Textos de grandes Pensadores

Cerca de 899 textos de grandes Pensadores

Tributo a Karl Marx:
A religião é uma consciência invertida do mundo.
É a lente invertida da realidade social.
A religião é o protesto contra a miséria real. É o suspiro do oprimido.
A supressão da religião como felicidade ilusória do povo é a exigência da sua felicidade real.
A exigência de que abandonem as ilusões acerca de uma condição, é a exigência que abandonem uma condição que necessita de ilusões.
O fenômeno da expansão das religiões é essencialmente um sintoma de uma problema estrutural das sociedades. A religião é o ópio do povo, mas também é o índice do sofrimento do ser humano, das minorias. Ela é um produto histórico, sintoma do capitalismo, como outra manifestação religiosa antes foi do feudalismo, e antes do escravismo, e por todo tempo, representando o sofrimento dos nossos tempos. Em vez de nos libertar, nos aprisiona.⁠

Inserida por xALVESFELIPE

Pierre-Joseph Proudhon


O Homem se fez e se faz no trabalho como disse Marx, não o Luther King Jr.

O Homem se fez e se faz no trabalho e, quando ele não detém o fruto do seu trabalho, este é furtado ou transferido ao outro e aí o gerador da riqueza se aliena. Igual padeiro que não tem pão em casa, o pedreiro que é sem teto, o boia-fria que é um sem terra, que não é de deus nem do diabo que não existem, mas do Homem, porém planta, colhe e passa fome.

Na sequência do raciocínio lógico, o dinheiro não dá em árvore, sempre alguém tomou de alguém e quem tem uma casa sobrando e vive da renda dela por aluguel, na realidade está roubando a renda do outro.

Foi Pierre-Joseph Proudhon que consagrou o chiste: "a propriedade privada é um roubo". E, foi que Karl Marx quem melhorou: "proletários do Mundo, uni-vos! Vós não tem nada a perder exceto os seus grilhões".

Inserida por samuelfortes

Leia Isso Marx

⁠Trabalhei de graça
Não achei graça
Fiz a obra toda
Mas parece uma desgraça

Atrasado o capital
Na mente o Capital
Fui à Capital

A dívida cresce, um monstro voraz
Que a alma consome, em dor atroz
Noites em claro, um tormento sem paz,
O futuro incerto, um vazio feroz

O suor vertido, em vão se esvai
A recompensa, um sonho distante
A corda aperta, a esperança se vai
E a angústia domina, num instante

Mas a força reside, em cada fibra
A resiliência, um escudo tenaz
Ergue a cabeça, não te entregues à libra
A luta continua, a vitória se faz

Inserida por samuelfortes

⁠Eureca

O poeta procurava desesperadamente, nos seus alfarrábios, o ensinamento que seria a chave para a compreensão de tudo, o ditado mágico que lhe abriria os olhos para o mundo verdadeiro, que ainda não existia. Mas era tanta coisa, coisa enganosa, erros sobre erros, que nem mesmo a sua intuição, muito desenvolvida, dava conta. Apelou para a sua bondade e tentou ouvir o seu coração, mas este estava enferrujado. O sangue era espesso e cada batida doía. Procurou usar a vontade, mas ela tinha se desgastado pelos anos de luta. Quando não havia mais solução, apelou para o nada e se lembrou que era uma criancinha, e, como tal, não tinha ansiedade, apenas queria aprender.

Inserida por IrmosVoltaire

Prestinado

O poeta sabia que estava fadado, eternamente, a cobiçar as ilusões, embora soubesse que elas nada significavam. Caminhando pelas ruas observava a beleza vazia das formas sem fim, não sendo mais que um fantoche nessa pantomima sem graça. Ainda assim ele se importava com o mundo, era essa a sua sina, não era outra a sua natureza.

Inserida por IrmosVoltaire

⁠Eternidade

Em algum lugar do universo existia um domo gigantesco onde milhões de pequenas secretárias, em máquinas de escrever, datilografavam um texto interminável, por um tempo infinito.
Continuariam escrevendo e escrevendo indefinidamente se, em um dado período, não tivesse arremetido com a sua lança, através da Porta de Cristal, o Príncipe Besourudo, criando uma brecha no tempo.
Estilhaçada a porta, houve um instante em que as minúsculas atarefadas ficaram perdidas, sem saber o seu texto, e pararam de escrever.

Inserida por IrmosVoltaire

⁠Ar Luna

A lua escura, mortiça, canhestra, refratando-se no céu gelado.
Desenhando as nuvens plúmbeas com a sua face marcada pelos cogumelos de areia. Eu queria imaginar a minha saudade pintando as nuvens mortas, auxiliado pelo disco lunar.
Antes podia sentir, no frio da noite, na nebulosidade que cobre o céu, a escuridão que vem do meu interior.

Inserida por IrmosVoltaire

⁠A raiz do mundo

No começo só havia o sono. Tudo era escuro para que não se interferisse, nem fosse interrompido o sono. Tudo era silêncio para que não se quebrasse a mágica. Não havia ninguém, para que o sono não fosse contaminado. Um dia, o sono fingiu ter chegado ao fim, mas sempre voltou, não poderia deixar de ser a razão de tudo.

Inserida por IrmosVoltaire

⁠E a noite, a Lua, virou o Sol, o dia.

Neste instante, o poeta, o guardião, varou a porta dourada e travessou o selo que separa o antes e o depois, o que era inconsciente do que era consciente, juntando tudo no agora. E a melodia do Destino soou para resgatar as almas que não existiam e fazer valer o amor esquecido. Somos senhores do mundo, mas quando criamos os seres, deixamos de ser nós.

Inserida por IrmosVoltaire

Eu sou um viajante do tempo

Uma criança solitária tem muito tempo de se investigar e muito medo da sua condição. Como eu estaria daqui a cinco anos, daqui a cinquenta anos? Provavelmente, como eu via os meus colegas de colégio, seria forte e inteligente, saberia resolver os problemas e não teria medo. Resolvi, então, me imaginar com nove anos pensando em mim, agora, com quinze anos. O novo e o velho se contemplando. Descobri que eu não era tão fraco ou burro assim e que não seria tão especial como gostaria. O tempo foi passando e eu me conectava muitas vezes comigo mesmo. Agora mesmo posso conversar com a hora da minha morte e até depois, dependendo da minha imaginação. Será que eu realmente mudei? O medo que me impeliu para frente aos nove anos não sumiu, e não será ele algo realmente positivo? Um anseio que é um motor da vida.⁠

Inserida por IrmosVoltaire

⁠Pornografia feminina

Na mansão dos Orkstip vive a loura, humilde e sonhadora Candice, a copeira, que nutre uma paixão secreta pelo herdeiro da fortuna da família, dona de uma companhia petrolífera, Jack Orkstrip. O despreocupado rapaz nem desconfia dos sentimentos de Candice e vive uma vida de luxo e futilidade. Já a sua noiva Valery Housborn morre de ódio de qualquer rival e vê na extrema beleza da empregada um perigo concreto.

Inserida por IrmosVoltaire


No fim do século 21, os sábios controlam a arte da mutação humana através da técnica da ingestão controlada de veneno, da exposição aos mais variados poluentes, da alimentação com derivados de petróleo, da irradiação às ondas eletromagnéticas letais e a alienação neuroabobalhante fomentada pelos centros de desinformação tumorais criados pelo poder econômico da ganância e pobreza de espírito.

Inserida por IrmosVoltaire


Observar e sentir

Eu sou louco, confio em mim
Não uso um marcador às páginas
E o meu relógio parou
Os sinos da igreja me chamam mas eu já a conheço inteira
Os seus traços e o seu canto
Caminho por sobre Deus e engulo a sua veste: pitangas!
Vivi muitos anos tentando entender, e entendi:
Não há nada a entender.

Inserida por IrmosVoltaire

⁠O conto do nada

O poeta se dedicava a contar histórias, contar para si mesmo. Histórias sobre coisas que não existiam, que ele inventava na hora. É fantástico, criar o mundo como quem joga xadrez consigo próprio. As histórias são piadas alegres ou tristes, grosseiramente desenhadas. Histórias de espionagem, cheias de riscos e suspense. Todas têm brilho, para satisfazerem o bom contista. Na minha história ninguém morre, os mortos ressuscitam e o final é feliz. Não há chefes, nem ninguém superior ou inferior, nem existe começo ou fim, porque a liberdade o exige.
O personagem sofre com tentações e obstáculos na sua corrida para casa a fim de escrever a história, antes que ela desapareça da sua mente.

Inserida por IrmosVoltaire


Um pouco de inteligência

Me chamam de idiota. Se com isso querem dizer que eu tenho pouca inteligência, têm toda a razão. A inteligência que eu tenho são uns poucos truques que aprendi agora. É por isso que eu sempre improviso. Improvisar é dar uma resposta sem usar o conhecimento ou o acúmulo de experiências. É responder à Inteligência. É pular num abismo sem paraquedas ou quaisquer garantias.

Inserida por IrmosVoltaire

⁠Escuridão

Se este mundo já existiu a algum dia, agora não existe mais nada. Pelas ruas cheias de poeira e detritos, abandonadas, vagam os espectros, no seu eterno ir e vir, carregando os seus acessórios imaginários, a sua personalidade, agora inútil. As árvores me fitam na escuridão com os seus olhinhos de musgo. Vou caminhando entre os fantasmas, sem saber se estou morto também, se não sou mais uma sombra que procura permanecer quando a muito não temos luz. Por que a Terra desapareceu e deixou esse gemido que ecoa ainda, ainda? Por que eu dormi e deixei que a vida fosse embora, mesmo antes de estar desperto e nada aproveitei do vinho da felicidade? Por que eu morri na praia, e por que lamentar?
A eternidade já passou e nós nem notamos!

Inserida por IrmosVoltaire

A coragem não é a ausência do medo, mas sim o controle sobre ele.

Você nunca fará nada neste mundo sem coragem. Ela é a maior qualidade da mente ao lado da honra.

A coragem é a primeira das qualidades humanas porque é a qualidade que garante todas as outras.

"Os homens corajosos agem por honra.

O DEUS DE EINSTEIN

Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. —Salmo 19:1

Quando perguntaram ao grande físico Albert Einstein se acreditava em Deus, ele respondeu: “Estamos na posição de uma criancinha que entra numa grande biblioteca cheia de livros em vários idiomas. A criança sabe que alguém deve ter escrito aqueles livros, mas não sabe como. Essa, parece ser a atitude até mesmo dos seres humanos mais inteligentes em relação a Deus. Vemos o universo organizado de forma maravilhosa e obedecendo a certas leis, mas compreendemos estas leis apenas vagamente.” Apesar de Einstein ficar maravilhado com a natureza, ele não acreditava num Criador pessoal.
O salmista compartilhava o senso de admiração de Einstein pela natureza, mas ele deu o próximo passo e acreditou no Criador de toda a obra: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos (Salmo 19:1).
A admiração que sentimos enquanto observamos nosso universo deve servir como indicação que aponta para Deus que o criou. As Escrituras nos dizem: “Todas as cousas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (João 1:3).
Você está lutando com as suas crenças? Olhe para as estrelas à noite. O espaço celeste é uma maravilhosa obra de arte que aponta para o Criador de toda a criação. —HDF

As obras da criação dignificam o Deus Criador. Dennis Fisher

Inserida por pao_diario

ABELHAS
por Anderson Araújo

“Einstein na sua época refletia sobre a extinção das Abelhas... mas... nós Homens... não somos capazes de aprender com um Tutor ou “Visionário”. Preferimos buscar aprender com a dor, o arrependimento e até... entrar em desespero quando o momento derradeiro se apresenta... do que assumir que exista uma mente privilegiada recebendo uma MSG que a nossa própria evolução ainda não seja capaz”.

Pensem nisso 🙏

Prof. Anderson Araújo

Inserida por ProfAndersonAraujo

Energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado, E=mc². Consagrou-se Albert Einstein na história da humanidade por meio dessa simples mas retumbante descrição matemática do que há de intrínseco ao cosmo.
Partindo-se dessa equação que rege o campo da energia, englobando as leis do eletromagnetismo e da conservação da massa, respectivamente de autoria de Michael Faraday e Antoine Lavoisier, passo a discorrer sobre os desdobramentos de um artigo outrora publicado por mim e que abordava a geração individualizada de energia elétrica.
A energia solar é massa, como tal pode ser transformada em energia elétrica em igual quantidade de matéria, portanto, o Sol é uma reserva energética astronomicamente colossal, algo como uma bateria absurdamente carregada, mas que nos concede a cada dia apenas uma cota, aliás imensa, de energia, a qual já é transformada na natureza e se expressa nas formas de vegetais, que são biomassa, servem de alimento aos demais integrantes de uma cadeia alimentar e, por consequência, propiciam os ciclos das matérias. Em outras palavras, a luz solar, por induzir a fotossíntese, manifesta-se a nós metamorfoseada por clorofilas, propicia energia térmica, síntese da vitamina D por intermédio da nossa pele, enfim, a energia do astro rei é uma mantenedora da vida do planeta Terra.
Após a singela apresentação de algumas das facetas da aplicação prática da célebre equação de Einstein, trago-a ao contexto da matriz energética brasileira, que tem sua base assentada sobre a larga utilização da água para gerar energia elétrica, ou seja, a água convertida em força mecânica que aciona turbinas e, pelo trabalho exercido, a transforma em energia elétrica. As usinas termoelétricas transformam os altamente poluentes carvões em energia elétrica, já as usinas nucleares de Angra o fazem utilizando energia atômica...
Pondero, diante de calamitosa escassez de água para consumo da população brasileira, em especial daqueles cidadãos dependentes do sistema Cantareira de abastecimento, por que não se pensar em investir no futuro sustentável no sentido da migração da matriz energética por hidrelétricas para o uso de sistemas fotovoltaicos, tal como fez a Alemanha, ao desativar usinas nucleares concomitantemente aos pesados investimentos em instalação de geradores fotovoltaicos, tornando-se o maior produtor mundial de eletricidade por tal matriz? Como se sabe, a configuração geográfica alemã é restritiva no tocante à recepção de luz solar em seu território, todavia, a aproveita com tecnologia, empreendorismo, consciência cidadã, eficiência e visão política harmônica com os anseios da população para construir um futuro mais sustentável com ações concretas no presente.
Ora, o Brasil, com elevadíssima taxa de luminosidade projetada sobre seu espaço geográfico, sem termo de comparação com a Alemanha, pode e deve aproveitar esse recurso natural por demais preponderante para o futuro do fornecimento de energia elétrica, com repercussão na menor dependência do uso de água para tal finalidade, exaurindo menos os ecossistemas e revertendo a mesma água para consumo da população. Não posso deixar de abrir um parêntese para mencionar o portentoso e gigantesco manancial Aquífero Guarani, que carece de zelo e resguardo, em especial nos seus afloramentos, para que não sejam poluídos e inviabilizem a água alocada na área subterrânea, mas, sobretudo, o escopo está no seu uso racional, mais ainda em períodos de calamidade pública por desabastecimento em determinadas cidades. Essa reserva estratégica, concedida pela natureza, requer o imperativo moral da conservação e do efetivo uso equacionado. Em um projeto intitulado Refluxo Migratório, idealizado por mim em 2002, já mencionava o referido e precioso aquífero como reserva estratégica. O paradigma climático global está mudando dramaticamente, mas, por outro lado, enxergo futuristicamente que os empreendedores visionários se dedicarão a dois negócios que os tornará prósperos: produção de água e de energia elétrica. Sim, isso mesmo, produção de água em escala industrial, mas atuando na natureza também. Água potável valerá ouro!
Retomando a equação de Einstein, luz solar e água são preciosas mantenedoras da vida no nosso planeta, a água em seu ciclo tem vasta presença nos organismos e biomas, já a luz solar é tão importante quanto, visto que se transforma sob as leis de conservação de massa, estando presente em toda forma de vida, direta ou indiretamente.
Posto isso, em comparativo por escala de magnitude, considando-se a redução progressiva de cada recurso e as projeções em linguagem científica no paradigma atual, posso afirmar que as reservas de água doce potável estão sendo reduzidas ano após ano, já a energia abarcada pelo sol levará milhões de anos para sofrer uma significativa diminuição. Pois bem, se carvão mineral, petróleo, água doce potável e energia solar têm se exaurido em ritmos peculiares, está mais do que evidente que de todas a energia solar é a que se expressa mais longeva... além de suas reservas demandarem algarismos astronômicos para serem aferidas, tal a desproporcionalidade das magnitudes.
Outra questão é a gratuidade com que o sol resplandece no céu brasileiro, em sua majestosa potência e com generosa abundância. Ora, os recursos renováveis, via de regra, são o mote da sustentabilidade preconizada pelos ambientalistas e demais engajados nesse idealismo, então, constata-se que em um futuro de veículos não poluentes, vão se requerer eletricidade e infraestrutura para a implantação e difusão dos meios de transporte efetivamente ecológicos, inclusive defendo a ideia de os carros serem abastecidos nas casas, evitando-se as perdas nas extensas linhas de transmissão, pois leis da física asseguram que há dissipação elétrica proporcionalmente ao comprimento dessas linhas, portanto, tais residências contariam com equipamentos fotovoltaicos e soluções arquitetônicas para otimização da energia produzida localmente, além de dispositivos de captação da água da chuva para reuso, estruturas que aproveitem a luminosidade natural e materiais de construção recicláveis. Nas universidades há verdadeiros gênios, e outra quantidade de brilhantes mentes que se dispõem a contribuir com suas ideias e dedicações em favor do universo acadêmico, repercutindo na sociedade de formas poderosas se lhes forem aproveitadas amplamente as aptidões e produções acadêmicas. Os projetos e as soluções existem e existirão se as universidades de ponta forem cada vez mais requisitadas a apresentarem seus prestigiosos frutos à sociedade.
O "jeitinho" brasileiro pode ser substituído pelo "estudinho" brasileiro, na ideologia e na praxis cidadã, pois criatividade sem idoneidade é perniciosa... E o povo tem padecido, se autovitimado e ainda masoquistamente sido conduzido por estruturas de poder criativas nos projetos de lesa-pátria...

Augusto Matos

Inserida por autoraugustomatos