Coleção pessoal de Moapoesias

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Desejo abraços apertados
Sorrisos sinceros
Despedidas exterminadas
Amores sem debandadas.

Que a corrida não seja só pela vitória
Nem somente para constar na história
Que coisas ruins saiam da memória
Todos merecem um mínimo de glória.

O que mais quero, agora
É que todos possam ser felizes
Se existirem balas que sejam de anis
Que nada deixe profundas cicatrizes.

Que a fé não precise remover montanhas
Que medalhas não sejam apenas para quem ganha
Que todos tenham o poder da barganha
Que todos brinquem de ganha ganha.

Moacir LuÌs Araldi
Tags: desejo barganha

⁠O cricrilar distante
Quebra o silêncio
Da noite insone.

Aos poucos cala-se o grilo
Da noite solenemente
Insone.

Lentamente adormeço.

Desperto do sonho
cheio de desejos
Vontade de morrer
Ou ganhar um beijo.

Moacir LuÌs Araldi

⁠Mãe cria os filhos com todo o amor
renuncia a tantas coisas pelo bem deles,
tudo o que faz, faz por eles e para eles.
Mãe de todas épocas
de todas as gerações
de todos os hábitos
de todas as crenças
de todas as regiões,
como mulheres vivem as diferenças,
como mães tem algo que é igual
esteja elas onde estiverem
seu amor é sempre incondicional.
Mães de todos os mundos
Merecem de Deus toda proteção
E quando elas vão embora
permanecem vivas nos corações.

Moacir LuÌs Araldi

⁠Novos amanhãs
Nas ruas a população
move-se mascarada
- atônita-
Uma pontinha de vida
chora ...
Lagrimas mundiais
unem nações
Espalha-se a fome
e a dor tudo fecha,
Mas há o sol
acompanhando o mar
projetando novos amanhãs.
Raios de fé
ondas de esperança
dizendo que ainda
devemos sonhar.

Moacir LuÌs Araldi

O amor salva vidas; a sua atitude também!

Moacir Luis Araldi

Seja a boa semente: faça o bem para a nossa gente.

Moacir Luis Araldi

Una-se a causa social, faça sua parte.

Moacir Luis Araldi

O momento pede atitude.
Seja solidário.

Moacir Luis Araldi

Solidariedade não é favor; é um gesto de amor!

Moacir Luis Araldi

A gente acreditava que o mundo não acabaria.
No início de 2020 percebemos o engano.
Bem-vindos ao novo mundo!

Moacir Luís Araldi

Eu sempre desejei viver numa destas casinhas sem número. Endereços que não parecem reais: Rua das Flores S/N.
Isso sim seria morar num poema.

Moacir Luis Araldi

Nestes dias em que a chuva umedece a rua e o céu escurece, observo a vida na minha cidade.
As luzes até ascendem brincando de anoitecer.
Com a chuva intensa sinto medo de temporais, enchentes, tragédias naturais...
Na juventude em dias de chuva a gente se divertia pisando descalços nos atoladores das ruas.
Era lindo acompanhar a emoção das crianças pisando no barro pela primeira vez.
Anoitece.
Agora há o espetáculo das luzes dos veículos refletindo nos pingos d’água.
É agradável adormecer ouvindo o ruído das goteiras, ou acalentando algum sonho no conforto da cama.
É gostosa a sensação de acordar durante a madrugada com frio e reforçamos as cobertas.
A noite passada eu sonhei.
No meu sonho todos compreendiam que os homens sobrevivem a tudo exceto a solidão das noites chuvosas.
A humanidade se abraçava num gesto de ternura jamais visto. A felicidade invadia cada coração e todos riam alegremente.
Ao amanhecer a realidade era outra, mas sonhar, ainda que seja utópico, é um exercício que acalma a alma das suas angústias.

Moacir Luis Araldi
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É Natal tomara
Que todos no mundo estejam felizes
Que as crianças curtam a lenda
Que os povos encontrem a paz
Que a família comemore com fé
Que as mesas se cubram de alimentos
Que os abraços sejam apertados
Que cada alma vibre com emoção
Que o Menino Jesus
Esteja presente no seu coração.

Moacir Luis Araldi

Se o poema fosse barco
A caneta seria o remo
A folha seria o mar
E a poesia...
Seria com é
Pois o poeta
Cria o cenário
Metafórico,
Imaginário
Como quiser.

Moacir Luis Araldi

O poeta é meu leal confidente
Por vezes soluçamos abraçados
Sabe o que sinto e se cala sabiamente
Sofremos juntos, vivemos entrelaçados.

Moacir Luis Araldi

Que seja assim: metade dela metade de mim.

Moacir Luis Araldi

É mais feliz quem vive sem máscara.

Moacir Luis Araldi

Formado pela vida
De tudo você sabia
Eu te admirava, mas
Na minha timidez não dizia.
Eu um menino
Tímido, quieto, aflito.
Por hábito deitavas cedo
Rezava alguns segundos
Solitário na viuvez
Nem do escuro tinhas medo
Ao redor do fogo eu via
A noite adormecer.
Eu era feliz meu pai,
Senão na plenitude
Se um vazio havia
Buscava em tuas virtudes
Forças para viver.
Nada é eterno
Vai verão, vem inverno
Coisas que a gente sabe
Mas tristeza às vezes cabe
Nas saudades que te trazem.
Nos vazios das minhas lidas
Nas madrugadas de ausências
E como ver a querência
Abandonada e sem vida.
Quem dera Deus meu
Te ver abrindo a porteira
Descendo pela estrada
Para matear nas madrugas
Fazendo chiar a chaleira
Na casa outra vez alegre.
Na inocência do menino
Pai e filho sorrindo
Num mundo de felicidades.

Moacir Luis Araldi

Não mandarei no teu endereço
As rosas que trago na mão
sei onde você está
Entrego-as ao meu coração.

Moacir Luis Araldi

Alguém consegue imaginar um mundo sem poesias?

Moacir Luis Araldi