Textos em versos
Amor, o todo do tudo.
(Victor Bhering Drummond)
Isso é o que o amor faz;
Te faz conhecer o claro e o escuro,
A luz e a sombra;
O dia é a noite.
O amor é barroco.
Pequenos fragmentos de luz;
As flores de abril, o florescer da primavera.
O desejo que ninguém viu.
Estrada de prazer,
A folha que cai, a chuva que vem.
O beijo de paz, a fragrância de um dia que já clareou.
Consegue transformar o ribeirão na imensidão do mar
É um lindo lar sempre a acordar.
É divino. Ele é o todo.
E te faz conhecer o tudo
Porque ele é a mais pura liberdade.
(Victor Bhering Drummond)
Vida de Navegante
A cabine é teu lugar sagrado
Terra firme já não é o seu lar
Pelo oceano estás apaixonado
Sentido só há no partir e retornar
Vida repleta de tanta aventura
Tiveste prazer com mulheres de todas as cores
Cada qual com sua história e cultura
Deixando em cada porto lágrimas e amores
Como a Estrela Polaris eu queria ser
Para você meu Capitão em mim se encontrar
Mas de ilusão não posso viver
Convicta sou de que serei mais uma a chorar.
Enquanto o navio não parte
Vamos brindar, dançar e sorrir
Atiçar essa chama que em meu peito arde
Armazenando memórias pra minha alma nutrir.
DESPEDIDA
Me encho, me preencho
De todas as formas e maneiras possíveis para não ocorrer...
Não ocorrer a possibilidade de um só momento lembrar do seu rosto, do seu Só(riso), do seu pensamento que se encaixa com o meu que as vezes parece ser até um quebra cabeça de perguntas e respostas que se encaixam perfeitamente a medida que nossa conversa desenrola...
Sabe...de início a falta faz falta, mas com o passar...passo a perceber que quem de verdade é importante, não se faz falta, se faz presente.
Continuo...e continuarei sendo sem nexo, sem texto, sem jeito, sem pressa, sem você. Acabo de me deixar outra vez, deixando os devaneios suspirados, o calor acordado em meio peito que jaz...digo adeus.
O poeta
Esculpi palavras no entardecer,
Para que o anoitecer seja poético.
Duvido que as estrelas não ouçam,
O canto solto dos meus versos.
Duvido que a alma não sinta,
O brilho lírico que eu desperto.
Esculpi olhares distantes, suspiros...
Suspiros instantes de amor.
Frescor de brisa quente,
Em cálida mente, sente.
Duvido que a noite escura não brancura.
Duvido que d’alma livre não flutua.
Esculpi amor em letras de inverno,
Para aquecer as palavras que profiro.
Duvido que a chuva não varra,
As pálidas gotas vazias de emoção.
Duvido que o poeta não tenha,
A esperança viva pro coração.
E de tanto esculpir sentimentos,
Vejo que ganho leveza ao tocar,
Em cada gesto que vem me abraçar,
Em cada paixão que se faz revelar.
Duvido que o poeta não faça do amor rima.
Duvido que a rima não seja do poeta a amar.
Eu e você
Tão diferentes e confusos
Que resolveram trilhar
Em sentidos opostos
Para se encontrarem pelo acaso..
Se eclodiram e se transformaram
Querendo ou não
É efeito da colisão
Que é capaz de mudar o mais profundo lugar
Com um simples brilho de amor.
Quando suas luzes se fundem
Tudo se transforma em graça.
Queria que soubesse
Que tudo vai amenizar
Entender não é fácil
Tentar compreender o difícil
É doloroso, saudoso do fácil
E Calamitoso
Uma tempestade fora de época
Inesperada, nos atinge
Nosso abrigo são as pessoas
Pessoas que tem o dom de amar
Que preferem segurar na sua mão
Mesmo tendo outras opções
I write the songs...
Nelas o sentimento mais bonito...
Cada verso é um remédio cura(dor)...
Falam eles do mais puro amor.
Tudo brilha ao sol.
As nuvens no céu as formas mais bonitas a formar...
e cada um vê o que sua vista consegue alegrar.
No elevador ninguém finge que não há ninguém lá...
Nas ruas eles sorriem.
Nos ônibus cedem o lugar.
Todos foram libertos do silêncio e das amarras.
Não há passagens frias e obscuras...
Pra tristeza, nos meus versos, encontraram a cura.
Vestem jeans desbotados.
Sonham com tantas variáveis.
Entram no pôr do sol...
Não escondem palavras de ninguém.
Todo alguém é alguém.
Finalmente entenderam o que é amar...
Amar é um verbo.
I write the songs ✍️💗🎼
O Reencontro
A minha vontade era de te abraçar e não soltar mais
Engolir a seco e deixar pra lá tudo que ficou pra trás
A saudade não acaba quando se gosta de alguém
A saudade sente fome também
É prazeroso admirar o teu rosto
Ele me acalma me faz sentir o melhor dos gostos
Entre vários versos escritos daqui
E esquecidos dali
O melhor neles é que levam a saudade de você Dindi.
Esboço da Madrugada
Nem sei mais o que falar
Talvez já tenho dito tudo que tenho pra dizer, sei lá
É triste morrer todo dia por alguém
O mais triste é que isso virou rotina meu bem
Em todos os versos que fiz
Foram todos pra você porque eu quis
Deixa pra lá, me disseram que o tempo vai curar
Essa dor que é te amar.
Faz com que perca palavras.
Deixa seu cérebro em um completo vazio.
Coração despedaçado repleto de perturbações sem destino.
Tentar entender a jornada é difícil.
Percorrer seus passos sem dúvidas é um prejuízo.
Discutir sobre o certo e o errado, apenas perda de tempo.
Por que tantos porquês?
Continuo perdida em pensamentos, confusa com meus sentimentos.
Bateu um arrependimento perceber que estava existindo, não vivendo.
FÔLEGO
--Você ferrou meu coração
Foi o que ele disse
--Não! Eu o salvei
De corpos vazios
Peito sem saudade
Noites sem sonhos
O salvei da mesmice
Dos dias comuns
Da vida sem tempero
O salvei de ter sempre os pés no chão
De ter todas as respostas
De não fazer do sim ou não a única opção
Salvei seu coração de sua própria razão.
LINHAS
Ontem, quando o sol terminava seu expediente, sentei em um banco de praça pra guardar na pele seus últimos raios. De frente pra mim havia uma senhora de cabelos cor de lã. Usava um vestido de tecido florido, um casaquinho preto e chinelinhos que só as avós usam.
Ela estava entretida fazendo um sapatinho de crochê, nem notou minha presença. Eu me perdi nas linhas do seu rosto tentando ler as histórias que o tempo escreveu. Noites mal dormidas, amores que se foram, marcas de sorrisos e o tanto de saudades guardadas naquelas covinhas.
Suas mãos já não tão ágeis continuavam a dar forma à linha, traçando caminhos, dando nós, modelando o fio. Acredito que provavelmente aquele sapatinho fosse pra presentear alguém que ainda viria ao mundo, uma pessoinha que como aquele fio ainda estava sendo modelada e um dia daria seu primeiro choro pra vida e quem sabe um dia, num futuro distante também sentaria ali naquela praça com um novelo de linha traçando seu caminho
Ou lendo as histórias nas linhas que o tempo escreveu no rosto de alguém.
CAFÉ, CHUVA, EDREDOM
Lá fora a tarde acinzentou
O dia perdeu as cores
O alegre sol se escondeu
A chuva parece tão triste
Até as gotas que escorrem na janela parece chorar
Aqui dentro uma xícara de café frio
Um edredom que já não aquece
Um livro infeliz na cabeceira
Parece que todos percebem
Seu lado vazio da cama.
Manhã, suave momento
de agradecer pela vida,
se despertaste da noite
vem e ouve, respire e sinta
a canção que se faz por um momento,
um anjinho decerto te abençoa
mesmo que nem percebas esta guarida
Algo mais há, com certeza,
que nossos olhos não notam,
só a alma pode pressentir
a diáfana luz do firmamento.
Estou fazendo uma limpeza
Tirando do coração....tudo que desagradável
Vou conservar o que foi maravilhoso...com certeza
Higienizar com água potável
Da fonte de Deus, que traz pureza
Vou acolher a paz, que traz gentileza
Assim sigo, no caminho do Senhor da grandeza.
Letras Em Versos de Edna
Não sou a melhor pessoa
Mas dou o melhor que há em mim...me viro no avesso
Não consegui ser a melhor filha...reconheço
Não consegui ser a melhor mãe...tentei...me doei...fui ausente falhei.
Hoje percebo que também não consigo ser aquela esposa perfeita...me esforço...sempre deixo a desejar
Não vivi para mim...enfim
Mas...tem algo que é só meu,
Minha Fé...foi o Senhor quem me deu...
Com minhas falhas, erros, imperfeiçoes...
Ele me amou e me recebeu...
Letras Em Versos de Edna
MEMÓRIAS DE UMA NOITE.
Aqui estamos nós a nos olhar
E sobre nós a lua a iluminar.
Ela que clareia a areia e a esse imenso mar.
Aqui estou agraciado, pois teimei em te esperar!
E tu, porque tanto racionaliza o amor, morena ? Porque se preocupar ?
Procura vivê-lo romantizado, em um complexo de alma gêmea.
Porque te preocupas ?
Se quando olhas no espelho vês a mim
Se quando pensas, pensas em mim
Se quando sonha, me evoca em teu inconsciente.
Vivo cativo sem perceber, sendo assim, nenhum esperança há de morrer.
Eu que busquei em você a poesia verdadeira, de tão sublime tornou-se a primeira.
És tu quem me dissolve num beijo cálido.
De tanto querer eu vivo ávido.
Não sabes, mas tens o dom de dissipar qualquer anseio.
Permeia nos fins, e justificam os meios.
Em meio a tantos versos, serei seu cúmplice eterno.
Enquanto isso, permaneço firme, austero, fraterno.
Gastando o giz, desenhando estrelas no céu.
O amor é um sonho doce e todo bom poeta o eterniza no papel.
ABSTRAÇÃO
O que me resta é descrever o que acontece na criação
Na conexão tácita entre o mundo real e o segredo da abstração.
Da percepção das formas imaginárias que me caem, hora com desdém.
Que se consolidam através da técnica, num doce vaivém.
De onde vem essa beleza de jardim, firmeza de arquitetura?
De onde vem essa poesia de mulher, essa flor de formosura?
Como extrair essa melodia tão sublime, sem colcheia ou partitura?
Basta só te imaginar e me conectas com o que há de mais sagrado.
Ao despertar em mim a arte, te transcrevo num retrato.
E é assim que vou unindo a sua vida ao meu caminho
Acabando aos poucos com as reticencias que separam eu ... de você
Sigo a estrada que surge nas águas a luz do luar.
Acompanhando a correnteza, seguindo sempre a navegar.
Então, homem! Vê se aprende a pescar.
Encontra nela a poesia antes de se apaixonar.
Triste dos termos, dos ermos, dos que vivem em amargura!
Não é preciso ser um gênio, nem viver em clausura.
Percebe a música no jeito olhar, a arquitetura no teu corpo de mulher
A poesia de beijo singular, ao doce sabor do bem-me-quer.
tuas chamas me acenderam
feito brasa afastada
quando tocada pela faísca
não sabia que nosso ardor
nos faria arder demais
e por vezes desejar o frio
voltar aos nossos ideais
sorte que temos consciência
da nossa plena dependência
e voltamos a nos encontrar
no lugar que sempre foi nosso:
o palco do perdão.
"ruína e vida"
Quem é você?
Eu sou aquele que sente medo
Sou aquele que possui sonho
Sou a realização do sonho
Daquela que um dia teve medo
Eu sou aquele que ama a vida
Que respira e pira.
Sou a inspiração que te inspira
Eu sou aquele que vive a vida
Eu sou o erro da equação
De dois corações que se amam
Eu fui fruto da paixão.
Hoje, os corações se partiram
Pois quem sou ainda não sei
Mas e você! Sabes quem é?
Alexandre C.
Poeta de Libra
