Textos sobre Mar

Cerca de 4675 textos sobre Mar

⁠UM AMOR PARA RELEMBRAR

Tem pessoas que chegam em nossas vidas como a água do Mar para nos refrescar em dias quentes, você tem sede, mas sabe muito bem que aquela água não serve para tomar, então você se delicia nela, relaxa em seu banho e sente sua refrescância, mas continua com aquela sede que não vai conseguir saciar. Essas pessoas costumam ser pessoas formidáveis, amigas de todos, sempre generosas, bondosas, de um coração enorme, com inúmeras qualidades que você aprecia e reconhece.
Mas, embora tenha tantas qualidades, você sabe que essa pessoa não é para você e que vocês jamais dariam certo juntos, que as suas diferenças sempre falariam mais alto e por este motivo você prefere deixar ir e fica amando, admirando, torcendo e acompanhando as suas vitorias de longe.
Amor este que nasceu para ser sentido e não vivido, faz parte e tá tudo bem, você lembra sempre dessa pessoa com muito carinho pelo pouco que estiveram juntos, com uma saudade, mas que não pode mais matá-la e se conforma, porque é a única coisa que te resta.
Rindo ou chorando, você segue relembrando e amando essa pessoa toda vez que se lembra dela.

Eu te amo como o mar ama a lua
sem tocá-la nunca, mas puxando o mundo inteiro
para mais perto de si.

Há em você uma espécie de silêncio
que me envolve como um segredo antigo,
é um lugar onde tudo em mim encontra repouso.
Como se o tempo, cansado de correr,
se deitasse no teu ombro
e aprendesse, enfim, a respirar.

Quando penso no teu nome,
ele não vem como palavra
vem como vento atravessando janelas abertas,
como cortinas dançando sem motivo,
como um arrepio que não pede explicação.

E ainda assim,
há algo em você que pesa.
Não como dor,
mas como as ondas do mar à noite
densas, profundas, inevitáveis
carregando histórias que ninguém ousa traduzir.

Te amar é isso:
um equilíbrio impossível
entre leveza e abismo.

É caminhar sobre a linha fina
onde o céu encontra o oceano,
sem saber se estou subindo
ou me afogando.

Mas não importa.

Porque se for para me perder,
que seja em você
como o vento se perde no horizonte,
como o mar se entrega à escuridão
sem jamais deixar de voltar.

⁠SE

Se todos gostassem da minha poesia,
Jamais haveria
Paz no mundo.

O mar e as fontes secariam,
Os rios ao contrário correriam,
O ovo não teria gema
Nem o ovário
Seria berçário
De hormonas,
Neste meu mundo de sintomas
Da falta de teorema.

Seria o caos completo,
Tudo morreria
O absoluto e o obsoleto.

Por favor:
Para que haja paz no mundo,
Nunca leiam a minha poesia;
Podem até falecer de ironia,
Ou então ficar moribundo.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 12-11-2023)

O Mar

Eu sou o mar
suave pacifico
lugar onde muitos vão namorar
Eu sou o mar
forte. arrasador, destruidor.
Que muitos levou, sem piedade matou
Eu sou o mar
Azul da cor do céu
verde da cor do lodo
Sou o mar em maré cheia
explodindo e derrubando tudo
Eu sou o mar
de suave maresia
de águas acalentadoras
O mar que é cheio de vidas
lindos peixes, golfinhos baleias
e também os carnívoros
matadores monstros marinhos
Eu sou como o mar
ora amável,ora odiável
ora quente
ora frio
o Mar
de se amar. ou se odiar!

Num papel, descrevo o coração em cálice tinto; nas lágrimas em mar vermelho, floresce a rosa vermelha num deserto vermelho; meu coração: beija-flor-vermelho corre pra você, mas a solidão é minha e, sem você, uma rosa me aperta o coração; minha alma dói, e corro dali, mas não sei dormir sem você ali; eu, descalço na maré vermelha, escrevo na areia: esqueço de mim pra você voltar, onde você está? Meus olhos não fecham mais, a praia vermelha é meu quarto, somente as estrelas amenizam minha dor e me lembram você, uma estrela distante e radiante.

No rio vermelho, eu deixo barcos de papel, onde escrevi versos; sentimentos que não me deixam dormir; mas não importa quantos eu deixe ir pelo rio, estão à deriva, permaneço sem você; mesmo meu coração em barcos de papel, você ainda derrete meu coração; você não vai me ler, não vai ver meu desejo de casar com você; num amor à deriva, perdi você e não há lugar pra mim sem você; na cidade vermelha, tento sobreviver num caminho vermelho.

Eu quero fugir, correr daqui, deixar o amor batizado na dor, mas é mais que mera dor, é o amor que não há como esquecer; palavras não bastam, apenas palavras não deixam o peso da dor e não expressam como é grande esse amor por você; confesso como nenhuma palavra poderá dizer palavras que nenhum significado revela, o entender do amor por você; amor que não para, amor que não sabe, como no mundo vermelho: quem ama sangra demais, bem mais que quem não ama, quem não é vulnerável por outro alguém de coração vermelho, como o teu coração cinza.

Sinto o pulsar
A vida salta pelo ar
Flui como o mar
Percebo o amar
No constante sonhar


Abro os olhos para suspirar
Acordar para encantar
Na imensidão adorar
O amor como um lar


A cada respirar
O desejo de transbordar
Ir fundo e mergulhar
No abraço voar


A mais linda estrela alcançar
Ver além do espelhar
O brilho mais intenso irradiar
Ter o transformar
Ser o acalentar


De toda alma desejar
Sua harmonia e bem-estar

nunca toquei o mar com tanta propriedade
assim ao toque do vento quando esbarra nos olha
da distância de 20 passos ou menos
na altura das ilhas ao mar aberto de possibilidades
ainda mais furticoloridas das virtudes já vividas
nossa maior idade nossa mala da vida frasqueira alheia
ao olhar dos falsos amigos uma virtude explode ao ouvido
se villas boas ou guitarra voa o tempo dos meus pensamentos
não troco um homem de 60 por um de 30 nem por 5 min
não tem a hora nem a precisão de quem sabe ao menos a importância
dos segundos, dias, semanas, ah quem sabe
um dia desses você aqui na nossa cama
agora resta sonhar na sala de estar e
brincar de vier sonhar talvez dormir florescer...

ÁGUA MENINA
Água que nasce lá no alto da serra.
O Igarapé segue rumo às águas do mar.
Desce e segue molhando a velha terra.
no seu longo caminho, para chegar ao mar.
Passeia livre e leve, pela gruta que te espera.
Sempre doce e viva, como as flores na primavera
Com seu gosto original, vindo da nascente
Vai traçando, seu rumo em curvas, na chuva, na noite e, no sol ardente.
Vai lavando pedras, areias e cascalhos.
Vai no seu critérios, num caminho
longo e sem atalhos
A procura de um rio para desaguar
E encontrar o sal, das águas do mar
Formando cascatas, cachoeiras, a derramar
de encanto, pra te encontrar
Vai descendo pelas escadas da alta serra
Molha a paisagem de todo o canto desse lugar.
Mas não deu não…
não encontrou. o mar
Não foi pro mar, esperou o mar…
O mar não veio não.
Ele passava em outro lugar
Não faz parte das espumas brancas das ondas do mar
E das águas de iemanjá
Ficou perdida feito estrelas cadentes.
Que caem nas madrugadas.
Suas águas ficaram paradas, num certo lugar.
Feito as águas na margem interna.
E antes de entrar, na escura caverna.
depois seu caminho trilhado
Passou na palhoça no canto da serra
E visitou a meiga senhorita.
E o Zé Geraldo.

Ah!!


Esse mar, de águas
cristalinas, de Marinhos Cavalos.
Velas ao vento,
embarcações a dentro
te navegar. Mar de ilusões,
de promessas para Iemanjá.
Garrafas com juras de amor lançadas ao mar.
Mar, de verde Esmeralda, que é raso.
Crianças brincam,
Pegam jacaré.
Nas areias fazem castelos de contos de sereias, e princesas.
Ah!!
Esse mar, mar de amor.
Mar de amar, de navegar.
Sereno mar.

Mar branco


Em tempos difíceis, cada irmão é um alento...
Naufragamos, fomos dragados ao inferno;
Nunca sozinhos! pois não há mal eterno
capaz de apagar o legado que ostento.


A paixão não nos cega ao discernimento,
nem o novo apaga o que é eterno;
a indignação do tempo moderno,
é não denegrir o clássico em movimento.


Assim que nos vemos, cada qual um irmão!
Emergindo juntos das profundezas,
buscando retomar nossa real vocação


de embalar façanhas, conquistas e proezas...
A esperança deixa de ser um surrado jargão,
e a lágrima da vitória reflete em branco sua beleza.

Tem caminho de terra batida e tem caminho de mar aberto.
Tem gente que é céu, e tem gente que é tempestade.
Tem amor que planta e tem medo que arranca.
Vi quem estende a mão na dor do outro.
Vi quem desvia o olhar pra não carregar peso que não é seu.
Vi boca que abençoa o dia alheio logo cedo.
Vi boca que tranca bom dia como se custasse ouro.
Vi bondade sem plateia. Vi maldade de terno e gravata.
A vida é isso: gente se cruzando na pressa, escolhendo o que deixa.
Eu escolhi te olhar nos olhos enquanto deu.
Escolhi te desejar estrada leve, mesmo que a minha dobre pra outro lado.
Não vou acenar. Não vou explicar.
Tem despedida que não pede licença, só acontece.
É quando o passo muda de rumo e ninguém nota,
porque o coração já avisou antes da boca.
Se um dia você sentir um vento diferente,
um silêncio bom no meio do barulho,
sabe que sou eu, seguindo.
E te querendo bem, mesmo de longe.
O mundo gira. A gente vai junto, cada um no seu giro.

Azul, será que é ali no sul...
Ou será que é logo ali no mar...
Sei que estou andando pelo ar
Estou a caminho de Istambul


A maravilha
Ecoa toda ilha
Onde luzes que saem do cristal
Detona todo o mal..


Na ida me perdi
Flutuei perdida no ar
Achando que era logo ali no mar


Hoje viajo ao acaso
Onde não haverá atraso.
Sou Papalegua
E ando no ágil percurso com uma egua


E enfim chego nas águas de março
Dou oi ao Tom
Ah como é bom
Lá está a promessa de vida para meu coração.

Me encontro em alto mar sem sequer saber nadar, quando o amor não cabe no peito e escorre pelos olhos, transformando cada lágrima em sal que se mistura às ondas. O vento rasga minha pele e a distância ecoa dentro de mim, mas ainda assim, me recuso a desistir. Entre altos e baixos, eu e ela nos perdemos e nos encontramos, como navios à deriva que insistem em cruzar o mesmo horizonte.

Há dias em que o céu se fecha e o mundo parece ruir, quando seu silêncio pesa mais do que qualquer tempestade. Mas então, basta um só olhar dela para que o sol volte a nascer dentro de mim, mesmo que por instantes. O amor que carregamos é feito de cicatrizes e promessas, de gritos e abraços tardios, e por mais que doa, é isso que nos mantém flutuando.

Eu sigo, com o peito cheio de água e esperança, sentindo na pele o peso da minha própria voz cansada, lutando para estar ali, lutando por ela. Porque no fim, mesmo que o mar tente me engolir, é por esse amor que eu escolho continuar respirando...

⁠SE FOR APENAS UM SONHO


E, se... por algum motivo eu estive apenas sonhando que este mundo maravilhoso ao seu lado é real e que infelizmente não podemos estar juntos porque é apenas um sonho, eu diria que vou tentar todas as noites voltar a este mesmo. Por você, por nós eu tentarei. Porque eu não posso perdê-lo(a) e eu não posso simplesmente deixá-lo(a) aqui e me acordar mais tarde sabendo que você não estará ao meu lado; Eu iria para a guerra com os Mundos em que eu ainda nem sei que eles existem apenas por uma fração de segundo ao seu lado... Por apenas um beijo seu. E se isso é um sonho, então eu prefiro morrer do que acordar se você.

Utopia de vida

Pôr do sol.
Laranja no céu.
O mar repete.

Clichê.

É alma na poesia.
Na mesa de café, não.
Estou apaixonado.

E isso falha.

Elegância ao rejeitado.
É o que se espera.

O sol some.
Caminho sem direção.

Arcaico.

A noite cobre.
Nenhum direito ao belo.
Nem estrelas.

Incertezas não rondam.
Atacam.

Frio.
Estranho.
Um riso curto.
Deboche.
Enterro da alegria.

Passos lentos.
Sem destino.

Mais um dia igual.
Eu igual.
Arcaico.

Quis um amor.
Recebi linguagem.
e só.

Doce Claridade
Que linda ternura é você,
Um cais de paz em mar revolto,
Onde o meu medo se faz solto
E o coração aprende a crer.
É o brilho manso do alvorecer,
Um jeito leve de tocar a vida,
A mão estendida, a alma florida,
Onde o amor escolheu florescer.
Pelo jardim do mundo caminhei,
Vi cores raras, perfumes sem fim,
Em cada pétala a beleza avistei,
Mas nada se compara ao que vive em mim.
Todas as flores são lindas no olhar,
Têm a graça do orvalho e do sol,
Mas perdem o brilho, deixam de encantar,
Perto do teu rosto, meu girassol.
Pois nenhuma flor é mais linda que você,
Minha querida, meu bem, minha luz,
É a perfeição que a alma reconhece e vê,
A raridade que ao amor me conduz.
As outras flores o tempo consome,
Mas a tua ternura só faz aumentar,
Pois a flor mais bonita tem o teu nome
E o perfume mais doce está no teu olhar.
Frankton Rodrigues de Lima

⁠Eclipse do Ser

Sob o véu da noite escura,
Meu coração, um mar de angústia,
Navega sem rumo e sem ventura,
Na solidão que me conduz à bruma.

Teu olhar, qual estrela a brilhar,
Fascinação em um eclipse do ser,
Na imensidão do céu a cintilar,
Despertando em mim o querer.

No jardim dos sonhos semeio,
Pétalas de amor e esperança,
Cada toque, um verso que anseio,
Dançando à luz da lua em bonança.

Ah, tu és meu sol e minha lua,
Nas tuas mãos, meu destino trilho,
Numa sinfonia de paixão crua,
Nossos corações em harmonia asilo.

Com o calor dos teus abraços,
Meus medos se esvaem no ar,
E, nas asas de doces abraços,
Voo ao céu, sem nada temer ou pesar.

O tempo dança ao nosso redor,
E as horas são notas melódicas,
Conduzindo-nos nesse amor,
Que transcende as formas platônicas.

Nosso encontro, um universo à parte,
Onde a alma se desnuda sem medo,
Cada batida, uma obra de arte,
Numa sinergia que não tem segredo.

Assim, seguimos a jornada, lado a lado,
Metáforas vivas, em eterna melodia,
Num poema lírico e emocionado,
Do amor que floresce a cada dia.

O Que Não Se Despede


Entre nós não houve fim —
houve silêncio.


Como quando o mar recua
não por desistência,
mas para respirar mais fundo
em outro tempo.


Te amei além das formas
que o mundo entende,
além dos dias certos,
dos gestos perfeitos
e das versões que tentamos ser.


Te amei onde ninguém vê —
no invisível.


E é lá que ainda te guardo.


Se no plano da vida
nossos caminhos se desencontram,
no plano do espírito
eles jamais se perdem.


Porque o que foi verdadeiro
não se apaga —
apenas muda de lugar dentro da eternidade.


Hoje eu te solto…
não por ausência de amor,
mas por amor suficiente
pra não prender o que precisa seguir.


Levo comigo teu riso,
teu jeito,
teu toque que ainda ecoa
como memória viva no meu peito.


E sigo…
com a certeza tranquila
de que algumas almas
não se despedem —


apenas se afastam no tempo.


Se houver outro começo,
em outra vida,
em outro corpo,
ou no reencontro silencioso dos espíritos…


eu vou te reconhecer.
Porque aquilo que é da alma
não esquece.

O Mar Está Ali

O mar está ali.
E hoje, Marli, é você quem parte.

Suas malas estão prontas,
e o caminho se abre à sua frente.

Ao atravessar o jardim,
não olhe para trás.
Sorria.
Você sempre foi do bem,
sempre amiga,
sempre luz.

Lembramos dos seus cabelos vermelhos,
da sua ousadia serena,
da sua marca única,
gravada em nós.

O mar está ali.
E nele deixo, por ora, o meu adeus.

Que a luz divina te cubra por inteiro,
que a paz te envolva,
e que o amor te conduza.

O mar estava ali.
Agora, ele vive em outro lugar —
dentro de nós.

Meu adeus a você, Marli.
Com amor,
com saudade,
com gratidão.

Minha amiga, te amo.
Que Deus, em Sua infinita misericórdia,
esteja com você.
Adeus, Marli.

Máscara
Disfarça e segue, até porque a neve não está caindo.
A inexistência de frio é marcante; apenas o seu coração permanece gelado.

A minha vontade é vê-lo puxar a janela do seu âmago e atirar ao chão a sua máscara, para que, lá embaixo, eu enxergue os seus olhos frios. Mas, ao me levantar e encarar a sua face, percebo que tudo não passa de uma farsa libidinosa para me atrair — um anjo sem escrúpulos.

É isso que séculos de escuridão fazem: transformam uma chuva de verão em tempestade fria. Vou dar um tempo, até que a brisa quente chegue. Temo, às vezes, que ao dormir eu escute o barulho da chuva cair em flocos, que a tempestade gélida retorne e o tremor me atinja.