Texto sobre Infância

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⁠Se não fosse o Senhor!


Se não fosse o Senhor,
Na minha infância, meguardando.
Eu não sei o que teria sido
de mim.
Hoje já estou velho, masainda sim : Sinto
Deus, cuidando de mim.

Passei pelo vale da sombra da morte,
Quem me viu, não acreditava,
que do vale da sombra da morte,
o Senhor mim livrava.

Eu venci um câncer maligno, depois de
uma oração de imposição de mãos.
Que estava na base da língua, e Deus
ouviu a oração, que foi feita em silêncio
sem chamar atenção.

Sete de novembro, de dois mil e quatroze,
o milagre aconteceu, na Catedral da Benção,
tudo pra Glória de Deus.

Deus abençoe ao bispo, o seu servo Daniel,
que tem por sobre nome Oliveira, o profeta de Israel.
O Israel, de Deus somos nós, porque ele nos amou, nos danado a Jesus Cristo, o nosso eterno Salvador.

Inserida por COMPOSITOR

O FLAMENCO DA POVEIRA

⁠Como ela dançava e cantava o flamenco
Nas praças da minha infância,
À compita com Juvenço
Moço tropa de bota alta
Tipo peralta,
Mas homem sem substância.
Rodopiava louca
E batia em sincronia
O tacão
Dos sapatos da ilusão
E cantava com voz rouca,
Já com energia pouca,
Nos tempos de servidão.
Emília, a ti Poveira,
Mulher de raça
Sem trapaça
E dos copos
Só, sem tremoços,
Que a esmola não dava trocos
Para mais que o copito
Absorvido
Engolido
De súpeto
Feito ímpeto
Na garganta ressequida,
Ferida,
Naquela tarde de esfolar o pito.

(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 30-07-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Rememorando a infância
Avós na varanda, dialogando, janelas antigas de madeira, pomar no quintal, galo cacarejando, galinhas botando ovos, caquinhos de cerâmica, refugo na cor vermelha e um pouco em cores amarela e preta, badalar do relógio de parede de corda, gatos miando e esfregando nas canelas, Jabuticabeira florida e crianças felizes brincando, comendo mexerica.
Fábio Alves Borges

Inserida por FabioAlvesBorges

⁠O pânico na infância pode ser uma experiência profundamente angustiante tanto para a criança quanto para sua família. Crianças podem sofrer ataques de pânico, caracterizados por uma sensação repentina e intensa de medo ou desconforto, acompanhada de sintomas físicos como falta de ar, palpitações, tontura e suor excessivo. Esses episódios podem ocorrer sem um motivo aparente, mas são geralmente desencadeados por situações que a criança percebe como ameaçadoras.

Embora os ataques de pânico sejam mais comuns em adultos, eles também podem afetar crianças, especialmente aquelas que enfrentam altos níveis de estresse, ansiedade ou mudanças significativas em suas vidas, como a separação dos pais, bullying ou dificuldades escolares. Muitas vezes, a criança pode ter dificuldade em expressar o que está sentindo, o que torna essencial a atenção dos cuidadores para detectar sinais.

É importante buscar ajuda profissional caso uma criança esteja passando por crises de pânico, pois o tratamento adequado, incluindo terapia e, em alguns casos, medicação, pode ajudar a controlar os sintomas e prevenir complicações no desenvolvimento emocional e psicológico.

Se houver a suspeita de pânico na infância, oferecer um ambiente seguro, apoio emocional e compreensão são passos essenciais para ajudar a criança a se sentir protegida e acolhida.

Inserida por Celyteixeirafrases

Um ser humano passa por três fases nitidamente marcantes da vida, na infância a fase dos porquês, na juventude a fase das certezas absolutas e na vida adulta quando reconhece enfim que nada sabe e prossegue em busca do autoconhecimento e da reforma íntima para alcançar a paz espiritual.
Creio que assim será com a humanidade de maneira coletiva, passando por estas três fases chegaremos ao ápice onde teremos uma civilização que buscará conhecer-se a si mesma em busca da paz universal.

Inserida por duilioamoraes

Ser infeliz na infância
pode não ser um mal legado...
não se sofre tanto de saudade
nem se fica amargurado.

Se a lembrança não for boa
logo fica no passado,
ninguém gosta de lembrar
de ter sido mal tratado.

Mas se sua infância foi feliz
se tudo foi meio encantado
você foi o escolhido,
e pra sempre está condenado.

Quando as pessoas se vão...
e a verdade se apresenta
começa o seu martírio
e a saudade se alimenta.

Os dias parecem um calvário
nada importa sua vontade,
só as dores se ampliam
é a "sentença" da saudade.

Inserida por sildacio_matos_filho

⁠Gosto de infância

E fazia do meu quintal
o meu reino encantado
E do meu pé de mangas,
o meu castelo alado.

Cada galho, era um aposento
cheio de personagens...
Num agrupamento
que se apresentavam um a um para mim.

No meu castelo eram realizados lindos bailes
Com direito a príncipes e reis,
pricesas e rainhas...
Dançando em plena harmonia.

Não existia nenhuma desavença
Acredite, ninguém queria correr o risco
de conhecer o calabouço
e se deparar com alguma doença...

Ficava horas me divertindo
com a realeza...
Até ser despertada
pelos gritos da rainha mãe
Me chamando para ir comprar o pão.

Eita mundo fantástico!
Mundo de criança. Mundo da imaginação...

Inserida por FrancyAndrade

Soneto 1 - Marcas da Infância.


Olhar vago


Sentado na beira do rio
Vendo as ondulações projetadas.
Tentando não ficar senil
Com meu sorriso de faixa alargada.


Cubro os olhos da luz solar
Que se reflete, sutil, na superfície.
Os meus pensamentos tentam se calar,
Igualar-se as bordas da planície.


Cato uma pequena pedrinha,
Jogo na água, bagunçando.
Criando pequenas ondinhas,
E logo a visão vai-se ofuscando.


Memórias molham os meus olhos fechados,
Feridas trazem lembranças, ocultas do meu passado.


Tsharllez Foucallt

Inserida por LucasCandido

Infância

Foi mágica da infância, da janela do meu quarto
não sabia assim tão bem , como era do outro lado.
Debruçada na janela, sempre sonhava um bocado
mas não sabia de nada, da vida do outro lado.

Tudo parecia tranquilo,
naquele meu imaginar,
pessoas boas felizes,
sempre vivia a sonhar.

A vida era dosada, luxo nem podia pensar
vestidos de seda, mamãe não podia me dar.
Sabia que existia, no meu inocente sonhar
só não podia tocar, muito menos usar.

Mas a vida era feliz,
eu conseguia sonhar,
os beijinhos da mamãe,
tudo podia amenizar.

Nada lá me faltava, tinha onde brincar
rua branca e macia, com areia para pisar.
Campinho de futebol, em frente meu lar
um lugar interessante, pra poder brincar.

Era linda,
minha terra,
meu cantinho,
meu lugar.

Um rio maravilhoso, onde eu podia nadar
com árvores frondosas, uma beleza de lugar.
Com margens enfeitadas, o rio sorria pra mim
eu com os pés na chão, ficava mais um "poquim".

Mas um “poquim” mamãe!
Eu sempre falava assim,
e acabava mergulhando,
banhando mais um "poquim".

A noite era alegria, a vizinhança à conversar
a meninada reunida, pular, brincar, gritar!
De repente aquela música, era do cinema
indicava que era hora, do filme começar.

As horas iam passando,
o povo ali conversando,
a meninada brincando,
e minha vida mudando.

Era menina morena, com pés no chão eu corria
simples assim era feliz, desse jeito eu crescia.
Cabelos negros ao vento, minha infância vivia
crescendo ficando mocinha, eu nem percebia.

Da vida da janela
à rua que eu conhecia,
brincando e sonhando,
eu mudava como a lua.

Saudades da terrinha, onde pude sonhar
de pessoas amigas, com quem pude partilhar.
Dos amigos de infância, das pessoas do lugar
do cheiro de terra molhada, era marca do lugar.

Inserida por barbaramelosiqueira

SAUDADES DA INFÂNCIA:

Eu era pequeno de nada sabia
Brincava e corria exposto ao sereno

Naquele terreno de grande tamanho
Hoje não me acanho em exaltar ele
Pois tomei nele meu primeiro banho

Oh! Como se foi depressa janeiros
E após dezembro

E com muita saudade me lembro
Do tempo que ali passei

Não é que o encanto da vida de idoso
Eu não compreenda

Mas a vida de menino
Nunca me sai da lembrança

E como nuvem de fumaça
Nunca, nunca esquecerei.

Inserida por NICOLAVITAL

Em algum tempo você olhará para trás e se lembrará de muitas coisas, talvez da sua infância, dos seus pais, dos seus amigos do passado, dos seus erros, e até mesmo dos seus amores antigos.
Em algum momento dessas lembraças eu aparecerei e mesmo estando em outro lugar tirarei um sorriso seu, pois você mesmo dizia que eu tinha o dom de te fazer sorrir pelo simples fato de existir, nesse momento você se lembrará do seu maior erro para comigo, se lembrará de como em pedaços fiquei depois que tu partiu, e do fracasso ao tentar te impedir de parti.
Você dizia que o mundo pertencia a nós, é que junto iriamos percorrer por todos lugares possíveis, mas você partiu. No momento de sua ida você e eu sabíamos que não mais nos encontraria, você seguiu em frente me deixando em seu passado mesmo eu sendo oque você tanto queria.
Mas você não poderia imaginar que mesmo estando no seu passado presente iria estar em seus pensamentos, sempre a lembrar que em algum lugar eu iria estar.
A essa altura de suas lembranças você se lembrará da minha morte, se lembrará de como leve voei sobre aquela ponte que me joguei, e em suas lembranças você ouvirá eu dizer "Que algumas coisas conseguimos mudar e por isso devemos nos alegrar com essas coisas, mas outras coisas não conseguimos mudar e que também devemos nos alegrar com essas coisas". Nesse momento você chorará, mas não por tristeza, mas por se lembrar das alegrias que lhe proporcionei, e porque foi o meu pedido de se alegrar pelo oque não pode mudar, você não pode mudar o passado, mas teve força para ir escrevendo seu presente comigo vivo em suas lembranças

Inserida por OrlandoBiotoviski

Doces memórias da infância
Do tobogã no ribeirão
Das pescarias de enguia
Do barreiro transbordando
Do meu irmão com medo dos trovões
Do segundo sol na chuva forte
Dos baldes de água na cabeça
Da minha mãe nadando
Dos ombros tortos
Do escorrego com o carro-de-mão
Da cicatriz
Das feridas não cicatrizadas
Da saudade
Das lágrimas
Da luz em meus óculos.
⁠

Inserida por ARRUDAJBde

⁠Hoje é o Dia das Crianças, uma data especial para celebrar a infância e reconhecer a importância desse estágio na formação de cada indivíduo.

As crianças são seres iluminados, que nos ensinam sobre a simplicidade e a beleza da vida. Elas são os sonhadores e os mais resilientes, capazes de encontrar alegria nas situações mais simples. Com seu coração puro, elas são capazes de encher qualquer ambiente de amor e harmonia.

É nosso dever proteger cada sorriso e cada sonho que elas carregam. As crianças são as sementes do futuro e a esperança de dias melhores...

Feliz Dia das Crianças!

Inserida por EdnadeAndrade

⁠Naquela época, a infância ganhava uma essência especial quando a noite começava a tomar conta das ruas. Lembro-me de crescer em uma época em que a tecnologia ainda não dominava nossas vidas e o entretenimento mais autêntico estava em jogos criativos e brincadeiras ao ar livre. Era um tempo em que a rua se transformava em um mar de diversão e caminhos trilhados por risadas e amizades verdadeiras.

Assim que o sol se punha e o céu se tingia de estrelas, eu e meus(minhas) amigos(as) saíamos em bando para explorar a nossa rua. Alí, encontrávamos uma liberdade que só uma infância sem amarras poderia proporcionar.

As brincadeiras fluíam, e o escuro não nos intimidava. Cada passo era uma emoção, cada som um mistério a ser desvendado. Os cantos escuros e os becos eram verdadeiros desafios que nos impulsionavam a correr mais rápido e a descobrir segredos escondidos. Éramos como exploradores noturnos, desbravando cada pedaço de terra conhecido com a audácia e a curiosidade típicas da juventude.

Os jogos de esconde-esconde se tornavam ainda mais emocionantes quando a pouca iluminação pública falhava em nos encontrar, permitindo que nos escondêssemos em cantinhos improváveis e criássemos estratégias mirabolantes para vencer. Gritinhos e gargalhadas preenchiam o ar, estabelecendo uma atmosfera de pura energia e felicidade.

A rua era nosso playground noturno, onde pequenas aventuras surgiam a cada esquina. De pega-pega a pular amarelinha, cada jogo era uma oportunidade de fortalecer nossa amizade e testar nossas habilidades físicas. Não importava se fossemos rápidos ou ágeis, o importante era a diversão compartilhada e a cumplicidade que sentíamos ao brincar juntos.

Olhando para trás, percebo o quão especial eram aquelas noites de brincadeiras na rua com os amigos. Era um tempo em que o mundo parecia infinito, cheio de possibilidades e descobertas. Ali, aprendemos lições valiosas sobre coragem, confiança e trabalho em equipe. Vivemos uma infância inesquecível, moldada pelo espírito aventureiro e pela estreita conexão com a natureza.

Hoje, olhando pela janela, vejo um mundo diferente. As ruas estão mais silenciosas e vazias à noite, a infância parece ter se deslocado para dentro de casa, presa às telas digitais. Mas mesmo assim, guardo a memória viva daquelas noites mágicas, onde encontrávamos o nosso próprio mundo de diversão e criatividade.

A infância na rua, a noite, com os amigos, foi como uma canção que ecoa constantemente em meu coração. Uma melodia que me lembra da importância de aproveitar a vida e buscar a alegria nas pequenas coisas, mesmo quando as circunstâncias mudam. Pois a essência de uma infância rica em momentos compartilhados é algo que jamais se dissipará, e estará sempre presente, guardada no fundo da alma de cada um de nós...

- Edna Andrade

Inserida por EdnadeAndrade

"Arraiá da Minha Infância"

Lá no sertão da lembrança, num cantinho do meu chão,
há um arraiá danado que mora no coração.
Era fita, era bandeira, era milho na fogueira,
e o céu, todo enfeitado, de estrela e brincadeira!

Tinha cheiro de canjica, de pamonha e de baião,
e o som da sanfona velha mexia com o coração.
Menino de roupa xadrez, chapéu de palha e alegria,
corria feito passarinho, até a noite virar dia.

A quadrilha era um encanto, com noiva toda enfeitada,
e o noivo, suando bicas, com a cara atrapalhada.
"Anarriê!" — gritava o moço — "Alavantú, minha gente!",
e o povo dançava junto, todo mundo tão contente!

Tinha pau de sebo e sorteio, tinha forró no terreiro,
e um velho contando história de um santo milagreiro.
Tinha reza e tinha riso, tinha fé e brincadeira,
e o céu era um véu bordado por Deus a noite inteira!

Hoje, quando fecho os olhos, volto logo àquele lugar:
vejo meu pai com a risada, mamãe a me abraçar...
É o tempo que vai passando, mas dentro da alma alcança
o arraiá tão bonito da minha doce infância.

Inserida por rosangela_montano_1

⁠ o tempo cruel me levou a infância querida
a vida que era tão simples
que o tempo parecia não existir
o tempo me roubou a fase mais feliz e apaixonada
a minha juventude despreocupada tudo era emoção amores e muita imaginação
uma energia que nunca acabaria
mas a maturidade trouxe a experiência
e cuidados junto com a paciência
era a velhice cansada
que se acomodava parada observando o tempo passar
por fim o tempo cruel me levou a vida

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠Sinto falta da minha infância na casa da minha vovozinha querida, dos bolos e doces, das histórias que ela me contava, quando ela lia poemas para eu dormir, era fantástico, minha mente desaparecia e se perdia na minha imaginação fértil onde meus pensamentos criavam cenários.
Ah, como sinto falta da minha vozinha, da cozinha, do filtro de barro, da caneca pendurada no prego ao lado. Sinto falta do chão vermelho que ela encerava, eu escorregava como num parque de diversões. Os melhores momentos da minha vida agora são minhas lembranças mais preciosas que transformo em poemas que trazem a quem os lê um pouco da minha alegria da infância, da melhor fase da minha vida. Que saudade da minha querida vovozinha...

Saudades de você.
Em memória da minha querida avó.

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠Para as alegrias da infância
É que eu almejo voltar
O céu na Terra bailando
A delicadeza do ar
Um baile na primavera
Lindo verão a surgir
Ah, quão doce era
Sua presença em mim!
Para as alegrias da infância
Eu sempre volto a sonhar
Canções no pé da estrada
Cantigas que fazem ninar
Um vento e uma caldeira
Imagens podem cingir
Tão vasta de brincadeiras
De novo volto a sorrir!

Inserida por noi_soul

⁠ A cultura da Barganha

Como é difícil desassociar padrões introjetados desde nossa infância.

Faça isso, para ganhar aquilo, ou se comporte de tal maneira, para não receber castigo.

Parece, que as recompensas geram nossas motivações, e que para quase que tudo que se faz, espera-se o retorno.

Ocorre na infância, adolescência e vida adulta, nos relacionamentos, vida profissional e sentimental.

Até que, descobrimos um amor não romântico, onde a reciprocidade, e espera por recompensas não prevalecem.

É o amor de pai ou mãe pelo filho, onde nada que ele faça, pode fazer a mãe amá-lo mais do que já ama, e não existe algo, que a faça deixar de amá-lo.

Cuida-se, sem esperar algo em troca, faz-se o bem, mesmo sem recompensas, tudo é feito porque se ama, um amor verdadeiro, não baseado na expectativa de troca, algo inédito para nós de forma ativa.

Ao mergulharmos no ambiente religioso, vem a tona o que aprendemos desde a infância, por isso, poucos compreendem o amor de Deus, e menos ainda são os que assim o amam.

Dessa forma, fica difícil compreender que a vida eterna não é recompensa, é uma consequência de quem crer.

Talhados na meritocracia, temos dificuldade em vivenciar o amor de Deus.

Qual é o resultado de ser amado, mas não se sentir amado? extrema Religiosidade.

Onde queremos impor, o que nos parece ser verdade.

Uma distorção de valores, que cria requisições divinas, provenientes de aspectos humanos, exigindo do próximo, aquilo que Deus não exigiu dos mesmos.

Um rigor excessivo, e ausência de misericórdia, permeiam a natureza desses religiosos.

A teologia do medo, e a cultura da Barganha, mantém pessoas sinceras aprisionadas, e longe de experimentar a plenitude do amor de Deus.

Um amor que constrange, não pede nada em troca, e nos aceita do jeito que somos.

Esse amor, transforma vidas e quem é por ele impactado, o transborda na vida do próximo.

Com Deus, não há barganhas, ele nos dá primeiro, sem esperar algo em troca.
E deseja que sejamos iguais a Ele.

Inserida por JuniorOliveiraRJ

#Lutei #para #escapar #da #infância #o #mais #cedo #possível...

Imaginava como seria...

Que ironia...

Assim que consegui...

Querendo voltar correndo pra ela...

Descobri que já era tarde...

Como todos agora estou...

Avisado fui...

Não acreditei...

Agora é a saudade...

Dos caminhos por onde andei...

Do tempo em que tudo era fantasia...

Do tempo que me escondia...

para não me acharem...

Verdade seja dita:

Continuo a me esconder de muitos....

Mas já não é brincadeira...

A vida era um sonho onde não conseguia acordar...

Restava-me apenas esperar...

Um dia...quiçá...

Cheio de sonhos...

Não sei se poderei realizar todos...

Minhas asas já não são fortes...

Não consigo mais deitar no horizonte...

Tocar as nuvens...

Sussurrar aos ventos e me elevar às alturas...

Só através de pequenos desejos...

Porém, posso dizer às pessoas, que nada foi em vão... Que o amor existe...

Que Deus lhe guia...

Que a vida é bela...

Que é bom doar...

Que nunca devemos desistir...

Necessário é manter a esperança viva...

Confiar, aguardar...

Chorar faz parte...

Sorrir é arte...

Que eu "tô podendo"...

Até quando "não tô podendo"...

A vida é um espaço no tempo...

Que aquela sua estrela guia...

Sempre no céu estará lá...

Que eu sempre dei o melhor de mim...

E que valeu a pena...

Assim é...

E assim sempre será...



Sandro Paschoal Nogueira