Texto sobre Infância
Quero desfrutar
de cada fase da tua infância
que está passando tão depressa,
amanhã não serás mais uma criança,
confesso que sentirei um pouco de tristeza,
mas será momentânea,
pois estamos construindo inesquecíveis lembranças
que sempre poderei visitá-las
e sentir uma necessária
bem-aventurança.
Frederico Pereira da Silva Júnior.
I. Infância e Chamado Mediúnico.
Frederico Pereira da Silva Júnior nasceu em 1858 (local exato não amplamente citado nas fontes) e, já jovem, experimentou um ambiente familiar simples, de operários, sem recursos para educação formal aprofundada.
Em 1878, com cerca de 20-21 anos, fez seu primeiro contato com o Espiritismo ao ser levado por seu padrinho Luís Antônio dos Santos à “Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade”. O propósito era obter notícias de pessoa querida desencarnada. Para surpresa geral, Frederico caiu em transe sonambúlico e tornou-se médium.
Aos 30 de agosto de 1914, após dolorosa enfermidade que lhe consumiu o corpo, mas não lhe empanou o espírito, desencarnava, com a serenidade dos eleitos e a confiança dos verdadeiros servos do Cristo, o notável médium brasileiro Frederico Pereira da Silva Júnior. Sua existência, profundamente marcada pela abnegação e pela dor redentora, foi considerada por Pedro Richard, seu companheiro de trinta e dois anos, "mais acidentada e grandiosa que a da própria Mme. D’Espérance", célebre médium inglesa autora de No País das Sombras.
O primeiro contato de Frederico com o Espiritismo deu-se em 1878, quando, levado por seu padrinho Luís Antônio dos Santos, compareceu à Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade, desejoso de obter notícias de uma pessoa querida já desencarnada. Para surpresa geral, ele próprio caiu em transe sonambúlico, tornando-se instrumento dócil de um Espírito comunicante. A partir desse instante, selava-se o início de sua notável missão mediúnica.
Quando, em 1879, a referida Sociedade tomou rumos puramente científicos, Frederico desligou-se, unindo-se a amigos como Bittencourt Sampaio e Antônio Luiz Sayão, com os quais fundou, em 1880, o Grupo Espírita Fraternidade, de orientação evangélica, mais tarde denominado Grupo Ismael, sob a tutela amorosa do Espírito que inspiraria a fundação da Federação Espírita Brasileira. Nesse grupo memorável, Frederico destacou-se não apenas pela variedade de suas faculdades, mas também pela pureza moral e devotamento incomparável aos serviços desobsessivos e de esclarecimento espiritual.
Durante trinta e quatro anos, exerceu ininterruptamente suas funções mediúnicas. Em 11 de junho de 1914, recebeu sua última comunicação do Além, encerrando, com humildade e esplendor moral, um mandato espiritual que o consagraria como um dos maiores intérpretes da Revelação Espírita em terras brasileiras.
Segundo o testemunho de Dr. Bezerra de Menezes, Frederico era “um médium portador de peregrinas qualidades morais e vastos cabedais psíquicos, que dele faziam, sem contestação possível, um dos mais preciosos e eminentes intérpretes da Revelação Espírita no mundo inteiro, em todos os tempos, transmitindo do Invisível para o mundo objetivo caudais de luzes e bênçãos, de bálsamos e ensinamentos para quantos dele se aproximassem sequiosos de conhecimento e refrigério para as asperezas da existência.” (Yvonne Pereira, A Tragédia de Santa Maria, 12ª ed. FEB, p. 224).
A mediunidade de Frederico, eminentemente passiva, revelava Espíritos que se identificavam com clareza e autenticidade. Era comum que, antes de finda a mensagem, todos os presentes já reconhecessem o estilo do comunicante. Por seu intermédio foram recebidas páginas e obras de inestimável valor, como a segunda parte de Elucidações Evangélicas, de Antônio Luiz Sayão, composta por mais de uma centena de mensagens mediúnicas.
Após a desencarnação de Bittencourt Sampaio, em 1895, Frederico foi o medianeiro de várias obras notáveis ditadas por seu antigo companheiro espiritual, entre elas: Jesus Perante a Cristandade (1898), De Jesus para as Crianças (1901) e Do Calvário ao Apocalipse (1907). Como observou Zeus Wantuil, em Grandes Espíritas do Brasil, “em todas elas reconhecia-se o mesmo estilo literário e espiritual de Bittencourt, ainda que ditadas pela boca de um homem iletrado”.
Homem de coração devotado, Frederico era estimado por todos. Funcionário público exemplar, cultivava o hábito de, logo ao amanhecer, sair de casa para visitar enfermos e necessitados, encontrando nisso o seu maior consolo e razão de viver. De desprendimento e dedicação verdadeiramente evangélicos, foi, entretanto, alvo de perseguições intensas tanto no plano espiritual, por entidades perturbadas contrárias à luz, quanto no meio terreno, pela incompreensão de alguns confrades menos benevolentes.
Nos últimos dez anos de vida, a perseguição espiritual intensificou-se, chegando, segundo relatos, a tentativas das Trevas de incendiar-lhe a residência. Em todas essas lutas, contou com a proteção de seus Guias e da presença amorosa do Espírito de sua primeira esposa.
Acometido de tuberculose pulmonar, suportou estoicamente a moléstia, vendo nela a justa reparação de faltas pretéritas. Jamais se queixou. Ao pressentir a desencarnação, reuniu a família, pronunciou uma prece comovente e, em paz, fechou os olhos ao mundo físico, em sua residência na Rua Navarro, nº 121, no Rio de Janeiro. Tinha 56 anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier (Caju).
Assim regressou à Pátria Espiritual o médium que serviu à Federação Espírita Brasileira e deixou um legado de luz e abnegação, verdadeiro instrumento da misericórdia divina entre os homens.
Por sua mediunidade excelsa, seu espírito de serviço e o testemunho cristão em meio à dor, Frederico Pereira da Silva Júnior permanece como um dos mais luminosos exemplos do Espiritismo nascente no Brasil o sal da terra, na expressão evangélica, cuja vida foi uma oferenda silenciosa ao Cristo Consolador.
Referências:
WANTUIL, Zeus. Grandes Espíritas do Brasil. Federação Espírita Brasileira.
PEREIRA, Yvonne A. A Tragédia de Santa Maria, 12ª ed., FEB, p. 224.
RICHARD, Pedro. Memórias e Testemunhos.
Arquivos Históricos da Federação Espírita Brasileira, Seção Biográfica.
Minha Janela
Lanços fulgurantes da minha história
Retalhos da minha infância
Guardado na memória
Quando ainda criança
Vividos com alegria
Pequeno uma doçura
Brincadeira e fantasia
Colo de mãe muita ternura
Adolescência fragilidade
Incertezas, procura e vaidade
No mundo de tanta gente
Primordial controlar a mente
O amadurecimento necessário
Colo n’outro lado do morro
Pouca roupa no armário
Sem alguém pra pedir socorro
Sementes novas lançadas regando todo dia
Renascendo a alegria
Um quadro pintado em aquarela
Suplício fechar a janela.
A INFÂNCIA COMO ESTADO TRANSITÓRIO DA CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Na análise doutrinária da infância, conforme exposta em O Livro dos Espíritos, a questão 379º estabelece um princípio fundamental da antropologia espiritual: o Espírito que anima o corpo de uma criança pode ser tão desenvolvido quanto o de um adulto. A diferença não reside na essência do ser, mas na limitação imposta pelo instrumento corpóreo. A organização física infantil, ainda em formação, não oferece meios suficientes para que o Espírito manifeste plenamente suas faculdades. Assim, o grau de expressão do pensamento e da consciência encontra-se condicionado ao estado do corpo, e não à grandeza intrínseca do Espírito que o habita.
A questão 380º aprofunda esse entendimento ao esclarecer que, embora o Espírito possua em si a potencialidade intelectual adquirida ao longo de suas existências anteriores, os órgãos da inteligência, ainda imaturos, não lhe permitem exteriorizar tal patrimônio interior. A infância, portanto, não representa um empobrecimento espiritual, mas uma suspensão funcional da razão plena. O Espírito pensa segundo os limites do organismo que o abriga, permanecendo em estado de latência até que o desenvolvimento fisiológico lhe permita maior expansão intelectual e moral.
Essa condição explica a natureza dos sonhos infantis, geralmente simples e desprovidos de complexidade simbólica. Eles refletem o grau de atividade mental possível naquele estágio da vida orgânica. Não se trata de inferioridade espiritual, mas de adequação entre o princípio inteligente e o veículo material que o contém. A mente, ainda em formação, expressa-se por imagens singelas, coerentes com o nível de amadurecimento cerebral.
A questão 381º esclarece, por fim, que, ocorrendo a morte na infância, o Espírito readquire o seu vigor anterior. A libertação do envoltório carnal devolve-lhe gradualmente a plenitude de suas faculdades. Contudo, essa restituição não se dá de modo instantâneo. Persistem, por algum tempo, os vínculos fluídicos que o ligavam ao corpo, e somente com a completa dissolução desses laços é que o Espírito reencontra sua lucidez integral.
Dessa forma, a infância revela-se, à luz do Espiritismo, como uma fase transitória e pedagógica da existência espiritual. Não é um estado de ignorância essencial, mas um período de recolhimento e preparação. A alma, antiga e experiente, curva-se às leis da matéria para, mais uma vez, aprender, reajustar-se e prosseguir na ascensão moral que lhe está destinada.
Infância
Foi mágica da infância, da janela do meu quarto
não sabia assim tão bem , como era do outro lado.
Debruçada na janela, sempre sonhava um bocado
mas não sabia de nada, da vida do outro lado.
Tudo parecia tranquilo,
naquele meu imaginar,
pessoas boas felizes,
sempre vivia a sonhar.
A vida era dosada, luxo nem podia pensar
vestidos de seda, mamãe não podia me dar.
Sabia que existia, no meu inocente sonhar
só não podia tocar, muito menos usar.
Mas a vida era feliz,
eu conseguia sonhar,
os beijinhos da mamãe,
tudo podia amenizar.
Nada lá me faltava, tinha onde brincar
rua branca e macia, com areia para pisar.
Campinho de futebol, em frente meu lar
um lugar interessante, pra poder brincar.
Era linda,
minha terra,
meu cantinho,
meu lugar.
Um rio maravilhoso, onde eu podia nadar
com árvores frondosas, uma beleza de lugar.
Com margens enfeitadas, o rio sorria pra mim
eu com os pés na chão, ficava mais um "poquim".
Mas um “poquim” mamãe!
Eu sempre falava assim,
e acabava mergulhando,
banhando mais um "poquim".
A noite era alegria, a vizinhança à conversar
a meninada reunida, pular, brincar, gritar!
De repente aquela música, era do cinema
indicava que era hora, do filme começar.
As horas iam passando,
o povo ali conversando,
a meninada brincando,
e minha vida mudando.
Era menina morena, com pés no chão eu corria
simples assim era feliz, desse jeito eu crescia.
Cabelos negros ao vento, minha infância vivia
crescendo ficando mocinha, eu nem percebia.
Da vida da janela
à rua que eu conhecia,
brincando e sonhando,
eu mudava como a lua.
Saudades da terrinha, onde pude sonhar
de pessoas amigas, com quem pude partilhar.
Dos amigos de infância, das pessoas do lugar
do cheiro de terra molhada, era marca do lugar.
SAUDADES DA INFÂNCIA:
Eu era pequeno de nada sabia
Brincava e corria exposto ao sereno
Naquele terreno de grande tamanho
Hoje não me acanho em exaltar ele
Pois tomei nele meu primeiro banho
Oh! Como se foi depressa janeiros
E após dezembro
E com muita saudade me lembro
Do tempo que ali passei
Não é que o encanto da vida de idoso
Eu não compreenda
Mas a vida de menino
Nunca me sai da lembrança
E como nuvem de fumaça
Nunca, nunca esquecerei.
Na infância o garotinho birrento ganha uma bola nova do pai, e não sabe nada de futebol, vai jogar com os amiguinhos e o primeiro que marcar um gol está expulso do time e qualquer outro que marcar outro gol ou jogar melhor do que ele, será também expulso do time e ao final do jogo não existe mais time
ao garotinho birrento e mal educado resta então a opção de pegar a bola e voltar pra casa. Quando crescem as vezes esses garotinhos birrentos resolvem entrar na política
Em algum tempo você olhará para trás e se lembrará de muitas coisas, talvez da sua infância, dos seus pais, dos seus amigos do passado, dos seus erros, e até mesmo dos seus amores antigos.
Em algum momento dessas lembraças eu aparecerei e mesmo estando em outro lugar tirarei um sorriso seu, pois você mesmo dizia que eu tinha o dom de te fazer sorrir pelo simples fato de existir, nesse momento você se lembrará do seu maior erro para comigo, se lembrará de como em pedaços fiquei depois que tu partiu, e do fracasso ao tentar te impedir de parti.
Você dizia que o mundo pertencia a nós, é que junto iriamos percorrer por todos lugares possíveis, mas você partiu. No momento de sua ida você e eu sabíamos que não mais nos encontraria, você seguiu em frente me deixando em seu passado mesmo eu sendo oque você tanto queria.
Mas você não poderia imaginar que mesmo estando no seu passado presente iria estar em seus pensamentos, sempre a lembrar que em algum lugar eu iria estar.
A essa altura de suas lembranças você se lembrará da minha morte, se lembrará de como leve voei sobre aquela ponte que me joguei, e em suas lembranças você ouvirá eu dizer "Que algumas coisas conseguimos mudar e por isso devemos nos alegrar com essas coisas, mas outras coisas não conseguimos mudar e que também devemos nos alegrar com essas coisas". Nesse momento você chorará, mas não por tristeza, mas por se lembrar das alegrias que lhe proporcionei, e porque foi o meu pedido de se alegrar pelo oque não pode mudar, você não pode mudar o passado, mas teve força para ir escrevendo seu presente comigo vivo em suas lembranças
Doces memórias da infância
Do tobogã no ribeirão
Das pescarias de enguia
Do barreiro transbordando
Do meu irmão com medo dos trovões
Do segundo sol na chuva forte
Dos baldes de água na cabeça
Da minha mãe nadando
Dos ombros tortos
Do escorrego com o carro-de-mão
Da cicatriz
Das feridas não cicatrizadas
Da saudade
Das lágrimas
Da luz em meus óculos.
#Lutei #para #escapar #da #infância #o #mais #cedo #possível...
Imaginava como seria...
Que ironia...
Assim que consegui...
Querendo voltar correndo pra ela...
Descobri que já era tarde...
Como todos agora estou...
Avisado fui...
Não acreditei...
Agora é a saudade...
Dos caminhos por onde andei...
Do tempo em que tudo era fantasia...
Do tempo que me escondia...
para não me acharem...
Verdade seja dita:
Continuo a me esconder de muitos....
Mas já não é brincadeira...
A vida era um sonho onde não conseguia acordar...
Restava-me apenas esperar...
Um dia...quiçá...
Cheio de sonhos...
Não sei se poderei realizar todos...
Minhas asas já não são fortes...
Não consigo mais deitar no horizonte...
Tocar as nuvens...
Sussurrar aos ventos e me elevar às alturas...
Só através de pequenos desejos...
Porém, posso dizer às pessoas, que nada foi em vão... Que o amor existe...
Que Deus lhe guia...
Que a vida é bela...
Que é bom doar...
Que nunca devemos desistir...
Necessário é manter a esperança viva...
Confiar, aguardar...
Chorar faz parte...
Sorrir é arte...
Que eu "tô podendo"...
Até quando "não tô podendo"...
A vida é um espaço no tempo...
Que aquela sua estrela guia...
Sempre no céu estará lá...
Que eu sempre dei o melhor de mim...
E que valeu a pena...
Assim é...
E assim sempre será...
Sandro Paschoal Nogueira
CREPÚSCULO DOS DIAS
Na infância da existência
nossa consciência de tempo
e espaço nos iludia fácilmente
nos fazia ouvir sons inefáveis
de promessas de prosperidade
víamos imagens de um futuro sem dor
o sofrimento dos outros era só uma ideia
algo que não poderíamos compreender
nem lamentar.
Como criança, brincávamos
com sol durante o dia,
à noite com as estrelas
como se ambos fossem para nós
eternos amigos,
leais companheiros de viagem
rumo à eternidade.
Contudo, chega o crepúsculo dos dias
quando olhamos para trás
e enxergamos um por do sol,
outrora colorido
agora sombrio e cinza,
com um olhar distante e melancólico
reconhecemos que o tempo é inexorável
um pássaro mudo, que não canta mais
a canção favorita dos homens
os sinos que agora tocam
são ecos sem melodia definida
nossos ouvidos céticos não ouvem mais
os acordes da esperança.
Evan do Carmo 23/08/2018
Quero voltar a ser criança
à inocência da infância
eu preciso recordar.
Encontrar este menino
Que escreveu o meu destino
Eu desejo lhe abraçar.
Lhe contar as alegrias
que vivi No seu roteiro,
como até cheguei primeiro
onde ele imaginou.
Lhe falar do sofrimento
De deixar coisas pra trás
Do lamento da derrota
Mas o amor seguiu a rota
Que me trouxe muita paz.
Hoje é o Dia das Crianças, uma data especial para celebrar a infância e reconhecer a importância desse estágio na formação de cada indivíduo.
As crianças são seres iluminados, que nos ensinam sobre a simplicidade e a beleza da vida. Elas são os sonhadores e os mais resilientes, capazes de encontrar alegria nas situações mais simples. Com seu coração puro, elas são capazes de encher qualquer ambiente de amor e harmonia.
É nosso dever proteger cada sorriso e cada sonho que elas carregam. As crianças são as sementes do futuro e a esperança de dias melhores...
Feliz Dia das Crianças!
Naquela época, a infância ganhava uma essência especial quando a noite começava a tomar conta das ruas. Lembro-me de crescer em uma época em que a tecnologia ainda não dominava nossas vidas e o entretenimento mais autêntico estava em jogos criativos e brincadeiras ao ar livre. Era um tempo em que a rua se transformava em um mar de diversão e caminhos trilhados por risadas e amizades verdadeiras.
Assim que o sol se punha e o céu se tingia de estrelas, eu e meus(minhas) amigos(as) saíamos em bando para explorar a nossa rua. Alí, encontrávamos uma liberdade que só uma infância sem amarras poderia proporcionar.
As brincadeiras fluíam, e o escuro não nos intimidava. Cada passo era uma emoção, cada som um mistério a ser desvendado. Os cantos escuros e os becos eram verdadeiros desafios que nos impulsionavam a correr mais rápido e a descobrir segredos escondidos. Éramos como exploradores noturnos, desbravando cada pedaço de terra conhecido com a audácia e a curiosidade típicas da juventude.
Os jogos de esconde-esconde se tornavam ainda mais emocionantes quando a pouca iluminação pública falhava em nos encontrar, permitindo que nos escondêssemos em cantinhos improváveis e criássemos estratégias mirabolantes para vencer. Gritinhos e gargalhadas preenchiam o ar, estabelecendo uma atmosfera de pura energia e felicidade.
A rua era nosso playground noturno, onde pequenas aventuras surgiam a cada esquina. De pega-pega a pular amarelinha, cada jogo era uma oportunidade de fortalecer nossa amizade e testar nossas habilidades físicas. Não importava se fossemos rápidos ou ágeis, o importante era a diversão compartilhada e a cumplicidade que sentíamos ao brincar juntos.
Olhando para trás, percebo o quão especial eram aquelas noites de brincadeiras na rua com os amigos. Era um tempo em que o mundo parecia infinito, cheio de possibilidades e descobertas. Ali, aprendemos lições valiosas sobre coragem, confiança e trabalho em equipe. Vivemos uma infância inesquecível, moldada pelo espírito aventureiro e pela estreita conexão com a natureza.
Hoje, olhando pela janela, vejo um mundo diferente. As ruas estão mais silenciosas e vazias à noite, a infância parece ter se deslocado para dentro de casa, presa às telas digitais. Mas mesmo assim, guardo a memória viva daquelas noites mágicas, onde encontrávamos o nosso próprio mundo de diversão e criatividade.
A infância na rua, a noite, com os amigos, foi como uma canção que ecoa constantemente em meu coração. Uma melodia que me lembra da importância de aproveitar a vida e buscar a alegria nas pequenas coisas, mesmo quando as circunstâncias mudam. Pois a essência de uma infância rica em momentos compartilhados é algo que jamais se dissipará, e estará sempre presente, guardada no fundo da alma de cada um de nós...
- Edna Andrade
Sempre vou lembrar da pessoa que esteve comigo nos bons e maus momentos, desde a minha infância. Só tenho a agradecer por tudo que passamos juntos. Você se foi e junto levou uma parte de mim, uma das melhores pessoas que já passaram pela minha vida. Não tenho muito o que dizer porque a ficha ainda não caiu, mas sei que vai ser muito difícil aceitar. T tenho certeza que nunca vou te esquecer. Só espero que você encontre paz irmão, que Deus te ilumine.
''mas se for pra falar de algo bom, eu sempre vou lembrar de você.''
Às vezes olhamos para trás e relembramos a nossa infância. Às vezes queríamos voltar a ser criança, só para ficar longe dos problemas de adultos. Ser criança é ser feliz o tempo todo, é se alegrar com quase nada, é ter atenção toda hora, é amar, perdoar e nem ligar pro que falaram pra você.
Graças a Deus, Ele me deu você para voltar a ser criança; com você os dias de calor são frios, e os dias frios são calor.
Despedida!
Sempre vivi à minha maneira:
Na infância me estranhavam, até meus pais.
Na juventude me criticavam os "amigos" .
Na maternidade não me entendem, os filhos!
Mas hoje, no quase fechando as cortinas da vida, estou feliz!
Eu consegui ser leal à mim e aos outros;
-Sempre fazendo aquilo que queria que fizessem ou tivessem feito comigo.
Quem entendeu; sou grata!
Quem não entendeu; eu sinto muito, fica para a próxima. -Quem sabe!
-Parto tranquila, ciente de que fiz um bom trabalho cá na terra, pelo menos por mim.
Arrivederci!
(Haredita Angel-17.18-Facebook- Socorro Oliveira Vieira)
Saudades de mim
Ando com muitas saudades de mim.
Dos banhos de chuva na infância;
Dos tempos de colégio;
Das amigas de calçada;
Do namoro no portão;
Da casinha de portas verdes com muro baixo de pedrinhas;
Do pé de jambo na frente da casa!
Da grande imagem de São José à porta como a saudar todos que lá adentravam;
Das borboletas coloridas que voavam alegres sob o jardim florido da minha mãe;
Do bolo de carimã da Nega;
Das festas de junho e das adivinhações;
Do bairro que me viu crescer e casar...
E da menina que virou mulher, e hoje só quer sentir saudades...!
Haredita Angel
29.04.17
"Arraiá da Minha Infância"
Lá no sertão da lembrança, num cantinho do meu chão,
há um arraiá danado que mora no coração.
Era fita, era bandeira, era milho na fogueira,
e o céu, todo enfeitado, de estrela e brincadeira!
Tinha cheiro de canjica, de pamonha e de baião,
e o som da sanfona velha mexia com o coração.
Menino de roupa xadrez, chapéu de palha e alegria,
corria feito passarinho, até a noite virar dia.
A quadrilha era um encanto, com noiva toda enfeitada,
e o noivo, suando bicas, com a cara atrapalhada.
"Anarriê!" — gritava o moço — "Alavantú, minha gente!",
e o povo dançava junto, todo mundo tão contente!
Tinha pau de sebo e sorteio, tinha forró no terreiro,
e um velho contando história de um santo milagreiro.
Tinha reza e tinha riso, tinha fé e brincadeira,
e o céu era um véu bordado por Deus a noite inteira!
Hoje, quando fecho os olhos, volto logo àquele lugar:
vejo meu pai com a risada, mamãe a me abraçar...
É o tempo que vai passando, mas dentro da alma alcança
o arraiá tão bonito da minha doce infância.
A infância e os idosos
foram e seguem
torturados na Bolívia
pelos infames golpistas
que se alimentam
dos massacres
de Senkata, Sacaba
de outros rincões
ainda não conhecidos
e outros talvez ainda
não tão comentados,
Incontáveis são
os presos políticos
e é desconhecido
o número
de desaparecidos;
Os tiranos certos
de que serão acobertados:
alimentam o triângulo
de ódio, tortura e morte
porque creem que
não serão derrubados.
Do outro lado
a tragédia do povo
yupka pouco falada,
Talvez seja daqui
a pouco esquecida.
O meu silêncio é
um tambor que
indomável grito
as dores do mundo.
A verdade não retida
jamais há de ser
discurso de ódio,
é a maneira de
lutar todo o dia:
contra o tempo
e o esquecimento.
Por isso todo o dia
devoto um terço,
um poema de protesto
contra o Império,
e não escondo
o meu desagrado
de terem feito
um General injustiçado
e uma tropa e o seu
orgulho quebrado
pelo peso
das mesmas correntes.
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