Texto Sobre Silêncio
"Refém de Mim"
É madrugada e o silêncio grita,
me aperta, sufoca, me limita.
A cama parece um campo de guerra,
onde o travesseiro é refém da minha tristeza.
Me perco nos olhos que não estão,
no amor que finge que foi ilusão.
Mas eu sei... no fundo eu sei,
que amar não é erro, mesmo se eu calei.
O telefone não toca, ninguém vem,
o peito pesa, ninguém me mantém.
Meu avô luta, minha vó se perdeu,
minha mãe se apoia no que restou... eu.
E o emprego, e a vida, e as contas, e o mundo...
Tudo pesa num segundo.
Queria sumir, ser fumaça, desaparecer,
mas, mesmo querendo, não sei nem como fazer.
Tem dias que penso em ferir minha pele,
como se ela pudesse gritar o que minha alma não consegue.
Mas no fundo, lá no mais fundo,
eu só queria um abraço, um colo, um refúgio seguro desse mundo.
Se poesia é pra curar, que ela me cure,
se é pra salvar, que ela segure.
Que cada palavra seja um sopro de vida,
que me lembre que apesar da dor...
eu ainda respiro. Eu ainda existo.
E talvez... só talvez... isso já seja um sinal de que ainda há caminho,
de que não acabou, e que eu não tô sozinho.
Sinfonia do Silêncio
Ah... o café desperta primeiro que o dia.
Seu aroma percorre a casa
como se conhecesse cada lembrança
que ainda mora em mim.
A madrugada continua acordada.
A chuva escreve no telhado
aquilo que o mundo nunca aprenderá a dizer.
Cada gota toca o chão
com a delicadeza de quem sabe
que até o silêncio tem som.
Há uma música baixa.
Ou talvez seja apenas a chuva
inventando notas
que nenhum instrumento alcança.
E eu...
permaneço aqui.
Com os pensamentos soltos,
não porque estejam perdidos,
mas porque algumas verdades
não suportam ser aprisionadas.
Escrevo.
Não para que me leiam,
mas para que minha alma
não se esqueça de quem é.
Há quem faça barulho para existir.
Eu aprendi a existir no silêncio.
Foi nele que encontrei respostas,
que reconheci partidas necessárias,
que compreendi que algumas presenças
só sabiam permanecer
enquanto lhes era conveniente.
Hoje já não me entristece.
Assim como a chuva não pede licença para cair,
também aprendi
que a vida não pede permissão
para ensinar.
O café esfria.
A chuva continua.
A música permanece.
E eu sigo escrevendo.
Porque existem madrugadas
em que Deus não responde com palavras.
Responde com o perfume do café,
com a chuva lavando os excessos da alma,
com o silêncio que fortalece,
e com a serenidade de quem já não precisa provar quem é.
Há uma paz que só encontra
quem teve coragem de caminhar sozinho.
E, desde então,
cada página que escrevo
não é apenas tinta sobre papel.
É a minha própria alma
aprendendo a florescer
mesmo nos dias de chuva.
Sendo assim, sigo na silenciosa sinfonia.
Você é o silêncio,
o silêncio que eu insisto em preencher,
A vírgula esquecida em tudo o que eu quis dizer.
É estranho como quem nada me entrega,
acaba sendo o meu lugar de descanso.
Você não se vê nos livros que sublinhei,
nem ouve seu nome nas canções que decorei.
Não que você seja o centro do universo,
mas, quando se trata de você, tudo foi sentido ao extremo,
tornando-se assim a minha maior fonte de inspiração.
Obrigado por ser, mesmo sem pretender,
A beleza do que eu não pude ter.
¤¤¤¤¤¤¤¤¤¤ curvas de um sentimento.¤¤¤¤¤¤¤
O silencio sufocou as palavras,
O sentimento foi quase um instante.
A vida ensinou o que precisava,
E assim como uma nada, nada bastou.
Sentimento perdido esqueceu do que foi.
Caminhos de beijo, jornada sem paixão,
atalhos que contornam o coração.
MEU SILÊNCIO GRITA
Oh silêncio ensurdecedor!
Oh burburinhos que vem da alma!
Quando os pensamentos ardem dentro crânio;
Quando os verbos são alfinetes na boca;
E as palavras ferem mesmo sem serem ditas.
Quando se entra falando, mas mudo;
Quando se sai mudo, mas se sai gritando;
Quando os passos criam
O som de um exército.
Quando os olhos discursam,
Elaboram sermões
E lança m rajadas de verbos.
Quando minha inteligência dar conselhos
Conselhos de vida abundantemente.
E a felicidade não vem com regras
Mas na cautela de ser.
Quando os conselhos são rejeitados
Como se fossem insultos...
O meu silêncio grita...
Grita os gritos dos acertos
Nas experiências vivenciadas.
É o barulho que sei fazer
Diante da insanidade de gente
Que quer ser feliz na dependência do outro.
Silêncio... silêncio
O silêncio
O silêncio que invade minha alma,
A tranquilidade da casa,
Em um instante que parece eterno,
Um único som vindo da sala de estar,
O tiktak do relógio,,,
A mesa vazia, o vento a soprar a poeira sobre os móveis,
O violão no canto da parede,
Os raios de sol ultrapassam a janela,
Insistindo em iluminar o meu silêncio.
23/07/2026
No Silêncio
Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, aqui estou diante de ti! Te louvando e adorando, pois só tu és Deus! Não há outro como tu! Deus eu te amo por aquilo que tu és! Porque tu és santo! Santo! Santo! Em Jesus Cristo eu te adoro! Sim tu meu amigo! Não tenho outro como tu! Santo e justo tu és eternamente.
Deus eis que fico diante de ti em silêncio! Não te pedirei nada, Senhor! Pois eis que não sei o que te pedir! Eis que apenas te peço: Senhor! Olha para o meu ser! Olha pois! Tu sabes ver o que eu preciso! Sim! Tu conheces o meu levantar, o meu deitar e o meu agir perante ti! Sim! Amigo da minha alma! Com os teus olhos, vê tu pois o que meu corpo, minha alma e meu espírito necessita!
Concede-me pois senhor, o que tu achas que eu preciso! O que eu preciso é da tua presença Senhor! Assim seja em nome de Jesus Cristo, teu filho amado! Amém!
Serena noite
Noite serena, entrelaçada em silêncio,
Ruelas escuras e sombrias guardam segredos mudos,
Portas fechadas, sussurros esquecidos,
o tempo se esconde em sombras e fluidos.
A lua, tímida, derrama seu véu prateado,
sobre pavimentos frios, sonhos abandonados...
Corações pulsando, ecos distantes,
Nos caminhos escuros, passos descompassados e errantes.
O ar é um mistério, um convite sutil,
A cada esquina, uma história, outra e mais mil.
No silêncio da noite, a alma se entrega,
Entre ruelas e portas, a vida navega.
Num ir e vir (des)contínuo o homem perdido de si se desespera e ao desconhecido se entrega.
Em frascos de felicidade, guardamos o amor,
Essência eterna, que desafia o tempo.
Nos olhares cúmplices, no toque suave,
Um eco de promessas que nunca se vão.
O homem disso sabe... procura e procura... mas sempre em vão.
Ladrão de sonhos
Em noites de silêncio profundo,
Um ladrão sutil invade os sonhos,
Com sua magia de vida, em vagar,
Rouba esperanças, mas traz bálsamo aos corações.
É doce a esperança que se entrelaça,
Fé inabalável que nos embala,
Caminhos de luz e sombra dançam,
Nas labaredas da alma que nunca cansa.
Ele transforma o pesadelo em riso,
Nasce um novo dia, nosso paraíso.
Entre as estrelas, nossos anseios flutuam,
E, por detrás da dor, mil sorrisos surgem.
Assim, ao ladrão de sonhos nos rendemos,
Na fragilidade, encontramos o ser,
Que, ao mesmo tempo, nos leva ao chão
E nos ergue em voo, atendendo nossa oração.
De quando em quando
Silenciosamente…
Profundamente...
O som do vento corta o silêncio
de quando em quando.
Te amo
Silenciosamente.
Profundamente...
De quando em quando?
Não!
Sempre
.... e eternamente...
De quando em quando
apenas
“o ruído de um bonde”
corta “o silêncio
como um túnel.”
De quando em quando silente...
Nunca permanente...
Sempre profundamente.
Rosangela Calza
Do silêncio
Somos responsáveis pelo nosso silêncio...
Se eu der minha opinião, se eu alertar alguém, se eu persuadir alguém, se eu gritar aos quatro-ventos...
Se... tudo isso aí e unas cositas mais, serei responsável de alguma maneira.
Claro, terei me implicado na situação de forma bem clara. Serei responsável pelo que falei, pelo que fiz. Minhas palavras podem voar ao vento, mas... antes de voarem, passaram pelos ouvidos de alguém, pelos olhos de alguém.
Então, penso eu, em certas situações, o melhor a fazer é manter-me passivamente passiva. Farei do silêncio minha arma de comunicação. Assim, não poderei ser responsabilizada por me manter calada. Se alguém fizer alguma bobagem... disser alguma mentira... ah! a melhor opção, pra mim, é o silêncio mortal.
Não sou eu quem vai expor esse alguém. Não, não mesmo. Não sou conivente, sei que o que esse alguém fez não está certo. Mas... não quero ter prejuízos afetivos... ops... então, não é o outro, sou eu a minha real preocupação... é só por isso que, muitas, muitas vezes, o silêncio se instala em mim.
Claro, claro... não vou sair por aí atirando com uma metralhadora honestidade o tempo todo e em todo lugar. Há vezes em que meu silêncio se faz necessário por pura cortesia. Então, sim, me esconderei atrás da cortina da boa convivência, da gentileza. Agirei virtuosamente como se estivesse a passear pelos corredores da corte... silenciosamente.
Das cinzas nos reerguemos
No silêncio da eternidade, onde o tempo se esconde,
o denso medo se avoluma, como neblina em noites ruidosas, abrumadas e profundas.
Ventos sussurram segredos, esgueirando-se entre as sombras,
soprando nuvens escuras, que cobrem o céu com suas ondas.
O coração acelera, preso na angústia do momento...
cada rajada traz lembranças, ecos de um passado lento – vivido em pleno tormento.
Mas uma luz tímida cintila, bem no olho da tempestade...
prometendo que, após a chuva, renascerá outra vez uma vida com amores de alegrias e verdades.
E, então, entre o medo e a calma, a batalha se desenha...
Entre nuvens sombrias, a esperança tem força... pra tudo transformar ainda se empenha.
Na penumbra do infinito, o vento continua a soprar...
revelando que, mesmo na dor, podemos, feito Fênix, nos reerguer das cinzas, refazer nossa vida e amar.
"A saudade que o tempo não roubou"
Às vezes me pego em silêncio, imaginando como você estaria hoje. Consigo ver seu rosto, o brilho de um homem feito e bonito. Fico pensando no caminho que você teria escolhido, na profissão que exerceria com orgulho e no nome da mulher que caminharia ao seu lado.
Gosto de acreditar que você seria imensamente feliz. Que teria filhos com o seu sorriso, perpetuando sua existência.
Mas aí a memória me volta para aquele dia cinza... sinto de novo o aperto no peito, o peso no corpo e aquela queda que feriu o joelho, mas não tanto quanto a notícia que veio logo depois: você tinha partido.
O tempo passou, mas meu coração de tia continua lá, estacionado naquela saudade. Eu nunca perdoei a vida por te levar, nem o destino por nos roubar os momentos que não vivemos. Sinto falta até do que não aconteceu, como o dia em que você me ensinaria a andar de patinete.
Saiba que eu te amo e te amarei para sempre.
A Herança do Silêncio
Nasci entre multidões,
todavia jamais encontrei morada.
As vozes entrelaçavam-se em incessante rumor,
mas nenhuma aspirava ao peso das ideias.
Celebravam efêmeros esplendores,
como se o transitório bastasse à existência;
enquanto a contemplação, a filosofia
e a memória das civilizações
definhavam na penumbra do esquecimento.
Percorri incontáveis caminhos
em busca de um destino compartilhado,
sedento pelo mistério das origens,
pela arquitetura do pensamento,
pela grandeza que transcende o instante.
Encontrei apenas superfícies.
Sorrisos sem permanência.
Palavras sem substância.
Encontros destituídos de comunhão.
Descobri, então,
que a mais severa das solidões
não floresce na ausência de companhia.
Ela habita a convivência
quando nenhum destino
alcança a profundidade do outro.
Minha morada converteu-se em refúgio.
A cidade tornou-se território estranho.
E até o vínculo consanguíneo
passou a recordar um antigo monumento:
permanece erguido,
mas há muito deixou de ser habitado.
À mesa, os corpos persistem;
os afetos, contudo, dissipam-se
na sucessão das horas indiferentes.
Cada qual encerra-se
na fortaleza invisível de si mesmo,
onde nenhuma palavra atravessa os muros
e nenhum silêncio encontra tradução.
Compreendi, por fim,
que o verdadeiro exílio
não se mede em léguas,
nem se escreve nos mapas.
Ele principia
quando o destino já não encontra
outro destino capaz de partilhar
a mesma reverência pelo conhecimento,
pela beleza,
pela reflexão
e pelo infinito.
Desde então, caminho.
Não à procura de um lugar,
pois os lugares pertencem ao mundo.
Procuro um destino
no qual o pensamento
não seja estrangeiro.
E enquanto ele não se revela,
permaneço habitando
a mais vasta das distâncias:
aquela que separa
dois destinos incapazes
de reconhecer-se.
A Coragem de Confiar
Não foi a traição que mudou meu coração.
Foi o silêncio que veio depois dela.
Descobri que existem dores que não nos fazem chorar.
Elas nos fazem desconfiar de todo gesto gentil, de toda mão estendida, de todo olhar sincero.
Porque, quando a confiança morre, ela leva consigo a inocência de acreditar.
Passei a pensar que a solidão era mais segura.
Que viver atrás de muralhas doía menos do que reconstruir uma casa que alguém pudesse incendiar outra vez.
Até compreender que o medo não queria me proteger.
Queria me convencer de que ninguém mais merecia entrar.
Então percebi que confiar não é esquecer as cicatrizes.
É olhar para elas e, ainda assim,
escolher abrir a porta.
Porque o oposto da traição não é a certeza.
É a coragem.
- M.S. Fieri
Entre o abismo e o sopro
Perdi-me em mim, num silêncio que ninguém ouve, num vazio que devora por dentro, numa dor inexplicável que não encontra tradução. Era como se o mundo me chamasse para fora dele, como se uma voz sussurrasse: “deixa ir, solta, termina…”. E eu, sem forças, só queria calar aquela angústia, só queria pular da ponte para escapar da ponte que havia em mim. Mas não era escolha, não era vontade, era um medo escondido, um segredo escuro, uma batalha sem testemunhas. Até hoje carrego essa luta constante: não cair nas armadilhas da vida, não ceder ao convite da desistência, não desejar apagar a própria luz. E quando sorrio, ninguém vê que por trás do riso há uma alma cansada, travando guerras invisíveis. A cada amanhecer, sou sobrevivente de um combate silencioso, uma rosa vermelha perfumada, com espinhos que perfuraram a alma. E ainda que doa, escrevo, choro, respiro… porque a vida insiste em mim, mesmo quando eu não consigo insistir para viver.
Caminhos Diferentes
No silêncio, há voz que canta,
No passo lento, há força que encanta.
O mundo mede o que é igual,
Mas cada caminho tem seu sinal.
Olhos que veem de outra forma,
Mãos que tocam sem norma.
Corpo que fala, mente que dança,
Tudo é vida, tudo é esperança.
Não é fraqueza, não é dor,
É jeito de sentir, é jeito de amor.
Portas se fecham? Abrimos janelas,
Transformamos limites em estrelas.
Cada gesto, cada ser,
Tem seu valor, tem seu poder.
E no abraço da diferença,
Nasce a mais pura excelência.
A força que não se vê.
No silêncio de quem não grita, reside a voz mais alta que se escuta.
No passo que o mundo acha lento, bate um coração que é movimento.
Não há limite onde há coragem, nem barreira que contenha a passagem.
O mundo mede pelo que enxerga, mas a vida floresce na diferença que se guarda.
Mãos que desenham o invisível, olhos que leem o indizível, corpos que reinventam o espaço, almas que escrevem seu próprio compasso.
Não é sobre compaixão, ésobre respeito em ação.
Cada pessoa é universo inteiro, cada deficiência, um novo roteiro.
E quem ousa olhar além da aparência, descobre que a verdadeira força não está no que o corpo faz, mas no que o coração alcança.
Um dia morri antes de morrer.
Não foi no corpo, foi no silêncio que me engoliu, foi quando o mundo pesou demais e eu deixei de caber dentro de mim.
Morri quando calaram minha voz, quando a vida me pediu mais força do que eu tinha, e eu me vi pequena, espremida entre o que senti e o que ninguém quis enxergar.
Morri quando esperaram que eu sorrisse enquanto meu peito gritava, quando o cansaço virou casa, e a espera virou esquina onde meus sonhos sentavam para descansar.
Um dia morri antes de morrer, e ninguém percebeu.
Porque a morte mais cruel é aquela que acontece em silêncio, por dentro, bem antes de qualquer adeus.
Mas também renasci. No instante em que recolhi meus pedaços, no momento em que decidi me mover mesmo ferida, mesmo frágil, mesmo sem aplausos.
Renasci quando entendi que sobreviver já é coragem, que respirar depois de uma dor profunda é milagre diário, e que viver, às vezes, é voltar do fundo trazendo luz.
Um dia morri antes de morrer, e foi justamente ali que descobri quem eu era: não a queda,mas a força que me levantou.
Às vezes me sinto como não fosse desse mundo, fico com o pensamento em silêncio, e outras vezes com vontade de gritar para todo mundo que estou sem paciência para nada.
Às vezes não tenho vontade para nada, e outras com vontade de fazer tudo o mesmo tempo, pensamento acelerado, vozes que não calam, sair correndo sem parar, e o mesmo tempo se esconde das pessoas e de seus julgamento e raiva de fazer parte desse mundo de pessoas hipócritas.
Cansada de se esconder de seus próprios sentimentos.
Só quem tem bipolaridade sabe o que estou falando.
Posso estar escrevendo isso agora e depois de segundos ter vergonha daquilo foi escrito.
Tem dias que não tem vontade para nada, apenas de chorar, outros alegres.
Isso realmente não parece real.
Às vezes a raiva me consome, mas muitas vezes sinto algo vazio por dentro.
