Textos de Manha
Tá no coração
Era um dia de domingo logo pela manhã,
eu estava jogando bola com um grupo de amigos e mesmo assim me vi pensando nela,
Mais tarde, por volta das dezesseis horas eu estava assistindo um filme na Netflix e mesmo assim os meus pensamentos estavam todos voltados pra ela,
Agora já é noite, coloquei aquele perfume e aquela camisa que ela tanto gosta e não vejo a hora de encontra-la para expor o quanto o meu coração sente saudades dela.
Curtinhas de Tsharllez Foucallt
O vento leva.
O seu sorriso é leve como o vento da manhã bagunçando docemente as folhas na primavera...
A delicadeza de sua pele tem a maciez dos raios solares pelas primeiras horas do alvorecer do dia...
A sua presença traz a felicidade que alegra qualquer ambiente...
Você possui a energia que transforma tudo a sua volta, deixando todos ao redor com a leveza e a doçura do mundo.
Amor intenso
Era uma manhã
Ensolarada quando
Me lembrei do nosso
Encontro.
Nós estávamos em um
Parque, cercado por
Árvores e flores coloridas,
O aroma verão estava no ar,
Nós nos olhávamos com um
Brilho nos olhos,
Como se o mundo à nossa volta
Tivesse desaparecido.
Naquele momento tudo parecia
Possível.
Lembro-me de como você me
Puxou para mais perto.
Beijei você ..... e você sorriu,
Como estivesse querendo que
Que aquele momento durasse
Para sempre.
Havia algo mágico em nós.
No início, Sentia um nervoso,
Uma vontade de fugir, tudo
Era tão intenso. Mas, em vez
De fugir, escolhi ficar.
A química entre nós era tão
Forte, não conseguia resistir.
......
Caminho
De manhã silencio
Ao meio dia grito
De tarde me perco
De noite me evito
No norte a lembrança
Contra ela luto
Do leste a esperança
O sul é meu luto.
Que outros calculem
Rumo e razão:
Eu vivo em vertigem
Morrendo em vão
Nasço no agora
Respiro o incerto
— Meu tempo é demora.
Meu passo, deserto.
Amore in Venezia.
Manhã romântica de primavera, eu estava sozinha na linda Praça São Marcos, esperando a minha irmã. Eu deveria ter ido com ela, mas, meus pés já estavam cansados demais. Naquele instante eu pensei que Veneza é mais atraente para passarmos uma lua de mel e não para fazermos pesquisa de trabalho. Sei que muitos gostariam de está no meu lugar e ver os pombos voando, os casais apaixonados fazendo juras eternas, o sol pairando no azul das águas que se confundem com o brilho do céu. Mas, tudo o que desejava naquele momento era estar na minha casa no Rio de Janeiro.
Depois de quase uma hora, eu fui surpreendida por um belo jovem veneziano, de olhos verdes, com sorriso e olhar um tanto conquistador. Ele se aproximou lentamente e lançou algumas palavras:
- Oi senhorita, como está? – Confesso que o achei um pouco atrevido e ao mesmo tempo atraente e educado. Por isso fui bastante educada.
- Estou bem, só um pouco cansada.
Nesse dia conversamos pouco. Apenas nos apresentamos, ele disse se chamar Luigi, e quando eu disse que me chamava Carolina, ele achou lindo.
Passaram-se alguns dias sem que nos víssemos, até que houve um romântico baile para comemorar a primavera. Foi nesta noite mágica que o reencontrei. Ele estava lindo, com um sorriso inebriante, seus olhos pareciam um lago banhado de amor. Depois do baile saímos para passear sobre a nevoar daquela noite quase irreal. Tive sorte, pois, minha irmã voltou cedo para o hotel e eu fiquei na doce companhia do jovem veneziano.
Caminhamos silenciosamente pelas ruas enfeitadas de flores, com cheiro de jasmins cobrindo toda a cidade. Parecíamos sem destino algum, como se não houvesse o futuro e logo eu tivesse que retornar para a realidade do meu lar. Fomos guiados pelas batidas dos nossos corações.
Quando a madrugada deu lugar a uma luminosa e preguiçosa manhã, pois, a cidade inteira ainda dormia. Abraçamo-nos sobre a Ponte de Rialto, ele me presenteou com um beijo apaixonado, típico de um veneziano e me fez juras de amor. Namoramos ao balanço das gôndolas naqueles canais apaixonantes. Mas, eu sabia que na tarde daquele mesmo dia eu teria que partir.
Por alguns instantes senti vontade de largar tudo no Brasil e viver aquele sonho de amor. Comprar uma casinha com flores na janela, de frente para as águas solitárias, que já viram amores nascer e depois partir. Infelizmente, eu precisava voltar para o meu mundo real, menos colorido, mas, que me fazia sentir com os pés firmes no chão.
No fim da tarde, eu me despedi daquele que foi o meu amor por uma única noite e permanecerá dentro de mim a vida inteira. Talvez na próxima primavera, ou, quem sabe em um dia qualquer eu torne a encontra-lo. Afinal, a vida sempre pode nos surpreender.
As vezes gosto de usar roupas velhas. Tenho habito de levantar pela manhã e tomar uma caneca de café na porta de casa sentindo o sol antes de fazer qualquer outra coisa, antes mesmo de lavar o rosto e escovar os dentes. E dai?
Gosto de falar besteiras pra arrancar um riso bobo de quem vale a pena pra mim, mesmo que passe por idiota aos que não significam nada. Não sei se só eu sou assim, mais muitas vezes entro no face, mesmo que não haja interesse de postar nem muito menos falar com alguém, simplesmente pra vê notificações e as atualizações em geral. Gosto de sair sem ter nada ao certo pra fazer e quando fico em casa abro a geladeira de 5 em 5 minutos só pra conferir.
Como qualquer pessoas sinto saudade, amo, e o melhor demonstro, do meu jeito porem, demonstro. Até algum tempo existia dentro de mim um orgulho do tamanho do mundo, existia, até o momento que descobri um amor maior do que eu. Em alguns momentos me sinto cansado, cansado de ser vitrine, e nesse momento surge esse ser que infelizmente não agrada a todos. Tão complicado, tão questionador, tão confuso, tão Eu.
Sol Brilha...
A cada manhã que nasce
o sol brilha com intensidade
E neste compasso traz consigo
o calor que acalenta a vida e me abraça.
Observo pela janela
e recordo que o sol brilha mais que a noite
Iluminada pela volúpia das estrelas.
O sol brilha com intensidade
nesta linda manhã que tão logo passa
Sinto o toque de seus lábios
em minha boca que treme
Abro os olhos
e vejo que tudo não passou de desejo
De mergulhar no calor de seu beijo.
O sol agora já se foi
e a noite não demora
E vem esta escuridão que me devora
Devo agora adormecer
e sonhar com um novo amanhecer
E novamente
ver o sol com sua intensidade
aquecer o meu
e o seu viver.
( Entardecer)
A manhã ainda não era sol
quando pisei no calçadão a beira mar
em curtos passos,eu pensava em ti
olhei a imensidão do oceano comparei a ele, esse louco sentimento
o mar caía em uma pequena ladeira,formada por pedras
e là finquei meus pés nús
deslizei pouco a pouco até chagar as àguas
não vi ninguém, apenas um pescador,que a rede soítava sobre as àguas,e nada era mais que silencio,
o mar se afastava como se querendo me agradar
me deixando pisar sobre seu incanto, as ondas labiam meus pés como se me amasse, as carincias faziam-me lembrar de ti
mas me lembrar de ti sem saber como era està contigo
e dar-lhe as mãos ao invisivel,e na loucura de pensar que contigo estaria andando sobre a areia molhada,
as risadas soltas em uma historía engraçada
e sermos felizes antes da morte chegar
eu queria te ver,te dizer o quanto eu te quero
mas tu nunca poderia estar ali
então onde poderias?
o sol despotava demancinho,mostrando sua elegancia de chegar num calor que acarinciava minha alma
pensei por que havia de te amar diante do sol?
eu queria que me escutasses
eu queria que me sentisses naquele momento só pensei que cem anos era tão pouco para ser feliz
O tempo passa muito rápido?
Meu Gato virtual o Mó III desandou a miar essa manhã.
Miáu... quatro anos passam depressa? Miáu... miáu...vou ter que aguentar você escrevendo os desmandos da prefeita mais quatro anos? Máu... miáu...uháu...!
Não estranhei o gato falando de política porque minha querida Amanda não fala de política, abomina qualquer discussão e é sabido, faz mais de trinta anos que eu não elogio um candidato, qualquer candidato a qualquer cargo.
Miáu!!!Miáu!!! reclama novamente o Mó III, sucessor e meu confidente depois do passamento dos queridos Mó I e Mó II.
Tentando ver quantas contas tinha para pagar nesse primeiro dia inútil do mês resolvi responder qualquer coisa e rápido.
Quatro anos da Maria Antonieta pareceram uma década, quatro anos do Farid uma eternidade... Que mais????
O Mó III mais do que depressa miou:- Miáuuuuuuuu!!!! Vota na Maria!!!!Miáuuu!!! Vota na Maria...
Quem sou eu para duvidar do Mó, ainda mais nessas circunstâncias...
Entrei a nado
Entrei a nado pelo rio adentro,
beijando fontes, abraçando correntezas.
A manhã era ensolarada.
O rio era de prata.
Uma mangueira soberba e alegre
ficou, de longe, me sorrindo.
O céu era esperança.
O rio era possibilidades.
Nadei em águas daqui distantes.
Cachoeiras formosas deram-me pouso.
Agora, exausta, de volta à margem,
sinto-me alegre como a amplidão.
Meus lábios secos beijaram fontes,
meus braços curtos romperam as curvas
das fortes correntezas na imensidão.
Agora volto de novo à margem,
tenho nos lábios o doce da certeza.
Trago nos braços a compreensão.
Naquela manhã...
Levantou da cama rasgando um sorriso bobo de preguiça. Olhou para o relógio preso na parede, mas não reparou na hora. Aos domingos o grande controlador do tempo só não era ignorado por força do hábito. Arrastou os pés até a cozinha, esquentou as mãos na xícara de café. Mirou seus grandes olhos verdes no centro da sala vazia... Entre a cadeira e a porta. Entre o tapete e a lâmpada. Entre o sorriso e o beijo. Entre o passado e o presente. Bem ali, naquela manhã, ele bebia o café e sentia o gosto do futuro.
Desejo de um dia
Queria toda manhã dar-te as mais belas imagens, as maiores riquezas e as melhores sensações.
Queria toda manhã acolher-te com um sorriso no rosto, um abraço apertado e um aperto de mão.
Queria toda manhã ser o foco, a força e o objetivo de seguir.
Queria toda manhã achar oque no ontem eu perdi.
Queria toda manhã acordar pra saber que hoje é mais um dia, apenas mais um dia que poderia não mais existir.
"Era uma manhã de um dia de semana, desses de céu aberto e muito sol.
Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho.
Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar.
Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos últimos lugares, bem ao fundo.
Ali se pôs a fazer a sua oração cheia de vida, dialogando com Jesus.
Ouviu, então, em meio ao silêncio, a voz de alguém, cuja
presença não tinha percebido: Venha aqui. Venha ver a rosa.
Ele olhou para os lados, para frente, e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares.
Levantou-se e a voz falou outra vez: Venha ver a rosa.
Embora sem entender, ele se dirigiu até a frente e
percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual
estava uma linda rosa.
Parou e começou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa.
Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.
Mas o homem não se conformou e tornou a dizer:
Não, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa.
Diante da insistência, o trabalhador ficou um tanto perturbado.
Quem seria aquele homem maltrapilho?
O que desejaria com ele com aquele convite?
Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele?
Finalmente, venceu as próprias resistências, e se sentou
ao lado do homem.
Veja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho.
De fato, era um espetáculo todo diferente.
Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele ângulo,
podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-íris.
Dali podia-se perceber um raio de luz do sol que vinha de uma das janela e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a
rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-íris.
E o trabalhador, extasiado, exclamou:
é a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-íris.
Mas, se eu não tivesse me sentado onde estou, se não
tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de
romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa,
num espetáculo tão maravilhoso.
É preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.
O amor assume coloridos diversos, se tivermos a coragem de
de nos deslocar de nosso comodismo, de romper com
para ver a pessoa do outro de modo diferente e novo.
Há uma rosa escondida em toda pessoa que não estamos sendo
capazes de enxergar.
Há necessidade de sairmos de nós mesmos, de nos dispormos
a sentar em um lugar incômodo, de deixar de lado as
prevenções, para poder ver as rosas do outro, de um ângulo
diferente.
Realizemos esta experiência, hoje, em nossas vidas.
Procuremos aceitar que podemos ver um colorido diferente onde, para nós, nada havia antes, ou talvez, de acordo com
nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores."
“Por estes pastos que colorem a manhã,
Cantei notas de um amor sem fim;
Subi as serras num impulso só,
Desejando encontrá-la em meu jardim.
Se era a rosa mais bonita, eu já nem sei;
Mas, nem me importa se era mesmo ou não;
O que era preciso, ela sempre me fez:
Sorrir, sem motivo, mesmo em noite de escuridão”.
Clamo poemas, canto a felicidade por aí, abraço a vida do jeito que ela é..
Pela manhã, ouço gorjeios de pássaros, contemplo o nascer do sol, orgulho-me da natureza ser tão maravilhosa.
A delicadeza das gardênias, do céu límpido que traz-me uma doce sensação. E todas essas simples coisas são o suficiente para mudar a minha vida.
Mar de poesias
Era o final da manhã do dia 16 de novembro numa quarta-feira cinzenta, típica da cidade de São Paulo. Não podia passar de amanhã, pensei. Faltavam apenas dois dias para o evento.
Eu tinha concordado com a ideia do lançamento do meu primeiro e único livro de poesias, junto dos meus amigos e alunos, para a noite do dia 18 daquele mês. Na escola em que trabalho como professor de história haveria um concurso de poesias e crônicas escritas pelos alunos e, ao mesmo tempo, como parte da programação do evento literário articulado pelo bibliotecário local, o meu batismo no mar de poesias. Tudo programado: convites, um pequeno coquetel, a divulgação via Internet... Apesar da timidez que acompanha desde sempre, não poderia ventilar a ideia de faltar naquele evento. Minha ausência do trabalho já se estendia por cinco meses. Estava careca e inchado, porém não me importava com minha aparência. Apenas a vida me importava naquele momento.
Apesar de uma leve situação febril que me deixou deitado e indisposto na maior parte do dia anterior, acordei bem naquela quarta-feira. Por isso resolvi levar meu filho ao aeroporto de Congonhas, de onde embarcaria para o Rio Grande do Sul, estado no qual estuda cinema de animação. Ele viajou bem cedo, no início da manhã. Só voltaria a revê-lo apenas em meados de dezembro, após o término das aulas regulares. Já sentia saudade de sua presença adolescente e de sua leveza juvenil.
Depois disso, ainda tive forças para passar no laboratório do hospital e retirar alguns exames gerais solicitados pelo oncologista que acompanha o tratamento do meu linfoma. Ainda era bem cedo, entre 8h30min e 9h00min. Um desconforto abdominal e certa indisposição já me acompanhavam. Antes de dirigir-me à consulta marcada com a nutricionista especializada em pacientes com câncer resolvi passar em meu apartamento e fazer uma breve pausa, estratégica. Poderia ser um resquício daquela terça-feira cinzenta.
Não foi suficiente para minimizar o descontrole físico. Ainda assim, guiado por meu carro, fui ao encontro da nutricionista. Atendeu-me rapidamente. No decorrer da conversa, entre cardápios mais adequados para indivíduos com meu tipo de enfermidade e detalhes solicitados sobre as especificidades do tratamento, tive um súbito mal estar. Brusca queda da pressão arterial e uma sensação de que não aguentaria manter-me devidamente íntegro e sentado naquela cadeira. Fui imediatamente acomodado em uma maca para recuperar-me. Quando a enfermeira da clínica chegou para um pronto atendimento, já me sentia melhor e com os sinais razoavelmente recompostos. Prosseguimos com a consulta. A nutricionista finalizou suas orientações - as quais eu já não ouvia com atenção – e, além disso, sugeriu que me dirigisse ao Pronto Socorro do hospital no qual tratava do linfoma há pelo menos seis meses. Segundo ela, poderia ser alguma reação negativa à sessão de quimioterapia realizada há duas semanas.
Não segui sua orientação. Na esperança de que meu corpo reagisse sozinho aquele descontrole, sem auxílio médico e/ou medicamentoso, voltei para meu apartamento e resolvi deitar-me novamente.
Já recolhido no sofá da sala recebi um telefonema do meu amigo Murilo perguntando-me se poderia passar em casa para retirar os convites do lançamento do livro e distribuí-los para nossos colegas professores do colégio. Dissera-lhe que sim, porém o alertei que se não estivesse em casa deixaria os cinquenta convites na portaria do condomínio.
Nesse momento o termômetro já marcava 37,5º. Em menos de uma hora a temperatura do meu corpo atingira 38,2º. Não podia mais adiar, já havia passado da hora de deslocar-me para o Pronto Socorro. A orientação prévia do meu médico oncologista era bastante precisa: “com febre acima de 37,8º dirija-se imediatamente ao PS do hospital”.
Deixei os convites na portaria do prédio com o Sr. Isaac. Era meio dia quando cheguei ao hospital. Como de costume, passei pela triagem com a enfermeira e, em seguida, fui atendido pela Dra. Ana, médica plantonista. Soro, medicação, mais exames (sangue, urina, RX) e, naturalmente, muita espera e paciência.
Os resultados prontos e o diagnóstico mais indesejado. Dra. Ana foi direta e precisa: - Seu índice de neutrófilos está muito baixo, apenas 40. Com essa neutropenia precisaremos interná-lo para controlarmos a infecção e impedir que ela se alastre. Você ficará internado por pelo menos cinco dias.
Telefonei imediatamente para o Murilo. Por sorte ele ainda não havia retirado os convites na portaria. Um problema a menos. Solicitei, então, que me ajudasse a desmontar o evento de lançamento do livro. O fazedor de versos não resistira à febre.
É bem verdade que havia pensado em lançá-lo apenas no final do tratamento, em janeiro de 2012. Simbolizaria uma espécie de renascimento, de retomada do cotidiano e das coisas da vida. Porém, o bibliotecário do colégio entrou em contato comigo falando que seria perfeito se pudéssemos fazer o lançamento no dia do concurso de poesia e prosa organizado para os alunos do ensino médio. Acabei aceitando o convite e solicitei para a editora uma revisão nos prazos de entrega. A Adriana prometeu-me entregar os livros até, no máximo, o final da tarde do dia 18/11. Foi perfeito. Os prazos todos encaixados. Porém ninguém contava com o imponderável.
E a vida faz dos prazos o que bem deseja. Ela exige um eterno replanejamento e nos lembra constantemente que nem tudo acontece quando e como queremos ou desejamos. Hoje já é dia 22 de novembro. Estou nesse quarto de hospital há uma semana. Os livros não foram retirados na editora, os amigos foram desconvidados, os convites não foram entregues, os alunos devem ter lido suas poesias e crônicas, as melhores devem ter sido premiadas e eu ainda estou aqui, finalizando o controle da infecção com antibiótico intravenoso e escrevendo essa micro história.
Se tudo der certo - e a gente nunca sabe; só os “médicos sabem”; só a vida sabe; talvez só os deuses também saibam - devo retornar para casa amanhã. Repensar uma nova data e local para o lançamento e replanejar o tempo que me resta. Ainda há tempo para remontar o circo, ainda há tempo para brincar e sentir com as palavras, rir e chorar com as coisas da vida. Ainda haverá tempo de mergulhar, nem que seja uma única vez, no mar de poesias.
REALEZA
Numa bela manhã, em meio a gente doce, um homem e uma mulher soberbos gritavam pela praça pública:"Amigos, quero que ela seja minha Rainha!", "Quero ser Rainha!".
Ela ria e tremia.Ele falava aos amigos de revelação, de uma provação terminada.Eles desmaiavam um no outro.
De fato, eles foram reis por uma manhã inteira, em que tapeçarias carminadas se estenderam sobre as casas;
E a tarde inteira, em que eles avançaram do lado do jardim de palmeiras.
PROSPERIDADE - SEU DIREITO DIVINO:
* ORAR 7 DIAS NO MESMO PERÍODO: MANHÃ, TARDE OU NOITE
EU SOU um(a) filho(a) querido(a) de Deus. Deus EU SOU, Poder e Vida, me abençoa comtodas as coisas boas que eu quero realizar. O grande desejo de Deus, é que EU, parte da SuaPresença EU SOU, seja completamente FELIZ e REALIZADO, PRÓSPERO e SAUDÁVEL.Existe um oceano infinito de coisas boas disponíveis e minha mente e meu coraçãodeterminam quanto desse suprimento de coisas boas, eu sou capaz de receber. EU SOU bome tenho um valor infinito, EU SOU a exata imagem de DEUS em ação.Eu mereço todo o bem que quero manifestar em minha vida. Isto inclui todas as área de minhavida: minha saúde, minha aparência, o Amor que eu recebo, minhas habilidades, a realizaçãode cada sonho de meu coração. Eu não sou pequeno ou sem poder. EU SOU UM GRANDESER! Eu sei o que quero manifestar, e eu ouso pensar GRANDE, sonhar, criar, dar e receberde forma GRANDIOSA!Não existe nenhum bloqueio para que eu possa receber todo o bem que existe: o Universo dizapenas SIM PARA TUDO O QUE EU ACREDITO. Eu agora invoco que quaisquer crençaserradas sobre receber o que há de melhor que eu mereço na minha vida, sejam dissolvidas emAmor e Luz da minha Divina Presença EU SOU.EU AGORA RETIRO qualquer voto de pobreza que eu tenha feito nesta ou em outras vidas,quando compreendia de forma errada que o plano material e espiritual não são os mesmos. Odinheiro e o Plano material também são energias de Deus, da mesma forma que as energiasdas intenções de amor e luz em cada coração.Eu utilizo o maravilhoso poder que eu tenho e o dinheiro que eu recebo de forma sábia eamorosa. Eu me perdôo pôr qualquer uso não sábio no passado e aceito a sabedoria que euganhei dessas experiências. Eu me purifico mais e mais profundamente com o auxilio de Deus.Conforme eu aceito e espero apenas o melhor para mim, agindo de forma apropriada, tudo na
vida conspira para trazer-me o que eu desejo. Eu reconheço que uma vida plena emabundância convive em harmonia com a vida espiritual, uma vez que sou Uno com Deus.Eu também tenho e terei muito mais para dar, tanto para os que precisam, quanto para os queauxiliam a melhorar a vida no Planeta. Eu estou seguro e sou amado por receber tudo o que eudesejo. Meus pais, familiares e amigos me amam conforme eu manifesto meu poder e criominha vida da forma que escolho. A minha abundância está na minha CONSCIÊNCIA, bastaeu me abrir para recebê-la livremente.Minha abundância não pode ser retirada. Não existe perda com Deus e qualquer aparência deperda é substituída por algo ainda melhor. Todo o meu bem está aqui continuamente eabundantemente, aumentado cada vez mais, sempre. Existe muita coisa boa preparada paramim porque Deus é Abundância e tudo é Deus.Todo o bem é criado diretamente conforme minha aceitação. Eu reconheço a aparência defontes limitadas no plano físico neste momento, e conforme eu amo e me preocupo com o meuquerido Planeta eu sou sábio no uso de meus recursos. Mas eu seu que isto é temporário, queconforme eu cresço e me aproximo da minha UNIDADE com Deus, a manifestação virádiretamente do éter, retornando como um método natural de criar o que eu quero na minhavida AGORA.Eu reconheço que como não há tempo para Deus e Deus está presente em todos os lugares, aAbundância de Deus também se manifesta AGORA.Eu ignoro todas as falsas aparências de escassez e vejo apenas a Verdade da Abundânciatotal de Deus direcionada para mim agora! Eu Agradeço tudo o que eu recebo na minha vida!Eu dou boas vindas para a Verdade e para a Abundância!Eu aceito, sinto, vejo e me alegro por ser abundante! Meu coração se abre em gratidão à Deuspor tantas coisas maravilhosas.Eu permito que Deus me traga Abundância por meios esperados e inesperados. Eu convido assurpresas felizes a fazerem parte da minha vida. Eu aceito Milagres e Mistérios. Eu não maissou limitado por eventos e circunstâncias.Eu agora envio uma benção especial para todos aqueles que ainda não tem o que comer, osque não tem uma casa para morar e os que não atingiram a realização em suas vidas: eu osabençôo para que abram suas mentes e corações para a compreensão do desejo de Deuspara que vejam todas as criações no reflexo perfeito da Sua própria abundância, e a habilidadeperfeita de Deus para trazer abundância a cada forma de vida.Eu vejo um mundo onde todos tem toda a Abundância que o coração, a mente e o corpodesejam, e todos somos FELIZES, ASSIM SEJA, AMEM! AMEM! AMEM!
CUIABÁ, 24 DE ABRIL 2012
ERAM SEIS E QUINZE DA MANHA QUANDO SAI DE CASA, E O CÉU ESTAVA NUBLADO, O SOL, TEIMOSO, INSISTIA EM BRILHAR POR TRÁS DAS NUVENS, TEMPERATURA AMENA, CUIABÁ AMANHECEU COM UMA BRISA FRESCA A NOS ABRAÇAR CARINHOSAMENTE, QUASE UM ACONCHEGO, CONVIDANDO PARA ALGO QUENTE, UM CAFÉ, UM CHOCOLATE, UM CHÁ, QUEM SABE ATÉ UM POUCO MAIS DE CAMA, DEBAIXO DE UMA COBERTA, ENVOLTO EM BRAÇOS CALIENTES, BEIJOS MOLHADOS, UM CHEIRO, AR TROCADO, HUMMM...NO CARRO, FORAM QUASE 20 KM OUVINDO A MESMA MUSICA, "QUANTAS VIDAS VC TEM?" DE PAULINHO MOSCA, JÁ POSTEI POR AQUI POR ESSES DIAS, ADOREI A MUSICA, SOU ASSIM, UM POUCO MALUCO BELEZA, QUANDO GOSTO, OUÇO ATÉ ENJOAR, ATÉ FURAR O CD OU O PENDRIVE..rsrsr..JANELAS DO CARRO ABERTAS, ESCANCARADAS E O VENTO BATENDO, DESCULPE AUTORIDADES DO TRANSITO, SEI QUE É PROIBIDO, BRAÇO ESTENDIDO, FEITO ASA, CARACAS, NOSSA QUE DELICIA, SENSAÇÃO DE LIBERDADE, POR UM MOMENTO SOU UM PASSARO E AO FUNDO PAULINHO MOSCA DIZ.."Meu amor, vamos falar do passado depois, pois o futuro está esperando por nós dois.."PUTZ, É ISSO! O PRESENTE ESTAVA ALI DENTRO DO CARRO SOB CÉU NUBLADO, ONDE SOL TODO PODEROSO LUTAVA POR UMA BRECHA PARA BRILHAR, A CIDADE ACORDAVA, ENQUANTO RUAS E AVENIDAS POUCO A POUCO IAM SENDO TOMADAS POR CARROS E PESSOAS E O FUTURO, O FUTURO QUEM SABE? É AI QUE ESTÁ A MELHOR PARTE, NÃO SEI..UM MISTÉRIO A SER DESVENDADO, O BOM É QUE O AGORA ESTOU AQUI, RESPIRANDO, ESCREVENDO E COMPARTILHANDO....
Minha tia Iris tem um hábito que só há pouco tempo descobri. Todo dia pela manha ela vai até o quintal da nossa casa e sobre um tronco de um velho pé de jambo ela coloca restos de comida ou pão para os bem-te-vis que costumam visitar nosso quintal. Mas como nesses dias ela tem sentido muitas dores e não está andando direito, no sábado pela manha, acordei cedo para fazer o café e ouvi alguns passarinhos na porta da nossa cozinha gritando ...Eu, fazendo o café, nem dei muita atenção, mas, ela lá da sala falou: Já vou !! E veio andando no seu passinho lento, e eles ficaram ali olhando, até ela aparecer e colocar a comida naquele lugar combinado.
E nesta cena comum do nosso dia-a-dia eu pude enxergar lealdade,liberdade, respeito, cumplicidade, carinho, cuidado.
Acredito que liberdade não é agir desta ou daquela forma, é como nossa amiga Cecília Meireles diz, "é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que a explique e ninguém que não a entenda".
Acho que estamos precisando mesmo ouvir os bem-te.vis e aprender que mesmo livres precisamos do outro, e que liberdade é a possibilidade que temos, mesmo depois de se desapegar de tudo e sermos dono de nós mesmos, escolher sempre seguir pelo caminho do bem !!
