Tempos de Escola
Tempos modernos
Saudades de quando podia falar da tranquilidade do dia, naquela hora sabia que mesmo quando uma chuva vinha forte e os ventos destelhavam algumas casas, o que já era assustador, o único barulho que incomodava era dos trovões que ecoavam pelo ar dando ao céu seu tom gutural o tornando negro e aos ouvidos mais delicados era um aviso " não saia de casa "... Hoje o barulho que espera-se mas que deseja se que nunca venha é de uma sirene estridente e nervosa que proclama "corra ou morra...
Só divagações sobre o medo sentido por morar próximo a uma barragem.
O ser humano deveria fazer mais musica, explora-la mais, tempos atrás as pessoas tinham instrumentos em suas casas, hoje elas só tem problemas.
Há tempos não escrevo pra ti
tudo tem sido um turbilhão
Mas existem palavras em mim,
que não cabem no meu coração
Minha rima é boba eu sei
mas a carrego com o coração
Lentamente vão surgindo
palavras que nunca se tornarão em vão!
Existem pedacinhos em mim
que eu gosto de guardar
Alguns que envolvem você
vou agora te contar...
Em cinco meses tenho visto
você se transformar,
apresentar uma felicidade frequente
que não se pode controlar
Fazer parte disso não tem nem comparação,
te sentir de tantos jeitos me leva a gratidão!
Te senti em meus braços é realmente um esplendor,
meu peito pula ligeiro revelando o meu amor
Seu cheiro incomparável já não posso confundir,
porque existem coisas em você que já estão guardadas aqui.
Escutar a sua voz, seu assobio a ressoar,
pequenos pedaços de você que meus sentidos conseguem guardar.
Em tempos de ódio e armamento eu me refugio no amor e na tolerância e sigo no sonho de um país melhor, com mais igualdade social e respeito às diferenças culturais e religiosas.
Coisas de infância
De repente a saudade de velhos tempos voltou
Bateu na porta e entrou sem ao menos pedir licença
Começou a remexer em velhas recordações
Trouxe de volta os dias de infância
As tardes de outono, aquela velha preguiça dos domingos
O colo de mamãe, com o cafuné de papai
A briga que sempre rolava com os irmãos
Coisas que na hora era tão grande
Hoje não passam de pequenas lembranças daquele tempo
Saudades do tempo em que escolher a cor do desenho era importante
O tempo em que fazer roupinhas de boneca era sério
Escolher o nome delas nem se fala
Hoje só resta saudades do tempo de ser criança
De aprender a andar de bicicleta, cair e levantar
Não errar a amarelinha, e a acertar o céu
Tempo em que a inocência era real
Papai Noel existia e descia pela chaminé
Coelhinho da páscoa deixava a cesta embaixo da cama
Medo da sexta-feira santa em que o bichinho andava solto
O sábado de aleluia era temido por todos
Os Dentinhos caídos eram jogados encima do telhado
Coisas de infância, quem reconhece sabe o valor que a vida tinha
Nos dias atuais nos perdemos sem saber como será
Dias do passado ficaram nas lembranças
Daqueles que souberam ser criança
Silêncios
São tempos de silêncios secretos
de sentimentos abafados e adormecidos
de ações e atitudes discretas
de passar horas do tempo esquecidos.
São tempos de silêncios estranhos
que ninguém percebe ou entende
sem ter perdas ou ganhos
a força do silêncio paralisa e transcende
São tempos de silêncios sábios
que falam das muitas vivências
que não se permite sair dos lábios
pois a alma oferece a resistência
São tempos de silêncios interrogativos
que não esperam por respostas
são momentos só investigativos
sobre os acasos pela vida impostos
São tempos de silêncios barulhentos
que fazem a tudo reviver
deixam tudo forte e turbulento
sem a promessa de conseguir entender.
'MEU ÚLTIMO DESEJO'
É Fazer amor contigo
Como nos tempos passado
Sentindo me protegida dentro do teu afago,
Eu sou a flor e você o beija flor....
Quero beijar tua boca
Esquiar pela tua língua,
Beijando pelo teu corpo suado,
Após uma noite de amor !
Vou beijar sua testa
Gravando nela as digitais dos meus lábios,
Antes de minha partida.
Também quero sentir o teu cheiro...
Este talvez seja meu único ou meu último desejo !
DEDICADO AO MEU ESPOSO AMADO MÁRCI VIRGILINO
MariaFranciscaLeite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
A amizade é igual uma flor.
Tem tempos que murcha.
Que morre e que perde a cor.
Raras às vezes que fica de pé.
Sabe quando isso acontece?
Quando uma amizade fortalece e não se fecha.
Não está fácil manter-se bem...
E esse é o grande desafio em tempos sombrios: o de não se deixar envolver pelas sombras, pois essa é objetivo dela...
Tire um tempo, todos os dias para elevar teus pensamentos.
Medite, ore, eleve-se!
Em meio ao nevoeiro...
Busque pela claridade!
Esse é o caminho.
obter confiança de alguém nos tempos atuais é raro, se esforce para passar credibilidade sobre você.
Os bons e velhos tempos ⏳
As lembranças ganham vida
Quando ouvimos uma música, sentimos um aroma, aquele perfume, aquele filme, aquele lugar, aquelas fotos... Os olhos enchem de lágrimas.
Amigos de infância, aniversários,
passeios... Ah! Que época boa
E tudo ressurge
Uma sensação maravilhosa
Como é bom olharmos para atrás e sentirmos saudade, sinal que foi bom.
Tudo que tem importância
Tudo que marca nossas vidas tem esse efeito e é isso que levamos para sempre. Momentos inesquecíveis e quem os aproveitam são pessoas que sabem valorizar o que se tem e é grato(a) pelo que se viveu e continua aberto para viver mais...
Embora não possamos voltar atrás podemos aproveitar ainda que de formas diferentes o que temos hoje. E é exatamente isso que devemos fazer. Não é uma perda de tempo reelembrarmos e termos saudades dos velhos e bons tempos e sim uma amostra do que fomos, do que éramos, do que tínhamos, e que se algo de bom se perdeu dentro de nós, que possamos dar vida a isso novamente.
E que possamos ter novos momentos com aqueles que estão hoje em nossas vidas, pois cada tempo, cada época tem sua beleza e aprendizado.
Juvenil sonha com tempos de serenidade e sabedoria, enquanto o senil suspira por dias de juventude e euforia.
O paradoxo sutil da incapacidade de viver o momento.
Por estes tempos vivenciamos um mundo transbordando de gente sem deméritos, desclassificadas, vulgares e egoístas de essência!
Todas engajadas em atributos amorais.
Percebemos seres correndo atrás apenas de defeitos,imaginando-os como atributo.
E pior, defensoras dos seus orgulhos pessoais!
Ao longo dos tempos, a percepção da presença do desejo autônomo nas mulheres sempre perturbou os homens, desencadeando casos de violência emocional, física e psicológica.
Nunca te procurei, apenas esperei que chegasse com o coração banhado de saudade. Desde tempos remotos, você já morava em mim.
Vivemos tempos de sombras densas, onde o silêncio se faz refúgio e a palavra, um risco. A polarização ergue muros invisíveis, transformando o espaço comum num campo minado, onde cada sílaba pode desencadear tempestades. A liberdade de dizer torna-se miragem, ofuscada pela luz cortante da ofensa fácil.
Já não se pode abrir a boca sem que o ar se torne pesado, sem que as palavras sejam distorcidas, mal entendidas, censuradas. O diálogo, esse fio frágil que nos liga, estica-se até quase romper, ameaçado pela intolerância travestida de zelo. A palavra "tolerância" soa como uma piada amarga, dissipada no vento.
Onde antes floresciam debates, agora restam trincheiras. Cada opinião, uma bandeira; cada silêncio, uma suspeita. O medo de falar cala, sufoca, e a liberdade de expressão definha, encurralada pela vigilância implacável da hipersensibilidade. Escolhem-se as vias do ódio e da vitimização, em vez do entendimento.
A revolução necessária não brotará dos campos férteis; precisa de um terreno mais árido, onde as mentalidades sejam forçadas a mudar. Promessas de liberdade, por vezes, tornam-se prisões de benevolência, incapazes de curar as feridas que se agravam nas sombras do ressentimento.
No entanto, é preciso lembrar: a verdadeira mudança exige sacrifícios além das escolhas fáceis. É preciso confrontar a feiura que evitamos, a dureza das verdades que recusamos. Precisamos de uma revolução de mentalidades, um despertar que não virá sem dor, sem ruptura.
Nas fissuras da polarização, o ódio e a vitimização germinam, sufocando a esperança. Mas talvez, nas ruínas do diálogo, possamos encontrar a semente de uma nova compreensão, forjada no fogo da necessidade.
A liberdade, essa ave ferida, não alçará voo sem luta. E nós, perdidos entre sombras, devemos decidir: permanecer na escuridão confortável ou enfrentar a revolução que os tempos exigem.
Ah, o amor, esse sentimento ricamente cantado em verso e prosa por poetas de todos os tempos!
Amor que permeia e sustenta todos os tipos de relações humanas. Amor que traz em si a vida, mas também a morte, a doença e a cura. Amor que é a força propulsora da vida. Tão fácil falar de amor quando só o conhecemos na vitrine da poesia e tão difícil falar dele quando já tivemos o peito rasgado por ele e nossos melhores sentimentos saqueados. De qualquer forma o amor continua por aí fazendo vítimas, saqueando almas, rasgando corações e deixando como consolo dias permeados de lembranças e memoráveis lembranças
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