Textos sobre Mar
ACORDA, PORTUGAL!
O horizonte encolheu. Trocaram o mar e as estrelas, que alargam a alma, por agendas estreitas e por um comercialismo triste, sem luz própria.
Desviámo-nos do rumo. Deixámos de ser a expressão audaz do espírito que descobriu mundos para nos perdermos em figurinos alheios, longe da nossa terra e do nosso povo.
É tempo de levantar o olhar. De voltar a sentir o sal e a nocturna claridade. De reencontrar, nas ondas e no céu, a perspectiva que nos foi roubada.
Acorda
Vida, vida, vida,
desague.
Eu, que sou mar.
Sempre sem lar.
Tu, longe de ser,
tenta aprisionar-me
Não és lar.
Minha casa é longe,
foge ao tempo.
Já tu, impermanente.
Fujo de ti.
Abraçarei outra, perfeitamente.
Seu nome, naturalmente, é morte.
Ó destruidora, tu és meu lar?
Verbalizei a ti,
(abraço) morri.
Morte, morte, morte,
queime.
Eu, lenha da verdade.
Ó segredo que sangra a vaidade.
13 de agosto de 2023!
Sonhei que estava tomando banho no mar e a água se tornou preta, igual petróleo, eu mergulhava e quanto mais eu dava mergulhos mais medo eu sentia de coisas do fundo do mar.
Eu olhava o horizonte e estava distante para voltar para a margem, eu vi um garoto quando olhei para trás, entrando em uma bifurcação no mar e tentei ir atrás dele, depois surgiu um outro cenário em que eu estava em cima de um trem, tentando fugir para algum lugar e pedi ao meu marido para se abaixar, porque estávamos perto de um túnel, ele abaixou e começamos a passar por dentro do túnel que também era muito escuro, então acordei...
20 de setembro de 2023 sonhei com meu marido, tendo uma amante...
Essa noite sonhei com meu marido tendo uma amante e ele comprava um perfume muito caro para ela, no ó boticário que custava 635,00 e sendo que no sonho eu estava atolada de dívidas e ele deu para a outra, o que não deu á mim, eu chorei muito.
Ses
E se móises não tivesse atravessado o mar vermelho, por medo do mar fechar, de não ser capaz, de estar levando todo o povo com ele para morte, de não haver chegada... E se Móises não tivesse atravessado o mar vermelho e os soldados pegassem todos, matassem todos, o que fariam com ele, o que saberiamos dele hoje? Muitos "ses". E para que tantos "ses", e porque pensar em tantos "ses" passados, se não para, enseszar o presente, e impossível de desenseszar o futuro?
O que não posso viver
por Sariel Oliveira
Amar você
foi como segurar o mar nas mãos.
Por mais que eu tentasse,
por mais que eu quisesse…
nunca foi algo que eu pudesse manter.
Você nunca foi minha,
mas, ainda assim,
morou em mim
como se tivesse escolhido ficar.
E talvez esse seja o pior tipo de amor:
aquele que nasce inteiro,
mas não encontra espaço no mundo
pra existir.
Eu te vivi em pensamentos,
em silêncios,
em conversas que nunca aconteceram.
Te senti perto
mesmo quando tudo gritava distância.
E o mais cruel de tudo…
é que não faltou amor.
Faltou tempo.
Faltou caminho.
Faltou “nós”.
Hoje eu entendo:
nem todo sentimento vem pra ser vivido.
Alguns vêm
só pra atravessar a gente
e deixar marcas
que ninguém vê —
mas que mudam tudo por dentro.
E você foi isso…
um amor que eu senti inteiro,
mas que a vida
não deixou acontecer.
TEMPESTADE
Tempestade, o barco a balançar,
o mar está bravio, mas Jesus no barco está.
Os discípulos a remar contra a tempestade,
mas ninguém se lembrou: Jesus está no barco, Ele não vai afundar.
Aquieta-te, acalma, podemos falar,
há poder em Jesus, Ele comigo está.
Deu-me autoridade para, em Seu nome,
repreender o mal e na Sua paz descansar.
Aquieta-te, acalma, podemos falar,
há poder em Jesus, Ele comigo está.
Deu-me autoridade para, em Seu nome,
repreender o mal e na Sua paz descansar.
É justamente assim nesta vida,
quando tudo sai fora do lugar.
A vida vira de ponta-cabeça,
mas, se Jesus está presente, tudo volta ao seu lugar.
Aquieta-te, acalma, podemos falar,
há poder em Jesus, Ele comigo está.
Deu-me autoridade para, em Seu nome,
repreender o mal e na Sua paz descansar.
Aquieta-te, acalma, podemos falar,
há poder em Jesus, Ele comigo está.
Deu-me autoridade para, em Seu nome,
repreender o mal e na Sua paz descansar.
Cícero Marcos
No ar,
o mar,
Não há o nada,
Para o nada,
o mar ,
Ou vento que respira o nada,
Para de repente o nada,
Seria o nada ate que o mar seja o nada,
Tal como tovia de repente se via o nada,
Seria mais o profundo sentido para o nada.
Qual seria o valor do nada ?
Emblemático seria?
Pois o nada o tocou?
Belo instante em que criticamos a luz...
Num estado inerte o ar morreu diante meus olhos...
A fumaça das fábricas é carros torna se parte volumosa...
O mar remanescente é puro óleo e sujeira
nos lugares o nada não existe mais apenas mau cheiro...
O nada faz sentir saudades da época que vento respirava...
"O Amor que Veio nos Amar"
O amor que veio nos amar
ultrapassa o tempo, o céu, o mar.
Não há barreira, dor ou pesar
que consiga esse amor apagar.
Deus olhou o mundo e, em Seu olhar,
viu corações prontos a se quebrar.
Então, enviou Seu Filho a nos tocar,
para que a vida pudéssemos abraçar.
Porque Deus amou de forma sem fim,
que entregou Jesus, Seu próprio Filho, por mim.
Para que todo aquele que nele crer
não pereça, mas venha a viver.
É um amor que atravessa a dor,
que dá esperança, que traz calor.
Que toca a alma, que faz renascer,
que nos convida a simplesmente crer.
O amor que veio nos amar
não espera o mundo mudar.
Ele nos encontra onde estamos,
nos cura, nos guia, nos levanta mesmo no esquecimento.
Não se mede, não se explica,
mas transforma, consola e edifica.
E mesmo que a vida queira nos separar,
o amor que veio nos amar nunca vai falhar.
Olhe para o céu, ouça o vento a passar,
sinta no peito: Ele veio nos salvar.
Porque a eternidade começa ao crer,
no amor que Deus quis nos oferecer.
O amor que veio nos amar
é presente, é luz, é eterno luar.
É promessa cumprida, é vida a pulsar,
é João 3:16 a nos ensinar:
que crer em Cristo é nunca mais se perder,
é viver para sempre, no amor que veio nos amar.
UM CONTO ITALIANO🇮🇹
As colinas da Toscana ondulavam sob a luz prateada da lua, como um mar silencioso de vinhedos. O ar tinha cheiro de alecrim e uvas maduras quando Giulia, filha de viticultores, atravessou o campo carregando um pequeno caderno de couro preso ao peito.
O caderno não era dela. Era do avô, morto há poucos meses — o homem que guardava segredos tão antigos quanto as oliveiras que cercavam a casa da família.
Giulia só o encontrara naquela tarde, escondido dentro de uma gaveta trancada.
Quando chegou ao topo da colina, avistou Marco, o restaurador de igrejas que trabalhava na vila vizinha. Ele estava sentado no muro de pedra, observando o brilho da lua sobre os vinhedos.
— Non riesci a dormire? — perguntou ele.
Giulia respirou fundo e mostrou o caderno.
— Encontrei isto… e acho que há algo aqui que meu avô queria que eu descobrisse.
Marco se aproximou, curioso. Giulia abriu o caderno e revelou um desenho: um mapa simples, feito a carvão, marcando um ponto entre duas fileiras de cipestres. Ao lado, havia apenas uma frase:
“A verdade floresce apenas à luz da lua.”
Intrigados, caminharam até o local indicado. Quando chegaram, perceberam que o chão estava mais solto ali, como se alguém tivesse cavado recentemente.
Marco ajoelhou-se e removeu a terra, descobrindo uma caixa de madeira antiga. Giulia abriu com as mãos trêmulas.
Dentro havia cartas — dezenas delas — escritas pela avó de Giulia para um homem cujo nome ela nunca ouvira antes: Alessandro.
Em cada carta, uma história de amor proibido.
Em cada frase, a dor de ter escolhido um casamento arranjado em vez do homem que realmente amava.
Giulia engoliu seco.
— Minha avó… ela nunca falou disso.
Marco colocou a mão no ombro dela.
— Talvez ela tenha querido que você soubesse agora. Para entender que a vida é curta demais para esconder sentimentos.
Giulia levantou o rosto na direção da lua. As colinas pareciam sussurrar histórias antigas.
Ela olhou para Marco, percebendo naquele instante algo que tentava ignorar há meses:
os sentimentos que cresciam entre eles, silenciosos como as noites toscanas.
Marco sorriu, suave.
— La luna custodisce segreti… ma rivela anche ciò che conta davvero.
E ali, sob o luar da Toscana, enquanto as cartas antigas balançavam ao vento, um novo segredo começou a nascer — não para ser escondido, mas para ser vivido.
Oh, Itaipu!
reconheço as raízes profundas
dos meus pés
entre o vosso mar, vossa lagoa,
vossas dunas, ilhas e igarapés.
Os meus passos eu sei de cor
nesse sereno andejar a compor
o meu singrar o tempo,
o vento e o sol
mansamente a se pôr...
Oh, Itaipu!
Em vós reconheço
que o movimento dos meus pés
não são passos,
são raízes que caminham.
Entre o vosso mar salgado
de eternidades,
a lagoa que espelha silêncios,
as dunas que guardam
segredos do vento,
as ilhas que flutuam
como pensamentos antigos
e os igarapés que sussurram histórias
que só a poesia da terra entende...
eu me reconheço.
Os meus passos, eu sei de cor,
não porque os decorei,
mas porque fui escrita por eles.
Nesse sereno andejar
que me atravessa,
vou compondo o que sou
com o que me antecede.
E singro,
não apenas o tempo,
mas o sopro invisível das horas,
o vento que me desarruma e arruma
inteira por dentro,
e esse sol que, ao se pôr,
não morre,
me dissolve em serena luz.
Oh, Itaipu!
Há raízes nos meus pés
que só em ti reconhecem
o seu lugar.
Entre o mar, a lagoa,
as dunas que respiram
e os caminhos de água
que murmuram,
eu caminho lentamente,
como quem se escuta.
Sei de cor os meus passos
(versos tatuados de brisa e areia),
porque eles já me conheciam
antes mesmo de eu existir.
E nesse manso caminhar,
vou singrando o tempo,
o vento
e o sol que se despede,
como quem aprende,
em silêncio, a pertencer
mais do que já pertence.
Óh! Itaipu!
Posso até distanciar-me de vós,
mas nunca serás distante de mim.
✍©️ @MiriamDaCosta
Num papel, descrevo o coração em cálice tinto; nas lágrimas em mar vermelho, floresce a rosa vermelha num deserto vermelho; meu coração: beija-flor-vermelho corre pra você, mas a solidão é minha e, sem você, uma rosa me aperta o coração; minha alma dói, e corro dali, mas não sei dormir sem você ali; eu, descalço na maré vermelha, escrevo na areia: esqueço de mim pra você voltar, onde você está? Meus olhos não fecham mais, a praia vermelha é meu quarto, somente as estrelas amenizam minha dor e me lembram você, uma estrela distante e radiante.
No rio vermelho, eu deixo barcos de papel, onde escrevi versos; sentimentos que não me deixam dormir; mas não importa quantos eu deixe ir pelo rio, estão à deriva, permaneço sem você; mesmo meu coração em barcos de papel, você ainda derrete meu coração; você não vai me ler, não vai ver meu desejo de casar com você; num amor à deriva, perdi você e não há lugar pra mim sem você; na cidade vermelha, tento sobreviver num caminho vermelho.
Eu quero fugir, correr daqui, deixar o amor batizado na dor, mas é mais que mera dor, é o amor que não há como esquecer; palavras não bastam, apenas palavras não deixam o peso da dor e não expressam como é grande esse amor por você; confesso como nenhuma palavra poderá dizer palavras que nenhum significado revela, o entender do amor por você; amor que não para, amor que não sabe, como no mundo vermelho: quem ama sangra demais, bem mais que quem não ama, quem não é vulnerável por outro alguém de coração vermelho, como o teu coração cinza.
Gabiróba, o sapinho mochileiro acreditava que a amizade era uma rocha que se projetava no mar de magias do antigo reino sapo. Ele ria dessa ideia e dizia que se tivesse o poder de impedir as ondas desse mar de partir para o oceano de dúvidas impediria. Pois com elas o medo avançava ano a ano sobre a terra fértil da sua limitada mente sapo desde que chegara nessa estrada sem fim que é a vida de quem é ansioso como um noivo espera que encontre o sentido, e que ele seja bom e generoso.
Gabiroba via a terra, a boa terra da esperança se desmanchar no atrito das ondas do mar de dúvidas, via os longos braços de areia áspera e alcalina que segurava na praia a fúria do oceano de raivas. Quando o brilho do sol partia na tarde vermelhada ele contemplava a paisagem brilhante dourada do futuro e se animava a fazer uma caminhada para alcança-lo. O céu iluminado pela lua brilhava nas águas salgadas e refletia toda sua história de pérolas e jóias de uma vida predestinada a ser um simples sapo mochileiro nesse universo de sapaiadas, desde o dia em que sua mãe sapa anunciou: "Estou grávida". Assim nascia Gabiroba, o sapinho mochileiro trazendo em seus pensamentos um universo mágico de valiosas jóias que jamais seriam usada, seus olhos eram como pedras estreladas refletidas pelo brilho do céu escurecido da noite calma, mas acordou na chuva e eles pareciam opacos sem brilho, desde que as dúvidas começaram a percorrer o seu caminho.
O lobo e a lua
Sentado de frente para o mar a minha única companhia era a lua avermelhada e silenciosa,
buscando repostas uivei por horas sem sequer ser notado,
pensamentos assombrosos, dores profundas, sensação de alma derrotada,
corpo pesado, olhares perdidos, respiração desconfiada dos seus intervalos longos,
implorando por atenção e uns breves conselhos insisti numa conversa com a lua e continuei a uivar sem parar,
apenas os corvos e as serpentes se aproximaram para com certo sigilo vigiar o que poderiam ser os meus últimos atos,
madrugada a dentro, cometas em movimentos, a maré atingiu as minhas patas por três vezes, areia foi jogada no meio fusinho pela força dos ventos,
depois de algum tempo eu entendi que eram respostas da lua em forma de sinais,
o mundo sempre está em movimento, por três vezes deixei as lágrimas me afogarem ao ponto de me deparar com as pontas dos dedos no precipício, a areia ao mesmo tempo que cega, quando bem temperada vira espelho e pode iluminar uma estrada para novos caminhos,
confiante e decidido uivei bem alto em agradecimento a lua por dá novamente significados a minha vida.
Escravo do destino
O campo, o mar, a casa com chaminé e duas cadeiras postas na direção do horizonte, mas apenas uma está ocupada,
O medo as vezes se comporta como o guardião das madrugadas silenciosas,
Em meio a grande perda encontrei no céu nublado o peso das lágrimas que timidamente insistiam em não cair,
Rasos desejos, raros momentos, asas na superfície não dão âncoras a profundidade,
Sentado na cadeira a beira mar olhei fixo para o oceano e de tanto olhar vi que você deixou rastros de sentimentos espalhados pelas ondas,
Na minha penitência moral já escrevi mil cartas com pedidos de perdão e as lancei no mar para que através de garrafas navegantes elas pudessem chegar aquela que um dia foi minha e jurou não ser de mais ninguém.
SaMarSi
Eu sei quem sou.
A sua opinião não é necessária.
Não escrevo para receber curtidas.
Basta que leiam.
Quero provocar.
Mexer onde ninguém toca,
onde o véu permanece
e a ilusão toma conta.
Quero apenas que saiam
da zona de conforto
e encontrem o “eu” oculto.
Se você leu
e se incomodou, de alguma forma,
com o que escrevi,
então eu consegui
o que eu queria.
A Mãe e o Olhar
Edineurai SaMarSi
Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.
Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.
Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.
Fazia tudo como antes.
A vida seguia.
Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.
Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”
Não passou.
O tempo andou.
Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.
Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.
Eu não entendia…
Até ser mãe.
E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.
E alguns dias…
simplesmente não passam.
A Paraíba também é um local para amar
Seja no sertão ou no mar,
Contigo quero passear
De mãos dadas no Pavilhão do Chá.
Do alvorecer ao crepúsculo no Rio Sanhauá
Quero você agarrado na minha cintura,
Indo muito além do forrozar
Vamos juntos namorar...
Eis-me aqui, e você aí
Dá até para escrever uma letra de forró,
Quando você não está aqui
Porque foi na Paraíba que eu te conheci.
Não existe o 'cedo', e nunca é tarde
Para amar sempre existe tempo,
Aos poucos vamos nos aproximando
Por causa desse amor que está florescendo...
UM AMOR PARA RELEMBRAR
Tem pessoas que chegam em nossas vidas como a água do Mar para nos refrescar em dias quentes, você tem sede, mas sabe muito bem que aquela água não serve para tomar, então você se delicia nela, relaxa em seu banho e sente sua refrescância, mas continua com aquela sede que não vai conseguir saciar. Essas pessoas costumam ser pessoas formidáveis, amigas de todos, sempre generosas, bondosas, de um coração enorme, com inúmeras qualidades que você aprecia e reconhece.
Mas, embora tenha tantas qualidades, você sabe que essa pessoa não é para você e que vocês jamais dariam certo juntos, que as suas diferenças sempre falariam mais alto e por este motivo você prefere deixar ir e fica amando, admirando, torcendo e acompanhando as suas vitorias de longe.
Amor este que nasceu para ser sentido e não vivido, faz parte e tá tudo bem, você lembra sempre dessa pessoa com muito carinho pelo pouco que estiveram juntos, com uma saudade, mas que não pode mais matá-la e se conforma, porque é a única coisa que te resta.
Rindo ou chorando, você segue relembrando e amando essa pessoa toda vez que se lembra dela.
Teus olhos, eternidade
Nos teus olhos, encontro o mar,
um brilho que sabe segredos do tempo,
e me faz querer naufragar
no silêncio doce de cada momento.
Teu olhar é chama serena,
que aquece a noite sem precisar de luar,
teu sorriso promessa pequena
tem o poder de tudo transformar.
A pele que guarda o tom do sol,
o gesto que fala sem uma palavra,
és poema escrito em véu de arrebol,
és o verso que o amor sempre buscava.
E se o destino ousar me guiar,
quero ser o eco do teu coração,
pois em ti descobri o lugar
onde a vida se faz canção.
