Textos de Angústia
Meu amor, será que você deseja compreender
A angústia muda da minha solidão?
Não responda, por favor, se é só pra fugir,
Se você não entende, como pode estar comigo aqui?
Eu parei tudo pra tentar te mostrar
O caos que grita por dentro do meu peito
Mas você olha e não enxerga
Escuta, mas não sente
E eu me perco nesse esforço sem efeito.
Você chama de exagero
O que em mim é sobrevivência
Enquanto eu sangro em silêncio
Você chama isso de ausência.
Estou refletindo a tua incompreensão
Ela dói mais que a distância, mais que a negação
Não é falta de amor, é falta de visão
Você não me vê, e isso quebra o coração.
Expliquei com palavras simples
Desenhei com atitudes reais
Mas quem não quer entender
Nunca entende, nunca vai.
Cansei de traduzir sentimento
Pra quem não quer aprender a sentir
Meu cansaço não é fraqueza
É o limite de insistir.
Estou refletindo a tua incompreensão
Ela pesa, machuca, vira prisão
Amar sozinho é contradição
É gritar por dentro e receber indiferença em vão.
Talvez um dia você entenda
Quando a ausência fizer barulho
Que não era drama, nem carência
Era um pedido de cuidado, simples e puro.
Se tu sabes, dizei-me
Inexplicável angústia sinto. Sucintas são minhas semanas, mas duradouro é meu sofrimento.
Me pergunto como será meu túmulo: haverá rosas ou violetas? Estarei morta e esquecida... Para quem são as flores? Para o vivo ou para o morto?
Tão serena é a sepultura, mas tão inescrupuloso é o processo do verme que, carcereiro da minha carne, faz dela sobras. E isto, quem vê? As flores enfeitam e ocultam a verdadeira face da morte.
Entretanto, apesar da cética visão, devo acreditar que também na morte amor há. Pois, o que me sobrará se até minhas emoções e esperanças a terra ébria levar?
Quando foi, realmente, que começou? Ou quando acabou? Quando nasceu o meu atual "eu"? Sinto-me perdida em terras desconhecidas; sou soberana do nada e, pior: infeliz e assustada.
-Lana Levitskaya
A angústia se instala no peito,
Um peso que sufoca, que aperta,
Uma névoa densa que cobre o horizonte
E a alma se perde na solidão.
A depressão, vil companheira,
Sombria e implacável em sua dança,
Cinzas que se acumulam no coração
E diluem as cores da realidade.
Mas em meio à escuridão que domina,
Há uma chama tímida, uma centelha,
A esperança que persiste, que insiste,
Guiando para a luz no fim do túnel.
As lágrimas sempre farão parte de nossa vida, sejam lágrimas de alegria ou de tristezas, angústia ou decepção; por ver um filho ao nascer ou o mesmo a morrer. Sempre nós homens seremos perseguidos por um terrível ditado popular “homem que é homem não chora”. Acho que na verdade os homens mais fortes são os que realmente choram, sem medo de dizer o que está passando, ou o que passou.
Os verdadeiros Homens são os que derramam suas lágrimas sem medo de dizer o motivo, não têm vergonha de chegar para você e dizer que errou; que “pisou na bola” e está precisando de ajuda. São homens que derramam suas lágrimas, mas que se comovem ao ver seu próximo derramá-las, e tenta de todas as formas enxugá-las. Os verdadeiros homens, são os que enxugam suas lágrimas sem perguntar o porquê que você as derrama, estarão primeiramente mais preocupados em enxugá-las, e depois o motivo pela qual você as derrama...
O medo da morte
Antes a morte não me causava angústia, não ligava pra quando muito menos de qual maneira.
Depois que você apareceu na minha vida, que eu tomei conhecimento de que nesse mundo tu estás..
Agora a morte me causa angústia, medo de viver pouco e talvez não aproveitar algo nesse mundo o qual tu faz parte.
Isso era antes, agora tanto faz, a morte já é algo esperado as vezes até anseio por sua chegada...
O CHORO!
Nessa grande angústia da vida
Que eu tenho passado
O choro é meu companheiro
Quando fico angustiada
Me mantém aliviado
Faço ele de aliado
Nessa insônia profunda
Uma ansiedade fora do normal
Um aperto forte no peito
Chorar é minha solução
Um alívio pro coração
Lágrimas escorrendo
De todo jeito caindo ao chão.
No momento da angustia, clamo ao Senhor, e quando me alegro, Louvo ao seu Santo Nome.
Brasas, não me queimam, pois sou guardado pela sua infinita misericórdia.
Linguas, não me caluniam, pois a verdade que conheço é que me justifica.
Medo, não existe em minha vida, porque o Senhor é meu escudo e fortaleza.
Morte, é fruto daquilo que o homem plantou. Eu creio na vida eterna,e no reino da eternidade do Senhor.
Louvado seja o Nome do Senhor, pelos séculos dos séculos.
Amém.
Não Pertencimento
Essa angústia de ser sem pertencer
esse tormento que assombra o pensamento
essa agonia de ter que conviver
com esse sentimento causando sofrimento
Esse silêncio ensurdecedor
essa voz que cala por dentro
essa verdade causando dor
essa pausa necessária no tempo
E aquela felicidade que parecia infinita?
aquela vontade de ficar tão perto
aquela saudade bendita
aquele desejo de dar tudo certo
Aquela dúvida causando confusão
aquela sede insaciável
aquele contato em combustão
e aquele apetite inesgotável?
Uma vontade imensa de querer ser
mas um vazio enorme por não pertencer
um lamentável desprazer
colocando tudo a perder.
ESTA VIDA
Esta Vida
Um sábio me dizia: esta existência, não vale a angústia de viver. A ciência, se fôssemos eternos, num transporte de desespero inventaria a morte. Uma célula orgânica aparece no infinito do tempo. E vibra e cresce e se desdobra e estala num segundo. Homem, eis o que somos neste mundo.
Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer
Um monge me dizia: ó mocidade, és relâmpago ao pé da eternidade! Pensa: o tempo anda sempre e não repousa; esta vida não vale grande coisa. Uma mulher que chora, um berço a um canto; o riso, às vezes, quase sempre, um pranto. Depois o mundo, a luta que intimida, quadro círios acesos: eis a vida
Isto me disse o monge e eu continuei a ver dentro da própria morte, o encanto de morrer.
Um pobre me dizia: para o pobre a vida, é o pão e o andrajo vil que o cobre. Deus, eu não creio nesta fantasia. Deus me deu fome e sede a cada dia mas nunca me deu pão, nem me deu água. Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa de andar de porta em porta, esfarrapado. Deu-me esta vida: um pão envenenado.
Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver, dentro da própría morte, o encanto de morrer
Uma mulher me disse: vem comigo! Fecha os olhos e sonha, meu amigo. Sonha um lar, uma doce companheira que queiras muito e que também te queira. No telhado, um penacho de fumaça Cortinas muito brancas na vidraça Um canário que canta na gaiola. Que linda a vida lá por dentro rola!
Estou caindo, novamente, em um buraco no fim do mundo. Ansiedade e angústia me tomam. O medo de errar, de lutar e perder mais uma vez. Queria um lar, um porto seguro. Sinto que não tenho pra onde ir. Que estou sozinha, e mesmo que houvesse toda a companhia, ainda estaria só.
Às vezes queria saber ter ao menos um lugar seguro, de quem não soltaria a minha mão. O amor incondicional que sempre dei, mas nunca encontrei. Não estar sozinha, não ter que esconder o que realmente sinto quando o mundo pesa demais. Dizer o que as palavras censuram. O que não posso expressar, para não assustar ou sobrecarregar.
Lágrimas escorrem como um rio que deságua em uma cachoeira de emoções. Traumas e feridas que nunca vão cicatrizar. O colo que nunca tive, a dor que nunca venci. Mesmo sob a luz, a escuridão bate a porta. Memórias paralelas me lembram do que não vivi, de quando, mesmo com o céu desmoronando, tinha para onde ir.
Em delírios, imagino a vida que queria, mas acordo e estou no mesmo lugar. Sonhos quebrados, partidos, na realidade que nunca escolhi. A vida segue sem sentido, e não sei porque estou aqui. Ao me olhar no espelho, vejo a validade vencida, lembro das partidas, e da sentença de um novo amanhecer.
- Marcela Lobato
Entre tragos, me trago em dúvidas, desejos e angústia. Busco o alívio da velha companhia emagrecendo os meus pulmões, e me deito em meio ao enjôo desconhecido. Pensativa, reflexiva, na escuridão que sempre me acalma, enquanto desperdiço boa parte do segundo cigarro que já não consigo fumar. Queria aquela presença, enquanto necessito do isolamento, e entro em pânico pela fobia do mal estar. Não há palavras a dizer, mas há muito a falar.
Haverá sentido na vida, ou a existência é apenas a dor com delírios de alegria? A ilusão da felicidade, em memórias que se perdem como folhas jogadas ao vento, tirando da árvore a beleza suprema? E se for apenas ilusória a ideia de que tudo dará certo ao final, me levando a me arrepender de mudar o imutável, e ser feliz, sabendo que tudo valeu? E se for apenas um fardo no futuro de quem mais amei?
- Marcela Lobato
Eclipse do Ser
Sob o véu da noite escura,
Meu coração, um mar de angústia,
Navega sem rumo e sem ventura,
Na solidão que me conduz à bruma.
Teu olhar, qual estrela a brilhar,
Fascinação em um eclipse do ser,
Na imensidão do céu a cintilar,
Despertando em mim o querer.
No jardim dos sonhos semeio,
Pétalas de amor e esperança,
Cada toque, um verso que anseio,
Dançando à luz da lua em bonança.
Ah, tu és meu sol e minha lua,
Nas tuas mãos, meu destino trilho,
Numa sinfonia de paixão crua,
Nossos corações em harmonia asilo.
Com o calor dos teus abraços,
Meus medos se esvaem no ar,
E, nas asas de doces abraços,
Voo ao céu, sem nada temer ou pesar.
O tempo dança ao nosso redor,
E as horas são notas melódicas,
Conduzindo-nos nesse amor,
Que transcende as formas platônicas.
Nosso encontro, um universo à parte,
Onde a alma se desnuda sem medo,
Cada batida, uma obra de arte,
Numa sinergia que não tem segredo.
Assim, seguimos a jornada, lado a lado,
Metáforas vivas, em eterna melodia,
Num poema lírico e emocionado,
Do amor que floresce a cada dia.
A dor é tua, o sofrimento é teu, a angústia ninguém divide. São obstáculos que ninguém pode superar por ti. Não é porque mereces também não és castigo. É provação divina, para que tenhas uma Páscoa digna de Cristo, deverás superar essa dor. Não estarás sozinho. S e tens fé! Deus está contigo.
020925
Há uma angústia silenciosa que se instala quando se percebe que já não se consegue resolver sozinho boa parte da própria vida. Não é apenas a dificuldade prática que pesa, mas a sensação profunda de invalidez, como se algo essencial tivesse sido retirado sem aviso. A autonomia, antes natural, passa a ser um privilégio distante, e cada decisão depende de terceiros, de permissões, de circunstâncias que fogem ao controle.
Essa condição corrói por dentro. O indivíduo sente-se diminuído, não por falta de vontade ou capacidade intelectual, mas por estar aprisionado a limites que não escolheu. Surge a frustração de querer agir e não poder, de saber o que precisa ser feito e ainda assim permanecer imóvel. A dependência forçada fere o orgulho, a identidade e a dignidade, criando um conflito constante entre o desejo de reagir e a realidade que impede qualquer movimento efetivo.
No abismo das águas profundas, a tempestade se converte em desespero e a angústia arrasta a mente ao impensável. Diante da solidão do mar, tudo pode acontecer. Subitamente, flores desabrocham em seres pulsantes — uma linha tênue que se torna a própria fonte do desejo.
Seres colhidos e arranjados como mero adorno. Seus corpos em decomposição exalam o perfume que seduz, sustentando uma beleza hipnotizante no ápice da existência, até que as pétalas tombam uma a uma, marcando instantes infinitos. A dor que sentem agora já não importa, pois o repouso é inevitável. Mas como questionar a frieza de quem decreta: “Esta já está velha, jogue no lixo. Amanhã compro mais”? É a sinopse exata da nossa profunda desconexão humana.
O sentimento nasce no peito, mas apodrece a cada segundo. Funciona através de impulsos musculares e oscilações nervosas, instável até o momento em que cessa — afinal, o amor tornou-se clandestino. Nas beiradas da sedução, essa mesma rosa adorna os cabelos de uma mulher que dança na boate. Ao final da noite, a flor jaz pisoteada na lama, ao lado de um cadáver jogado ao acaso, enquanto amantes consomem o prazer logo ali.
A roseira volta a brilhar na primavera, até que o cortejo fúnebre se aproxime. Várias rosas são arrancadas da terra para conduzir mais uma alma rumo à outra vida. Seríamos felizes se soubéssemos habitar cada instante com verdade, mas preferimos a encenação. No espetáculo comercial do Dia das Mães, filhos que nunca veem os pais surgem trazendo buquês para tapar um abismo sentimental. A celebração se consolida no churrasco que devora as florestas e consome os animais, na bebedeira ruidosa e no brinde vazio. Todos sorriem anestesiados. A natureza agradece e a barbárie sussurra: volte sempre.
Diante da angústia e da constatação de que tudo acaba no niilismo — nome dado ao empenho de alcançar o vento —, o homem se depara com a finitude inevitável e não encontra sentido na busca por poder, dinheiro ou fama. Tudo o que se faz debaixo do sol é vaidade, competição para vencer o outro. No entanto, é apenas no outro, no convívio e na partilha com o semelhante, que se pode encontrar alguma razão ou sentido, aquilo que às vezes chamamos de felicidade.
Evan do Carmo
Angústia
Há uma estranha beleza na noite ! Há uma estranha beleza !
Oh, a transcendente poesia
que verso algum traduz...
A via-láctea, inteiramente acesa
parece a fotografia
de um tufão de luz !
- Quem seria,
quem seria
que pregou lá no céu aquela imensa cruz?
Que infinita serenidade...
Que infinita serenidade misteriosa
nesse infinito azul dos céus e em tudo mais:
nos telhados, nas ruas, na cidade...
( Só os gatos gritam na noite silenciosa
sensualíssimos ais !)
Meu Deus, que noite calma... E aquela trepadeira
feminina e ligeira
veio abrir bem na minha janela
uma flor - como uma boca rubra e bela
que não terei...
- E ainda sinto nos lábios um travo nauseante
do amor que faz bem pouco, há apenas um instante,
paguei...
E o céu azul assim... E essa serenidade!
Silêncio- A noite, o luar ... Tão claro o luar lá fora...
Juraria que há alguém, não sei onde que chora...
Oh, a angústia invencível que me prostra
invade
e me devorar ...
Eu sinto uma angústia fatalista tão profunda e sombria. Sinto como que borboletas negras em minha barriga. Negras, avisando sobre o futuro luto… sobre a contingência… sobre as consequências de escolhas mal feitas. Mas também, sobre a vida. Suas facetas. Seus ciclos. Sua tragédia. Seu drama. Sua comédia. Sua ação. E seu fim.
[...]
Eu tenho esperança; sabe? Esperança, pelo menos agora com um pouco mais de maturidade, de um futuro. Nem melhor, nem pior, nem igual. E nem diferente. Sim, nonsense, né? Pois é! A vida é assim, às vezes. Eu aprendi que mais mal faz, encher as bagagens de esperança querendo encontrar o equilíbrio — e o pior: achando que vai — do que carregar consigo um pouco de cada tempero, até a desesperança, para… no fim das contas… mandar o equilíbrio e sua antítese às favas!
Ansiedade
Ansiedade,
angústia,
dor no peito,
uma quase certeza de que nada mais tem jeito...
E mais um dia acabou de acabar
e nenhuma alegria
só nostalgia...
Se não controlar,
todas as lágimas do mundo é capaz de chorar...
deixar uma por uma pelo rosto cansado rolar.
Ah! mas é só mais um dia!! Sem alegria.
Sim, sim, amigo meu
mais um dia seu
que deixou de ser seu,
sumiu, evaporou-se no tempo chamado hoje
se escafedeu.
Daqui a pouco o hoje já vai ser ontem
e o que veio com você na bagagem?
Um monte de bobagens?
Frequência cardíaca alterada,
vontade mais de nada,
mãos trêmulas, suadas
e ainda há pela frente uma longa caminhada... - espera-se ;)
A pessoinha mais importante pra você nessa vidinha
que nada tem de certinha é você.
Então, com o seu hoje o que vai fazer?
Dor no peito?
Quem dera fossem só gases
e não mais uma artinha do tipo de Jogos Vorazes....
Hasta mañana, baby...
Foram anos de solidão aflição e angústia procurando uma saída e as setas me indicavam caminhos incertos.
E Deus nunca me abandonou.
Cada vez que eu tropesava ele me segurava.
Cada vez que eu quebrava.
Ele me consertava.
Nunca estive só.
Sonia Solange da Silveira
Poetisa do cerrado
