Textos de grandes Pensadores

Cerca de 899 textos de grandes Pensadores

Pierre-Joseph Proudhon


O Homem se fez e se faz no trabalho como disse Marx, não o Luther King Jr.

O Homem se fez e se faz no trabalho e, quando ele não detém o fruto do seu trabalho, este é furtado ou transferido ao outro e aí o gerador da riqueza se aliena. Igual padeiro que não tem pão em casa, o pedreiro que é sem teto, o boia-fria que é um sem terra, que não é de deus nem do diabo que não existem, mas do Homem, porém planta, colhe e passa fome.

Na sequência do raciocínio lógico, o dinheiro não dá em árvore, sempre alguém tomou de alguém e quem tem uma casa sobrando e vive da renda dela por aluguel, na realidade está roubando a renda do outro.

Foi Pierre-Joseph Proudhon que consagrou o chiste: "a propriedade privada é um roubo". E, foi que Karl Marx quem melhorou: "proletários do Mundo, uni-vos! Vós não tem nada a perder exceto os seus grilhões".

Inserida por samuelfortes

Leia Isso Marx

⁠Trabalhei de graça
Não achei graça
Fiz a obra toda
Mas parece uma desgraça

Atrasado o capital
Na mente o Capital
Fui à Capital

A dívida cresce, um monstro voraz
Que a alma consome, em dor atroz
Noites em claro, um tormento sem paz,
O futuro incerto, um vazio feroz

O suor vertido, em vão se esvai
A recompensa, um sonho distante
A corda aperta, a esperança se vai
E a angústia domina, num instante

Mas a força reside, em cada fibra
A resiliência, um escudo tenaz
Ergue a cabeça, não te entregues à libra
A luta continua, a vitória se faz

Inserida por samuelfortes

⁠Eureca

O poeta procurava desesperadamente, nos seus alfarrábios, o ensinamento que seria a chave para a compreensão de tudo, o ditado mágico que lhe abriria os olhos para o mundo verdadeiro, que ainda não existia. Mas era tanta coisa, coisa enganosa, erros sobre erros, que nem mesmo a sua intuição, muito desenvolvida, dava conta. Apelou para a sua bondade e tentou ouvir o seu coração, mas este estava enferrujado. O sangue era espesso e cada batida doía. Procurou usar a vontade, mas ela tinha se desgastado pelos anos de luta. Quando não havia mais solução, apelou para o nada e se lembrou que era uma criancinha, e, como tal, não tinha ansiedade, apenas queria aprender.

Inserida por IrmosVoltaire

Prestinado

O poeta sabia que estava fadado, eternamente, a cobiçar as ilusões, embora soubesse que elas nada significavam. Caminhando pelas ruas observava a beleza vazia das formas sem fim, não sendo mais que um fantoche nessa pantomima sem graça. Ainda assim ele se importava com o mundo, era essa a sua sina, não era outra a sua natureza.

Inserida por IrmosVoltaire

⁠Eternidade

Em algum lugar do universo existia um domo gigantesco onde milhões de pequenas secretárias, em máquinas de escrever, datilografavam um texto interminável, por um tempo infinito.
Continuariam escrevendo e escrevendo indefinidamente se, em um dado período, não tivesse arremetido com a sua lança, através da Porta de Cristal, o Príncipe Besourudo, criando uma brecha no tempo.
Estilhaçada a porta, houve um instante em que as minúsculas atarefadas ficaram perdidas, sem saber o seu texto, e pararam de escrever.

Inserida por IrmosVoltaire

⁠Ar Luna

A lua escura, mortiça, canhestra, refratando-se no céu gelado.
Desenhando as nuvens plúmbeas com a sua face marcada pelos cogumelos de areia. Eu queria imaginar a minha saudade pintando as nuvens mortas, auxiliado pelo disco lunar.
Antes podia sentir, no frio da noite, na nebulosidade que cobre o céu, a escuridão que vem do meu interior.

Inserida por IrmosVoltaire

⁠A raiz do mundo

No começo só havia o sono. Tudo era escuro para que não se interferisse, nem fosse interrompido o sono. Tudo era silêncio para que não se quebrasse a mágica. Não havia ninguém, para que o sono não fosse contaminado. Um dia, o sono fingiu ter chegado ao fim, mas sempre voltou, não poderia deixar de ser a razão de tudo.

Inserida por IrmosVoltaire

⁠E a noite, a Lua, virou o Sol, o dia.

Neste instante, o poeta, o guardião, varou a porta dourada e travessou o selo que separa o antes e o depois, o que era inconsciente do que era consciente, juntando tudo no agora. E a melodia do Destino soou para resgatar as almas que não existiam e fazer valer o amor esquecido. Somos senhores do mundo, mas quando criamos os seres, deixamos de ser nós.

Inserida por IrmosVoltaire

Eu sou um viajante do tempo

Uma criança solitária tem muito tempo de se investigar e muito medo da sua condição. Como eu estaria daqui a cinco anos, daqui a cinquenta anos? Provavelmente, como eu via os meus colegas de colégio, seria forte e inteligente, saberia resolver os problemas e não teria medo. Resolvi, então, me imaginar com nove anos pensando em mim, agora, com quinze anos. O novo e o velho se contemplando. Descobri que eu não era tão fraco ou burro assim e que não seria tão especial como gostaria. O tempo foi passando e eu me conectava muitas vezes comigo mesmo. Agora mesmo posso conversar com a hora da minha morte e até depois, dependendo da minha imaginação. Será que eu realmente mudei? O medo que me impeliu para frente aos nove anos não sumiu, e não será ele algo realmente positivo? Um anseio que é um motor da vida.⁠

Inserida por IrmosVoltaire

⁠Pornografia feminina

Na mansão dos Orkstip vive a loura, humilde e sonhadora Candice, a copeira, que nutre uma paixão secreta pelo herdeiro da fortuna da família, dona de uma companhia petrolífera, Jack Orkstrip. O despreocupado rapaz nem desconfia dos sentimentos de Candice e vive uma vida de luxo e futilidade. Já a sua noiva Valery Housborn morre de ódio de qualquer rival e vê na extrema beleza da empregada um perigo concreto.

Inserida por IrmosVoltaire


No fim do século 21, os sábios controlam a arte da mutação humana através da técnica da ingestão controlada de veneno, da exposição aos mais variados poluentes, da alimentação com derivados de petróleo, da irradiação às ondas eletromagnéticas letais e a alienação neuroabobalhante fomentada pelos centros de desinformação tumorais criados pelo poder econômico da ganância e pobreza de espírito.

Inserida por IrmosVoltaire


Observar e sentir

Eu sou louco, confio em mim
Não uso um marcador às páginas
E o meu relógio parou
Os sinos da igreja me chamam mas eu já a conheço inteira
Os seus traços e o seu canto
Caminho por sobre Deus e engulo a sua veste: pitangas!
Vivi muitos anos tentando entender, e entendi:
Não há nada a entender.

Inserida por IrmosVoltaire

⁠O conto do nada

O poeta se dedicava a contar histórias, contar para si mesmo. Histórias sobre coisas que não existiam, que ele inventava na hora. É fantástico, criar o mundo como quem joga xadrez consigo próprio. As histórias são piadas alegres ou tristes, grosseiramente desenhadas. Histórias de espionagem, cheias de riscos e suspense. Todas têm brilho, para satisfazerem o bom contista. Na minha história ninguém morre, os mortos ressuscitam e o final é feliz. Não há chefes, nem ninguém superior ou inferior, nem existe começo ou fim, porque a liberdade o exige.
O personagem sofre com tentações e obstáculos na sua corrida para casa a fim de escrever a história, antes que ela desapareça da sua mente.

Inserida por IrmosVoltaire


Um pouco de inteligência

Me chamam de idiota. Se com isso querem dizer que eu tenho pouca inteligência, têm toda a razão. A inteligência que eu tenho são uns poucos truques que aprendi agora. É por isso que eu sempre improviso. Improvisar é dar uma resposta sem usar o conhecimento ou o acúmulo de experiências. É responder à Inteligência. É pular num abismo sem paraquedas ou quaisquer garantias.

Inserida por IrmosVoltaire

⁠Escuridão

Se este mundo já existiu a algum dia, agora não existe mais nada. Pelas ruas cheias de poeira e detritos, abandonadas, vagam os espectros, no seu eterno ir e vir, carregando os seus acessórios imaginários, a sua personalidade, agora inútil. As árvores me fitam na escuridão com os seus olhinhos de musgo. Vou caminhando entre os fantasmas, sem saber se estou morto também, se não sou mais uma sombra que procura permanecer quando a muito não temos luz. Por que a Terra desapareceu e deixou esse gemido que ecoa ainda, ainda? Por que eu dormi e deixei que a vida fosse embora, mesmo antes de estar desperto e nada aproveitei do vinho da felicidade? Por que eu morri na praia, e por que lamentar?
A eternidade já passou e nós nem notamos!

Inserida por IrmosVoltaire

A coragem não é a ausência do medo, mas sim o controle sobre ele.

Você nunca fará nada neste mundo sem coragem. Ela é a maior qualidade da mente ao lado da honra.

A coragem é a primeira das qualidades humanas porque é a qualidade que garante todas as outras.

"Os homens corajosos agem por honra.

Entre os titãs do idealismo alemão, constituído pela tríade Fichte, Hegel e Schelling, é sem dúvida este último que atualmente monopoliza a atenção do mundo culto, alternando-se os pronunciamentos sobre a importância decisiva de sua obra, não só parte dos filósofos propriamente ditos, como também por parte dos etnólogos e historiadores da religião.

Vicente Ferreira da Silva
A Transcendência do Mundo. São Paulo: É Realizações, 2010.
Inserida por frases123

Quem vive no tumulto dos negócios ou dos prazeres sem ruminar o seu passado, só desnovelando a própria vida, perde a clareza de consciência. Sua mente torna-se um caos, e em seus pensamentos penetra uma certa confusão, testemunhada por uma conversação abrupta, fragmentária e, por assim dizer, picotada. Tal condição será tanto mais pronunciada quanto maior for a intranquilidade exterior e a quantidade das impressões, e menor a atividade interna do espírito.

Para viver com perfeita clareza de consciência e extrair da própria experiência toda instrução nela contida, é necessário pensar muito no passado e recapitular oque se vivenciou, fez, experimentou e, ao mesmo tempo, sentiu, e comparar o juízo de outrora com o atual, os projetos e as aspirações com o sucesso e a satisfação deles resultantes. É a repetição das aulas particulares que a experiência deu a cada um. Nossa experiência pessoal também pode ser vista como um texto, do qual reflexão e o conhecimento são o comentário.
Muita reflexão e conhecimento acompanhados de pouca experiência assemelham-se àquelas edições cujas páginas apresentam duas linhas de texto e quarenta de comentário. Muita experiência acompanhada de pouca reflexão e escasso conhecimento assemelha-se àquelas edições bipontinas, sem notas, que deixam muitas coisas incompreensíveis.
A regra de Pitágoras, de que toda noite, antes de dormir, devemos passar em revista o que fizemos durante o dia, está de acordo com a recomendação aqui dada.
Deve-se observar aqui que, após longo tempo e depois de terem desaparecido as relações e os ambientes que atuaram sobre nós, não conseguimos evocar nem renovar a disposição e a sensação outrora provocadas por eles; todavia, podemos muito bem recordar-nos das manifestações provocadas por eles na ocasião. Estas são seu resultado, sua expressão e sua medida. Desse modo, a memória ou o papel deveriam conservar cuidadosamente os momentos importantes da vida. Para tal fim, os diários são bastante úteis.

Arthur Schopenhauer
Schopenhauer - Bastar a si Mesmo

Parecemo-nos com carneiros a brincar na relva, enquanto o açougueiro, com os olhos, está a ESCOLHER alguns entre eles; pois nestes bons tempos não sabemos que INFELICIDADE precisamente AGORA o destino está nos preparando: doença, perseguição, empobrecimento, mutilação, cegueira, loucura, MORTE, etc
... por toda parte o homem encontra OPOSIÇÃO, vive continuamente em luta, e morre segurando suas ARMAS.

A Qualidade de Ensino e Aprendizado

Quando observamos a quantidade e a variedade dos estabelecimentos de ensino e de aprendizado, assim como o grande número de alunos e professores, é possível acreditar que a espécie humana dá muita importância à instrução e à verdade. Entretanto, nesse caso, as aparências também enganam. Os professores ensinam para ganhar dinheiro e não se esforçam pela sabedoria, mas pelo crédito que ganham dando a impressão de possuí-la. E os alunos não aprendem para ganhar conhecimento e se instruir, mas para poder tagarelar e para ganhar ares de importantes. A cada trinta anos, desponta no mundo uma nova geração, pessoas que não sabem nada e agora devoram os resultados do saber humano acumulado durante milênios, de modo sumário e apressado, depois querem ser mais espertas do que todo o passado. É com esse objetivo que tal geração frequenta a universidade e se aferra aos livros, sempre aos mais recentes, os de sua época e próprios para sua idade. Só o que é breve e novo! Assim como é nova a geração, que logo passa a emitir seus juízos.— Quanto aos estudos feitos simplesmente para ganhar o pão de cada dia, nem os levei em conta.

'IN' A ARTE DE ESCREVER