Texto Não Literário
Ela se sente rejeitada pelo mundo, não que ela seja rejeitada literalmente, mas sua mania de se isolar acaba resultando nisso. Sempre cometendo os mesmos erros, ela não consegue mais fugir de si mesma. Quebrada por dentro, intacta por fora, e querendo desesperadamente encontrar a razão de tantas coisas que já lhe aconteceram. Erros, seus erros. Não há ninguém em casa, então ela mente e volta para as ruas amaldiçoadas. Não há ninguém para enxugar suas lágrimas, ela está perdendo a cabeça e não há ninguém para salvá-la. Ela perece. Definha. Expele lentamente o veneno. Ela se perdeu dentro de si. Ela quer ser salva. Quem a encontraria largada no pavimento obscuro de sua alma vazia?
O cinema e a literatura não são mundos separados. Eles se conversam e se completam. Há ideias maravilhosas que só estão no mundo dos livros, e outras ideias maravilhosas que só estão no mundo dos filmes. O verdadeiro inimigo da literatura é a má literatura, e o único concorrente do cinema é o mau cinema.
A literatura possui o papel de refletir não só o inconsciente coletivo, como também o inconsciente pessoal, as organizações da psique. O entendimento da vida humana, dos relacionamentos, os significados e as complexidades dos nossos conflitos são matéria de um espaço de liberdade, de troca, que não está atrelado, necessariamente, à venda de algum produto.
Daqui a revolta literária contra um mundo de quadrados, de fórmulas que já dão certo e que não devem ser modificadas, contra enlatados que sequestram a cabeça das pessoas e transformam-nas em zumbis, aceitadoras do estatos quos vigentes e disseminadoras de um nada, dotadas de gritos completamente surdos e revoltas tratadas enquanto doenças no mundo do prozac.
Quando você estiver lendo um livro, seja da grande literatura universal ou não, e um caipora com pose de sabidão lhe perguntar qual é a análise crítica que você faz do mesmo, abandone o sujeito, e bem rápido, porque se você se demorar só um pouquinho com o cafifento, ele começará a falar, e falar, e falar e então seus ouvidos serão utilizados com uma latrina para excrementos verbais multiculturais e sua cabeça transformada numa fossa para os dejetos ideológicos que pululam nesse tipo de alminha criticamente crítica.
Sou e não sou escritor. Escritor é todo aquele que já fez uma frase de pura literatura ou imaginou tê-la feito. Entre estes e os consagrados, pouca ou nenhuma diferença existe. Cada frase é o mesmo desafio para todos, e cada livro é um grito suicida do qual nunca se sabe se se salva" (Estranhos na noite, romance, 1988)
Um escritor é um escritor de verdade até o momento de sua morte. Não faço literatura para ser aplaudido em bienais e feirinhas de livros, nem para ser célebre tomando chá das cinco na ABL, nem para ganhar montes de dinheiro. Mesmo porque só quem ganha um monte de dinheiro é Paulo Coelho. Faço literatura porque é uma arte essencial para mim, faz parte do meu ser inconveniente, e a amo com intensa paixão. Quase desesperado. Minha única ambição na vida é conseguir escrever mais coisas até quando conseguir, mesmo numa cadeira de rodas ou crucificado numa cruz."
Existe uma linha de raciocínio que faz o ser humano ser perfeito, não no sentido literal, mas sim em seu papel, assim como chamamos algo de perfeito por cumprir perfeitamente seu papel, essa linha de raciocínio nos torna perfeitos pois, deixam o caminho claro para sermos assim, e por mais que seja uma linha de raciocínio bem lógica de se entender, a maioria das pessoas vai achar ridículo, pois para seguir essa linha de raciocínio, o ser humano deve romper completamente a sua zona de conforto, com todas as suas crenças, ideais, convicções e orgulho, então são poucos que conseguem ser perfeitos, de qualquer, é algo bem simples basta refletir sobre todos os assuntos de forma 100% imparcial, sacrificando tudo que vc acreditava ser real em prol do que realmente é verdade, e caso não tenha percebido, é justamente por isso que poucas pessoas conseguem ser assim, pois nenhum deus, doutrina ou ideologia consegue sobreviver a essa linha de raciocínio, e também, o individuo tem que aceitar que é só uma falha que partiu de muitas outras falhas, e que muito em breve vai deixar de existir, sem nunca precisar ter existido, isso fere o ego da maioria esmagadora dos seres humanos que existem, já existiram ou ainda irão existir, porém, basta refletir e se puder, debater e estudar de forma imparcial sobre todos os assuntos, assim, muito em breve, estará muito claro que essa linha de raciocínio está correta, assim, caso vc esteja morrendo amanhã, morrerá sastifeito e feliz por ter cumprido o papel que a natureza impôs para todos nós, que é simplesmente sobreviver como qualquer outro animal nessa bioesfera.
Quando te conheci não fazia ideia de que você teria importância pra mim, você literalmente chegou no momento certo, no momento que eu queria desistir e vc veio pra me deixar melhor, eu queria poder sentir o seu abraço o seu cheiro, toda hora, você se tornou uma parte de mim, n fazia ideia que eu encontraria alguém dia e que eu pudesse me sentir seguro
"A grande literatura de ficção mostra-nos como é a vida humana, mas não pode nos explicar o porquê. Para fazê-lo, teria de subir um grau na escala de abstração, tornando-se análise e teoria, abandonando portanto a contemplação da vida concreta, que é o seu terreno específico."
O anjo literário - anjo caído, talvez luciferino, mas anjo, no fim de contas - não tem horários fixos, nem momentos planificados. Voa por cima de um infeliz qualquer quando lhe apetece e ponto. Às vezes, esse anjo é perceptível. Às vezes, disfarça-se. Às vezes, o seu voo é tão fugaz e silencioso que nunca ninguém ficou a saber que passou por ali, espargindo palavras mágicas sobre uma qualquer vítima e deixando legiões de futuros leitores na perplexidade absoluta, porém, felizes.
Eu quero te amar até meu último suspiro, não penso na hipótese de viver sem você, eu literalmente não vejo vida em mim se caso um dia eu não ter mais você... Por isso quero ver você sempre feliz! Você me trás felicidade para a vida, que isso que por si só é algo absurdo de se achar, a felicidade... Em você eu encontro todas as vezes que nossos olhares se encaixam. Meu maior sonho, é que cresçamos e juntamente sejamos um exemplo de casal, tanto na igreja quanto para nós mesmos, que tenhamos nossas coisas, que nós conquistaremos juntos, é tanta coisa que ainda tem por vir que sinceramente, eu estar ansioso é pouco... Mas aos poucos vamos conquistando tudo aos poucos, paciência e coragem. E com toda essa história que vamos ter, momentos ruins vão vir... E exatamente nesses dias eu quero que você saiba, que eu sou seu melhor amigo, namorado e que sempre vou estar ali por você, não importa o que aconteça, vamos dar um jeito juntos! Pra sempre e agora e depois, eu te amo minha vida!
Eu não me limito a um só estilo ou a uma só categoria. Eu acho que a literatura é rica e plural. Eu gosto de explorar diferentes possibilidades, de sair da minha zona de conforto, de experimentar novas formas de narrar. Eu sou um escritor que não tem medo de ousar, de experimentar e de se expressar. [...] (em entrevista)
Não há povo e não há homem que possa viver sem ela [a literatura], isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado.
O corredor da morte é minha própria mente, não de uma forma melancólica, mas como literal, no fim sempre haverá morte. Mas o universo não se baseia nisso, o início como vida, o meio como sofrimento (e também formas de coexistir com ele, até o mais extremo de se agradar, prazer vindo da dor existente), e o fim como morte.
No Literal, não podemos afirmar que o amor é monolítico no sentido estrito de "dois corpos em um", porque o amor, como sentimento é complexo e multifacetado. O termo monolítico sugere algo indivisível, uniforme, sem variação, enquanto o amor pode se manifestar de muitas formas diferentes, dependendo do contexto e das pessoas envolvidas. Porém, na filosofia, amor que une duas pessoas de forma tão intensa em ‘um só’ é monolítico, sendo uma bela metáfora da conexão e união íntima entre duas pessoas, aí sim amor no literal.
Talvez não se possa falar em uma "Literatura do Silêncio" pensando-se em leitores mudos, escritores ausentes e obras marginais. O conceito ainda é obscuro, dada sua subjetividade. Transita pelo incógnito e pelo insólito (note-se uma não-casual rima que se aproxima/faz ver). Todavia, a locução adjetiva "do Silêncio" não é nada silente. Se faz ouvir. Por poucos. E ali cria sua morada. Nicho, ghetto, comunidade marginalizada. Estradinha paralela. Ponto de resistência.
Quem não compra livros e pede emprestado já está mostrando que não dá o mínimo valor a literatura porque considera algo que não vale a pena investir,quando devolvem o livro rasgado ou maltratado ou não devolvem ,eles na realidade não querem exatamente estragar e roubar livros,querem estragar e roubar o seu prazer de ler que eles não sentem .
Aí o cara anda contigo pra cima e pra baixo - literalmente falando - e não quer saber de outra vida que seja longe da sua, mas na frente dos amiguinhos quer dar uma de garanhão e se fazer de esperto. Sai pra lá, despacho! Esperto é quem dá valor ao que se tem, ao que faz sorrir! Menina, olhe adiante, olhe mais longe! Descarrega! Desapega! Se ele não tratar de logo tomar jeito e vergonha na cara, trate você de fazer isso no lugar dele. Cuide-se! Tonifique-se, realce-se! Só aceita bagunça quem se contenta com pouco, quase nada. Ou ele te quer pra valer ou você se faz valer: Sai fora, gata!
Talvez você já saiba que está ao lado de uma pessoa que não estará presente no seu futuro. Nesse ponto da história, você já entendeu que qualquer tentativa é em vão. Você está sozinho ou sozinha no barco. Não adianta. Ele ou ela já não liga, já não faz questão, já não cuida de você e nem cuida do sentimento. Alguma coisa se quebrou, mas você permanece ali. Esperando por um milagre, mas no fundo você já sabe que o milagre maior é você conseguir ir embora. Você pensa que ainda ama, mas passa o dia com mais dúvidas do que com certezas. Sua presença naquele abraço, naquela cama, naquele tudo é um nada sem sentido. E você sente um vazio imenso. Uma falta que desnorteia qualquer diálogo. Você está implodindo por dentro, mas quer ficar. Por medo, por amor, por receio do amanhã. Essa pessoa é a pessoa errada, você sabe disso. Não no sentido de ser uma pessoa ruim, mas é a errada pra você. Não é a sua história de amor ainda, apesar de você ter amado, se apaixonado, ter se entregado. Você já entendeu tudo e isso é o que importa. Respira. Um dia você percebe que bagunçar tudo é a única forma de organizar as coisas. Outro dia eu li uma frase que dizia assim: “Você nunca encontrará a pessoa certa se não souber deixar a pessoa errada ir embora”. Não sei quem escreveu, mas eu preciso fazer um alerta: Antes de encontrar qualquer pessoa pelo caminho, busque primeiro se encontrar. É isso que, no final, faz toda a diferença.
