Textos de Ausência

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Meus amigos têm reclamado da minha frieza, da minha ausência nos lugares e, principalmente, da minha falta de interesse nas coisas. E digo até que eles estão com razão. Ando sem paciência, sem vontade mesmo, e dei pra ignorar o que não deveria ser ignorado com bastante facilidade. Tenho vivido uma vida toda para dentro, às vezes nem percebo. Há semanas não vejo graça em mais nada. Tudo perdeu a cor e está inebriado.

Uma vez me falaram que com o tempo a gente vai se acostumando com ausência de pessoas que se foram. Que com os dias, com o que vamos ocupando a mente e o coração, novas pessoas, velhas pessoas, novos hábitos, novos desafios, tudo vai se arrumando. Pode até ser que seja assim, muito fácil, quando imaginamos que deva ser assim. Mas o que eu posso dizer é que a bagunça que fica demora a se arrumar. E a realidade é um medo de tentar ter algo parecido por mais que, em algum momento, a vida se encaixe. E o que eu sei, com tudo isso, é que o amor é um sentimento infinito. Mesmo nas trapalhadas do dia a dia, das tentativas frustradas, dos dias que esperamos por algo melhor, por algo que preencha, é o que guardamos ileso, no fundo, para aqueles que realmente souberam cultivar. Estejam onde estiver.

Todo apaixonado é meio bizarro. A outra metade é só ausência de lucidez, tenho quase certeza. Apaixonados, esqueceremos a fome, o sono, as horas do mundo. Desmentiremos a agenda lotada. Moveremos aqueles compromissos marcados cautelosa e antecipadamente. Reagendaremos as missões mais impossíveis em nome da paixão, enquanto até mesmo todo o tempo ocioso já terá dono, o pensamento no outro.

"Prosperidade não é riqueza. Riqueza é ter muito dinheiro e patrimônio. Prosperidade é ausência de necessidade; não no sentido pleno, mas no sentido de ter tudo o que se precisa para viver bem - saúde (física, mental e espiritual), recursos materiais e alimento - e ter contentamento com isso. Há muitos ricos que não são prósperos e muitos prósperos que não são ricos".

Minha oração hoje vai para @s órf@os. Que diariamente sofrem a ausência. Oro por mães que perderam seus filhos e por filhos que apesar de adultos, sentem essa constante ausência. Por mães que não têm condições financeiras para criar mais um. Por mulheres estéreis que dariam tudo para ser mãe. Por mães que apesar da dificuldade, tiram da boca para dar aos filhos. Por mães solteiras e todas as guerreiras que sozinhas são responsáveis por seus filhos... Por aquelas que só recebem carinho dos filhos uma vez por ano. Que haja consolo vindo de várias partes. Anjos em forma de amigos trazendo abraços... Oro para que não somente neste dia, mas sempre... suas vidas se encham de carinho e afeto para amenizar suas dores onde quer que estejam...

Coragem não é a ausência de medo, mas a decisão de seguir em frente mesmo com ele. Não é sobre não se abalar, mas sobre se levantar cada vez que a vida tenta nos derrubar. A coragem está no simples ato de tentar, de arriscar, de fazer o que parece impossível. Porque, no final, são os nossos pequenos gestos de coragem que nos transformam em gigantes.

Estava tudo combinado — na ausência dos meus sonhos perdidos, naquela noite de insônia e pesadelos — para que eu te esquecesse. Parecia feitiço, magia sombria, bruxaria invocando o esquecimento. Acordei sem noção do tempo, sem lembrança de você — da mulher que um dia iluminou minha alegria. Acordei vazio. Acordei sem você...

A ausência tua é uma tormenta que rouba minha paz, um vazio que só teus gestos e palavras doces conseguem preencher. Quero estar contigo para celebrar a vida, dividir sonhos e construir uma felicidade feita de cumplicidade e paixão. Cada instante contigo é um presente que me enche de vida e esperança...

"Que a ausência se faça presença, abundância, riso e felicidade ...porque afinal tudo depende do sonho. Quem sonha tem um dia a mais no horizonte - e no horizonte que for sonhado sucedem-se os dias todos cheios de azáfamas de prazer ...porque viver sempre foi uma aventura umas vezes prazerosa outras não. Tudo depende como se sonha. Tudo depende do sonhador!"

Extraia o mal; veja o que sobra de Deus. Se o mal for visto como a 'ausência' de Deus e você o remove, o que sobra é a Plenitude. No entanto, para a consciência humana, a plenitude absoluta sem contraste é indistinguível do 'Nada'. Sem o mal para servir de contraponto, a 'bondade' de Deus deixaria de ser uma escolha ou um atributo moral e passaria a ser apenas a Existência Crua. Sobra o Ser puro, sem adjetivos.

O descanso não é a ausência de trabalho, mas a presença de si mesmo. Quem pede permissão ao mundo para parar revela que ainda é escravo da utilidade alheia. A verdadeira soberania consiste em saber fechar os olhos no meio do mercado e declarar que a sua paz vale mais do que qualquer urgência fabricada.

O silêncio que você busca não é a ausência de som ou pensamento, mas a ausência de conflito interno com o que está acontecendo. É um silêncio que coexiste com o movimento da vida, que não depende de condições ideais. Quando isso é compreendido, a prática deixa de ser um esforço pontual e se torna um estado disponível em qualquer circunstância.

O fato é que na vida haverá pessoas que na ausência delas você sentirá falta e desejo de estar pertinho, já outras você sentirá um tremendo alívio e pura felicidade da ausência delas! Por isso que temos que ter muito cuidado nos relacionamentos em geral, pois uma dessas pessoas certamente nos tornaremos também, para elas!

"A perfeição não está na ausência de falhas, mas na solidez da estrutura que você mantém de pé enquanto o mundo ao redor desaba; é entender que cada cicatriz é um reforço no alicerce e que a verdadeira maestria consiste em converter a pressão da realidade no diamante bruto da sua própria identidade, sem nunca permitir que a mão do destino escreva uma linha que não tenha sido ditada pela sua própria coragem."

A vida é uma constante oscilação entre o prazer e o sofrimento, sendo o prazer apenas a ausência temporária do sofrimento. A tristeza, portanto, não é um estado excepcional, mas sim a condição normal da existência, segundo Schopenhauer. Desde de a infância somos orientados a “engolir” o choro, na vida adulta mascaramos ele com remédios, vícios em drogas, jogos ou alcoolismo e também com a religião. Todos os dias vestimos máscaras sociais que nos impedem de sentirmos a angústia de forma reflexiva. Somos projetados na felicidade alheia, sem ter tempo de saber qual a nossa de verdade, e nisso vamos conquistando coisas, pessoas e lugares que não se encaixam no nosso mundo. Como poder ter um momento melancólico existencial sem ser chamado depressivo, estranho ou “carente”? A solidão é a dádiva dos pensantes, um universo de possibilidades. Se você vive em um mundo de aceitação total das coisas, não consegue observar verdadeiramente a vida. Essa contemplação começa dentro de si, no momento de estar em paz consigo mesmo.

"Só percebemos a grandeza dos dias felizes quando a ausência deles nos ensina o peso da saudade. A felicidade, muitas vezes, passa silenciosa, sem alarde, disfarçada de rotina e somente depois, quando chegam os dias difíceis, compreendemos que havia luz onde antes víamos apenas normalidade. Por isso, a sabedoria está em reconhecer a beleza do presente antes que ele se transforme apenas em lembrança."

A ausência de resposta imediata também te ensina a não depender de confirmação o tempo todo. Porque, se toda decisão precisasse de um sinal claro, você nunca desenvolveria discernimento. Em algum momento, você precisa caminhar com o que já sabe, com o que já entendeu, mesmo que não tenha uma nova validação.

Não tenho, e justamente por não ter é que desejo... É a falta que me move, é a ausência que me consome e dá forma ao meu querer. Se eu tivesse, talvez o amor adormecesse na segurança da posse; mas é no vazio que ele se acende, como chama teimosa em meio à noite. Amar, para mim, é isso: sentir a ferida aberta da falta e, ainda assim, agradecer por ela, porque é dela que brota o fogo do meu desejo.

No fundo, compreendo que ela sempre será o meu contraponto e o meu paradoxo: ausência que me dói e, ao mesmo tempo, me fortalece; distância que me fere, mas que me reinventa. Cada passo que dou carrega a marca de sua falta, transformada em impulso para ser maior do que a dor e mais forte do que a saudade. E é por isso que, no íntimo da minha existência, ela permanece como um espelho invertido: não está, mas me mostra quem sou; não volta, mas me faz seguir adiante.

A falta dela não foi só ausência... foi erosão. Um pouco de mim ficou em cada lembrança, em cada silêncio que se alongou demais. E hoje, quando tento me reconhecer, encontro espaços vazios onde antes havia sentido. Talvez o que mais doa não seja o que ela levou… mas o quanto eu precisei mudar para continuar existindo sem ela.