Texto Sobre Silêncio

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O Sopro de Gratidão
Senhor, em silêncio, elevo meu pedido ao Teu olhar,
Por este ser bendito que o Senhor me confiou a amar.
Agradeço pela vida de minha mãe, por seu pulsar,
Por cada batida desse coração que ensina o que é cuidar.


Peço, com alma aberta, que a saúde seja o seu manto,
Que envolva seus dias com a paz que cura todo o espanto.
Que Teu sopro divino renove suas forças a cada amanhecer,
E que o vigor em seus passos seja a prova do Teu querer.


Não permitas que a tristeza encontre morada em seu olhar,
Dá-lhe alegria, Senhor, para que ela possa sempre florescer e brilhar.
Que os anos sejam apenas degraus de uma sabedoria mansa,
Onde a esperança se renova, firme como uma criança.


Protege-a, ilumina-a, mantém a chama de sua essência,
Pois ela é o alicerce, o exemplo vivo da mais pura paciência.
Que ela sinta, em cada momento, o Teu abraço a lhe envolver,
E que a vida, em sua plenitude, seja sempre o seu merecer.
Amém.


---------------------------Eliana Angel Wolf

Detalhes de Ternura
Cada sacrifício que o silêncio guardou,
A tua jornada que o meu caminho trilhou.
Horas de insônia, mãos sempre a zelar,
Construindo o alicerce onde aprendi a voar.
Cada ensinamento, um traço, uma cor,
A vida explicada com doce valor.
Palavras de guia, paciência infinita,
É a tua sabedoria que a alma habita.
E o abraço apertado, meu porto e meu cais,
Onde a paz se faz brisa e a vida não dói mais.
Sou grato por tudo, por cada detalhe,
Pelo sol que persiste, mesmo quando a luz falhe.
Te amo, Mãe, hoje e para sempre, sem fim,
O amor mais puro que floresce em mim.


----------- Eliana Angel Wolf

Por que no silêncio da madrugada o eco da saudade que sinto de ti soa loucamente em mim?
Será porque somos dois estranhos que se conhecem tão bem?
Ou porque queríamos permanecer em silêncio em meio a tanto caos? Não sei, mas vejo-me aqui, revendo os pensamentos mais profundos que gostaria que estivessem enterrados.
Maldito anoitecer que me faz voltar a memória tudo que foi apagado, mas apenas uma pergunta fica ecoando em meus pensamentos:
Alguma vez amaste-me verdadeiramente?

The End


No fim, não houve silêncio —
houve o eco do que fomos,
pairando nas paredes do tempo
como um sussurro que se recusa a morrer.


Te amei nos detalhes invisíveis,
naquilo que ninguém via, só sentia;
e talvez por isso tenha doído tanto
quando o invisível também se partiu.


Entre nós não faltou amor —
faltou o milagre de permanecer,
de segurar o infinito nas mãos
sem deixá-lo escorrer pelos dedos.


E ainda assim, no fim…
se houver outro começo em algum lugar,
eu escolheria te encontrar de novo
— mesmo sabendo exatamente onde dói.

Lembra-te de mim


Lembra-te de mim
quando o silêncio te abraçar à noite,
quando o mundo desacelerar e só restar o som do teu coração.
Que em meio aos teus
pensamentos mais profundos,
eu seja aquela lembrança que
te aquece sem pedir permissão.


Lembra-te de mim
nos detalhes simples do dia,
no vento leve que toca o teu rosto distraído, no céu que muda de cor
ao cair da tarde, como se cada tom carregasse um pedaço do que já foi vivido.


Lembra-te de mim
não como quem prende,
mas como quem floresce
dentro do peito sem dor,
porque o amor que em mim
ficou guardado por ti
não pede retorno — só deseja continuar sendo amor.


E se um dia o tempo tentar apagar meus rastros, se a vida te levar por caminhos que eu não vou trilhar,
lembra-te de mim…
nem que seja por um instante,
como alguém que te amou o suficiente pra nunca deixar de amar.

Às vezes ficar em silêncio é mais que manter a calma, é encontrar paz do exterior ao interior é conseguir ouvir seu próprio coração bater, sentir sua respiração e ter certeza de que a vida, apesar de todo caos,
pode ser vivida às vezes respirando fundo, em outras perdendo o fôlego por estar feliz...

Onde vocês caíram


Onde vocês caíram,
eu aprendi a sangrar em silêncio.
Onde me faltaram mãos,
eu virei abrigo.
Vocês me deixaram com o vazio,
com promessas quebradas no peito,
com noites longas demais
pra um coração tão pequeno suportar.
Mas foi nesse chão frio
que eu criei raiz.
Porque quando tudo em mim pedia pra desistir,
eu ouvi vozes pequenas me chamando de lar.
E foi ali — no olhar dos meus filhos —
que eu reaprendi a ficar de pé.
Eu fui até o fim.
Mesmo cansado, mesmo ferido, mesmo só.
Fui além do que fizeram por mim,
além do que disseram que eu seria.
Vocês falharam comigo.
Mas eu não falhei com eles.
E se hoje ainda carrego cicatrizes,
é porque escolhi lutar
quando ninguém mais escolheu por mim.

A GRAVIDADE DO SILÊNCIO INTERIOR.
Existem momentos em que a vida se recolhe em um estado quase espectral, como se tudo ao redor perdesse a densidade e restasse apenas o peso da própria consciência. Não é o mundo que se torna vazio, mas o olhar que, fatigado, já não encontra repouso nas superfícies. É nesse território silencioso que se revelam as mais profundas batalhas, aquelas que não se travam contra circunstâncias externas, mas contra a própria erosão do sentido.
A existência impõe ao espírito uma travessia que não se anuncia com clareza. Caminha-se entre expectativas desfeitas, afetos incompletos e sonhos que, por vezes, se dissipam antes mesmo de se consolidarem. E ainda assim, há algo que insiste em permanecer. Uma centelha discreta, quase imperceptível, que não se deixa extinguir, mesmo sob o peso das desilusões mais densas.
Há uma dignidade austera em continuar quando tudo sugere o abandono. Não se trata de esperança ingênua, mas de uma resistência lúcida. Permanecer não porque se ignora a dor, mas porque se compreende que ela não é a totalidade da realidade. A alma que suporta, que observa, que silencia e segue, desenvolve uma profundidade que nenhuma facilidade poderia conceder.
O sofrimento, quando não embrutece, refina. Ele desnuda ilusões, separa o essencial do supérfluo e revela a verdadeira estrutura do ser. Aqueles que atravessam esse vale sombrio e não se perdem, retornam com uma consciência ampliada, ainda que marcada por uma melancolia serena. Não é tristeza estéril, mas uma forma elevada de compreensão.
E assim, mesmo quando tudo parece suspenso em um tempo sem direção, há um movimento invisível acontecendo. Cada instante suportado, cada pensamento reorganizado, cada emoção que se aquieta, constitui uma vitória que não se anuncia, mas que edifica silenciosamente a própria existência.
"Mensagem final"
Ainda que teus olhos se acostumem à penumbra, não te esqueças de que és tu quem sustenta a chama que não se apaga. Já atravessaste abismos que pareciam definitivos e, no entanto, permaneces. Há uma força em ti que não depende de aplausos nem de certezas. Continua. Pois é na persistência silenciosa que se revela a verdadeira estatura do espírito.

Pessoas como eu, que escolhem a solidão e o silêncio carregam uma força que poucos conseguem perceber. Elas não são antissociais; pelo contrário, são profundamente leais e autênticas, mais do que aquelas que buscam companhia constante. Essas almas apreciam a própria presença, vivendo em paz e sem interferir na vida alheia, porque sabem que, assim, sua própria vida permanece intacta.
O silêncio delas não é sinal de fraqueza, mas de poder. São seletivas, observam com atenção quem cruza seu caminho e sabem distinguir quem transmite confiança e valor daqueles que só trazem desgaste. Buscam qualidade, não quantidade; profundidade, não superficialidade.
Quando você consegue conquistar seu espaço nesse círculo restrito, descobre pessoas intensamente fiéis e verdadeiras. Por trás de sua tranquilidade, existe um mundo interior vasto, repleto de reflexão, autenticidade e lealdade. Elas preferem a solidão não por desprezo pelos outros, mas por valorizarem demais a própria paz interior, aquele refúgio silencioso onde encontram equilíbrio e sentido.
Você se identifica com esse tipo de pessoa?

Na sombra fria do entardecer,
Ouço o silêncio da noite crescer,
As estrelas escondem seu brilho no ar,
E o vento parece querer me avisar.


Carrego em segredo um doce temor,
Mistura estranha de sonho e amor,
Enquanto meu peito insiste em bater
Por alguém que talvez nunca vá perceber.


Caminho entre dúvidas pelo luar ausente,
Tentando sorrir, fingir ser valente,
Mas o futuro dança como névoa no chão,
Confundindo esperança e solidão.


E se o destino mudar meu caminho?
E se a dor for meu único carinho?
Mesmo assim guardo essa chama acesa,
Frágil, inquieta, cheia de incerteza.


Porque amar também é se perder,
É cair no escuro sem saber
Se ao final da noite haverá amanhecer
Ou apenas saudade para sobreviver.


Ainda assim, em silêncio, eu espero,
Mesmo com medo, mesmo sem saber ao certo,
Que um dia duas almas possam se encontrar
E juntas, enfim, aprendam a sonhar.

"O Silêncio de Não Ser Pai"


Não sou pai. E há nisso um espaço — não de vazio, mas de eco. Um campo onde o tempo passou, e deixou intacta uma terra que poderia ter sido semeada.


Não ser pai não é ausência de amor.
Talvez, seja amor que não precisou de nome, que não se debruçou sobre berços, mas se espalhou em gestos, em presenças sutis, em silêncios partilhados.


O mundo, com sua pressa de moldar destinos, parece esperar que todos sigam a mesma trilha: encontrar, gerar, ensinar, repetir. Mas e aqueles cujos passos desenham outro mapa? E aqueles que escutam a vida por outros ângulos, sem o riso de um filho chamando pelo corredor?


Às vezes penso: teria sido bonito... Ser chamado de pai com a voz trêmula de uma criança, encontrar meu rosto espelhado em outro pequeno rosto. Talvez um dia. Talvez nunca. E tudo bem.


Há paternidades que não vestem título.
Há frutos que não brotam do sangue, mas do cuidado que deixamos pelo caminho. Já fui abrigo, já fui raiz, mesmo sem ter dado nome a ninguém.


Não ser pai é, por vezes, um caminho mais silencioso.
Mas há sabedoria no silêncio, há paz em aceitar que a vida se desenha também nas entrelinhas. E que o que não foi, ainda assim, pertence ao que somos.

⁠Antes eu era magia,
hoje, sou silêncio.
Antes eu era riso fácil,
hoje, eco por dentro.
Antes eu era chama acesa,
hoje, cinza ao vento.
Antes eu era presença,
inteiro em cada momento,
hoje sou ausência que pesa
no vazio do pensamento.
Antes eu era caminho,
passo firme, sem medo,
hoje me perco em mim mesmo,
guardando tudo em segredo.
Antes eu era mundo,
imenso, vivo, intenso…
hoje, sou só silêncio.

Há no silêncio…
um mundo que grita baixinho,
um espaço onde os pensamentos
ecoam mais alto que qualquer voz.
Há no silêncio…
lembranças que voltam sem aviso,
sentimentos que se revelam
quando ninguém mais está por perto.
Há no silêncio…
um refúgio e também um abismo,
onde a gente se encontra
ou se perde dentro de si mesmo.
E às vezes,
é nele que mora a verdade
que o barulho do mundo
não deixa a gente ouvir.

Entre flores, nuvens, estrada e silêncio… eu.

Uma pequena parte do todo.

Ele sorriu pra mim.
Ele sempre sorri…

E o meu coração sempre aquece.

Como pode criar coisas tão perfeitas e magníficas,
capazes de tocar tão fundo?

Eu só tenho a agradecer
por poder contemplar o seu íntimo.

Agradecer por sempre ter a oportunidade
de caminhar na presença do sol.

Agradecer por perceber
e me encantar com cada cor
que surge nesse longo caminho.

Por cada nuvem,
em seu formato único,
que mais me lembra um pensamento.

Por um azul tão infinito
que me traz paz.

Eu vejo e sinto,
porque também faço parte disso.

Você também.

Você também tem olhos de vida…

Se permita.

Ana Caroline Marinato

*“No Inverno, Café e Você”*

O inverno chegou devagar,
vestindo a cidade de silêncio
e as janelas de saudade.

Lá fora, o vento desenhava frio nas ruas, mas aqui dentro
existia você.

O café fumegava entre nossas mãos, como um pequeno sol tentando aquecer o mundo.

E eu observava teus olhos
com a mesma calma
de quem encontra abrigo
num fim de tarde chuvoso.

Você sorria baixo,
enquanto o aroma do café
misturava memória e desejo
no mesmo instante.

Há amores que queimam como incêndio.
O nosso não.

O nosso aquece devagar,
como coberta em noite gelada, como música antiga tocando ao fundo, como dois corações aprendendo a morar no mesmo inverno.

E desde então,
toda vez que o frio retorna,
o café perde um pouco do gosto… se você não está aqui.

*Quando meu coração parar*


Não quero silêncio ou fim,
quero que o vento leve meu nome como quem espalha jardim.


Que as lembranças virem estrelas no céu de quem me amou, e cada abraço guardado seja prova do que ficou.


Quando meu coração parar,
que não parem meus versos também, pois quem ama deixa ecos vivendo no peito de alguém.


E se a saudade chegar mansa, feito chuva no entardecer, olhe para o céu sem medo — há amores que não sabem morrer.

"Dança comigo"


Dança comigo como quem encontra abrigo no silêncio entre uma música e outra.


Vem sem medo, deixa o mundo lá fora e pisa leve dentro do meu peito.


Dança comigo
até o relógio esquecer das horas, até a lua cansar de nos olhar pela janela da
madrugada.


Segura minha mão
como se fosse possível
não cair nunca mais.
E se a vida desafinar,
a gente inventa outro ritmo,
outro passo, outra canção.


Só não solta de mim
quando o som diminuir.
Porque há amores
que começam com palavras,
mas existem os mais bonitos… que começam dançando.

⁠Sou estrada, que viu o por do sol
Chuva que molhou o chão
Silencio que formou as horas
Advérbio de intensidade, ação!
*
Lembranças de vidas do solo
Ondas de nuvens pequenas
Átomos em forma visível
Ventos em cor de poemas
*
Sentimentos na porta do ser.
Incertezas em evolução
Pensamento inspirando trisílaba,
O insight trazendo emoção.

Inventaram poesia porque enlouquecer em silêncio era insuportável demais.

Porque havia dores que não cabiam em conversa.
Perdas que não aceitavam nome.
Amores que queimavam sem fazer fumaça.

Então alguém escreveu.

E naquele instante, a humanidade descobriu que palavras também podiam sangrar.

Desde então, todo poeta é apenas uma pessoa tentando sobreviver ao excesso de sentir.

— Lucci Santz

"A saudade que o tempo não roubou"


Às vezes me pego em silêncio, imaginando como você estaria hoje. Consigo ver seu rosto, o brilho de um homem feito e bonito. Fico pensando no caminho que você teria escolhido, na profissão que exerceria com orgulho e no nome da mulher que caminharia ao seu lado.
Gosto de acreditar que você seria imensamente feliz. Que teria filhos com o seu sorriso, perpetuando sua existência.
Mas aí a memória me volta para aquele dia cinza... sinto de novo o aperto no peito, o peso no corpo e aquela queda que feriu o joelho, mas não tanto quanto a notícia que veio logo depois: você tinha partido.
O tempo passou, mas meu coração de tia continua lá, estacionado naquela saudade. Eu nunca perdoei a vida por te levar, nem o destino por nos roubar os momentos que não vivemos. Sinto falta até do que não aconteceu, como o dia em que você me ensinaria a andar de patinete.
Saiba que eu te amo e te amarei para sempre.