim, presença.
👑 Que as águas conduzam o que o comando ordenou!
Um peso morto
O frio da madrugada gela meu corpo.
Inerte estou à beira do mar...
Minha mente a divagar...
Como um barquinho perdido no mar.
Abandonada emocionalmente
Tento colocar minhas coisas no lugar...
No meio de tanta bagunça louca... tenho a impressão de que vou ficar...
Do mar vem o conforto
Entro devagar... o corpo mais frio começa a ficar...
Boio nas águas salgadas...
Deixo as ondas me levar...
A boiar... a boiar...
O sol nasce no horizonte.
O calor de volta traz.
Volto pra areia silenciosamente...
Minha dor no fundo do mar...
Novo dia.
Esperança.
Alegrias?
Deixará meu caminho de ser torto?
Deixarei eu de ser pro mundo um peso morto?
Seus olhos azuis...
de um azul profundo do céu, do ar, do mar
neles navego segura
e não me importo de naufragar...
em seus braços
cada apertado abraço
mais leve me faz ficar...
no seu corpo meu corpo porto seguro a encontrar...
e a vida de leve levar
no mesmo caminho seus olhos azuis
pra sempre vão me guiar...
por que me faltam palavras
quando alto quero gritar?
Sussurro: te amo, te amo, te amo...
vou com este amor pra onde ele quiser me levar...
olha esse céu azul,olha essa vista pro mar
esse visão q é mais do que perfeita
é algo único de se vivenciar
algo que se sente apenas uma vez na vida
chega até a me arrepiar
meu coração e minha alma, sincronizados na mesma batida
me ponho a imaginar
como essas coisas são bonitas
mesmo em um mundo tão sujo
queria viver em loop esse momento
talvez resolveria tudo
curaria certas feridas,eu diria
causadas pela vida
causadas pelas intrigas
causadas pela inveja
causadas pela agonia.
"CURA".
Navegando
Sou barco à deriva
Açoitado neste mar revolto,
O vento impetuoso sopra forte
As ondas que me assolam
Nestas águas tão voraz da solidão...
O tempo vai passando
E tão longe vai ficando
O porto tão seguro
Que me seria o teu amor...
Vejo por farol o brilho fraco dos teus olhos
Na penumbra destas nuvens de incerteza
De que ao teu porto ainda vou chegar inteiro.
Sigo navegando pela vida
Açoitado pelas ondas deste mar de solidão
Que não me impedirão o ímpeto
De um dia alcançar teu coração...
Edney Valentim Araújo
A VIGÍLIA INTERIOR DIANTE DO MAR.
Do Livro: Dor, Alegria Dos Homens.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Ano: 2005.
"Vejo-me sentado à beira do mar,
com os olhos a perscrutar as ondas,
e as ondas a me segredarem um canto antigo,
minha alma em auréola silente,
balouçando entre a areia e o sopro do crepúsculo.
Meus papéis e tintas jazem aos pés da escuridão,
mas ó amada, contempla e sente,
pois das águas ascende o arpão invisível
que fere e consagra, que dilacera e recria.
Uma vastidão de estro arrebata-me
e entrega-me de volta o coração como oferenda.
Então o maestro das dores profundas
toma-me pela voz e pela carne
com o rigor de uma perfeição austera.
Ergo-me desse antro de sombras
e entrego-me à poesia mais pura,
aquela que nasce sem letras,
somente de espírito em brasa.
Das trevas ergue-se tua mão,
e eu te ofereço a flor mais rara do dia,
cultivada no inverno férreo da alma,
no labor severo de meu próprio suplício.
Resta-me, contudo, a onda derradeira
que me instrui sobre o amar,
entre papéis dispersos e o sopro da aspiração.
E de tudo o que me desfolha
ainda me floresces, amada.
As ondas retornam e batem nas pedras,
gravando nelas o testemunho do que fomos,
as marcas decantadas de duas almas consagradas,
errantes, mas unidas na devoção que não se extingue."
O lobo e a lua
Sentado de frente para o mar a minha única companhia era a lua avermelhada e silenciosa,
buscando repostas uivei por horas sem sequer ser notado,
pensamentos assombrosos, dores profundas, sensação de alma derrotada,
corpo pesado, olhares perdidos, respiração desconfiada dos seus intervalos longos,
implorando por atenção e uns breves conselhos insisti numa conversa com a lua e continuei a uivar sem parar,
apenas os corvos e as serpentes se aproximaram para com certo sigilo vigiar o que poderiam ser os meus últimos atos,
madrugada a dentro, cometas em movimentos, a maré atingiu as minhas patas por três vezes, areia foi jogada no meio fusinho pela força dos ventos,
depois de algum tempo eu entendi que eram respostas da lua em forma de sinais,
o mundo sempre está em movimento, por três vezes deixei as lágrimas me afogarem ao ponto de me deparar com as pontas dos dedos no precipício, a areia ao mesmo tempo que cega, quando bem temperada vira espelho e pode iluminar uma estrada para novos caminhos,
confiante e decidido uivei bem alto em agradecimento a lua por dá novamente significados a minha vida.
Escravo do destino
O campo, o mar, a casa com chaminé e duas cadeiras postas na direção do horizonte, mas apenas uma está ocupada,
O medo as vezes se comporta como o guardião das madrugadas silenciosas,
Em meio a grande perda encontrei no céu nublado o peso das lágrimas que timidamente insistiam em não cair,
Rasos desejos, raros momentos, asas na superfície não dão âncoras a profundidade,
Sentado na cadeira a beira mar olhei fixo para o oceano e de tanto olhar vi que você deixou rastros de sentimentos espalhados pelas ondas,
Na minha penitência moral já escrevi mil cartas com pedidos de perdão e as lancei no mar para que através de garrafas navegantes elas pudessem chegar aquela que um dia foi minha e jurou não ser de mais ninguém.
Acorde
Atravessei noites sem ouvir sua voz,
Nem a escuridão do mar, nem o silêncio das estrelas foram capazes de me desanimar na tua busca,
Partes de você estão em mim, partes minhas vivem em você, piratas do destino, turistas do tempo, somos destinados a nos encontrar a cada vez que acordarmos,
Com o coração polido de esperanças, invoquei o teu nome bem alto para que todos os deuses pudessem me ouvir, na ânsia de te encontrar o quanto antes,
Nem mil vidas suportariam o amor louco que eu sinto por você,
Acorde e venha!
Já imaginou?
Uma casinha em cima da montanha,
o mar a frente,
uma rede de balanço e uma rede de pesca,
Dois cachorros correndo livres,
os pássaros vindo pelas manhãs nos visitar,
o por do sol dos sonhos acontecendo ali,
A noite, uma fogueira acesa, duas taças nas mãos e nossos sorrisos se espalhando pelo ar,
Já pensou?
De dentro pra fora fui recomeçando,
Os caminhos foram se abrindo como o mar vermelho se abriu para Moisés,
Um coral de pássaros cantou, os cisnes com a sua elegância dançaram e as rosas com a sua beleza encantaram o novo nascer do sol,
A cadeira de balanço continua a balançar sozinha, o silêncio tomou posse de sua coroa,
passos estão sendo dados em direção a luz.
Planeta terra
Na fotossíntese, vi energia,
No mar, vi profundidade,
No vulcão, senti o calor,
Nas tempestades, vejo a força,
No ar, percebo o poder dos ventos a soprar,
Na atmosfera é visível a tua delicadeza,
Na aurora boreal vejo o extremo da beleza,
Nos animais, a intimidade com a evolução,
Nos seres humanos, ainda falta-lhes a inteligência para desfrutar do básico.
Se você quiser...
Se você quiser, podemos fugir para um chalé, ver o sol se despedir no mar e assistir à lua começar a brilhar.
Se você quiser, podemos fugir para qualquer lugar. Basta você aceitar.
Eu sei que é fácil falar. Eu sei que é fácil prometer. Mas, se você aceitar, nem que seja por um único dia, eu faço você esquecer os problemas que insistem em morar perto de você.
Nem que seja por apenas uma noite, vamos fugir para bem longe de tudo o que pesa. Deixar o tempo correr sem pressa, ouvir o silêncio, sentir a brisa e lembrar que a vida também sabe ser leve.
Porque, às vezes, tudo o que a gente precisa não é de um lugar diferente, mas de um instante onde o coração consiga descansar.
Zele pela Terra, pelo solo, pelas águas e pelo mar.
Veja como o sol aquece as aguas e à noite a lua brilha e enaltece e nos acalma. As estrelas cintilam e surgem cometas errantes.
E as marés no litoral? Formam ondas, vagas flutuantes...
Sinalizador natural do fenômeno
de forças mutantes, são a
Preamar e a Baixa-mar
VENTOS
Tornado, furacão
e ciclone fazem lufar.
Vento do Mar
que corre para Terra,
são as Brisas !
Movimento
do vento
que muda
de caminho.
Brisa do mar,
vem pra Terra
e começa a soprar
Pelo dia,
Surge a maresia.
A noite o Mar aquecido
fica a espera
da brisa da Terra
para lhe resfriar
Cérebro nos engana
Quando a gente está ansioso
Coloque uma concha do mar
Bem próximo ao ouvido.
E você passa a escutar.
Um barulho como se fosse
Vindo das ondas do mar.
É o sangue da orelha a circular
Cérebro, grande gerente!
Gosta de enganar!
Mas é o jeito sério dele
De melhor proteger a gente.
Sal cloreto de sódio
Mar Morto foi a grande fonte desse mineral .
Chegou a ser reconhecido como moeda de troca
Pagava_se divida com o sal, isso se denota !
Por causa dele surgiu a palavra" salário".
jesus, fez referência a esse mineral.
Comparou o homem com o sal.
_"Tu és sal da Terra"isso é valor!
Sal dá sabor ao tempero.
Tempere a vida coloque sabor!
Ponte e o Mar
O Mar bateu nas pedras sem parar.
Espuma flutuante saltam como "pulsão"..
Dando-lhe graça à sua paisagem pelo ar.
Qual é o. segredo deste Costão
que esconde o Mistério da Criação?
Vitória,ilha de luz!Tudo é paixão 🥰
É por você que escrevo este refrão!
" Ilha da Gratidão"!
Soneto da Perseverança
Não temas a tormenta que o mar levanta,
Nem o vento contrário que açoita a quilha.
Se o sonho arde em ti, que a alma o encanta,
Segue, que a glória mora além da trilha.
Que importa o escarcéu, a noite dura e fria,
Se dentro arde chama que não se apaga?
Cada queda é degrau que ao céu te guia,
Cada ferida é prova que o peito não fraqueja.
Persevera, nauta de teu próprio fado,
Que os deuses provam quem merece a palma.
Não largues o leme por cansaço ou enfado:
Quem desiste cedo, enterra a própria alma.
E quando chegares ao porto desejado,
Dirás: valeu a dor por ter ousado.
O TEMPO COMO ESPELHO
A terra, o fogo, o ar, o mar e o tempo são espelhos da humanidade. Neles habitamos, deles nascemos, e com eles seguimos nossa eternidade. O tempo arrasta eras silenciosas, não se curva, não se detém. Cronometrado apenas por nossas mãos, ele segue indiferente ao que somos ou ao que vem.
Nós temos pressa, ele não. Nós temos fim, ele não. Toda nossa angústia é mesquinha, pois o tempo não se preocupa conosco. Ainda assim, há campos de possibilidades, onde escolhas pré-moldadas se revelam em camadas de cognição. A mente, como alquimista, formata visões do futuro, mas sempre limitada pela validade do corpo.
Em nós pulsa o passado como saudade, o presente como urgência e o futuro como miragem. Tudo grita em silêncio, um sussurro que ecoa na mente, tentando decifrar causas profundas que talvez sejam apenas reflexos do nosso próprio limite. Assim, cada fase da vida é metáfora perdida: a terra como raízes e memória, o fogo como paixão e urgência, o ar como ideias e liberdade, o mar como fluxo e eternidade.
Todas essas coisas que bordamos ou discutimos passarão. Nós também passaremos. E daqui a algumas eras, seremos apenas memórias, talvez em algum museu criado por arqueólogos ou paleontólogos. O fato é que tudo passará. E nesse horizonte de finitude, surge a pergunta inevitável: dizem que existem multiversos… Se há outros mundos, quem sou eu neles? A criança que brinca despreocupada, ou o adulto velho que senta diante do mar para ecoar lembranças? Se existe um eu em outras plataformas, gostaria que fosse melhor que esta versão aqui — mais livre, mais pleno, um reflexo alquímico de tudo que poderia ser.
Nossa bola de cristal só se transforma em bússola no trilhar do caminho. Ela mostra os oásis, provoca-nos nos arredores da vida. O tempo não tem pressa, mas é tão voraz quanto o fogo que queima a parreira. Num átimo de lucidez, eu gostaria de desvendar seus mistérios, mas no entroncamento das escolhas, qual caminho percorrer? Todos os caminhos são sólidos ou há invisíveis trilhas que seguimos sem distinguir a mão esquerda da direita?
Há um vento soprando em calmas tempestades, um verso cantado sem música, um abraço eternizado na memória pálida da viuvez. O tempo não nos acaricia, mas mostra a que veio: despir-nos de nós, trazer alento novo, abrir uma fresta, quase que dizendo — você não morrerá, só mudará de universo. Nos tornaremos uma vaga lembrança do que fomos. O tempo se encarregará disto.
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Ysrael Soler
