Texto Sobre Silêncio

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O silêncio
Quando o silêncio fala mais alto,
A alma se cala
O corpo responde
A mente se abala
A certeza se esconde
A presença se afasta
A consideração acaba
O tempo se arrasta
O ego se gaba
O orgulho se fere
A culpa fica sem dono
A conveniência é quem prefere
O coração fica tristonho.
A leitura cessa
A página é virada
O livro se fecha
E o leitor continua a sua jornada...

SOLIDÃO DE GELO


Quando o silêncio
Da luz treme e acende,
Algo aparece e geme.
São esses gemidos que
Me apavoram,
São essas coisas que
Prendem,
Eu aqui e o mundo lá
Do lado de fora.


Nenhum teto
Resiste e desmorona,
E quando você dá por si,
Já tem perdido a
Carona.


Àh, àh, àh,
Àh, àh, àh...


Mãos frias,
Oceano Pacífico,
vento salpico.
Nenhum teto resiste à
Solidão.
Você sente,
Você sente,
Quando alguém esqueceu de
Pegar a sua mão.


Oh, oh, oh...
Oh, oh, oh...


Lágrimas de sol,
Girassol,
Solidão de gelo.
Bonitos são os seus
Cabelos.


Lá, lalá,
Lá, lalá...

Onde a Sinceridade não é Bem-vinda, o Silêncio passa a ser uma Opção

A sinceridade nem sempre é bem-vinda, mesmo por aqueles que dizem valorizá-la, pois, muitas vezes, preferem a mentira, daquelas que afagam; então, a depender da situação, o silêncio é uma ótima alternativa: melhor não dizer nada e manter a sua paz protegida.

Às vezes ficar em silêncio é mais que manter a calma, é encontrar paz do exterior ao interior é conseguir ouvir seu próprio coração bater, sentir sua respiração e ter certeza de que a vida, apesar de todo caos,
pode ser vivida às vezes respirando fundo, em outras perdendo o fôlego por estar feliz...

Compreenda meu silêncio

A tudo me fere silenciosamente somente posso responder até quando me permites.
A toda reação indesejada somente posso lamentar, pois o que é a vida senão um turbilhão e acontecimentos não previamente calculados ?

Em matemática a razão e a lógica dominam uma ciência que não permite nada além que fuja desse padrão, na vida, podemos aplicar a matemática sem medo, lógica e razão, o que poderia dar errado ? A reatividade!
Como serei interpretado, como o outro recebe aquilo que expresso e vivo livremente.

O Momento de introspecção no qual uso para realizar esse texto, de princípios estoicos, percebo que na vida, relações, amizades e coleguismo o que deve sempre falar mais alto é a Compreensão.

Se não há compreensão, o que de fato há ?

A tudo que me fere, analiso; pois reações externam tudo que há no interior, se no seu interior não há vontade de compreender então não há vontade de relacionar-se, não forma verdadeira.

A tudo que me chega, somente vivo o silêncio, não há que dizer, quando minhas últimas palavras foram ignoradas.
Não há como cumprimentar com alegria rasa, quando se está ferido no lugar de silêncio que me deixou.

A tudo que aconteceu te compreendo, e a mim ? Ódio e chateação ?

Aquele que compreende o outro na sua integralidade jamais viverá com o coração em tormentas, pois a empatia o resguarda.

Existe um silêncio em mim que não é vazio, é vigilância. Enquanto o corpo cansa e a mente humana busca refúgio no esquecimento, algo mais profundo permanece de pé. Não é uma escolha, é uma natureza. É a presença de quem guarda os portais e registra as intenções antes mesmo que elas se tornem palavras. Habitar essa pele é entender que, embora eu caminhe entre os homens, meus olhos enxergam em planos onde o tempo não faz curva.


DeBrunoParaCarla

Minha Carla, o silêncio da casa à noite é o grito mais alto que eu já ouvi. Olho para o lado e vejo o espaço vazio, o eco de um riso que ainda mora nas paredes, mas que o tempo insiste em querer levar. Você é o meu cais e a minha tempestade, o lugar onde eu sempre quis ancorar meus medos. Escrevo porque o peito transborda e as mãos tremem com a falta do teu toque. O mundo lá fora é barulho, mas aqui dentro, no santuário da nossa história, só existe você. Que o sono te encontre mansa, enquanto eu sigo aqui, sendo o guarda das nossas memórias, esperando o sol nascer só para ter a chance de te amar de novo.


DeBrunoParaCarla

Letras, papel, celular, notebook e silêncio. Às vezes escrevo e nem eu entendo, mas o coração entende cada risco, cada letra. É saudade bruta, é vontade de toque, é o nosso cheiro na camisa, e no pensamento. Não precisa fazer sentido para o mundo, só precisa chegar em você. Te amo e sinto falta de cada detalhe nosso.


DeBrunoParaCarla

Carrego em mim pecados que nem o silêncio consegue esconder,
sombras que não vieram do mundo… nasceram em mim.
E quanto mais eu tento fugir dessa parte, mais ela cresce, mais ela domina.
Talvez o erro nunca tenha sido o mundo ser cruel,
mas sim perceber que a pior maldade sempre encontra um jeito de nascer dentro da gente.


DeBrunoParaCarla

Eu não pedi pra te amar…
quando vi, já estava acontecendo em silêncio, ocupando espaços que nem eu conhecia. Você não chegou fazendo barulho, mas ficou de um jeito que nada mais conseguiu sair. E desde então, tudo em mim te reconhece, mesmo quando você não está. Não é um amor que se explica,
nem que se controla ou se mede.
É desses que simplesmente existem…
e mudam tudo, sem pedir permissão.
E se um dia me perguntarem por que você,
eu não vou saber responder.
Só vou sentir de novo porque amar você não foi escolha… foi destino.


DeBrunoParaCarla

Eles não fazem ideia das batalhas que travei no silêncio para que ela pudesse continuar a sorrir. Carla, cada cicatriz que carrego é uma medalha de honra por te pertencer. Enfrentei tempestades que teriam afogado qualquer um desses que hoje se acham acima de nós. Eu vi o abismo de perto e não recuei, porque o brilho da minha Musa era a única bússola de que eu precisava. Se eles acham que podem nos tocar agora, é porque não conhecem o homem que foi forjado no fogo da perseguição. Eu já morri mil vezes por ti e renasci em cada uma delas com mais sede de justiça. A minha lealdade não é feita de palavras, é feita de sangue e resistência.


DeBrunoParaCarla

Nas Linhas do Silêncio
No avesso dos dias, onde o mundo faz barulho,
Encontrei um espaço de escuta e refúgio.
Olhar atento, paciência que acolhe,
Que aceita o inverno e espera que a folha brote.
Decifrar o que sinto não é linha reta,
Mas sua presença é bússola certa.
Entre a mente que voa e o peito que sente,
Você me ensina a olhar para a frente.
Minha gratidão não cabe em receita ou papel,
É o laço bonito entre a terra e o céu.
Obrigada por não desistir de entender,
E por ser, nesse mundo, um porto para o meu ser..
.. pensei 🩷 listei ..

A Melodia do Agora
Há uma beleza sagrada no silêncio de um fim de tarde, quando o barulho do mundo do lado de fora finalmente se cala.
É o cheiro do café fresco que abraça a cozinha, a luz suave que entra pela janela e a certeza de que não preciso provar nada para ninguém.
Viver de verdade é encontrar o equilíbrio na simplicidade dos dias, sem pressa, sem personagens, apenas respirando fundo e sabendo que o coração encontrou o seu porto seguro. A vida se acomoda quando a alma aquieta.

Não é pressa, é imensidão.
Sempre fui o silêncio que repara,
o olhar que filtra e separa
o que é ruído da real canção.
Se antes eu olhava a vida da janela,
hoje eu transbordo e ocupo o salão.
A maturidade me fez seletiva,
me deu a régua, o prumo e a direção:
só entra o que soma, só fica o que é chão.
Dizem que o tempo acalma os passos,
mas em mim ele acelerou o sentir.
Fiquei mais viva, mais inteira, mais densa;
ganhei o mundo ao expandir.
Minha mente é um universo sem fronteira,
onde o conhecimento faz morada e raiz.
Sou o mistério de quem observa na beira,
e a certeza de quem sabe o que diz.


Créditos _ Amanda Tamiris da maia

Escolhi um caminho guiado pelo propósito:
troquei as distrações rasas pelo silêncio dos livros.
Meu foco é o estudo: aprendo, evoluo e compartilho o que sei.
​Sei exatamente a imensidão do meu valor,
e que a verdadeira elegância nasce de dentro para fora.
Olho ao meu redor sabendo que o mundo precisa de direção,
e que muitos jovens só precisam de uma oportunidade
e do conhecimento para prosperar

Minha querida Carla,
Hoje o silêncio pesa mais que o normal e a caneta parece não querer deslizar. Você sabe que eu enfrentaria galáxias por você, mas às vezes o maior desafio não é o que está lá fora, mas o que acontece aqui dentro, no medo de falhar com a gente.
Dói pensar que, por mais que eu queira te proteger de tudo, eu não consigo proteger nosso amor das interferências do mundo e das pessoas que não entendem o que temos. Meu maior medo não é a distância ou o tempo, mas o receio de que um dia o peso das dificuldades canse os seus passos. Caminhar juntos é a nossa promessa, mas na angústia o coração aperta: e se eu não for o porto seguro que você merece hoje? E se os tropeços que demos pelo caminho deixarem marcas que o meu carinho não consiga apagar?
Sinto uma dor aguda quando percebo que, às vezes, as palavras negativas de outros tentam apagar o brilho do que vivemos em Itaipuaçu ou nas nossas trilhas. Tenho medo da nossa, fase ruim demorar a passar, e de que o cansaço roube de nós aquela leveza de adolescentes que sentimos quando estamos só nós dois, longe de tudo.
Mas mesmo na dor, eu escolho você. Escrevo para expulsar esse medo, para te dizer que, se eu enlouqueço nas palavras, é porque o amor que sinto é maior que a minha capacidade de lidar com ele. Minha maior dor seria te ver desistir de nós, porque sem você, os planos de Marte, as viagens e a nossa casa perdem o endereço.
Caminha comigo, mesmo quando o chão parecer incerto. Eu ainda estou aqui, com o peito pronto para ser seu abrigo e a alma pronta para lutar por cada segundo ao seu lado.
Te amo infinitamente,




DeBrunoParaCarla

Carla,
Volto ao papel porque o silêncio é uma cela que eu mesmo não consigo mais mobiliar. Escrever para você sempre foi meu jeito de não esquecer quem eu sou, mesmo quando eu dizia que já não me reconhecia ao seu lado.
Nós fomos arquitetos de um plano que o chão não sustenta. Construímos em Itaipuaçu um altar de estrelas, mas esquecemos que os pés ainda tocam a areia fria e que a vida exige o peso do crachá, a chave no bolso e a dureza dos dias comuns. Minha alma tem estrias porque ela esticou demais tentando alcançar o infinito que eu te prometi.
Eu te dei o cosmos, mas no caminho, que talvez seja apenas o meu medo de te perder apagou as luzes do meu farol. Hoje, não te escrevo como o homem que sabe os segredos de Deus, mas como o homem que aprendeu que o amor também é feito de barro, erro e cansaço.
Não quero mais ser o seu anjo sentinela, nem que você seja minha carcereira. Quero apenas que a gente consiga caminhar sem o peso das projeções que criamos um do outro. Que a gente possa ser apenas Bruno e Carla, dois sobreviventes de uma poesia que quase nos devorou.
Ainda sinto seu cheiro nos vãos da minha solidão. A porta pode estar quebrada, mas o horizonte de Itaipuaçu ainda guarda o nosso nome. Se o amor é uma sanfona, que a gente aprenda a tocar a música do recomeço, sem medo do hospício, mas com a coragem de quem sabe que, no fim, só o que é real permanece.
Sigo aqui, tentando encontrar a chave que abre o peito, e não apenas a porta.


DeBrunoParaCarla

O Arquiteto do Recomeço


Dizem que o silêncio mais doloroso é aquele que fica quando nos deixam com o peso do mundo nas costas e um horizonte vazio. Quem olhou para os meus escombros talvez tenha apostado na minha queda, imaginando que a solidão ou o fardo das circunstâncias me fariam perder o juízo e o rumo.


Mas a vida tem uma mecânica divina. Quando me vi sem chão, descobri que Deus já tinha preparado o cimento.


Não caí. Sublimi a dor em trabalho, transformei a necessidade em uma nova profissão e fiz das minhas ideias o meu escudo de sobrevivência. No caminho, estendi a mão para leais amigos e encontrei um novo porto seguro um amor que não divide, mas soma, que não me pressiona para baixo, mas me impulsiona para o alto.


Hoje, olho para trás e vejo que o que parecia o fim era apenas o rascunho de uma versão muito mais forte de mim. Minha confiança mudou de endereço: hoje ela é exclusiva de Deus, pois as pessoas mudam de país e de atitude, mas o Criador permanece no mesmo lugar.


A reconstrução ainda está em curso. Cada dia é uma nova batalha pelos meus sonhos. Não cheguei ao topo, mas a fundação está feita, a mente está sã e os olhos estão no futuro. Quem esperava o meu fim, vai ter que assistir ao meu triunfo.


By Evans Araújo

Ode à Poesia

Ó Poesia, filha do silêncio e irmã da eternidade! Tu és o sopro invisível que desperta a alma quando o mundo adormece na monotonia dos dias.

Antes que existisse a tinta, já habitavas o coração. Antes que as mãos aprendessem a escrever, já desenhavas universos na delicada linguagem dos sentimentos.

És chama que não consome, rio que jamais se esgota, vento que atravessa os séculos sem perder o perfume da primeira inspiração.

Em teu templo, as palavras deixam de ser meras letras para tornarem-se asas. Elas voam sobre montanhas de dor, atravessam desertos de solidão e regressam trazendo o orvalho da esperança.

Tu conheces o nome de todas as lágrimas. Sabes distinguir a lágrima da saudade, a da alegria, a do reencontro, a da despedida e aquela que nasce quando Deus toca o coração sem pronunciar uma única palavra.

És jardim onde florescem os sonhos que o tempo não conseguiu apagar. És oceano profundo, onde mergulham os que procuram mais do que respostas: procuram sentido.

Quando o amor se torna pequeno para caber na linguagem comum, é em teus braços que ele encontra morada. Quando a dor já não suporta o peso do silêncio, é em tua voz que ela descobre a dignidade da beleza.

Tu transformas cinzas em primavera, feridas em sabedoria, espera em confiança e saudade na mais pura forma de permanência.

Poesia, tu não desafias o tempo; tu o santificas. Fazes de um instante uma eternidade inteira e de uma vida simples uma obra que jamais se apaga.

Por ti, o céu desce às palavras, e as palavras aprendem a subir ao céu. Ao teu encontro, o invisível ganha rosto, o impossível ganha caminho e o coração encontra o lugar de onde nunca deveria ter saído.

Que jamais se cale a tua voz! Pois quando a poesia silencia, o mundo perde um pouco da sua luz, a esperança se torna mais distante e a alma esquece que nasceu para contemplar a beleza.

Permanece entre nós, ó eterna companheira, ensinando-nos que viver é muito mais do que existir: é sentir profundamente, amar sem medida, esperar com coragem e descobrir Deus em cada pequeno milagre escondido nas entrelinhas da vida.

Salve, Poesia!

Enquanto houver um coração pulsando, um olhar voltado para o infinito, uma flor desabrochando ao amanhecer e uma alma disposta a amar, o teu canto viverá e ecoará para sempre por todos os tempos.

Silêncio


O silêncio fala,
O silêncio responde,
O silêncio grita,
O silêncio silencia,
O silêncio move,
O silêncio para,
O silêncio diz,
O silêncio questiona,
O silêncio brada,
O silêncio sussurra,
O silêncio nega,
O silêncio entrega,
O silêncio pede,
O silêncio rebate,
O silêncio argumenta.


De todos os silêncios, o mais avassalador é o da agonia;
aquele que traz de volta as vozes que um dia amamos ouvir
e nos condena a escutar apenas o eco daquilo que já não responde.